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Internacional

Primeiro-ministro do Japão faz visita histórica ao Irã

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O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, chega hoje (12) ao Irã, dando início a uma viagem histórica ao país do Oriente Médio, com o objetivo de tentar mediar aliviar as crescentes tensões entre os governos iraniano e americano.

Primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, na Câmara Baixa do Parlamento, em Tóquio - Agência Reuters

Abe planeja se reunir separadamente com o presidente do Irã, Hassan Rouhani, e com o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei – Agência Reuters

A visita de dois dias de Abe é a primeira de um premier japonês à nação iraniana desde 1978.

No aeroporto de Haneda, em Tóquio, pouco antes de partir, Abe reconheceu “crescentes tensões” no Oriente Médio e disse: “O Japão quer fazer o máximo possível em prol da paz e da estabilidade na região”.

Durante sua visita, Abe planeja se reunir separadamente com o presidente do Irã, Hassan Rouhani, e com o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

Em entrevista coletiva em Tóquio, o secretário-chefe do Japão, Yoshihide Suga, disse que Abe havia falado por telefone por cerca de 20 minutos na terça-feira com o presidente Trump e que os dois líderes “trocaram opiniões sobre questões regionais, incluindo a situação no Irã”.

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As relações entre os EUA e o Irã se tornaram particularmente tensas desde que Washington se retirou do acordo nuclear de 2015, conhecido como Plano de Ação Integral Conjunto. As relações entre o Irã e os Estados Unidos pioraram quando a nação norte-americana reintroduziu sanções ao país persa e se agravaram ainda mais quando o governo norte-americano despachou um grupo de porta-aviões e bombardeiros B-52 para a região.

Embora detalhes da conversa de terça-feira entre Abe e Trump não tenham sido divulgados, o Japan Times relata que “Abe provavelmente reiterou sua intenção de encorajar o Irã, com o qual o Japão tradicionalmente mantém relações amistosas, a se engajar em diálogo”.
 

Edição: José Romildo

Fonte: EBC
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Câmara dos EUA aprova US$ 4,5 bilhões para ajudar migrantes

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Após forte pressão de líderes democratas e algumas mudanças de última hora, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um pacote de 4,5 bilhões de dólares para ajuda emergencial a migrantes na fronteira do país com o México.

O projeto de lei, que prevê ajuda a milhares de famílias e crianças desacompanhadas detidas após cruzarem a fronteira, conseguiu apoio dos dois partidos majoritários após a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, abafar um princípio de rebelião de legisladores progressistas e de origem hispânica, que queriam mudanças mais profundas na legislação.

As novas provisões acrescentadas eram consideradas modestas demais por alguns congressistas, mas a necessidade urgente de liberar verbas para evitar uma catástrofe humanitária acabou prevalecendo.

A aprovação por 230 a 195 votos cria um impasse entre a Câmara e o Senado, dominado pelos republicanos, que poderá tentar forçar os democratas a enviar ao presidente Donald Trump um texto diferente, enquanto as duas casas do Congresso correm para que a questão seja resolvida até o final da semana.

“O projeto do Senado é bom, mas o nosso é melhor”, disse Pelosi. “Nós estamos assegurando que as crianças tenham comida, roupas, itens de higiene pessoal, abrigo e cuidados médicos. Estamos proporcionando acesso à assistência jurídica. E estamos protegendo famílias, porque famílias têm de permanecer juntas”, afirmou, em referência à separação de familiares na fronteira.

O pacote de ajuda da Câmara destina mais de US$ 1 bilhão para abrigar e alimentar os migrantes detidos pela Patrulha de Fronteira. Quase US$ 3 bilhões devem ser reservados para os cuidados aos menores desacompanhados que estão sob a custódia do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS, na sigla em inglês).

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O objetivo é melhorar o serviço oferecido pelos chamados “abrigos de influxo” da HHS, que recolhem as crianças que aguardam a transferência para os cuidados de adultos responsáveis, como de parentes que vivem nos EUA.

Os dois projetos de lei, tanto o da Câmara quanto o do Senado, estabelecem que os fundos não poderão ser transferidos para a construção do muro na fronteira com o México – uma das maiores bandeiras do governo Trump – e que as informações sobre os adultos responsáveis pelas crianças migrantes não poderão ser utilizadas para a deportação dessas pessoas, caso estejam em condição ilegal.

A urgência dos congressistas em aprovar o projeto de lei na Câmara foi amplificada após a denúncia de que cerca de 300 crianças estavam detidas sob péssimas condições em um posto da Patrulha de Fronteira em Clint, no Texas. Muitas estavam no local há semanas, sem alimentação e cuidados adequados.

Depois da revolta gerada pela denúncia, a maioria das crianças acabou sendo transferida para outros abrigos do HHS. O caso de Clint foi apenas um exemplo, ainda que mais extremo, das condições inadequadas em muitos centros de detenção. Várias crianças morreram sob a custódia das autoridades americanas.

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A Casa Branca ameaçou vetar a legislação aprovada na Câmara dos Representantes, alegando que resultaria na paralisação dos esforços de segurança na fronteira. Autoridades em Washington ressaltaram em carta aos legisladores que o projeto de lei não oferece recursos para o reforço da segurança na fronteira, incluindo as verbas necessárias para a construção do muro de Trump.

A Patrulha de Fronteira afirma que 133 mil migrantes foram detidos no mês passado, com o total mensal ultrapassando a marca de 100 mil pela primeira vez desde 2007. As agências federais de migração se dizem sobrecarregadas, o que compromete o orçamento e as obriga a superlotar abrigos.

O chefe da Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, John Sanders, renunciou ao cargo nesta terça-feira, no dia seguinte à denúncia das péssimas condições para as crianças detidas no abrigo do posto da Patrulha de Fronteira em Clint.

A saída de Sanders é sinal do aprofundamento da crise na agência responsável por colocar em prática a política linha-dura de Trump para a imigração. Ele, porém, não revelou qual teria sido o motivo de sua decisão. “Deixo para que vocês determinem se tive sucesso ou não”, disse, em mensagem de despedida aos funcionários da agência.

Edição: José Romildo

Fonte: EBC
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Internacional

Cúpula do G20 afeta vida dos moradores de Osaka

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A próxima cúpula do Grupo dos Vinte, na cidade de Osaka, oeste do Japão, está afetando a vida das pessoas que vivem nas redondezas do local em que será realizada.

O encontro ocorrerá na sexta-feira e no sábado na ilha artificial de Sakishima.

A partir de amanhã (27), o controle de tráfego em larga escala passará a vigorar na cidade de Osaka e região. Veículos da polícia já foram posicionados nas ruas de Sakishima, provocando congestionamento.

Muitos moradores da região estão estocando alimentos e outros produtos de necessidade básica, já que as condições de trânsito devem piorar ainda mais durante a cúpula.

Ao saírem de casa, as pessoas que moram nas proximidades do local do encontro são obrigadas a portar algum documento de identidade, como, por exemplo, carteira de motorista ou cartão do sistema de seguro de saúde, para que a polícia possa conferi-lo.

 

Edição: José Romildo
Tags: Osaka G20 Japão

Fonte: EBC
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