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Internacional

Primeiro-ministro sul-coreano decide ir à posse do imperador japonês

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O primeiro-ministro sul-coreano Lee Nak-yon visitará Tóquio na próxima semana para participar do evento de entronização do imperador japonês, informou seu gabinete neste domingo. A visita é vista como um movimento para atenuar as relações estremecidas entre os dois vizinhos.

Lee visitará o Japão de 22 a 24 de outubro para a cerimônia, de acordo com um comunicado do gabinete do primeiro-ministro. Seu itinerário inclui o evento de entronização em 22 de outubro, seguido de um banquete oferecido pelo primeiro-ministro japonês Shinzo Abe em 23 de outubro.

O gabinete do primeiro-ministro também disse que Lee se reunirá com “funcionários importantes nos círculos político e comercial do Japão” e receberá os residentes e imigrantes coreanos no país.

Na semana passada, uma autoridade da Cheong Wa Dae (casa do governo coreano) disse que o presidente Moon Jae não compareceria ao evento, citando a posição de Tóquio em suas restrições comerciais contra Seul por uma questão histórica.

A decisão havia levantado a possibilidade de Lee comparecer à cerimônia.

“Seul fez tudo o que pôde para melhorar as relações entre Coreia e Japão”, disse uma autoridade do Cheong Wa Dae em uma entrevista por telefone com Yonhap: “Esperamos que a visita ajude a melhorar os laços”.

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Seul e Tóquio se envolveram em uma guerra comercial depois que a Suprema Corte da Coreia do Sul ordenou que as empresas japonesas compensassem as vítimas sul-coreanas de trabalho forçado durante o domínio colonial japonês da Península Coreana entre 1910 e 1945.

O Japão lançou restrições às exportações contra a Coreia do Sul no início de julho, em aparente protesto contra o governo Moon Jae-in no tratamento da disputa histórica.

Seul reagiu impondo sey próprio esquema de controle de exportação e uma declaração à Organização Mundial do Comércio expondo os regulamentos de exportação do Japão.

O confronto dos dois países se estendeu a áreas além do comércio. Em agosto, Seul anunciou que encerraria o Acordo Geral de Segurança das Informações Militares (GSOMIA, em inglês).

GSOMIA, o primeiro pacto militar entre os dois principais aliados americanos após a libertação da Coréia do Japão em 1945, é considerado um importante mecanismo de cooperação em segurança entre Seul, Washington e Tóquio.

Se Lee encontrar seu colega japonês durante a cerimônia, marcará as primeiras negociações de alto nível entre os dois países desde o início da disputa.

A mídia japonesa informou que Abe está planejando se reunir com cerca de 50 convidados estrangeiros que visitarão Tóquio para a cerimônia. Abe está disposto a ter um breve encontro com Lee.

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Lee e Abe compareceram à Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York no final de setembro, mas não conseguiram manter conversações.

No entanto, alguns analistas e funcionários do governo coreano foram cautelosos ao prever qualquer resultado tangível e proveitoso da visita de Lee.

“(A visita de Lee) para o evento de entronização é diferente das conversas oficiais, onde os dois lados se reúnem com medidas para resolver um problema”, disse outro funcionário da Cheong Wa Dae.

“Seria bom se a visita do primeiro-ministro provasse ser um evento otimista para as relações entre Coreia e Japão, mas é muito cedo para julgar os resultados”.

O primeiro ministro sul-coreano é conhecido como uma figura relativamente pró-japonesa.

Lee, que fala japonês fluentemente, trabalhou anteriormente como correspondente de Tóquio enquanto trabalhava como jornalista. Ele também é conhecido por ter uma extensa rede entre autoridades japonesas.
 

Fonte: EBC Internacional
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Evo Morales diz que OEA se juntou a golpe de Estado na Bolívia

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O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou hoje (13) que a Organização dos Estados Americanos (OEA) se juntou ao golpe de Estado e a chamou de “neogolpista”. As declarações foram feitas em entrevista concedida à W Rádio Colômbia. Morales pediu que militares e policiais não “metam bala no povo”.

