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Privatizações não vão precisar de financiamento de banco público, diz BNDES

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Valter Campanato/ABr

Gustavo Montezano, presidente do BNDES defendeu financiamentos privados para as privatizações

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou nesta terça-feira (27) que não é preciso dinheiro de bancos públicos , como o BNDES, para financiar a privatização de estatais.

Segundo ele,  instituição deverá financiar grandes concessões de infraestrutura , como portos, rodovias, obras de saneamento e geração de energia.

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Montezano vem dando ênfase à diretriz desde que assumiu a presidência do BNDES, há pouco mais de um mês, e voltou a destacar o tema em audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, na Câmara dos Deputados.

“Entendo que, hoje, o financiamento para a compra de empresas, o financiamento para privatizações, ele não se faz mais necessário com dinheiro de banco público “, afirmou Montezano.

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Segundo ele, no fim dos anos 90 essa discussão, se havia instrumento de financiamento com capital privado, era mais compreensível.

“Hoje, na verdade, um dos produtos que os bancos comerciais mais gostam de prover é o financiamento à aquisição de empresas. Então, nesse aspecto de compra de empresa, entendo não ser necessário o dinheiro do banco estatal”, completou.

Sobre as concessões de serviços públicos, a estratégia é diferenciada. A participação do banco pode se fazer necessária. “Na parte de concessões, onde você precisa ter crédito de muito longo prazo em reais, especialmente para o saneamento e alguns (setores) de infraestrutura, o mercado privado ainda não está integralmente suprindo esse tipo de demanda”, admitiu.

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Montezano afirmou também que a diretriz da atual gestão do banco está voltada para o pilar da sustentabilidade financeira , e não apenas para a lucratividade. Para ele, o imperativo do lucro fez com que o banco entrasse em operações que poderiam ter sido irrigadas pela iniciativa privada, invertendo a função básica de um banco de desenvolvimento. 

“A gente não quer que o banco dê prejuízo de forma nenhuma, mas a sustentabilidade financeira é um conceito diferente de lucratividade. Para gerar esse lucro, o banco acabou competindo com a iniciativa privada, acabou entrando em operações e produtos que podem ser irrigados pela iniciativa privada. E essa não é a função deste banco”, declarou.

Caixa Preta

Sob pressão dos parlamentares em relação à chamada “caixa preta” do banco, Gustavo Montezano também disse que aprovou, na última semana, a prorrogação das investigações internas que apuram supostos empréstimos ilegais à J&F investimentos, dona da JBS.  

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Ele explicou que as investigações ocorrem há um ano e meio e que, no total, R$ 45 milhões serão investidos neste processo, tocado por um escritório de advocacia americano, Cleary Gottileb.

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Montezano ponderou, no entanto, que a “caixa preta” não será aberta de um dia para o outro. 
“Isso não é algo que vai durar 60 dias, isso aqui é uma mudança de cultura que permanece para sempre, ou pelo menos enquanto eu estiver aqui”, disse. 

O presidente do BNDES também voltou a afirmar que vai acelerar a venda de participações da BNDESpar , braço de participações do banco. Segundo ele, o cenário externo é favorável para o movimento.

Ainda não há, porém, metas claras para isso. Para Montezano, a exposição do banco às oscilações em bolsa de valores hoje é alta: são 110 bilhões em posição especulativa. Além de ser um fator de risco, a posição não condiz com a função principal do banco.

“Não tenho nada contra ação da Petrobras, da Vale, da JBS, da Suzano. São empresas bem geridas, têm performance financeira e, para investidores privados, espero que sejam ótimos investimentos. Agora, quando a ação da Vale sobe na bolsa de valores , que valor que isso agrega para a população brasileiro? No que isso desenvolve o Brasil? Nada. Isso é ganho especulativo. O banco tem que usar seus recursos, cérebros, seu tempo, em atividades que desenvolvam o Brasil”, concluiu.

