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Projeto estabelece diretrizes para tratamento de problemas psicológicos causado na pandemia

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Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

A Assembleia Legislativa vai analisar, nos próximos dias, o Projeto de Lei 813/20, que estabelece estratégias para a divulgação, orientação e tratamento psicológico e psiquiátrico a pessoa acometida por sintomas de depressão, ansiedade e de suicídio, em decorrência ao isolamento social, ação realizada para conter a proliferação da Covid-19.

Conforme o projeto apresentado pelo presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM), esse será mais um importante apoio às pessoas que desenvolveram problemas psicológicos durante a pandemia. Para isso, as unidades de saúde e escolares da rede pública deverão prestar o atendimento necessário, inclusive aos familiares do paciente, que apresentar transtornos como estresse pós-traumático, depressão, ansiedade, pânico e comportamento suicida.

A proposição determina ainda que, além de orientação, será garantida a assistência em saúde mental para o tratamento necessário com a perspectiva multiprofissional de abordagem e atendimento; a realização de ciclos de palestras e campanhas focadas à qualidade de vida; bem como a promoção de debates no ambiente de trabalho sobre ações que promovam a saúde mental.

“O objetivo é promover uma ação voltada aos cuidados da saúde mental das pessoas infectadas ou não pela Covid-19 e também os membros de suas famílias, de forma a minimizar o impacto psicológico causado pela doença. Por isso, vamos defender a aprovação deste importante projeto de grande alcance social”, afirma Botelho. 

O acolhimento, conforme o projeto, deverá ser feito com base em estratégias recomendadas para cuidados psicológicos e psíquicos, como reconhecer e acolher receios e medos, quando o paciente procurar pessoas de confiança para conversar; apoiar no retorno à rotina e na reintegração das atividades aos que perderam entes queridos em decorrência da saúde mental; investir e auxiliar na redução do nível de estresse agudo provocados pela perda de parentes à Covid-19 e que apresentem sintomas e complicações associadas a conduta suicida, comprometimento social ou no trabalho, transtornos psicossomáticos, luto patológico e transtornos de adaptação.

O projeto de Botelho prevê ainda investimentos em estratégias qualificadas de comunicação que propiciem à recuperação; capacitação de equipes para a fase de recuperação e atenção à saúde mental dos que trabalham na linha de frente dos casos mais graves; consolidar a coordenação interinstitucional e a participação comunitária na tomada de decisões, através de estratégias sociais e culturais, bem como mapear e dispor de ações para os trabalhadores, como: suporte psicológico presencial ou online nos Centros de Atenção Psicossocial e outros dispositivos da rede onde os usuários já estejam sendo cuidados e também que estejam aptos para acolher novas situações de crise.

Botelho lembra que todos vivenciam um tempo absolutamente novo para toda a sociedade, onde os reflexos da pandemia da Covid-19, pode remeter a diversos sentimentos e transtornos, em que especialistas chamam de transtornos do estresse pós-traumático, condição comum em situações de catástrofes, guerras, sequestros e pandemias.

De acordo com pesquisadores, durante epidemias o número de pessoas que desenvolvem distúrbios psíquicos tende a ser maior do que as que são afetadas pelo processo infeccioso.
Botelho cita no projeto o artigo publicado pela revista eletrônica Saúde e Debate e Revista Ampla, “Efeitos da pandemia: Covid-19 e depressão”, que aborda o tema como “fatores sérios de risco à saúde mental, principalmente, por conta das perdas financeiras e do estigma em relação a outras pessoas”.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), os porcentuais médios esperados desses problemas na população se dividem em estresse 8,5%; ansiedade 7,9% e depressão 3,9%. Além da preocupação com a saúde mental de crianças e adolescentes que preocupam pais e especialistas, uma vez que, não houve preparação sobre como lidar com os efeitos pós-pandemia. Estudiosos afirmam que sem condições para oferecer assistência básica e orientação psicológica, os casos se tornarão cada vez mais graves, além de aumento expressivo no número de suicídios.

A proposta é fundamental para ajudar no enfrentamento desses tipos de transtornos. Para se ter uma ideia, estudos apontam que 5,8% da população brasileira sofre com depressão e 32 brasileiros se suicidam todos os dias. Outro tipo de doença que poderá ter consequências em massa é o das pessoas que sofrem síndrome do pânico, ou seja, um número estimado entre 4 e 6 milhões de brasileiros. 

