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Prisão de Flordelis leva a fechamento da última igreja fundada por ela

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O pastor Anderson do Carmo com Flordelis
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O pastor Anderson do Carmo com Flordelis

A prisão da pastora e ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, em agosto do ano passado , fez com que a última das igrejas fundadas por ela — a unidade do Mutondo, em São Gonçalo — fechasse as portas. Antes do assassinato de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, o Ministério Flordelis tinha, além da sede, cinco filiais, um novo templo sendo construído e milhares de seguidores. Após o crime, em junho de 2019 , as igrejas mergulharam em uma crise que chegou ao seu ápice quando Flordelis foi para trás das grades, acusada de ser mandante do crime.  Depois de dois adiamentos, seu julgamento foi marcado para dezembro. Ela nega participação na morte.

A morte de Anderson, principal administrador dos templos, foi o primeiro baque. Em seguida, a revelação de uma trama que tinha acontecido dentro da família levou embora não apenas fiéis, como pastores, alguns do próprio núcleo familiar, com importantes funções nas igrejas. Aos poucos, as filiais no Jardim Catarina, em São Gonçalo; Pendotiba e Piratininga, em Niterói; em Itaboraí e Itaipuaçu, em Maricá, foram encerrando as atividades. Por último, fechou a sede.

Com o fim dos cultos, os pastores migraram para outras igrejas em suas regiões de atuação ou fundaram novos templos, levando consigo parte dos fiéis que frequentavam o Ministério Flordelis. O último a fazer esse movimento foi Gerson da Conceição, o Gerson Baiano, considerado filho pela ex-deputada.

O pastor permaneceu no comando da sede do Mutondo até o seu encerramento, após a prisão da ex-deputada . Depois, abriu sua própria igreja, a Comunidade Evangélica Manassés, que fica a cerca de um quilômetro da antiga sede.

Integrantes da numerosa família — Flordelis tem mais de 50 filhos — chegaram a passar o ponto do Mutondo para outra igreja — a Assembleia de Deus Ministério Saracuruna. Também foi acordada a venda de todo o mobiliário do Ministério Flordelis, além de equipamentos. A nova igreja chegou a funcionar por algumas semanas, mas representantes do templo voltaram atrás e desistiram do negócio. Atualmente, no local, funciona uma fábrica de lajes.

Outro filho afetivo de Flordelis, Carlos Ubiraci contou com a ajuda da mulher para fundar uma nova igreja enquanto estava atrás das grades, também acusado de envolvimento na morte de Anderson. Até ser preso, em agosto de 2020, Carlos era o responsável pela filial de Piratininga. Ele também havia se tornado presidente do Ministério Flordelis. No fim daquele ano, rompeu com a pastora após a mulher e as filhas terem sido expulsas da casa da família.

Sem liderança

Em setembro de 2021, foi fundado o Ministério Yeshua, em Piratininga, com a participação de antigos membros do Ministério Flordelis. Em maio deste ano, ao ser absolvido da participação na morte de Anderson, Carlos assumiu as pregações na nova igreja, da qual é presidente.

A antropóloga Carly Machado, que estudou o Ministério, afirma que o fechamento das igrejas pode ser atribuído não só ao escândalo com o crime, mas também às dificuldades administrativas que passaram a ocorrer: “O que aconteceu não foi apenas pelo crime. É claro que o escândalo foi muito vultoso, midiático, gerou muito desgaste para os membros da família. Mas o problema é que, mesmo que haja pessoas que possam não estar convencidas de quem tem culpa (do crime), faltam figuras centrais, como eram Anderson e Flordelis. É muito difícil sustentar o projeto assim.”

Carly relembra que a saída da igreja de outro  filho afetivo, Wagner Andrade Pimenta, o Misael, também teve grande impacto, uma vez que ele auxiliava Anderson nas questões administrativas e financeiras. Após o crime, Misael rompeu com a mãe. Apesar de ser pastor, ele não costumava pregar. Com o assassinato de Anderson, passou a frequentar outra igreja, mas sem cargo. Junto com Misael, dias após Anderson ter sido assassinado, o também filho afetivo Alexsander Felipe Matos Mendes, conhecido como Luan, rompeu com a mãe e se afastou. Importante membro na sede, no Mutondo, atualmente ele é pastor auxiliar no CEI Trindade, também em São Gonçalo.

Os pastores Moisés e Gessica Muniz, que eram responsáveis pela filial de Itaboraí, desligaram-se do Ministério Flordelis um mês após o crime. O casal, que tem o pastor Anderson como grande mentor religioso, relata que a decisão de montar uma igreja foi natural, fruto do contato que mantiveram com os antigos fiéis. Segundo Moisés, eles continuaram dando apoio aos ex-frequentadores do Ministério, mesmo afastados.

