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Educação

Professores da rede pública fazem curso nos EUA

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Geidla Silva Manuel tem 31 anos e é professora de inglês da rede pública da cidade de Mariana, Minas Gerais. Sara Gleice Gomes de Almeida, 33 anos, tem a mesma profissão e leciona em Belém, no Pará. Mais de 2,6 mil quilômetros as separam no Brasil, mas na próxima semana as duas vão se encontrar para uma capacitação nos Estados Unidos. As professoras foram selecionadas no último edital do Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Língua Inglesa nos Estados Unidos (PDPI) oferecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a Capes.

No total, 486 professores de todas das regiões do Brasil vão participar do programa oferecido em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos e a Comissão Fulbright.

Essa é a segunda vez que Geidla se inscreve para a bolsa. Em 2017, não foi selecionada. Neste ano, antes de saber que iria para Austin, no Texas, teve que olhar duas vezes para achar seu nome na relação de aprovados. “teve um problema no sistema e colocaram a lista do ano passado. Aí quando colocaram a certa quase morri de felicidade. Já estou louca para chegar lá, o coração está na boca”, conta.

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Sensação semelhante viveu Sara Gleice. A paraense ficou nove meses nos Estados Unidos em 2014 e voltou para o Brasil para dar aulas de inglês. Ela e outro colega da Escola Municipal Padre Leandro Pinheiro vão participar da capacitação. “Estou muito grata, muito feliz pela oportunidade que os professores de escola pública vão ter. É um presente de ouro e vou usufruir dessa chance para levar o melhor para os meus alunos.”  

Qualificação

A coordenadora-geral de Formação de Docentes da Educação Básica da Capes, Izabel Pessoa, diz que o programa já teve mais de dez edições e segue com o objetivo de compartilhar experiências e qualificar os professores brasileiros. “Os professores vão fazer o treinamento da língua inglesa e o compartilhamento de metodologias de ensino para capacitar esse profissional brasileiro”, conta.

O programa oferece aos aprovados passagem aérea, ajuda de custo, reembolso da taxa de solicitação de visto, seguro saúde, deslocamento nos EUA, alimentação, material didático, taxas escolares, alojamento em instalações do campus universitário no qual o curso será realizado e passagem aérea nacional e hospedagem para participação na orientação.

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O professor Paulo Barbosa, do município de Lontra (MG), disse que sem esse apoio financeiro seria praticamente impossível fazer um curso em outro país. “Creio que 100% das nossas aulas vão ter uma melhora com esse programa.”

O embarque dos professores começou na sexta-feira e vai até este domingo (30). As aulas nos Estados Unidos começam já na segunda (1°) e vão até 9 de agosto, data em que os selecionados começam a voltar para o Brasil. 

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Educação
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Educação

Capes abre 66 mil bolsas para licenciatura e formação de professores

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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciou hoje (12) a abertura de 66 mil vagas para a formação de estudantes de licenciatura e professores da educação básica, a um custo de R$ 325 milhões.

Cinco editais serão publicados, provavelmente no dia 18 de dezembro, visando as formações, por meio de bolsas que serão implementadas a partir de março de 2020.

Dois editais serão dirigidos a graduandos de cursos de licenciatura, sendo um voltado a estudantes na primeira metade do curso, por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid); e o outro a estudantes de licenciatura que estão na segunda metade do curso, por meio do Programa Residência Pedagógica. A estes dois grupos serão destinadas 60 mil bolsas, a um custo total de R$ 305,8 milhões.

Dos três editais restantes, dois serão para formação no exterior (um para professores de língua inglesa, nos Estados Unidos; e um para professores de educação básica, no Canadá). Serão oferecidas 500 vagas para bolsas no exterior, envolvendo instituições estrangeiras parceiras. Nesses casos, a Capes financiará a bolsa da permanência, as passagens aéreas e todos os custos associados à formação.

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“Com isso o professor da rede se candidata, vai ao exterior, ganha uma formação de altíssimo nível, retorna e transmite conhecimento aos alunos, tornando-se multiplicador com as parcerias que temos com estados e municípios”, disse o presidente da Capes, Anderson Correia, durante a solenidade na qual os editais foram anunciados.

