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Projeto Ártemis: conheça a audaciosa missão dos EUA para colonização da lua

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Reprodução/Nasa

Projeto tem o audacioso objetivo de criar a primeira colônia humana na lua

2024. Este é o prazo estipulado pela Nasa para voltar a pisar na lua. 50 anos depois do primeiro pouso, realizado pelo projeto Apollo, a agência espacial norte-americana prepara a ‘missão irmã’ de seu pontapé inicial no desbravamento da lua: o projeto Ártemis tem objetivos bastante audaciosos e não quer apenas visitar, mas sim permanecer no satélite terrestre.

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Com novas tecnologias, e novidades até mesmo na tripulação que fará parte da empreitada, a Nasa projeta a realização de missões espaciais mais fáceis e acessíveis já a partir de 2028 sonha com a construção da primeira colônia humana na lua e, quem sabe, até em Marte. Para isso o Projeto Ártemis tem grande importância.

O que é o projeto?

Na mitologia grega, Ártemis, deusa da caça e da lua, é a irmã gêmea de Apolo , deus do sol e da luz, que anos atrás foi homenageado pela NASA ao dar nome às primeiras expedições lunares. Como em uma tradição familiar, agora é chegada a vez de a deusa receber tal homenagem, cedendo seu nome para a mais nova empreitada audaciosa de conquista do espaço por parte dos norte-americanos .

O objetivo da missão é claro: voltar a colocar pés humanos na lua até 2024, incluindo aí a participação da primeira mulher astronauta a visitar o satélite natural da Terra , e conhecer o polo sul lunar, local ainda desconhecido para a humanidade.

Como a própria agência revela, o conhecimento adquirido nas viagens até a lua, seja nas alunissagens ou apenas nas análises realizadas em órbita, servirá para passos ainda maiores no futuro, com Marte sendo a próxima parada do projeto de colonização espacial .

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Preparativos

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Reprodução/Nasa

Astronautas se preparam para as missões realizando tarefas em ambiente próximo ao da lua

Apesar de ainda distante, o voo já está sendo bastante planejado pela equipe. Inclusive, missões não tripuladas devem ocorrer a partir de 2020, com a Ártemis 1 , que testará a nova espaçonave Space Launch System (SLS) para as futuras viagens. Na sequência, apenas dois anos depois, está programada a primeira viagem com tripulantes.

Por isso, os astronautas estão realizando exercícios para se preparar para o ambiente lunar. Na última semana, a Nasa divulgou imagens de um grupo trabalhando ao lado de cientistas da agência dentro de uma piscina. O objetivo da atividade era recriar, mesmo que em escala menor, o ambiente que os tripulantes da missão irão enfrentar na lua. Debaixo d’água, eles tiveram que caminhar, realizar tarefas, coletar amostras e até realizar experimentos.

Objetivos

Entre os principais objetivos do projeto da Nasa, além do óbvio estabelecimento dos EUA como líder e principal concorrente na corrida pela conquista da lua, está a criação de novas tecnologias para auxiliar na exploração espacial e incentivar futuras gerações a olhar para o espaço com novos olhos, como diz a própria agência.

Além do aspecto prático e financeiro, existe o lado científico da exploração. Segundo os cientistas , as missões trarão benefícios que possibilitarão a criação de uma base lunar. Porém, para que isso ocorra, precisam confirmar que existe água e oxigênio que garantam a sobrevivência dos humanos .

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O futuro

Segundo a Nasa, “voltar a pisar na lua será a grande conquista, um momento brilhante para esta geração”, chamada pela agência de ‘Geração Ártemis ’. Caso tenha sucesso, o sonho de conhecer Marte de perto estará próximo de se tornar realidade. E a partir daí, quem poderá dizer quais serão os próximos passos?


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STJ decide manter investigação do caso Marielle Franco no Rio

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Em setembro de 2019, a então procuradora geral da República, Raquel Dodge, solicitou a federalização do caso

O Superior Tribunal de Justiça decidiu, nesta quarta-feira (27), pela permanência do caso Marielle Franco na justiça do Rio de Janeiro. A família de Marielle era contra a federalização do caso.

Até hoje não se sabe quem são os mandantes do crime, cometido em 14 de março de 2018. Dois suspeitos de terem matado a vereadora e o motorista Anderson Gomes, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, estão presos atualmente.

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A investigação é conduzida pelo Ministério Público do estado do Rio e a Polícia Civil fluminense.

Em setembro de 2019, a então procuradora geral da República, Raquel Dodge, solicitou a federalização do caso. Posteriormente, o pedido foi endossado por Augusto Aras, atual procurador geral da República.

O  Instituto Marielle Franco, criado pelos familiares de Marielle para cobrar respostas quanto ao crime, comemorou no Twitter:



A ministra Laurita Vaz, relatora do processo, afirmou que “não há sombra de descaso, desinteresse, desídia ou falta de condições pessoais ou materiais das instituições estaduais encarregadas por investigar, processar e punir os eventuais responsáveis pela grave violação a direitos humanos decorrente dos homicídios de Marielle e Anderson.”

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A relatora resaltou que não há motivos para a federalização do caso. “Constata-se notório empenho da equipe de policiais civis da Delegacia de Homicídios e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (…), o que desautoriza o atendimento ao pedido de deslocamento do caso para a esfera federal.”