“A gente começou a entender, como está na Bíblia, que Deus dá pastores às ovelhas e não ovelhas aos pastores. E a gente começou um processo novo, uma nova igreja”, explica Moisés, que fundou, com a mulher, a Igreja Cema.

“Olho para as pessoas que fazem parte da igreja Cema  e eu vejo um povo muito resiliente. Um povo que conseguiu superar a dor, a frustração, a decepção e conseguiu entender que Jesus é o alvo da nossa vida. Estamos felizes, caminhando. Tem chegado pessoas novas e muita gente permaneceu conosco”, acrescenta a pastora Géssica. Em depoimento à polícia, Flordelis afirmou que suas igrejas chegaram a ter receita de mais de R$ 2 milhões mensais em 2018, valor do qual ela afirmou só ter tomado conhecimento após o crime. As despesas também eram altas, uma vez que todos os templos funcionavam em imóveis alugados. Além disso, a família gastava altas quantias com a construção de uma nova sede no Laranjal, em São Gonçalo, um projeto principalmente do pastor Anderson. O local abrigaria cinco mil fiéis.. A obra foi assumida por outro pastor, Leonardo Sale, da Catedral IPTM, que abriu uma filial no local.

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Fonte: IG Nacional

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Morte de Marcelo Arruda: policial penal usará tornozeleira eletrônica

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José da Rocha Guaranho, atirador bolsonarista
Reprodução – 11/07/2022

José da Rocha Guaranho, atirador bolsonarista

O policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho , de 38 anos, vai ficar em prisão domiciliar e será monitorado por tornozeleira eletrônica. A decisão do juiz Gustavo Germano Francisco Arguello foi publicada na noite desta quarta-feira e atende ao pedido da defesa do acusado. Guaranho é réu por homicídio qualificado pela morte do dirigente petista Marcelo Arruda, em 10 de julho.

Guaranho havia deixado o Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu, no final da tarde desta quarta-feira, após receber alta.

Na última quinta-feira, Guaranho chegou a ter um primeiro pedido rejeitado pelo Judiciário. Na ocasião, seus advogados pediram pela revogação de sua prisão preventiva ou a conversão dela em domiciliar, mas o magistrado alegou que a conversão para a domiciliar seria possível caso o agente penal estivesse ‘extremamente debilitado por motivo de doença grave’.

O magistrado, no entanto, mudou seu posicionamento após receber ofício da direção do Complexo Médico Penal (CMP). O documento afirmava que o “CMP não reúne no atual momento as condições estruturais, técnicas e de pessoal, necessárias para prestar o atendimento necessário para manutenção da vida dele, sem expô-lo a grave risco”.

Arguello sustentou, em sua decisão, que o cenário exposto pelo CMP impediu a manutenção da prisão preventiva após a alta hospitalar.

“Assim, considerando a peculiar situação que envolve o requerente e a incapacidade estatal de conferir ao preso a devida assistência médica durante a prisão cautelar, mister se faz a substituição da prisão preventiva pela prisão domiciliar”, escreveu o magistrado.

O agente penal José Guaranho matou a tiros o guarda municipal e petista Marcelo Arruda, que comemorava seu aniversário de 50 anos, na madrugada de 10 de julho. Ex-candidato a vice-prefeito na chapa do PT de 2020 em Foz do Iguaçu (PR), Arruda fazia uma festa com tema do seu próprio partido quando foi alvejado por Guaranho, na sede da Associação Esportiva Saúde Física Itaipu.

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Fonte: IG Nacional

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SP entrega obras de modernização da Estação de Transferência Vergueiro

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Entrega de obras de modernização da Estação de Transferência Vergueiro
Divulgação/Prefeitura de São Paulo

Entrega de obras de modernização da Estação de Transferência Vergueiro

A Prefeitura de  São Paulo entregou as obras de modernização da Estação de Transferência Vergueiro, na Zona Sul da capital. Com R$ 70 milhões investidos, as obras foram iniciadas no segundo trimestre de 2021, após a obtenção das licenças necessárias e aprovações dos órgãos competentes.

Segundo o prefeito Ricardo Nunes, antes da modernização os moradores da região passavam transtornos com esse equipamento, mas agora a Estação conta com a maior tecnologia do mundo e ações de respeito ambiental. “Essa ação vai possibilitar que a gente evite que por dia nós tenhamos os caminhões de lixo transitando na quantidade de 10 mil quilômetros. Os caminhões vêm para cá e eles levam [os resíduos] com caminhões maiores. É um grande ganho para cidade no ponto de vista econômico e ambiental”, disse.