Fonte: IG Economia
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Rota 2030 prevê R$ 1 bilhão para desenvolver tecnologia automotiva

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Foram lançados hoje (20) os Programas Prioritários do Rota 2030, política de incentivos ao setor automotivo do governo federal. As montadoras vão poder investir em desenvolvimento tecnológico a alíquota de 2% que seria paga sobre a importação de peças sem equivalente no Brasil. Os recursos arrecadados por meio da desoneração fiscal serão geridos por um conselho gestor, que envolve representantes da indústria e da academia. A estimativa é que sejam feitos investimentos de R$ 200 milhões anuais por cinco anos, totalizando cerca de R$ 1 bilhão.

O dinheiro será liberado para o projeto por meio de cinco entidades, que vão gerir os recursos setorialmente: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa de Minas Gerais (Fundep).

“Esse dinheiro vai ser destinado, para junto com as entidades, a academia desenvolver, fazer pesquisa e inovação para que a gente possa atender essas demandas da sociedade”, explicou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes. “Queremos carros mais eficientes, mais inteligentes, mais conectados e mais seguros. Isso é uma parceria que envolve o setor privado e as entidades e a academia visando ter veículos melhores”, acrescentou.

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Mais eficiência

Os investimentos vão permitir, segundo Moraes, que as montadoras atendam um cronograma de melhoria dos veículos produzidos no Brasil estipulado a partir do Rota 2030. “Nós temos um cronograma de metas de eficiência energética, de emissões, de implementar itens de segurança, que já está definido. Esse aporte de dinheiro vai ajudar a acelerar a implementação desses itens”, disse Moraes, acrescentando que o calendário prevê metas a serem atingidas ao longo dos próximos dez anos.

O presidente da Embrapii, Jorge Almeida Guimarães, disse que a escolha dos projetos que vão receber os aportes vai seguir as diretrizes que já são usadas pela empresa para incentivar o desenvolvimento tecnológico no setor. “O nosso modelo é muito simples. Nós pré-selecionamos grupos de pesquisa qualificados, que trabalham em pesquisa aplicada e inovação. Não financiamos pesquisa básica. Selecionamos por chamada a pública o que há de melhor no Brasil”, explicou.

“A qualquer hora a empresa vai à unidade da Embrapii e discute com os técnicos o seu projeto. O projeto é sempre da empresa. Quais as características, que tecnologia vai usar e quanto vai custar”, acrescentou.

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Com o modelo, Guimarães acredita que possam ser iniciados 100 novos projetos imediatamente, a partir dos R$ 40 milhões anuais, que serão geridos pela Embrapii.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC
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Economia

Governo desbloqueia R$ 8,3 bilhões do Orçamento

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O Governo desbloqueou R$ 8,3 bilhões do Orçamento deste ano. A informação consta do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, que foi divulgado hoje (20) pelo Ministério da Economia.

O relatório bimestral orienta a execução do Orçamento Geral da União com base na revisão dos parâmetros econômicos e das receitas. Quando as receitas caem, o governo tem que fazer bloqueios para cumprir a meta de déficit primário – resultado negativo nas contas do governo sem os juros da dívida pública – de R$ 139 bilhões para este ano.

No relatório divulgado em julho, o valor contingenciado do Orçamento de 2019 chegou a R$ 31,225 bilhões.

A liberação de hoje foi possível devido à melhora na previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, de 0,81% para 0,85%, neste ano, à expansão da arrecadação e ao aumento de receitas de dividendos e participações em empresas estatais.

Na última terça-feira (17), o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, já havia antecipado que o descontingenciamento ficaria em torno de R$ 8,3 bilhões.

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Entre os ministérios, o que teve maior liberação foi o da Educação, com R$ 1,99 bilhão, seguido por Economia (R$ 1,75 bilhão) e Defesa (R$ 1,65 bilhão).

Além desse valor do descontingenciamento, na liberação de recursos do orçamento também foram considerados R$ 2,661 bilhões referentes à multa paga pela Petrobras às autoridades brasileiras após um acordo junto ao governo dos Estados Unidos.

Na última terça-feira (17), o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes homologou acordo para destinar R$ 1 bilhão para a preservação da Amazônia, e R$ 1,6 bilhão para a área de educação.

 

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC
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