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Economia

Privatização da Cedae será dividida em quatro blocos de municípios

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O modelo de concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) ao setor privado será dividido em quatro áreas ou blocos de municípios. Cada bloco poderá ter um concessionário privado diferente e terá uma parte da cidade do Rio de Janeiro, além de outros municípios fluminenses. A modelagem de venda será apresentada ao governo fluminense na próxima semana pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
 
A concessão da Cedae foi uma das condições estabelecidas para que o governo do Rio de Janeiro ingressasse no Regime de Recuperação Fiscal proposto em 2017 pela União. Segundo informou hoje (6) o diretor de Infraestrutura do BNDES, Fabio Abrahão, é possível que as concessões ocorram no próximo ano. Segundo ele, o banco apresentará algumas soluções ao governo do estado para que este possa escolher as melhores.

A produção e tratamento de água no sistema mais antigo da cidade do Rio de Janeiro continuarão sob a responsabilidade da Cedae, enquanto o esgoto e a distribuição de água passarão ao setor privado. No interior do estado e em parte da região metropolitana, o setor privada será responsável por toda cadeia, tanto de água quanto de esgoto. Um dos objetivos é garantir que o serviço de saneamento seja levado a todo o estado.

Segundo a Cedae, atualmente o estado tem 89% de atendimento urbano de água, com 29% de perdas na distribuição, e 34% de coleta de esgoto, com 28% de tratamento. As metas de universalização são de 95% de água e 27% de esgoto após o quinto ano e 100% no tratamento de água e 84% na coleta de esgoto após 15 anos após a celebração da concessão, segundo dados apresentados pelo presidente da companhia, Hélio Cabral Moreira, nesta sexta durante o encontro “BNDES com ‘S’ de Social e de Saneamento”. 

A previsão de investimentos ao longo de 35 anos será de R$ 32,5 bilhões, sendo R$ 11,9 bilhões para água e R$ 20,7 bilhões em esgoto.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Economia
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Economia

Programa Brasil Mais pretende atender 200 mil empresas até 2022

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Concebido como um programa para melhorar a gestão e a produção das micro e das pequenas empresas, o Brasil Mais pretende atender 200 mil empregadores até 2022, informou o Ministério da Economia. O decreto de criação do programa foi assinado hoje (18) pelo presidente Jair Bolsonaro.

O programa usará metodologias e ferramentas de baixo custo para melhorar a capacidade de gestão e de produção, reduzir desperdício e aprimorar processos, em um cenário de transformação digital. Os setores beneficiados serão a indústria, o comércio e os serviços.

Para participar do programa, as empresas devem se cadastrar no portal Brasil Mais e responder a uma avaliação do grau de maturidade, de produtividade e de gestão. Depois dessa etapa, a companhia será encaminhada para o atendimento assistido do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), no caso das indústrias, ou para o Serviço Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para as empresas dos demais setores que faturam até R$ 4,8 milhões por ano.

Segundo o Ministério da Economia, o programa se baseia em experiências internacionais e em iniciativas de impacto para melhorar a produtividade das empresas. Coordenado pela Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade da pasta, o Brasil Mais será gerido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e executado pelo Senai e pelo Sebrae.

Atendimento

O Senai atenderá indústrias de 11 a 499 funcionários. Fará a capacitação profissional, promovendo o aprendizado coletivo em grupos de seis a oito empresas, e conduzirá consultorias especializadas em práticas e tecnologias que potencializem os resultados da produção, com base nas metodologias de manufatura enxuta. Ao todo, 1,3 mil consultores atuarão em todo o país, além de professores e tutores dos cursos de capacitação, online e presenciais e equipes de suporte.

O Sebrae oferecerá orientação técnica e consultorias individuais, para que os micro e pequenos empresários aperfeiçoem habilidades e práticas gerenciais. Após um diagnóstico aprofundado da gestão da firma, será desenhado um plano de ação personalizado, com medidas de gestão e inovação. O órgão disponibilizará 1,1 mil Agentes Locais de Inovação (ALI) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para acompanhar as empresas individualmente e centenas de consultores para atendimentos especializados.

