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Internacional

Presidente da Turquia diz que Otan deve entender preocupações do país

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 O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan
Reprodução/Flickr – 01.03.2016

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan


O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que ameaça impedir a adesão da Finlândia e da Suécia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), desejou nesta quarta-feira (18) que seus aliados escutem suas “preocupações” em relação à segurança.

“Não podemos dizer sim”, repetiu Erdogan, acrescentando que “apoiar o terrorismo e pedir nosso apoio é uma falta de coerência” por parte de Helsinque e Estocolmo.

Os dois países escandinavos são acusados por Ancara de hospedar membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que a Turquia considera uma organização terrorista.

Segundo Erdogan, a Suécia “não deve esperar que a Turquia aprove a candidatura sem devolver terroristas”, em referência a cidadãos curdos refugiados no território sueco. Caso contrário, “Finlândia e Suécia nem precisam vir à Turquia”, avisou.

Os três países estão tentando negociar o voto favorável de Ancara, mas Erdogan vinculou o apoio da Turquia ao pedido de adesão dos países escandinavos ao retorno dos suspeitos.

“Pedimos-lhes que extraditassem 30 terroristas, mas eles recusaram-se a fazê-lo. Não enviem os terroristas de volta para nós e depois peçam-nos o nosso apoio à sua adesão à Otan. Não podemos dizer sim para tornar esta organização de segurança insegura”, enfatizou o presidente turco no Parlamento, segundo a agência de notícias Anadolu.

De acordo com o regulamento da Otan, a entrada de um novo membro precisa receber aprovação unânime de todos os países que já integram a aliança.

Hoje, o ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, comentou a posição da Turquia sobre a Suécia e Finlândia na Otan e disse ter confiança “de que o diálogo pode levar a uma solução que vai quebrar o impasse” “Não tenho a percepção de que a Turquia queira vetar a entrada da Suécia e da Finlândia na Otan. A Turquia provavelmente pedirá garantias em questões principalmente bilaterais”, acrescentou Di Maio.

Segundo o chanceler italiano, Erdogan “certamente vai pedir garantias em questões principalmente bilaterais e isso é muito importante”. “Todos os países concordam em deixar as portas da Aliança abertas”, enfatizou ele.

Já o conselheiro de segurança nacional dos EUA, Jake Sullivan, disse que o governo americano está confiante de “que as preocupações da Turquia sobre a adesão da Suécia e da Finlândia à Otan podem ser abordadas e superadas”.

“Estamos falando sobre isso nestes dias com nossos homólogos”, disse ele em uma coletiva na Casa Branca, acrescentando que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, se encontrará hoje com o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, em Nova York.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Bispo mexicano propõe ‘pacto social’ que inclua narcotraficantes

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Sigifredo Noriega, bispo do estado mexicano de Zacatecas (norte)
Reprodução/Facebook Sigifredo Noriega

Sigifredo Noriega, bispo do estado mexicano de Zacatecas (norte)

Um bispo mexicano propôs firmar um “pacto social”, que incluiria traficantes de drogas, para combater a violência no país, que teria, inclusive, levado a pedidos para que o presidente Andrés Manuel López Obrador repense a política de segurança vigente. O pacto proposto seria necessário para que “toda a sociedade, e até os criminosos, pudessem participar de alguma forma”, disse Sigifredo Noriega, bispo do estado de Zacatecas (um dos que apresenta os maiores índices de violência), no norte do país, ao jornal Milenio.

Os questionamentos sobre a estratégia de segurança adotada por López Obrador aumentaram desde que dois padres jesuítas foram assassinados em 27 de junho em uma igreja no estado de Chihuahua, no norte do país. Os bispos católicos mexicanos pressionaram o governo após o ataque para “revisar as estratégias de segurança que estão falhando”.

Na segunda-feira, a Conferência Episcopal Mexicana disse estar comprometida com o “diálogo para construir um caminho de justiça e reconciliação que nos leve à paz”.

López Obrador defendeu esta semana sua política de segurança, que se “concentra no combate às causas profundas da violência”, incluindo a pobreza. Na terça-feira, ele disse que, embora apoiasse o perdão, seu governo “não negocia” com criminosos.

Mais de 340 mil pessoas foram mortas desde 2006 em decorrência de ações contra o crime organizado, quando o governo da época enviou o exército para combater os cartéis de drogas. O governo atribui a maior parte das mortes a gangues envolvidas em crimes como tráfico de drogas, roubo de combustível, sequestro e extorsão.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Guerra: prefeito de Sloviansk pede que civis fujam após ataque russo

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Prefeito de Sloviansk pede para civis fugirem após ataque russo
Ansa

Prefeito de Sloviansk pede para civis fugirem após ataque russo

O prefeito de Sloviansk, Vadim Lyakh, fez um apelo nesta terça-feira (5) para os moradores fugirem da cidade no sudeste da Ucrânia  após as tropas russas intensificarem os bombardeios na região.

“É importante evacuar o maior número possível de pessoas”, disse Lyakh em entrevista à Reuters, segundo o “The Guardian”.

De acordo com o prefeito, “144 pessoas, incluindo 20 crianças, fugiram hoje” de Sloviansk, um dos principais centros populacionais de Donetsk ainda sob controle da Ucrânia.

Hoje, um bombardeio russo atingiu um mercado local e deixou pelo menos dois mortos e sete feridos. No último domingo, seis civis já haviam sido mortos e 15 ficaram feridos em outro ataque das tropas de Moscou.


Segundo Lyakh, Sloviansk está sob fogo pesado do Exército russo há dias. “Bombardeio maciço da cidade. No centro, no norte. Todos nos abrigos antiaéreos”, escreveu ele no Facebook, acusando a Rússia de usar munições proibidas por tratador internacionais.

Após a queda de Lysychansk no domingo, as forças russas avançaram para oeste e dirigiram-se para esta cidade de cerca de 100 mil habitantes antes da guerra.

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Fonte: IG Mundo

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