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Procurador preso tem histórico de problemas com mulheres

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Procurador preso tem histórico de problemas com mulheres
Reprodução redes sociais – 21.06.2022

Procurador preso tem histórico de problemas com mulheres

procurador Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, foi preso na manhã de quinta-feira em um hospital psiquiátrico em Itapecerica da Serra, em São Paulo. Sua prisão havia sido decretada pela Justiça por ter espancado sua chefe, a procuradora-geral do município de Registro Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39 anos. O espancamento ocorreu durante o expediente, na frente de outros funcionários, e foi gravado por uma das testemunhas.

O delegado Daniel Vaz Rocha, do 1º Distrito Policial de Registro, foi quem pediu a prisão do acusado. Ele afirmou que, durante a prisão, Macedo se manteve tranquilo e não esboçou reação.

“Ele aceitou as ordens e não precisou ser algemado. Durante todo o trajeto, ficou em silêncio”, disse Rocha.

Segundo o delegado, que conduziu a investigação e deve relatar o inquérito até a próxima semana, Macedo tem um histórico “descortês e rude” e é acusado de tratar mal colegas de trabalho, sempre mulheres.

Rocha informou que, segundo a vítima, o acusado já havia relatado problemas psiquiátricos no passado. Ele teria pedido exoneração do cargo na Prefeitura de Registro ao alegar questões de saúde mental. Em seguida, pediu judicialmente sua reintegração e foi atendido.

Com base em fotos e vídeos da agressão, além do depoimento da procuradora-geral, Rocha pediu a prisão preventiva do acusado. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, ele prestou depoimento no Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e passou pelo Instituto Médico Legal (IML) para realização de exame de corpo de delito.

Posteriormente, Macedo foi encaminhado para audiência de custódia e seguirá preso na capital paulista, a menos que a delegacia de Registro, no interior de São Paulo, peça a sua transferência.

“No laudo inicial do médico legista, o crime veio como lesão corporal qualificada, devido ao sexo feminino, salvo eventuais complicações futuras. Agora vou pedir exames complementares de corpo de delito da vítima, para ver se há complicações que podem ser classificadas como graves”, explicou Rocha.

No entendimento do Ministério Público de São Paulo, o tipo de crime vai além da lesão corporal. Na tarde de quinta-feira, os promotores designados pelo órgão para apurar a agressão ofereceram denúncia contra o acusado por homicídio tentado e feminicídio. O órgão diz que o caso está sob sigilo e não deu mais detalhes. A decisão cabe à Justiça.

Em vídeo após a prisão, a procuradora-geral Gabriela Samadello Monteiro de Barros disse que se sentiu mais segura com a prisão de Macedo. Em entrevista à TV Tribuna, emissora afiliada à Rede Globo, ela contou que tem recebido muitas mensagens de apoio de outras mulheres.

“Tem me dado forças para expor essa situação, para poder encorajar cada vez mais pessoas a fazerem o mesmo, e, assim, a gente mudar esse pensamento machista e patriarcal que a gente vive na sociedade hoje”, afirmou Gabriela.

Gabriela também se disse satisfeita com a atuação do Estado e com celeridade das investigações. E agradeceu aos órgãos que a apoiaram.

“Queria agradecer às instituições que me apoiaram, OAB, Ministério Público, governador, poder judiciário. É possível mudar esta situação de violência, basta a gente ter coragem”, finalizou.

Gabriela foi agredida depois de dar andamento a um processo para apurar denúncias de hostilidade de Macedo contra outra funcionária, a agente administrativa Thainan Maria Tanaka, de 29 anos, que trabalha na mesma repartição. A servidora relatou, na ocasião, estar com medo de trabalhar no mesmo ambiente do colega.

Na quinta-feira, Thainan disse ao G1 que o agressor era “terrível, mal-educado” e “desprezava todas as mulheres”. Ainda segundo a funcionária, ele ficava confortável e feliz ao ver alguém mal ou o clima ruim. “Quando a chefia era homem ele se comportava normal, mas ele odiava ter o cargo abaixo de uma mulher”, contou.

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Dia da Luta da População em Situação de Rua: Praça da Sé receberá ação

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Praça da Sé receberá evento sobre Dia da Luta da População de Rua
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Praça da Sé receberá evento sobre Dia da Luta da População de Rua

Nesta sexta-feira, 19 de agosto das 9h às 18h, a Praça da Sé, em São Paulo , recebe evento que marca o Dia da Luta da População em Situação de Rua. Na mesma região, em 2004, sete moradores em situação de rua foram mortos enquanto dormiam e oito foram feridos. Desde então, movimentos sociais adotaram o dia para dar visibilidade a essa população.

O evento é organizado pelos Movimento Nacional de Luta pela População em Situação de Rua, Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo; Movimento Nacional da População em Situação de Rua; e pelo Fórum Cidades em Defesa da População em Situação de Rua, com apoio da Prefeitura de São Paulo, via Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Haverá uma unidade móvel para auxiliar na inscrição no CadÚnico, equipes de abordagem social; aplicação de vacinas da gripe e da Covid-19 e distribuição de 800 marmitas do Programa Cozinha Cidadã.