O programa terá três etapas. A primeira será a otimização, que busca reduzir desperdícios, aumentar e produtividade e estabelecer metas e indicadores para as empresas. Batizada de transformação digital, a segunda etapa estimulará o uso de tecnologias digitais para aperfeiçoar a produção e a gestão. As empresas com maturidade avançada passarão para a terceira fase, a acelerar a adoção de tecnologias da Indústria 4.0 por meio de projetos pilotos. Caso a tecnologia seja bem sucedida, o método será estendido a outras empresas.

Repercussões

Em nota, o presidente do Sebrae, Carlos Melles, destacou que o aumento da produtividade brasileira passa pelas micro e pequenas empresas, que concentram 99% dos negócios do país. “Acreditamos que o Brasil Mais será a porta de entrada para disseminar melhorias gerenciais e inovações tecnológicas de modo a aumentar a participação dos pequenos negócios no Produto Interno Bruto (PIB), de 27% para 40% na próxima década”, ressaltou.

Em comunicado, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, informou que o programa ajudará a tornar as empresas brasileiras mais competitivas. “Acreditamos que o programa estimulará o aumento dos investimentos necessários à tão desejada retomada do desenvolvimento econômico e social do país, viabilizando a geração de mais e melhores empregos para os brasileiros”, declarou.

Edição: Liliane Farias

Fonte: EBC Economia
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Economia

Mansão do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira se tornará escola de alto padrão

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Janguiê Diniz arrow-options
Rafael Bandeira/Divulgação

Empresário Janguiê Diniz transformará mansão em escola de ensino básico com proposta inovadora

O destino da mansão do ex-dono do banco Santos Edemar Cid Ferreira finalmente foi definido: se tornará uma escola de ensino básico de alto padrão

Situado no nobre bairro do Morumbi, na capital paulista, o casarão que já tinha ido a leilão três vezes sem sucesso, foi arrematado pelo  empreendedor Janguiê Diniz . O negócio foi finalizado por R$ 27,5 milhões. O lance inicial era de R$ 10 milhões e a casa chegou a ser avaliada em R$ 78 milhões.

Parceria entre Instituto Êxito e prefeitura vai beneficiar mais de 20 mil alunos

Janguiê Diniz é o fundador do  grupo Ser Educacional , que conta com mais de 60 faculdades, centros universitários e universidades. Com cerca de 200 mil alunos , o Ser Educacional é o maior grupo de ensino superior privado do Norte e Nordeste do País e está entre os maiores do Brasil.  

Ele pretende transformar o local em um centro de ensino básico “de excelência, focado no desenvolvimento da criatividade , da inovação e do empreendedorismo”, afirma o comunicado enviado ao Brasil Econômico.

Instituto Êxito firma parceria para beneficiar mais de 600 mil pessoas

Segundo a nota do empreendedor, a escola será de alto padrão e direcionada para o ensino básico, do infantil ao médio. Também usará métodos de solução de problemas reais de forma integrada para ensinar multi habilidades e desenvolver o pensamento crítico.

“O projeto, que contemplará uma educação reinventada, atrelada a propostas pedagógicas brasileiras e internacionais, terá como objetivo principal proporcionar uma formação humana integral seguindo os moldes da escola Ad Astra School , desenvolvida pelo fundador, CEO e CTO da SpaceX; CEO da Tesla Motors Elon Musk “, afirma a nota.

O imóvel

O desejo de instalar uma escola de ensino básico no coração de São Paulo não é recente e o empresário avaliou outros imóveis antes de chegar à mansão que fazia parte da massa falida do Banco Santos .

Mansão avaliada em R$ 78 milhões vai a leilão por R$ 10 mi

A casa de 8.180 m2 de terreno e 7.880 m2 de área construída , fica no tradicional bairro do Morumbi, Zona Sul da capital paulista. O projeto arquitetônico é de Ruy Ohtake, com paisagismo de Roberto Burle Marx.

Fonte: IG Economia
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