O quinto edital é destinado a docentes da rede pública que não possuem formação em licenciatura na área em que já atuam na sala de aula. A expectativa é a de abrir 150 turmas em licenciatura, que atenderão cerca de 6 mil professores da educação básica. A definição dos locais onde os cursos serão oferecidos depende ainda de um levantamento de demandas das secretarias estaduais e municipais de educação.

Segundo o presidente substituto do Inep, Camilo Mussi, cerca de 60% dos professores dos ensinos fundamental e médio lecionam as matérias nas quais se formaram. “Isso significa que os outros 40% de professores lecionam em matérias diferentes das de sua formação”.

Para Correia, os editais anunciados hoje ajudarão a corrigir “esses problemas históricos e aperfeiçoará a formação dos professores com dificuldades devido à formação”. Segundo o presidente da Capes, serão oferecidos cursos à distância e presenciais a esses professores, por meio de parcerias com universidades.

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O governo trabalha com a expectativa de que esses cursos e bolsas reflitam positivamente nas futuras avaliações, tanto de professores como de alunos. “Melhorar a qualificação e a formação dos professores, certamente impactará diretamente nos resultados das avaliações feitas pelo Inep. Com certeza um professor melhor formado vai impactar nos índices avaliativos”, ressaltou Mussi.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Educação
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Educação

Ministério da Educação cria 5 novas universidades e empossa reitores

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O Ministério da Educação (MEC) criou hoje (12) cinco novas universidades federais. Foram criadas a Universidade Federal de Jataí (UFJ), Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape), Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) e Universidade Federal de Catalão (UFCat). 

A criação se deu com a posse dos reitores das instituições. Na mesma oportunidade, o ministro Abraham Weintraub também deu posse ao novo reitor do Instituto Federal do Paraná (IFPR).

Para o ministro, a criação dessas universidades em um ano é sinal de que o Brasil está saindo da crise. “O objetivo é que [as novas universidades] se transformem em centros de excelência modernos”.

Os novos reitores empossados são:

Instituto Federal do Paraná (IFPR) – Odair Antonio Zanatta é graduado, mestre e doutor em agronomia pela Universidade Estadual de Maringá. O reitor já foi professor de biologia para o ensino médio e cursos pré-vestibulares, coordenador dos cursos de agronomia e agronegócio do Centro Universitário de Maringá e diretor-geral do IFPR no Campus Umuarama. Desde 2016, atuava como reitor pro tempore do IFPR. Agora, assume o mandato de fato.

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Universidade Federal de Jataí (UFJ) – Américo Nunes da Silveira Neto é engenheiro agrônomo pela Universidade Federal de Lavras, mestre e doutor em agronomia pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Já atuou como chefe da Unidade Acadêmica Especial de Ciências Agrárias na UFG. Também tem experiência em organização de grandes eventos do setor. Atualmente, é professor efetivo dos cursos de agronomia e zootecnia e diretor de regional da UFG.

Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape) – Airon Aparecido Silva de Melo é graduado, mestre e doutor em zootecnia pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. Até assumir a reitoria, cumpria seu segundo mandato como diretor-geral e acadêmico da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) – Analy Castilho Polizel de Souza é graduada e mestre em agronomia e doutora em genética e bioquímico, todos os títulos conquistados na Universidade Federal de Uberlândia. Atuou como coordenadora do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental, Diretora do Instituto de Ciências Agrárias e Tecnológicas e Pró-reitora do Campus Universitário de Rondonópolis.

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Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) – Alexandro Marinho Oliveira é matemático graduado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), mestre pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Hoje, é diretor eleito e professor associado da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar).

Universidade Federal de Catalão (UFCat) – Roselma Lucchese é graduada em enfermagem e obstetrícia pela Fundação Educacional de Fernandópolis, mestre em enfermagem psiquiátrica pela Universidade de São Paulo e doutora enfermagem pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente é professora e diretora da Regional Catalão na Universidade Federal de Goiás (UFG).

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Educação
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