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Saúde

Publicitário é internado em SP após uso de cigarro eletrônico e faz alerta

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A onda de internações pelo uso de cigarro eletrônico chegou ao Brasil. Depois de 450 casos registrados nos Estados Unidos e seis mortes, um publicitário de 29 anos, morador de São Paulo, foi internado no hospital Sírio Libanês com uma inflamação pulmonar.

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Arquivo pessoal

O publicitário Pedro Ivo sofreu uma inflamação pulmonar devido ao uso constante de cigarro eletrônico (vaper)

Leia também: Jovem americano fica com “pulmão de 70 anos” após uso de vape

Ao BuzzFeed News , o médico do Núcelo de Reumatologia do Hospital Sírio Libanês, Thiago Bitar Barros, comentou o caso. “O que se sabe é que o vaporizador ( cigarro eletrônico ) pode causar uma inflamação pulmonar. Ainda não se sabe se são as substancias usadas no vape, a temperatura do gás inalado ou outro fator”, disse ele.

O site ainda afirma que Pedro Ivo Brito teve dores no peito, tosse e dificuldade de respirar. Chegando ao hospital precisou ser submetido a uma cirurgia por vídeo e a colocação de um dreno por conta de um derrame de líquido na pleura, membrana que recobre o pulmão.

Pedro tem uma vida agitada no Instagram com mais de 16 mil seguidores. Aproveitando sua influência nas redes, ele fez duas postagens para falar sobre o ocorrido da semana anterior.

Em sua publicação ele começa o texto com a seguinte frase: “sobre ser cool (descolado) sem Juul (marca do vaper mais vendido no mundo)”.

“Desde muito novo brinquei com fogo: fumei. Se tivesse ouvido meus pais saberia que brincadeira de fogo não funciona mesmo, nem para crianças e nem para adultos.”, escreveu ele. “Me embalei nessa onda social quase por um descuido pautado em “tendências” … Parei não por conta própria e sim porquê essa mesma vida me ligou um sinal vermelho e disse: CHEGA! Obedeci. Um pouco tarde, mas ainda em tempo”.

As duas postagens sobre seu problema com o vape chegaram a mais de 400 comentários. Confira uma delas abaixo.

Ver essa foto no Instagram

Sobre ser cool without Juul De antemão inicio já me resguardando de possíveis críticas ou comentários adversos. Não venho influenciar ninguém, muito menos influenciar alguém a te influenciar. Venho dar meu parecer, o qual “pareço” ter sentido na pele nas últimas semanas, ou seja, falo com um pouco mais de propriedade do que os possíveis futuros.  Desde muito novo brinquei com fogo: fumei. Se tivesse ouvido meus pais saberia que brincadeira de fogo não funciona mesmo, nem para crianças e nem para adultos. Em todos estes alertas não me recordo de ouvir nada sobre vapor, experimentei, gostei, achei legal e fui. Somente depois eu li, confesso, não botei fé. Me embalei nessa onda social quase por um descuido pautado em “tendências”, coisa que sempre fui avesso por achar que tudo que é padrão deixa de ser realmente uma tendência. Em tempo, e de maneira adversa, a vida me mostrou que esta, outrora tendência, havia se tornado padrão e assim me fiz parar por ali. Parei não por conta própria e sim porquê essa mesma vida me ligou um sinal vermelho e disse: CHEGA! Obedeci. Um pouco tarde, mas ainda em tempo. Optei por riscar a semana passada da minha vida. Não as pessoas que por ela passaram, as quais sou muito grato, mas os fatos em si. Dessa forma irei riscar dos meus quase 30 anos que um dia eu nisso viciei. Revelo assim um segredo sobre mim: a incrível arte que possuo e manejo com maestria: abstrair. Longe de mim culpar algo ou alguém. Culpo a mim de ter caído nessa falso status que não me levou a lugar nenhum, senão a algum lugar comum. Sempre parei com muita facilidade e sempre voltei com a mesma facilidade.  Como dessa vez parei com extrema dificuldade e por obrigatoriedade, espero que um possivel inicio aconteça proporcionalmente ou nunca mais aconteça. Opto por este último. (…continua no post ao lado direito)…

Uma publicação compartilhada por ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ᴍá ɪɴғʟᴜᴇɴᴄᴇʀ (@pedroivobrito) em 9 de Set, 2019 às 3:36 PDT


Segundo o médico Thiago Bitar Barros, o caso de Pedro foi o segundo registrado no Sírio Libanês em dois meses. No mês de agosto uma mulher foi internada e entubada por causa do uso do vape. Ela passou cinco dias na UTI.

Leia também: Cresce o consumo e a pressão para aprovar cigarro eletrônico no Brasil

Diferentemente dos Estados Unidos, o Brasil ainda não registrou nenhuma morte por uso constante de cigarro eletrônico .

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João Medina

O uso de vaporizadores para inalar maconha e outros canabinoides tem sido admitido
por muitos pacientes. Para inalação desta substância, é necessário que seja emulsionada em
algum tipo de óleo, geralmente acetato de vitamina E, podendo então explicar o achado de
muitos macrófagos com inclusões lipoídicas nestes pacientes. Esta vitamina está presente em
inúmeros complexos de complementação alimentar, mas não há estudos sobre sua segurança
via inalatória.