O projeto de modernização foi desenvolvido com contribuições da comunidade do entorno e de projetos semelhantes realizados em outros países, para garantir uma integração arquitetônica com a vizinhança, assegurando um ambiente visual mais agradável, a valorização da região e benefícios concretos à população local.

“São Paulo é uma das poucas cidades do mundo que lançou o Plano de Ação Climática. Foi apresentada uma agenda até 2050 para o mundo com uma preocupação com o meio ambiente e com a sustentabilidade. Temos 43 missões que a cidade se propõe a fazer e dentro dessas missões uma das mais importantes é o tratamento de resíduos sólidos e aqui estamos dando cumprimento a essa missão”, afirmou o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo de Castro.

Localizada em um terreno com pouco mais de 6.000 m², a estação contava com uma área construída de 4.200 m², que foi ampliada em quase 70%, alcançando hoje 7.100 m², em um projeto arquitetônico diferenciado.

Com o espaço modernizado haverá a redução de vetores e ruídos, já que a operação é realizada em um ambiente fechado e controlado. Os odores também serão reduzidos com o tratamento interno e externo do ar feito com sistema de dutos para captar, tratar e renovar o ar presente no local até 8 vezes por hora.

Painéis fotovoltaicos com capacidade para geração de 170 kW/h, suficientes para toda iluminação da unidade, promovem a autogeração de energia elétrica.

Na Estação também é possível fazer a captação e o tratamento de águas pluviais, com uma Estação de Tratamento de Esgoto com capacidade para armazenamento de 150 mil litros. A água será usada para lavagem dos pátios.

Para incrementar ainda mais as ações de educação e conscientização ambiental, foi construída uma sala para palestras e visitações, com janelas que permitem uma visão completa da operação. A expectativa é receber grupos de estudantes, ONGs e instituições interessadas em compreender melhor o sistema de limpeza urbana da cidade de São Paulo.

“Sou testemunha da dedicação do prefeito em relação ao clima na cidade. Não é à toa que São Paulo recebeu um prêmio da UCCI [União das Cidades Capitais Ibero-americanas] como cidade Ibero-americana na questão climática. Espero que até o final do mandato nós recebamos muitos prêmios internacionais”, contou a secretária de Relações Internacionais, Marta Suplicy.

A Estação de Transferência Vergueiro entrou em operação em 1978 no Ipiranga, bairro da Zona Sul da capital, e representa uma peça fundamental para o bom funcionamento do sistema logístico dos serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos domiciliares do agrupamento sudeste.

A Ecourbis Ambiental é desde outubro de 2004 responsável pela prestação dos serviços em todo o agrupamento sudeste, área que abrange as zonas sul e leste e reúne 19 das 32 subprefeituras existentes na cidade.

Diariamente, a concessionária coleta aproximadamente 7 mil toneladas de resíduos domiciliares e todo o material é destinado ao Aterro Sanitário CTL – Central de Tratamento de Resíduos Leste, instalado no extremo leste de São Paulo. Apenas na Estação de Transferência Vergueiro, são transferidas 1.500 toneladas de resíduos recolhidos em bairros das subprefeituras de Vila Prudente, Ipiranga, Vila Mariana e Jabaquara.

Licenciamento

O licenciamento ambiental estadual da Estação de Transferência Vergueiro foi iniciado em 2009. Após diversas tratativas com esse órgão ambiental, entre elas, a definição da responsabilidade sobre a área do antigo incinerador ser da Prefeitura de São Paulo, foi emitida a Licença de Operação à Título Precário em junho/2022, logo após a conclusão da obra.

Já o licenciamento junto a Secretaria Municipal de Licenciamento (Smul) teve início em janeiro/2015, concomitantemente a solicitação de Licença de Instalação à CETESB, sendo emitido o Alvará de Aprovação e Execução de Reforma em agosto/2020.

Estações de transferência

As estações de transferência, também conhecidas como transbordos são importantes na operação da gestão de resíduos sólidos em grandes cidades pois reduzem a circulação dos caminhões compactadores nas ruas, medida que contribui para minimizar tanto a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) quanto impactos ao trânsito na cidade, permitindo que a coleta seja realizada no menor tempo possível, já que são instaladas em um ponto intermediário entre o aterro sanitário e os centros de massa de geração de resíduos sólidos domiciliares, onde a coleta é realizada.

Todo o material recolhido é transferido para carretas com capacidade para transportar a carga de mais de dois caminhões compactadores.

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Fonte: IG Nacional

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