“Infelizmente, a OEA aderiu a esse golpe de Estado. Eu recomendo aos novos políticos da América Latina cuidado com a OEA. A OEA é neogolpista para mim”, disse.

Morales está na Cidade do México desde ontem (12). O país ofereceu-lhe asilo político após ele ter anunciado sua renúncia, no último domingo (10).

Em uma auditoria nas eleições bolivianas, a organização internacional concluiu que houve “graves irregularidades” e solicitou que fosse realizado um novo pleito, com novos representantes no Tribunal Supremo Eleitoral, para que houvesse garantia e isenção.

Apesar de ter convocado novas eleições, Evo Morales disse que o documento tinha “tom político” e questionou a credibilidade da auditoria da OEA. Algumas horas após a divulgação da OEA e tendo recebido a “orientação” por parte das Forças Armadas de que deveria renunciar, Morales anunciou que deixaria o cargo.

Na entrevista de hoje, Morales questionou também a atitude da senadora de direita Jeanine Áñez que se autoproclamou presidente interina do país em uma sessão sem a presença de parlamentares do partido Movimento al Socialismo (MAS), de Evo Morales e sem quórum suficiente.

Morales criticou as Forças Armadas e pediu que não “metam bala” na população. “Equipei as Forças Armadas não para que ajam contra o povo, mas para que defendam a pátria. Lamento muito que as Forças Armadas estejam com o golpe de Estado”, afirmou.

Edição: Maria Claudia

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Internacional

China é o principal parceiro comercial do Brasil

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A China é a maior economia do Brics, com um PIB cerca de US$ 15 trilhões. No plano mundial, o PIB da China só é menor que o dos Estados Unidos. No comércio exterior do Brasil, a China ocupa o primeiro lugar como destinatário das exportações brasileiras e também o primeiro lugar entre os países que mais vendem para o mercado brasileiro.

De janeiro a outubro, as exportações brasileiras para a China chegaram a US$ 51.53 bilhões, enquanto as importações daquele país atingiram US$ 30.07.  Isso significa que o Brasil teve um saldo comercial de US$ 21.45 bilhões com a China nos dez primeiros meses de 2019.

A China figura entre as principais fontes de investimento estrangeiro direto no Brasil, com destaque para o setor de infraestrutura (sobretudo na geração e transmissão de energia e nas áreas portuária e ferroviária) e para o setor de óleo e gás, com participação importante nos setores financeiro, de serviços e de inovação.

Diversos bancos chineses atuam no Brasil, e o Banco do Brasil conta com agência em Xangai, desde maio de 2014. Trata-se da primeira agência de um banco latino-americano na China. Em junho de 2015, os países decidiram criar o Fundo de Cooperação Brasil-China para Expansão da Capacidade Produtiva, no valor de US$ 20 bilhões, com vistas a fomentar investimentos em infraestrutura e logística, energia, mineração, manufaturas e agricultura.

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Alta tecnologia

Em 1988, foi estabelecido o Programa CBERS (sigla em inglês para “Satélite de Recursos Terrestres Brasil-China”) visando a construção e lançamento de satélites – projeto pioneiro entre países em desenvolvimento no campo da alta tecnologia. Foram lançados, desde então, cinco satélites (1999, 2003, 2007, 2013 e 2014). Em 2013, foi assinado o Plano Decenal de Cooperação Espacial 2013-2022, que prevê a continuidade do Programa CBERS e amplia a cooperação espacial a outros setores, como satélites meteorológicos, serviços de lançamento e formação de pessoal. O sexto satélite, o CBERS 04-A, tem lançamento previsto para dezembro de 2019.

Brics

O presidente chinês, Xi Jinping, está em Brasília, para participar hoje (13) e amanhã da 11ª Reunião de Cúpula do Brics. Na manhã de hoje, Xi Jiping se reuniu com presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Itamaraty. Na ocasião, foram assinados acordos nas áreas de política, economia, comércio, agricultura, inspeção sanitária, transporte, saúde e cultura. 

Acompanhe a cobertura da EBC sobre a Cúpula do Brics.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Internacional
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