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Economia

Projeção de crescimento do crédito em 2020 sobe para 11,5%

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O Banco Central (BC) aumentou a projeção para a expansão do crédito este ano de 7,6% para 11,5%. A estimativa consta do Relatório de Inflação, divulgado hoje (24), em Brasília.

“O aumento decorre, principalmente, da demanda acentuada de crédito das empresas, que vem sendo atendida tanto pela expansão do crédito livre como pelo crédito direcionado, no último caso voltado principalmente para as empresas de menor porte”, disse o BC.

As modalidades de empréstimos são divididas em dois tipos: o crédito livre e o direcionado. No caso do crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado tem regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

Empresas

A projeção para o crescimento do crédito livre para as empresas passou de 15,6%, previstos em junho, para os atuais 20%. “No segmento de recursos livres para pessoas jurídicas, o ajuste na projeção para 2020 se fundamenta pelas condições mais acessíveis de financiamento, com destaque para a taxa de juros na mínima histórica, e pela melhora nas expectativas de recuperação da atividade econômica”, afirma o BC.

No caso dos empréstimos com recursos direcionados para as pessoas jurídicas, a projeção de crescimento subiu ainda mais: de 1% para 11%. Segundo o banco, a nova estimativa reflete o efeito dos programas emergenciais de crédito para as empresas.

Pessoas físicas

Para o Banco Central, os empréstimos a pessoas físicas livres devem apresentar desaceleração em 2020, influenciada, entre outros fatores, pela modalidade cartão de crédito à vista, “fortemente afetada pela queda nos gastos dos consumidores de alta renda”.

A projeção para o ritmo de expansão do crédito livre para as famílias em 2020 foi mantida em 6,5%.

O crescimento esperado dos financiamentos às famílias com recursos direcionados foi revisado de 5% para 9,5%. “As concessões de financiamentos imobiliários, principal modalidade do grupo, surpreenderam positivamente, apresentando evolução positiva após abril, impulsionadas pela queda nas taxas de juros. As renegociações e as postergações nos pagamentos de parcelas também contribuíram para o crescimento do saldo de crédito no primeiro semestre”, afirmou o relatório.

Crédito em 2021

A projeção do BC para o crescimento do crédito em 2021 é de 7,3%, “desempenho liderado pela retomada do crédito às pessoas físicas (9%), e que incorpora desaceleração do crédito às empresas (5,1%)”.

“Para as famílias, levando-se em conta perspectiva de melhora no mercado de trabalho, espera-se crescimento de 10% do saldo de crédito com recursos livres, enquanto as operações com recursos direcionados devem registrar crescimento de 7,7%, influenciadas pela redução das renegociações e postergações de parcelas no segmento imobiliário”, destacou o BC.

Acrescentou que o desempenho do crédito às pessoas jurídicas com recursos livres “deve apresentar forte desaceleração em 2021 (8%), motivada pela normalização da atividade econômica e pela necessidade de desalavancagem [redução do endividamento] das empresas”.

Segundo o Banco Central, a retomada de emissões de dívidas corporativas fora do Sistema Financeiro Nacional “deve propiciar fonte alternativa de financiamento para as grandes empresas, favorecendo o movimento de desaceleração do crédito bancário”.

O saldo de crédito para empresas com recursos direcionados “deve registrar desaceleração e manter-se estável em 2021, o que sinaliza retorno ao perfil de expansão do crédito anterior à pandemia, mais concentrado nas operações com recursos livres”. 

“Importante observar que ambas as desacelerações devem ser avaliadas considerando forte efeito da base de comparação, de modo que a expansão do crédito seguirá sendo relevante na fase de recuperação da economia”, disse o BC.

Contas externas

No relatório, o Banco Central também traz projeção para transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países. A projeção de déficit em transações correntes foi reduzida de US$ 13,9 bilhões para US$ 10,2 bilhões (0,7% do Produto Interno Bruto – PIB) ao final deste ano. “O principal fator para a revisão é a melhora nos valores esperados para as exportações, que apresentaram nos últimos meses resultado acima do anteriormente projetado”, especificou o relatório.

A projeção para os investimentos diretos no país (IDP) passou de US$ 55 bilhões para US$ 50 bilhões. A previsão de saída de investimentos estrangeiros em fundos de investimento e ações negociadas em bolsas brasileiras e no exterior passou de US$ 16 bilhões para US$ 16,5 bilhões. E a estimativa de saída de investimentos em títulos no país foi alterada de US$ 13 bilhões para US$ 16,5 bilhões.

