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Internacional

Protestos contra governo no Sri Lanka completam 100 dias

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Manifestantes invadem gabinete do primeiro-ministro do Sri Lanka
Reprodução/Twitter @22Dinuk – 13.07.2022

Manifestantes invadem gabinete do primeiro-ministro do Sri Lanka

Os protestos contra o governo no Sri Lanka, que provocaram a renúncia do presidente Gotabaya Rajapaksa, completaram 100 dias neste domingo (17). Apesar da saída dele, considerado culpado pela crise econômica que assola o país, os ânimos continuam acalorados, com os manifestantes dirigindo as críticas ao seu sucessor, Ranil Wickremesinghe.

Batizada de “Aragalaya” (“luta”) e organizada nas redes sociais, a campanha para exigir a renúncia de Rajapaksa começou em 9 de abril, quando milhares de manifestantes de todo país começaram a acampar do lado de fora do escritório presidencial, na capital do país, Colombo.

A manifestação estava prevista para durar dois dias, mas os organizadores, surpreendidos por um fluxo maior do que o esperado, decidiram manter o acampamento por tempo indeterminado.

Em 9 de julho, manifestantes invadiram o palácio onde Rajapaksa estava, com o presidente fugindo para Singapura. De lá, anunciou oficialmente sua renúncia, na última sexta-feira (15).

O Parlamento escolherá o novo presidente no próximo dia 20. O primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe, que assumiu como presidente interino, é o grande favorito para a sucessão.

“Já são 100 dias desde que tudo começou”, escreveu no Twitter, neste domingo, um dos manifestantes mais ativos nas redes, Prasad Welikumbura, que também exige a saída de Wickremesinghe. “Mas ainda estamos longe de uma mudança de sistema. Estamos discutindo com os grupos que participam da Aragalaya para dirigir a campanha contra Ranil Wickremesinghe”, complentou.

O presidente interino ordenou que o Exército faça todo o possível para manter a ordem. Na segunda-feira (18), reforços da polícia e do Exército serão enviados para a capital para garantir a segurança ao redor do Congresso, devido à votação de quarta-feira.

Na carta de renúncia lida ontem no Congresso, Rajapaksa disse que fez “o máximo” para evitar o desastre econômico que afeta o país, mas que a pandemia da Covid-19 anulou seus esforços.

“Os confinamentos de 2020 e 2021 erodiram as reservas de divisas. Fiz o máximo pelo país”, afirmou o agora ex-presidente, em uma carta lida pelo secretário-geral do Congresso Nacional, Dhammika Dasanayake, e enviada de Singapura.

Em sua breve missiva, Rajapaksa sustentou que as reservas cambiais já estavam baixas quando assumiu o cargo, em novembro de 2019, e que a pandemia terminou por devastar a economia da ilha, que tem 22 milhões de habitantes, situada ao sul da Índia.

Os números oficiais mostram que o Sri Lanka contava com uma reserva de US$ 7,5 bilhões em 2019, que chegou a apenas US$ 1 bilhão no momento de sua saída do território nacional. Em abril deste ano, o país entrou em “default” pelo não pagamento de US$ 51 bilhões da dívida externa.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Iraniano é processado por planejar assassinato de ex-assessor de Trump

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Iraniano ofereceu US$ 300 mil para quem assassinasse Bolton
Divulgação/Official White House/Shealah Craighead

Iraniano ofereceu US$ 300 mil para quem assassinasse Bolton

Os Estados Unidos abriram um processo formal contra o iraniano Shahram Poursafi, um dos chefes da Guarda Revolucionária, por planejar matar o ex-assessor de Segurança Nacional do então presidente Donald Trump , John Bolton, informou o Departamento da Justiça nesta quarta-feira (10).

A ação seria uma resposta ao assassinato, em janeiro de 2020, do general Qassem Soleimani, um dos homens mais poderosos do Irã e que guiava a Força Al Quds, unidade especial da Guarda.

Poursafi, também conhecido como Mehdi Rezayi, tem 45 anos, e ofereceu uma recompensa de US$ 300 mil para quem assassinasse Bolton em Washington ou Maryland. O paradeiro do iraniano, porém, é desconhecido.

Conforme o Departamento de Justiça, o crime deveria ter ocorrido em outubro de 2021.

O iraniano teria primeiro solicitado fotos da rotina de Bolton nas duas cidades e depois contatado uma pessoa não identificada nos EUA para achar um mercenário que cometesse o crime. Além disso, em uma das conversas obtidas nas investigações, Poursafi teria dito a esse intermediário que pagaria ainda US$ 1 milhão para um “trabalho adicional”.

O Departamento de Justiça, no entanto, não informou quem seria a segunda pessoa e que o nome está em uma investigação confidencial do FBI. Conforme fontes da Inteligência, essa pessoa seria o ex-secretário de Estado Mike Pompeo.

O possível assassino teria solicitado uma antecipação de parte do valor, mas só recebeu US$ 100, em criptomoedas, em abril deste ano. Por isso, Poursafi responderá por planejar um assassinato (pena de até 10 anos) e por fornecer material para um complô de assassinato internacional (15 anos de detenção).

“Essa não é a primeira vez que descobrimos um complô do Irã para vingar-se em solo norte-americano. Continuaremos a trabalhar incessantemente para expor e tentar parar essas tentativas”, disse o vice-procurador-geral Matthew Olsen.

Já o conselheiro para Segurança Nacional, Jake Sullivan, afirmou que o governo de Joe Biden “vai proteger todos os norte-americanos das ameaças de violência e de terrorismo”. “Se o Irã atacar qualquer um de nossos cidadãos, ele enfrentará graves consequências”, acrescentou.

Bolton é considerado um dos mais importantes expoentes entre os republicanos e era um dos principais opositores ao acordo nuclear assinado com o Irã em 2015 – do qual Trump tirou os EUA em 2018. Mas, além de atuar com o ex-presidente, Bolton teve passagens pelo Departamento de Justiça e de Estado, além de ter cargos de alto nível em todos os governos republicanos desde a década de 1980.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

China encerra exercícios militares contra Taiwan

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China fez exercícios militares na véspera de viagem de Pelosi a Taiwan
Reprodução – 01.08.2022

China fez exercícios militares na véspera de viagem de Pelosi a Taiwan

Após quase uma semana, a China encerrou nesta quarta-feira (10) os exercícios militares de retaliação pela visita da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan.

“As tropas estarão atentas a mudanças da situação no Estreito de Taiwan, continuarão a fazer treinamentos e preparativos militares, organizarão regularmente patrulhas de prontidão ao combate e defenderão resolutamente a soberania nacional e a integridade territorial”, diz um comunicado das Forças Armadas chinesas.

Os exercícios começaram em 4 de agosto e estavam programados para terminar no dia 7, mas Pequim decidiu prorrogá-los até esta quarta. Essas foram as maiores atividades militares feitas pela China em torno de Taiwan, ilha que o gigante asiático considera uma província rebelde. O presidente Xi Jinping já prometeu diversas vezes que vai reintegrar Taiwan, inclusive mediante o uso da força.

O governo chinês divulgou nesta quarta um documento em que afirma estar disposto a “criar um amplo espaço para a reunificação pacífica”, mas ressalta que não permitirá “atividades separatistas para a independência” da ilha.

A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, por sua vez, declarou que Pequim “ignora a realidade nos dois lados do estreito”.

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Fonte: IG Mundo

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