Fonte: Carta Alerta da SBPT de 08 de setembro de 2019

Saúde

Pesquisadores do RJ desenvolvem soro contra a Covid-19 com a ajuda de cavalos

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Cavalos podem ajudar no tratamento contra a Covid-19
Pixabay

Cavalos podem ajudar no tratamento contra a Covid-19

Pesquisadores do Instituto Vital Brasil estão desenvolvendo um soro para combater a Covid-19 com a ajuda de cavalos. O estudo, que está sendo realizado no Rio de Janeiro, pode trazer bons resultados no tratamento do novo coronavírus (Sars-cov-2) 

Apesar do tom otimista, o soro contra a Covid-19 é visto, até o momento, como uma forma de tratar pessoas que já estão doentes, e não como uma vacina. A estimativa é que o produto esteja disponível no mercado nos primeiros meses de 2021.

A ideia do estudo é usar o plasma do cavalo – que é a parte líquida do sangue – para estimular a produção de anticorpos capazes de combater o novo coronavírus em humanos.

Isso se daria por duas maneiras. Uma delas pega a proteína que o coronavírus usa para se ligar à célula humana e injeta no cavalo. A ideia é que o animal produza anticorpos capazes de impedir que o vírus consiga infectar essa célula.

A outra utiliza o vírus inteiro, mas inativado. Assim, o cavalo produz anticorpos que permitem que o organismo humano destrua esse vírus.

A estratégia não é nova, é utilizada pelo Instituto Vital Brazil há pelo menos um século. Com a ajuda dos cavalos, os pesquisadores já desenvolveram vacinas e soros contra picada de cobra, aranha, escorpião e até de abelha.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Rio terá atendimento a crianças e jovens com depressão pós-covid-19

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O Ambulatório de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, no centro da cidade, criou um projeto para atender meninos e meninas de 10 a 16 anos que tenham depressão, ansiedade ou transtorno obsessivo compulsivo (TOC) piorados ou gerados pelo medo da Covid-19 e do isolamento social.

Segundo o fundador e coordenador do ambulatório, Fábio Barbirato, o propósito é enfrentar a quarta onda, referente à possível incidência de doenças mentais. A primeira onda seria a própria pandemia, a segunda o começo dos registros de mortes pela Covid-19 e a terceira os problemas derivados da doença.

O médico disse que em regiões que já retomaram  as atividades,e que passaram por grande contaminação e número de mortes, como Itália e Espanha, há registros de aumento de casos de depressão e ansiedade em crianças e adolescentes.

“Não só piorou, depois do isolamento social, o número de jovens que já estavam deprimidos, mas com sintomas contidos, como os que não tinham e começaram a apresentar. A procura por profissionais de saúde mental aumentou muito no hemisfério norte”, disse Barbirato, em entrevista à Agência Brasil.

Prevenção

Para o psiquiatra, no Hemisfério Sul não será diferente. Antes que os números de casos de depressão subam no Brasil, o projeto vai fazer um trabalho preventivo. “Antes que explodam, a gente vai fazer exatamente isso. O nosso trabalho é fazer uma triagem no nosso ambulatório, porque a pandemia começa a ter uma queda, as pessoas já começam a poder sair e, com isso, surgem preocupações e indagações que os pais têm e de certa forma começam também a transmitir isso para as crianças”, observou.

Fábio Barbirato acrescentou que as próprias crianças e adolescentes também acompanharam o assunto nos diversos tipos de mídias e vivenciaram seus medos, alguns até exagerados e sem base científica. De acordo com ele, a divulgação massiva do isolamento social e as crianças que já têm quadro depressivo ou ansioso podem piorar e, quem não tem, mas há uma predisposição, pode apresentar.

“Aí, de alguma forma, quando se abre isso, é aquele medo e aquele pavor. É aquela coisa do menino que viveu o tempo todo em uma floresta e, de repente, é colocado em plena Nova York ou Paris. Ele ouve o barulho e vê aquelas luzes todas e não sabe nem como se locomover. Uma criança de nove, dez anos trancada dentro de casa ouve que se respirar lá fora vai morrer, quando abre as portas como vai ser isso? Pode criar uma série de angústias”, comparou.

“A vida tem que voltar ao normal em algum momento. A gente não pode criar fantasias de que a vida não vai voltar ao normal nunca mais e a criança terá que ficar o tempo todo dentro de casa.”

O médico demonstrou preocupação com o retorno dos alunos às aulas. Ele recomendou que a volta seja no mais normal possível e sem exageros de informações, além dos cuidados que devem ser tomados quanto a aproximações. “Se fala muito também sem a criança perguntar o porquê. Se a criança perguntar, aí fala. Não pode dividir o copo d’água, não pode dar abraços e beijos. Eu não posso criar uma pandemia do terror com o meu filho e vejo muito pai e mãe assim”, completou.

O psiquiatra disse que o filho dele de 9 anos está tranquilo, apesar de ter visto os pais infectados e a avó internada por causa da covid-19. Ele é hipertenso e sua mulher fez tratamento de câncer, o que os caracterizam em grupos de risco.

“Em momento nenhum criamos medo para ele. A grande questão é como a agente passa para o filho”, disse, destacando que isso não impediu dedizer contar qual era a real situação do quadro clínico da avó.

Serão atendidos 100 crianças e jovens que terão consultas por seis meses. A intenção é que sejam acompanhados por oito anos. “Queremos ver como estarão aos 18 e 24 anos e o quanto esse quadro pandêmico atrapalhou na evolução deles.”

Inscrições

Amanhã (6) começam as inscrições, que podem ser feitas pelo telefone (21) 2533-0188 até o dia 31. Depois haverá uma triagem para verificar quem realmente tem quadro de  transtorno ou se é apenas caso de uma questão de angústia passageira.

“Quem pode pagar não vai para lá. Vai lá quem passa necessidade, pessoas das classes C, D e E. Talvez vá pegar a classe média que ficou sem recursos. Muitas pessoas ficaram sem dinheiro nessa fase”, indicou.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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