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Mato Grosso

Primeira etapa do mutirão de cirurgias habilita mais de 80 pacientes para operações de vesícula

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O Hospital Estadual Santa Casa realizou no sábado (24.08) a triagem do primeiro grande mutirão de cirurgias da unidade hospitalar. A ação visa atender aos cidadãos que precisam de uma operação de vesícula e estão na lista de espera do sistema de regulação desde 2017.

Os pacientes passaram pela pré-consulta, consulta com o cardiologista, para avaliação do risco cirúrgico, e pela consulta com o cirurgião geral, que analisa as condições gerais de cada indivíduo.

“A intenção do Governo do Estado é reduzir, de forma significativa, a fila de espera pelas cirurgias eletivas. Em Mato Grosso, há aproximadamente 3.500 pacientes à espera de uma cirurgia de vesícula. Pretendemos também avançar em outras áreas e estamos planificando um projeto para intensificar essas ações não apenas na baixada cuiabana, mas também em todos os Hospitais Regionais”, explicou o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo.

Dos 129 pacientes esperados para a primeira etapa da ação, 108 compareceram na triagem pré-operatória – destes, 81 já estão prontos para a cirurgia. De acordo com a secretária-executiva da SES-MT e diretora do hospital, Danielle Carmona, serão realizadas 50 cirurgias no próximo sábado (31.08) e, além dessas, outras 30 operações estão previstas para o mês de setembro.

“Alguns pacientes aguardam há três anos por esses procedimentos. Essa consulta especializada já contempla os exames pré-operatórios, logo, parte dos pacientes aptos para a cirurgia já saem daqui prontos para a internação no próximo dia 30 e operação no dia 31 de agosto”, pontuou a gestora, durante a primeira etapa do mutirão.

Danielle ainda ressaltou que a realização dos procedimentos cirúrgicos estava programada para ocorrer na segunda etapa de inauguração do Hospital Estadual, após os 30 dias de funcionamento da unidade. Porém, a atual gestão resolveu antecipar a oferta deste serviço com o objetivo de diminuir substancialmente a fila de espera.  

Histórias de esperança

Maria José de Oliveira Souza, de Tangará da Serra, foi uma das pacientes contempladas pelo primeiro mutirão de cirurgias do Hospital Estadual Santa Casa. Aos 47 anos, ela espera pela operação da vesícula há três anos.

“Já fiz uma parte dos exames e a minha cirurgia será no próximo sábado. Estou feliz, finalmente ficarei livre do problema e vou ter uma saúde melhor. Espero que [o Governo] continue assim, que seja bom para mim e para todos os outros que também estão aguardando”, avaliou Maria José.

O senhor Geminiano José Rodrigues, de 53 anos, é deficiente físico e aguarda por uma cirurgia de vesícula desde 2017. No caso dele, o procedimento exige alguns cuidados específicos e deverá ser feito a laser.

“Aguardo na fila há três anos; com essa facilidade, [a cirurgia] será sábado, dia 31, e estou muito contente. Achei que essa nova gestão mobilizou toda a baixada cuiabana e você vê muitas pessoas que estão na fila há bastante tempo, como eu. Tem muita gente aguardando não só pela operação da vesícula”, declarou.

Atualização de dados no SUS

Uma das dificuldades enfrentadas pela equipe da secretária adjunta de Regulação, Fabiana Bardi, é a localização dos pacientes que estão aguardando a convocação para as cirurgias da lista de espera do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Os números mostram que, do total de 461 pacientes, 154 não atenderam às ligações. Os dados mostram ainda que os números de 85 pessoas já não existem mais. Essa situação ocorre porque o paciente trocou de número e não informou o seu novo contato. Pacientes que estiverem nesta situação devem procurar uma unidade de saúde para solicitar atualização dos dados pessoais no sistema. 

Serviço

O Hospital Estadual Santa Casa fica localizado na Rua Clóvis Hugueney, número 141, no bairro Dom Aquino, próximo à Praça do Seminário.

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Mato Grosso

Coronavírus: confinados, indígenas de Mato Grosso receberão 10 mil cestas básicas

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Vulneráveis à contaminação, indígenas decidem por confinamento em reservas

Comunidades indígenas de Mato Grosso vão receber cestas básicas durante o período de estado de calamidade pública destinada ao combate ao coronavirus. O senador Wellington Fagundes (PL-MT) conversou por audioconferência com o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Xavier, para tratar do assunto e classificou a situação como “extremamente preocupante”. Está prevista, inicialmente, a entrega no Estado de 10 mil cestas básicas.

Com o advento do coronavírus, diversas comunidades indígenas aderiram ao isolamento social, temerosos pela contaminação. Vulneráveis ao contágio de doenças respiratórias, inúmeras famílias da etnia Bororo, por exemplo, adentraram suas reservas e não têm permitido a entrada de pessoas. “Logo, muitos estão enfrentando dificuldades para conseguir alimentos” – frisou o senador.

Wellington Fagundes relatou ao presidente da Funai a existência de eminente risco de desabastecimento nas aldeias, já que muitas comunidades indígenas compram alimentos em cidades e dependem de programas sociais como o Bolsa Família, mas estão sendo orientadas a evitar os deslocamentos para impedir o contágio.

Da audioconferência, participou também o secretário especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Robson Santos da Silva. A reunião foi acompanhada pelo prefeito de Barra do Garças, Roberto Farias; pelo vice-prefeito Welinton Marcos; e pelo vice-prefeito de Nova Xavantina, Ney Weliton; além do presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga.

Fagundes pediu ao presidente da AMM atenção para definição de uma logística que possa ser eficiente no momento da distribuição das cestas básicas às comunidades indígenas em cada município. Da mesma forma, deve ocorrer para a entrega de medicamentos.

Para garantir maior agilidade na aquisição futura de cestas básicas – de forma aos alimentos chegarem mais rapidamente às aldeias – Neurilan sugeriu que a Funai repassasse os recursos às prefeituras, de acordo com o índice populacional indígena. Esse assunto, inclusive, segundo ele, também foi discutido com a deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), que vem atuando em uma frente no Congresso Nacional destinada a tratar da questão das comunidades indígenas

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Mato Grosso

Cermac passa a atender somente no período matutino a partir desta segunda-feira (06)

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O Centro Estadual de Referência em Média e Alta Complexidade (Cermac) da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mudou o horário de atendimento e irá funcionar a partir desta segunda-feira (06.04) entre 07h30 e 13h30. A medida está prevista no Decreto n° 416, de 20 de março de 2020, que permite mudanças temporárias no funcionamento da Administração Pública para o enfrentamento do coronavírus.

É importante ressaltar que não houve mudança no modo de acesso do usuário aos serviços ambulatoriais do Cermac, ou seja, o atendimento médico continua sendo mediante o Sistema de Regulação.

A medida é excepcional e momentânea, mas, sobretudo, indispensável ao controle da circulação da Covid-19. O Cermac reforça que o novo horário de atendimento da unidade especializada será mantido até a emissão de normativas da Secretaria que determinem pelo funcionamento em período integral dos serviços.

Fonte: GOV MT

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