Fonte: ALMT

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Gisela diz que fez bem em rejeitar Emanuel, que teria que escolher um lado e que pode disputar Câmara Federal pelo Pros

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A presidente do Pros de Mato Grosso, advogada Gisela Simona, em entrevista ao Portal ODocumento, afirmou que a sua pré-candidatura à Câmara Federal, nas eleições de 2022, significa o fechamento de um ciclo que começou ainda em 2018, quando a advogada concorreu à mesma vaga e conquistou mais de 50 mil votos.

Segundo Simona, que disputou a eleição para a prefeitura de Cuiabá, em 2020, ficando em terceira colocada na disputa, sua postura no segundo turno da eleição que reelegeu o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), de apoiar o candidato Abílio Júnior (Podemos), não prejudica o seu projeto de disputar a Câmara Federal.

“Não vejo que houve em nenhum momento um erro ou que haja prejuízo. Pelo contrário, até pelos desfechos que estão acontecendo hoje dentro da gestão municipal fica notório que não tinha como apoiar o atual prefeito”, afirmou.

Conforme a líder partidária, “aqueles que acompanham nossa trajetória sabem que nós temos que ser coerentes com aquilo que achamos que é correto. E ser contra a corrupção é algo que sempre foi muito claro, não só nas nossas vidas como também nas nossas propostas”, declarou.

A líder partidária fez questão de destacar que a intenção do Pros é lançar chapas completas para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal nas eleições de 2022, com 16 pré-candidatos a deputado federal e 48 estadual. “Esse é o nosso propósito, estamos aguardando para ver se haverá mudança na legislação ou não. Nós estamos querendo sair com chapa cheia, com 16 candidatos a federal e 48 a estadual. Fizemos uma divisão do Estado por número de eleitores e vamos querer fazer um grupo bem heterogêneo com pessoas de todo Mato Grosso”, argumentou.

Questionada sobre nomes que estariam compondo as chapas de pré-candidatos, Gisela Simona desconversou. “Estamos mantendo tudo sobre sigilo, até mesmo para evitar o assédio de outros partidos. Mas estamos com um bom andamento. Terá muitos representantes da sociedade, diversos segmentos, ex-candidatos a prefeito no interior do Estado e algumas figuras conhecidas aqui em Cuiabá também”, completou

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Fávaro vê exagero na quantidade de partidos, critica proposta da volta das coligações e diz que votará contra

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O senador Carlos Fávaro (PSD), presidente do partido no Estado, vê a volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais como um retrocesso. “Voltar as coligações é o enfraquecimento dos partidos políticos. Com todo respeito à Câmara Federal, mas nós não podemos retroceder”. Segundo Fávaro, a volta das coligações e a ausência de cláusulas de barreira impede a governabilidade de qualquer chefe de Executivo. A matéria, que está em tramitação, para Carlos Fávaro, terá resistência no Senado Federal.

“A volta das coligações, proposta pela maioria dos deputados federais, marcaria um retrocesso nos avanços conquistados ao longo dos últimos anos. Nosso sistema eleitoral, com as regras atuais, é muito recente. Ainda que precise de ajustes, não podemos permitir retrocessos”, argumentou o senador.

Carlos Fávaro, que é titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania do Senado, que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Eleitoral (28/2021), fez questão de destacar o relatório da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que barrou a medida, aprovada na Câmara dos Deputados.

“Embora alguns possam pensar o contrário, não é democrático termos 35 partidos políticos, o que cria situações esdrúxulas, como as siglas de aluguel. Por isso, parabenizo a senadora Simone por barrar a volta destas coligações”, disse o senador.
Só para citar exemplos, o senador disse que em Cuiabá os 25 vereadores estão divididos em 19 partidos políticos. Em Blumenau [SC], são 15 vereadores para 12 partidos. “Por mais plural que somos enquanto sociedade, não há justificativa para um número tão grande de siglas”, destacou o senador.

Para o senador, “isso é horrível, imagina o prefeito ter que tratar, e é parte normal da democracia o Executivo e Legislativo conversarem e convergirem, ter que conversar com 19 líderes, e o que é pior, chega a ser grotesco, líder de si mesmo, porque só tem um vereador. Esse não é o modelo bom para a democracia, para a gestão pública”, arrematou.

O senador defende o aperfeiçoamento da legislação eleitoral e lembrou que o Senado já aprovou projetos importantes nesse sentido, como o que define critérios para a distribuição das sobras eleitorais e o que estimula a participação de mulheres na política.

 

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