Projeções para 2021

Para 2021, o déficit em transações correntes deve chegar a US$ 16,7 bilhões (1,1% do PIB). “Essa projeção reflete aumento das despesas líquidas em serviços e renda primária [lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários], parcialmente compensado por melhora no saldo comercial”, diz o BC.

O BC espera recuperação nas entradas líquidas de IDP, em linha com crescimento do PIB no ano, atingindo US$ 65,2 bilhões (4,3% PIB).

Edição: Kleber Sampaio

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Economia

Auxílio emergencial da Vale: empresa quer cortar benefício e gera protestos

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Brasil Econômico

protesto vale
Divulgação protesto

A população de cidades da região de Brumadinho (MG) está realizando protestos nesta semana contra o fim do auxílio emergencial da Vale

A população de cidades da região de Brumadinho (MG) está realizando protestos nesta semana contra o fim do  auxílio emergencial da Vale. Desde a data de fevereiro de 2019, a mineradora Vale S.A. foi obrigada pela Justiça a fazer um repasse mensal para os moradores de Brumadinho (MG) e para quem mora a até uma distância de 1 quilômetro da calha do Rio Paraopeba, de Brumadinho a Pompéu (MG). Agora, a Vale tem um plano para acabar com esse pagamento, que diminuiria pouco a pouco até abril de 2021.

Entre esta quinta e sexta, 22 e 23 de outubro, haverá audiências de conciliação no Fórum em Belo Horizonte. Se não houver acordo entre a população e a Vale, a decisão sobre o auxílio emergencial da Vale caberá ao Juiz Elton Pupo Nogueira.

De acordo com a Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (Aedas), a Vale quer pagar a última parcela em 25 de outubro para a população afetada que, desde dezembro de 2019, já recebiam só metade do auxílio.

Para a população dos bairros Córrego do Feijão, Parque da Cachoeira, Alberto Flores, Cantagalo, Pires, das margens do Córrego Ferro-Carvão e para pessoas que participam de programas de apoio desenvolvidos pela Vale, o auxílio emergencial da Vale seria reduzido gradualmente até abril de 2021, quando seria a última parcela.

Segundo informações da Aedas, o plano da Vale para fim do auxílio emergencial da empresa seria:
– Quem recebe 50% terá sua última parcela em 25 de outubro.
– A partir de novembro, durante quatro meses, quem hoje recebe 100%, passaria a receber 75%.
– A partir de março de 2021, quem hoje recebe 100%, passaria a receber 50%.
– Em abril de 2021, receberiam 25% de um salário, sendo essa a última parcela.

Instituições de Justiça querem rebater o plano da Vale

A Defensoria Pública e o Ministério Público propõem um auxílio econômico provisório para pessoas que tiveram abalo à renda e que possam realizar a comprovação.

Seria desta forma: pagamento mensal de um salário mínimo para adultos; meio salário para adolescentes; um quarto de salário por criança e uma cesta básica por família.  Os atingidos devem comprovar perda econômica, aumento de despesas, desestruturação comunitária ou o comprometimento da atividade econômica.

“Essa proposta de suporte econômico provisório levou em conta os critérios apresentados pelas assessorias técnicas e foi construída junto com as pessoas atingidas. A proposta das ATIs foi também protocolada no processo na íntegra”, diz nota da Aedas.

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Economia

American divulga prejuízo e posterga entregas do Boeing 737 MAX

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Contato Radar

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Lucas Marques

American divulga prejuízo e posterga entregas do Boeing 737 MAX

Impulsionada pela crise e diversas restrições de viagens, a American Airlines divulgou o seu resultado financeiro do terceiro trimestre deste ano. De acordo com os dados, a companhia perdeu US$ 2,4 bilhões (cerca de R$ 13,4 bi).

Entretanto, a companhia encerrou o período com mais de US$ 15 bi (aprox R$ 84 bi) em liquidez. Para Doug Parker, CEO da American, o resultado não foi muito ruim, devido as reduções de custos enfrentadas. No total, cerca de 60% da oferta de assentos foi reduzida, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Além da redução de custos, a American também anunciou a postergação da entrega de algumas unidades do Boeing 737 MAX. Ao todo, foram postergados 18 exemplares, que seriam entregues entre 2021 e 2022, e foram movidos para 2023 e 2024.

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