Também serão oferecidos os serviços do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua, da SMDHC. Na unidade itinerante que funciona em um ônibus adaptado, as pessoas receberão atendimento individual especializado; orientações, articulações e encaminhamentos para acesso a serviços públicos e equipamentos socioassistenciais, de saúde, educação, cultura e acesso ao trabalho além de ações de proteção e apoio para defesa em situações de violação de direitos à população em situação de rua.

A unidade móvel do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado de São Paulo também estará no local. Haverá ainda atrações culturais que foram articuladas pelos movimentos envolvidos na organização.

Prêmio 19 de Agosto

Desde 2019, a SMDHC concede o Prêmio 19 de Agosto para iniciativas de organizações e pessoas físicas que desenvolvem trabalhos para a população em situação de rua na cidade de São Paulo.

Na 3ª edição do Prêmio, realizada em 2021, o Coletivo Projeto Vida, organizado por Clair Aparecida da Silva Santos, ganhou o primeiro lugar na categoria Pessoa Física. “Foi fundamental receber o prêmio, não só pela premiação em dinheiro, mas pelo reconhecimento governamental do projeto”, disse Clair Santos, que criou a iniciativa durante a pandemia de Covid-19 com o objetivo de promover a articulação e a formação de uma rede de apoio entre a sociedade civil, setores públicos e privados, para desenvolver ações para auxiliar a população em situação de rua com os cuidados para evitar a contaminação pelo coronavírus.

O dinheiro do prêmio foi utilizado para fortalecer o trabalho de três instituições: a Casa do Povo, no Bom Retiro; o Coletivo Imagens, no Grajaú, e o Consultório na Rua em Cidade Tiradentes; e também para realização do ‘Novembro Bem Garota’, para pessoas transexuais e travestis, e pagamento do frete de uma doação de 700 livros que o Projeto Vida recebeu e distribuiu.

Já na categoria Pessoa Jurídica, o prêmio foi para o Centro de Integração Social pela Arte, Trabalho e Educação (Cisarte), que atende pessoas em situação de rua na Bela Vista, região central de São Paulo. “O Prêmio 19 de Agosto é uma conquista do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, da sociedade e do governo.

Ele é um símbolo na luta do direito da pessoa em situação de rua ser reconhecida como cidadã. Ficamos muito felizes em receber a premiação, que ajudou com as despesas mensais do espaço, na compra de insumos para as oficinas e na oferta de café da manhã”, disse Darcy Costa, presidente da Cisarte, que funciona diariamente, das 9 às 17 horas, no Viaduto Pedroso.

As inscrições para a edição deste ano foram fechadas em 15 de agosto e o evento de premiação das iniciativas vencedoras da quarta edição do Prêmio 19 de Agosto será realizado em setembro de 2022.

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Fonte: IG Nacional

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Jovens selecionados passam a receber recursos do Programa Bolsa Atleta

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Foram contemplados 181 atletas, que vão receber auxílio mensal de R$ 624,00 ou R$ 1.248,00
Redação EdiCase

Foram contemplados 181 atletas, que vão receber auxílio mensal de R$ 624,00 ou R$ 1.248,00

A prefeitura entrega os certificados do Programa Bolsa Atleta aos jovens selecionados. A iniciativa faz parte do Plano de Metas do Município e vai beneficiar, este ano, 181 atletas entre 14 e 21 anos, sendo seis deles paralímpicos.

“O Programa Bolsa Atleta foi criado em 2009, pela administração municipal, e só agora foi tirado do papel”, ressaltou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. “O nosso compromisso é continuar com esse olhar atento às questões do esporte e dar condições para que os atletas alcancem resultados positivos”, finalizou o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, presente à cerimônia.

Os jovens atendidos no Programa poderão usar os recursos na compra de materiais, equipamentos e serviços, que contribuam no desenvolvimento esportivo. A escolha dos atletas foi baseada em resultados obtidos em competições oficiais estaduais em 2021. Foram contemplados 127 atletas entre 14 e 17 anos, e 54 atletas com idade entre 18 e 21 anos.

“Não só a implantação do Programa Bolsa Atleta, mas outras medidas como a descentralização da rede olímpica, mostra que estamos no caminho para fortalecer o esporte, como instrumento de transformação social”, afirmou o secretário municipal de Esportes e Lazer, Cacá Vianna.

O Programa Bolsa Atleta municipal Paulo tem duas categorias de benefício, de acordo com a faixa etária. Jovens entre 14 e 17 anos recebem um auxílio mensal de R$ 624,00. Já os mais velhos, entre 18 e 21 anos, têm a bolsa no valor de R$ 1.248,00.

O total do repasse soma R$ 850.208,89, sendo 50% do valor destinado aos atletas do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa (COTP) – complexo esportivo administrado pela SEME, que forma e desenvolve jovens atletas de alto rendimento em 11 modalidades olímpicas. Os outros 50% foram para atletas em geral da cidade de São Paulo.

Seleção

Em 2023, a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer realizará novo processo seletivo para o segundo ano do programa. Podem participar atletas de modalidades que façam parte do programa oficial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris-2024 ou dos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos de Santiago-2023. As federações estaduais devem ter cadastrado junto à SEME sua competição estadual principal de 2021.

O candidato também não pode receber patrocínios, salários da entidade de prática desportiva que está vinculado ou bolsa esportiva de outros órgãos públicos. Deverá estar regularmente matriculado em instituição de ensino ou ter completado o Ensino Médio.

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Fonte: IG Nacional

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