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Economia

Presidente do BC diz não ver risco de uma política de controle de preços

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roberto campos neto
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do BC está em Washington, nos EUA, para participar da reunião de primavera do FMI e do Banco Mundial

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse acreditar que não há risco de o governo Jair Bolsonaro (PSL) adotar uma política de controle dos preços administrados. Em entrevista coletiva no Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta sexta (12), porém, Campos Neto não comentou diretamente a decisão do presidente de cancelar o reajuste feito pela Petrobras
 de quase 6% do diesel. 

“Eu cheguei quarta-feira [a Washington], não estou acompanhando as notícias, não tem a menor posssibilidade de um dirigente que é presidente do BC
falar sobre prática de preços da Petrobras”, disse. “Isso vai ser esclarecido. O presidente já esclareceu, muito provavelmente outras pessoas do governo falarão sobre isso. Eu prefiro me ater ao tema do BC.”

Leia também: “Falei que não entendia de economia”, diz Bolsonaro após intervenção no diesel

Com a insistência dos jornalistas, Campos Neto disse que, “de modo geral, os economistas liberais acreditam em preços de mercado o mais livres possível, com a menor intervenção possível.” E continuou: “Faz parte de um grupo de políticas econômicas que acreditamos que sejam as corretas.”

Questionado se tinha medo de que o Brasil poderia voltar a ter uma política de controle de preços
administrados, Campos Neto respondeu que não, acrescentando que não vê esse risco no governo Bolsonaro.

O presidente do BC disse ainda que o importante para a autoridade monetária “é o líquido de tudo o que acontece e quanto isso impacta no canal de tramissão da inflação”, e não uma notícia pontual. “O importante para o BC é analisar no somatório de todos os fatores como isso se transforna em inflação. Então não tem como comentar um fator isolado”, argumentou.

Leia também: Ações da Petrobras caem mais de 7% após intervenção de Bolsonaro

Campos Neto está em Washington
, nos Estados Unidos, para participar da reunião de primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, que ocorre nesta semana. Há também encontros do G-20 e dos BRICS. O presidente do BC tem se encontrado com investidores e autoridades.

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Economia

IBGE divulga coeficientes de desequilíbrio regional

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (28) dados referentes aos coeficientes de desequilíbrio regional (CDR) de três regiões do país em 2019. A divulgação do indicador foi definida pelo decreto 9.291 de 2018.

Em 2019, o rendimento de região Centro-Oeste ficou acima da média nacional. Enquanto aquela região do país marcou R$ 1.619, a média nacional foi R$ 1.439. Em uma escala de zero a 1, o Coeficiente de Desequilíbrio Regional (CDR) da região ficou em 1. O Nordeste ficou abaixo com rendimento de R$ 890 e um CDR de 0,62, seguido do Norte que teve rendimento de R$ 883 e CDR de 0,61.

Segundo o IBGE, os dados são calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Os resultados foram calculados limitando o CDR ao máximo de um inteiro, conforme estabelece o decreto 9.291 de 2018, que determina essa publicação.

De acordo com o Instituto, os coeficientes são calculados com base nos valores de rendimentos regionais em comparação com a média nacional. Foram considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes de todos os moradores, inclusive os classificados como pensionistas, empregados domésticos e parentes dos empregados domésticos.

O IBGE informou que os resultados ocorrem a partir dos rendimentos brutos de trabalho e de outras fontes recebidos no mês de referência da pesquisa, acumulando as informações das primeiras entrevistas do 1º, 2º, 3º e 4º trimestres da PNAD Contínua de 2019.

O decreto 9.291/2018 define que os coeficientes serão aplicados na apuração dos encargos financeiros incidentes sobre os financiamentos de operações de crédito com recursos do Fundo de Financiamento do Nordeste, do Fundo de Financiamento do Norte e do Fundo de Financiamento do Centro-Oeste e servem de acompanhamento pelo Tribunal de Contas da União.

Edição: Valéria Aguiar

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Economia

Indicador de Incerteza da Economia recua 20,2 pontos em maio

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Depois de cresceu 95,4 pontos nos meses de março e abril, o Indicador de Incerteza da Economia, da Fundação Getulio Vargas (FGV), teve queda de 20,2 pontos em maio deste ano, na comparação com o mês anterior. Com o resultado, o indicador recuou para 190,3 pontos.

Mesmo com a queda em maio, o indicador permanece 53,5 pontos acima do recorde anterior à pandemia de covid-19, que era de 136,8 pontos, registrado em setembro de 2015.

“A redução da incerteza em maio sugere acomodação do indicador em patamar elevado, ao devolver somente 21% da alta do bimestre março-abril. A atenuação foi influenciada pela redução relativa de notícias relacionadas à incerteza nos principais jornais do país, o que pode estar associado às perspectivas de reabertura dos mercados, assim como vem ocorrendo no exterior”, explica a pesquisadora da FGV Anna Carolina Gouveia.

Segundo ela, no entanto, devido à curva ainda crescente de infectados pelo novo coronavírus no Brasil e às turbulências políticas, o cenário ainda conta com grandes incertezas em relação ao futuro.

O componente de mídia, baseado nas notícias publicadas na imprensa, foi o responsável pela queda do indicador, ao recuar 24,2 pontos, para 171,1. Já o componente de expectativas, construído com base na previsão de analistas econômicos, continuou subindo, agora em 4,3 pontos, para 230,1, segundo maior nível da série, ficando atrás apenas de outubro de 2002 (257,5 pontos).

Edição: Graça Adjuto

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