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Política Nacional

Promulgada Lei Paulo Gustavo, para ações emergenciais à cultura

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Conhecida como Lei Paulo Gustavo, foi promulgada em edição extra do Diário Oficial da União de sexta-feira (8), a Lei Complementar 195, de 2022, criada para incentivar a cultura e garantir ações emergenciais, em especial demandadas pelas consequências do período pandêmico que impactou significativamente o setor nos últimos dois anos.

O presidente Jair Bolsonaro havia vetado totalmente o Projeto de Lei Complementar (PLP) 73/2021, que teve como primeiro signatário o senador Paulo Rocha (PT-PA). No Senado, a matéria foi relatada pelo senador Alexandre Silveira (PSD-MG) e foi aprovada em Plenário em março deste ano. Na terça-feira (5), senadores (66) e deputados (356) foram favoráveis à derrubada do veto em sessão do Congresso Nacional.

O chefe do Executivo havia alegado em suas justificativas contrariedade ao interesse público ao criar despesa corrente primária que estaria sujeita a limite constitucional, além de compressão das despesas discricionárias e enfraquecimento de regras de controle, eficiência, gestão e transparência elaboradas para auditar os recursos federais.

Para os senadores Alexandre Silveira e Paulo Rocha, essa norma, além de socorrer o setor cultural, vai fortalecer as economias locais, principalmente com a possibilidade de estados e municípios poderem decidir autonomamente sobre os projetos a serem apoiados.

Repasses

A norma autoriza repasse de cerca de R$ 3,86 bilhões em recursos federais a estados e municípios para fomento de atividades e produtos culturais, como forma de atenuar os efeitos econômicos e sociais da pandemia de covid-19. Do total a ser liberado pelo Poder Executivo, cerca de R$ 2,8 bilhões devem ir para o setor de audiovisual; outro R$ 1 bilhão será repartido entre outras atividades culturais. 

Os repasses deverão ser feitos em até 90 dias após a publicação da lei. Os estados e os municípios que receberem os recursos deverão comprometer-se a fortalecer os sistemas estaduais e municipais de cultura existentes ou, se inexistentes, implantá-los, com a instituição dos conselhos, dos planos e dos fundos respectivos de cultura.

Também houve alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000) para que não seja contabilizado na meta de resultado primário as transferências federais aos demais entes da Federação para enfrentamento das consequências sociais e econômicas no setor cultural decorrentes da pandemia.

A verba prevista deve sair do superávit financeiro do Fundo Nacional de Cultura (FNC) e deverá ser operada diretamente por estados e municípios. 

O nome do projeto homenageia o ator e humorista Paulo Gustavo, que morreu em maio de 2021, vítima da covid-19.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Michelle Bolsonaro ataca Lula e religiões africanas: “Isso pode”

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Michelle Bolsonaro atacou Lula
Reprodução/redes sociais

Michelle Bolsonaro atacou Lula

Nesta terça-feira (9), a primeira-dama Michelle Bolsonaro usou seu perfil no Instagram para atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e religiões de matriz africana como o Candomblé.

Michelle compartilhou um vídeo em que Lula recebe um banho de pipoca de uma religiosa. As imagens foram filmadas no ano passado em um evento que ocorreu na Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador.

“Isso pode, né! Eu falar de Deus, não”, escreveu a primeira-dama. A publicação original foi feita por uma vereadora bolsonarista de São Paulo.

“Lula já entregou a sua alma para vencer essa eleição. Não lutamos contra a carne e nem o sangue, mas contra os principados e potestades das trevas. O cristão tem que ter a coragem de falar de política hoje para não ser proibido de falar de Jesus amanhã”, diz a legenda da postagem.

No último domingo (7), a primeira-dama afirmou que, antes do seu marido Jair Bolsonaro (PL) ocupar o cargo de presidente, o Palácio do Planalto era um espaço “consagrado a demônios”.

Lideranças e representantes de religiões de matriz africana criticaram a declaração de Michelle. Tais posições incomodaram bastante a esposa do chefe do executivo federal.

Em nota ao IG, a assessoria do petista declarou que “Lula respeita as religiões e sua liberdade de culto e não hostiliza manifestações religiosas”.

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Fonte: IG Política

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Política Nacional

Bolsonaro ‘derrama’ elogios a primeira-dama e ataca esquerda em evento

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Presidente da República, Jair Bolsonaro durante Conferência Modeladas com Michelle Bolsonaro
Isac Nóbrega/PR – 28.07.2022

Presidente da República, Jair Bolsonaro durante Conferência Modeladas com Michelle Bolsonaro

A primeira-dama Michelle Bolsonaro e ataques à esquerda dividiram a atenção do presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira, em um evento para ruralistas em São Paulo. O último a falar na solenidade de abertura do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), em São Paulo, Bolsonaro pediu uma salva de palmas a Michelle e derramou elogios à esposa ao longo dos 20 minutos de discurso.

Rejeitado pelo eleitorado feminino, o presidente tem se esforçado em trazer para sua campanha a imagem da primeira-dama. Sentada à esquerda de Bolsonaro no palco, Michelle teve seu vestido verde elogiado pelo marido e o ouviu dizer que amenizou um palavrão por causa de sua presença.

Críticas a governos de esquerda recentemente eleitos na América Latina, como Argentina (Alberto Fernández), Chile (Gabriel Boric) e Colômbia (Gustavo Petro), também permearam o discurso. Bolsonaro afirmou que a situação econômica desses países é reflexo da ideologia de seus governantes.

Assim como havia feito em almoço na Federação Brasileira de Bancos (Febraban) na segunda-feira, ele mirou artilharia sobre a corrupção nos governos do PT. Bolsonaro repetiu seu ministro da Agricultura, Marcos Pontes, que havia criticado a proposta do programa de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de regular a produção agrícola e afirmou que o setor não precisa disso.

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Fonte: IG Política

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