OPERAÇÃO GORGETA

Presidente cita colaboração com investigação e nega que Legislativo seja alvo

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Presidente cita colaboração com investigação e nega que Legislativo seja alvo

Conteúdo/ODOC - A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou que o Legislativo apenas cumpriu determinações legais ao atender diligências realizadas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor). Segundo ela, a atuação da Casa ocorreu de forma colaborativa e institucional, após autorização judicial, sem que a Câmara seja alvo de investigação.

A manifestação foi divulgada após a deflagração da Operação Gorjeta, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos a partir de emendas parlamentares.

As investigações indicam que valores teriam sido repassados a um instituto sem fins lucrativos e a empresas, com indícios de retorno financeiro ao vereador responsável pela destinação das emendas.

Entre os alvos da operação está o vereador Chico 2000 (sem partido), além de servidores e outros investigados, com cumprimento de medidas cautelares e bloqueio inicial de valores.

Em nota, Paula Calil reforçou que a Câmara Municipal limitou-se a cumprir ordens judiciais, ressaltando que esse é um dever de qualquer instituição pública. Ela destacou ainda que sua condução à frente do Legislativo é pautada pela responsabilidade e pelo respeito às decisões da Justiça, assegurando que a Casa continuará à disposição das autoridades sempre que houver solicitação formal.

A presidente também afirmou que a Câmara dará apoio integral às apurações, dentro dos limites do que for oficialmente requisitado, mantendo uma postura de serenidade e transparência. Segundo ela, não cabe ao Legislativo antecipar informações ou comentar detalhes do caso.

Como o procedimento tramita sob segredo de justiça, Paula Calil sustentou que eventuais esclarecimentos adicionais devem ser prestados exclusivamente pelos órgãos responsáveis pela investigação.

Do lado da Deccor, as apurações apontam suspeitas de crimes como peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, além de decisões judiciais que impõem restrições de contato entre investigados, proibição de acesso a prédios públicos e outras medidas cautelares.