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Economia

Presidente do BC diz que órgão está tranquilo em relação à inflação

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Agência Brasil

Fachada do BC
REUTERS/Ueslei Marcelino

Presidente do BC manifesta tranquilidade em relação à inflação


O Banco Central (BC) está tranquilo com relação à inflação, disse o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao apresentar o Relatório de Inflação. A projeção do BC é que a inflação termine este ano em 2,1%. Para 2021, as projeções estão em torno de 3%.


Se a estimativa se confirmar, a inflação em 2020 ficará abaixo da meta que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para Campos Neto, os preços dos alimentos em alta recente tendem a se estabilizar e a inflação deve ficar sob controle.

“O Banco Central tem situação de absoluta tranquilidade em relação à inflação. Existem efeitos provenientes das subidas de preços de commodities e o efeito do pagamento do auxílio emergencial. Também mostramos relação do IPA [Índice de Preços ao Produtor Amplo] e do IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] e possível contaminação. A mensagem geral é que estamos tranquilos e entendemos que existia uma pressão em 2020, mas não entendemos que esses reajustes recentes vão contaminar as inflações futuras”, disse Campos Neto.

Ao comentar a possível taxa de inflação abaixo da meta, Campos Neto disse que o BC considera como “horizonte relevante” ao definir a taxa básica de juros , a Selic. Para Campos Neto, a atuação recente do BC mira a inflação em 2021.

Ele lembrou que na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir a Selic, o BC destacou que o espaço atual para reduzir os juros é “pequeno ou nulo”.

Já o diretor de Política Econômica do BC, Fabio Kanczuk, enfatizou que o BC segue com o “procedimento usual” no trabalho de controle da inflação.

“O horizonte relevante agora é 2021 e em menor grau, 2022. Não é 2020. Se a gente tentar fazer algo para 2020, a gente vai criar um erro adiante. Então, a gente segue com o procedimento usual”, afirmou Kanczuk.

Controle fiscal

Questionado sobre o compromisso do BC de não elevar os juros condicionado à manutenção do atual regime fiscal, Campos Neto disse que não se pode correr riscos nessa área.

“Não estamos dispostos a correr riscos inflacionários oriundos de questões fiscais. Não podemos trabalhar com suposições. Eu acho que foi bem delineado o que queríamos dizer com isso”, disse.

Investimentos estrangeiros

Campos Neto disse que a saída de investimentos estrangeiros em renda fixa é explicada pela redução dos juros no país.

“À medida que os juros vão reduzindo no Brasil e existe uma percepção que o risco aumentou por um tema fiscal ou pela própria crise que a pandemia geral, há saída de renda fixa. Parte disso está explicada pelo menor retorno que o foi o processo de queda de juros”, disse.

O presidente do BC lembrou que houve também saída de investimentos em ações.

“A gente vem descrevendo esse processo, que foi mais do que equilibrado pela de entrada dos [investidores] locais”, afirmou. Segundo ele, há uma retomada desses investimentos em países emergentes, mas o “Brasil tem recebido dessa retomada uma parcela menor do que saiu”.

Em relação aos investimentos diretos no país (IDP), os que vão para o setor produtivo, Campos Neto afirmou que deverá haver redução da entrada de recursos por influência da crise gerada pela pandemia.

“Em anos de grande crise tende a ter uma queda do IDP”, lembrou, acrescentando que também houve redução do IDP em 2009, ano de crise. Mas disse que deve haver retomada desses recursos nos próximos anos.Para este ano, o BC reduziu a projeção para o IDP de US$ 55 bilhões para US$ 50 bilhões.

Em 2021, o BC espera recuperação nas entradas líquidas de IDP, em linha com crescimento do PIB no ano, atingindo US$ 65,2 bilhões (4,3% PIB).

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Economia

Ministra da Agricultura diz que nova safra pode reduzir preço do arroz

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A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse hoje (29) que o preço do arroz poderá ser reduzido com a chegada da nova safra, em janeiro. A ministra participou da live do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais e explicou as medidas que foram tomadas para conter o preço do produto nas prateleiras dos supermercados. 

Tereza Cristina explicou que a pandemia da covid-19 desequilibrou o mercado de grãos em todo o mundo. Segundo a ministra, a pandemia provocou aumento no consumo do produto pelos brasileiros e o preço aumentou. Para conter o aumento, o Brasil autorizou a importação da Guiana e do Paraguai para equilibrar o mercado. 

“No mundo houve um desequilíbrio em vários preços dos produtos das commodities. O arroz foi um desses. Nós passamos a comer mais arroz, o auxílio emergencial fez também o aumento dessa demanda. Nós, em setembro, tiramos o imposto de importação, ele parou de subir e hoje tem ligeira queda. Vamos ter nova sofra chegando em janeiro e os preços vão reduzir”, afirmou a ministra. 

Plano Safra

A ministra também informou que todos os recursos previstos no Plano Safra deste ano foram contratados e estão sendo investidos pelo setor agrícola, por exemplo, na construção de instalações para produção de aves, suínos e confinamento de gado. 

“O Plano Safra foi um sucesso e hoje nós temos um bom problema, porque o dinheiro de investimento já terminou praticamente”.

A ministra disse ainda que os recursos do plano também estão sendo utilizados na agricultura familiar. Além disso, vários títulos de regularização de terras já foram entregues para produtores rurais que fazem parte do programa. 

“Nós estamos trabalhando para fazer assistência técnica, e o dinheiro do Plano Safra foi muito maior para esse público da pequena agricultura”.

Edição: Liliane Farias

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Economia

Obra de Tarsila do Amaral à venda por R$ 40 milhões em feira on-line

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Brasil Econômico

Idílio
Reprodução/Pinterest

“Idílio” – Tarsila do Amaral, 1929.

A galeria paulistana Bergamin & Gomide está pedindo pela obra Idílio, feita em 1929, pela artista Tarsila do Amaral (1886-1973), o valor de US$ 7 milhões, cerca de R$ 40 milhões. A venda da obra será feita na feira Tefaf , que ocorre de 30 de outubro a 4 de novembro. Pela primeira vez, devido à pandemia do novo coronavírus, o evento será online, com apenas uma obra apresentada por galeria, o que também é novidade.

A tela em questão pertence a um colecionador brasileiro, cujo nome é mantido em sigilo. O motivo pelo qual ele quer se desfazer da obra é desconhecido, entretanto só permitirá que ela saia do país com novo dono. Por esse motivo, escolheu a Tefaf digital, pois, caso optasse por um leilão tradicional , ele precisaria permitir que a tela viajasse, correndo riscos de danificá-la.

O valor é provavelmente o mais alto já pedido por uma obra da Tarsila em uma feira. As suas telas raramente se encontram disponíveis no mercado de arte . As que aparecem, geralmente, são de fases mais tardias e menos valorizadas da pintora.

Fundada em 2012, a Bergamin & Gomide pertence a Antonia Bergamin e Thiago Gomide. Localizada nos Jardins, em São Paulo, é uma espécie de continuação da galeria do pai de Antonia, a Bergamin, criada 12 anos atrás. A atuação é no chamado mercado secundário, que consiste, principalmente, na revenda de obras de artistas falecidos. O único representado atualmente pela galeria é o ilustrador Marcelo Cipis.

O pai de Antonia, Jones Bergamin, é dono da casa de leilões Bolsa de Arte . Ele ficou famoso pelos leilões que promovia no Copacabana Palace. Inclusive, uma das lembranças da infância de Antonia, é de brincar, no hotel, com uma das esculturas da série “Bichos”, da mineira Lygia Clark.

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