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Prefeitos brasileiros participam de reunião virtual com prefeitos dos EUA

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Em live%2C prefeitos do Brasil e dos Estados Unidos analisam medidas de enfrentamento à pandemia
Reprodução/Internet

Em live, prefeitos do Brasil e dos Estados Unidos analisam medidas de enfrentamento à pandemia

Convidados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) para um debate on-line sobre estratégias de mitigação de crises diante da pandemia do Covid-19, dois prefeitos norte-americanos falaram nesta quarta-feira (27) sobre as estratégias de mitigação adotadas pelas cidades de Miami e Los Angeles para lidar com o problema.

Reunidos em um encontro virtual, os prefeitos de Vitória (ES), Luciano Rezende, vice-presidente de Relações Internacionais da FNP; de Manaus (AM), Arthur Virgílio Neto, 2º Secretário Nacional da entidade; de Miami, Francis Suarez, e o vice-prefeito de Segurança Pública de Los Angeles, Jeff Gorrell, ressaltaram a importância do discurso unificado entre os governantes para reduzir os impactos causados pelo novo coronavírus.

Eles falaram que se as medidas para evitar a propagação do vírus causador da Covid-19 não forem implementadas de forma correta agora, no futuro as restrições poderão ser ainda maiores.

Doria anuncia plano de retomada econômica em São Paulo a partir de 1º de junho

Vice-prefeito de Segurança de Los Angeles, Jeff Gorell, disse que o fato de enfrentar problemas como incêndios florestais e de o risco de terremotos ser uma constante, faz com que, tanto as autoridades como a população de Los Angeles, vivam um ambiente de “respeito aos protocolos”.

“Em todas essas situações quem tem poder é o povo. E agora é necessário que ele novamente abrace essa cultura, usando máscara e evitando aglomerações. Quanto antes fizermos isso, será o quanto antes vamos poder abrir nosso comércio. Se isso não for feito, provavelmente teremos de voltar a restrições mais severas”, disse Gorell.

“Muitas pessoas às vezes se esquecem da gravidade da situação. E o ponto é: se não der certo teremos de voltar às restrições”, acrescentou.

Américas terão maior aumento do desemprego pela Covid-19 no mundo, alerta OIT

Para o prefeito Arthur Virgílio, a falta de entrosamento entre os entes foi uma barreira que atrapalhou a efetividade do isolamento social, considerada pelo gestor como a principal arma de enfrentamento ao novo coronavírus. “Aqui, tivemos uma contradição muito grande. Havia o desejo do governador e o meu de fazermos o isolamento social e uma pregação incessante do presidente da República contra o isolamento.”

Segundo o prefeito, o contrassenso agora é vivido no âmbito do estado. Isso porque o governador deve reabrir o comércio no dia 1º de junho, medida que o prefeito avalia como prematura. “Manaus, se fosse uma realidade isolada, estaria controlada, mas o interior do Amazonas é desvalido, praticamente não tem assistência médica conveniente. E tem as populações tradicionais, as populações indígenas que correm efetivo perigo. Eu temo que não só se aprofunde a crise no interior do estado e entre os povos tradicionais, como eu temo que nós, em Manaus, soframos uma segunda onda, que poderá ser mais grave que a primeira”, afirmou Virgílio.

Na avaliação do prefeito Luciano Rezende, o debate organizado pela FNP evidenciou o desafio que muitos países enfrentam para coordenar as ações de combate à maior urgência sanitária dos últimos cem anos. “A disseminação dessa pandemia é uma realidade que impacta a saúde e também a economia do mundo inteiro. E nós vamos ter que cuidar das duas coisas ao mesmo tempo”, enfatizou o vice-prefeito de Relações Internacionais da FNP.

Braga Netto: restrição de EUA ao Brasil é de “critérios técnicos”

Segundo o prefeito de Miami, Francis Suarez, muitas das críticas feitas ao isolamento social são feitas por “pessoas que olham para trás sem entender o quanto as medidas já adotadas preveniram a propagação do vírus”, disse.

Na avaliação dele, a saída do isolamento precisa considerar uma série de variáveis, categorizando por riscos os diferentes negócios. “Minha esperança vai na direção de que continuemos mobilizados de forma a evitar o lockdown, o que seria muito mais danoso para nossa economia”, disse.

Enquanto os governantes brasileiros aguardam a sanção do PLP 39/2020, que pode repassar o auxílio emergencial de R$ 60 bilhões a estados e municípios, a Câmara dos Deputados norte-americana deve aprovar em breve uma segunda rodada de apoio monetário, agora no valor de U$ 350 bilhões para ajudar as cidades.

A informação foi apresentada pelo prefeito de Miami, que já recebeu U$ 3,2 milhões do governo federal no primeiro bloco de suporte financeiro. O recurso, explicou Suarez, foi usado para fortalecer os serviços de assistência social e empréstimos a pequenas empresas.

O suporte social também foi a área priorizada pela prefeitura de Los Angeles, pontuou Gorell. “Nós também recebemos uma grande soma de recurso, aproximadamente U$ 780 milhões de suporte, que usamos para empréstimos, para gerar teste e abrigo para pessoas desabrigadas”. Com 3,99 milhões de habitantes, a cidade é reconhecida como a segunda maior do país.

Proibição de entrada de brasileiros

A partir desta sexta-feira, 29, os Estados Unidos irão proibir a entrada de pessoas vindas do Brasil, devido à escalada de casos do novo coronavírus registrada no país.

Para Francis Suarez, a medida é temporária e pode beneficiar os dois países nas ações de mitigação à doença. “Todos se beneficiam se nós proibirmos os voos entre pontos com muitos casos de covid-19. Além disso, isso é temporário. E, em um segundo ponto, essa medida nos permite focar em nossas questões internas ao invés de questões internas e externas.”

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