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Saúde

Prefeitura de Niterói fecha acesso às praias para conter coronavírus

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A partir desta quinta-feira (19), a prefeitura de Niterói, na região metropolitana do Rio, vai bloquear os acessos às 15 praias da cidade, entre elas, Icaraí, Camboinhas, Piratininga, Itacoatiara, Itaipu, além de determinar o fechamento de shoppings, centros comerciais, restaurante e clubes. Essas medidas se somam a outras já adotadas para conter a disseminação do novo coronavírus em Niterói. O prefeito Rodrigo Neves assinou o decreto com as novas determinações.

De acordo com o decreto, o fechamento ao público de todos os bares, restaurantes, shoppings centers, centros comerciais, clubes e quiosques de alimentação de Niterói e as praias vai até o dia 6 de abril. A prefeitura vai manter o serviço de entrega de refeições e lanches por meio de aplicativos de entrega ou entrega direta.

Sobre as praias, o documento proíbe a permanência nas praias da Região Oceânica e da Baía de Guanabara, bem como nas praças públicas de Niterói, também até 6 de abril. O texto reforça que os cidadãos devem sair às ruas “apenas para atividades inadiáveis ligadas à alimentação, saúde e trabalho”. A finalidade é conter o aumento dos casos de coronavírus entre a população da cidade.

O prefeito Rodrigo Neves determinou também o fechamento de vias públicas de acesso às praias da Região Oceânica de Niterói, permitido apenas os acessos de moradores e serviços de entrega.

“O objetivo dessas medidas duras é fazer com que as pessoas fiquem em casa. A cidade já teve uma redução muito grande de pessoas nas ruas, mas é necessário diminuir ainda mais, reduzir ao mínimo possível o número de pessoas circulando nas ruas. Só dessa forma vamos salvar vidas”, afirmou Rodrigo Neves.

O prefeito ressalta que, para o bloqueio do acesso às praias, haverá a presença das agências de segurança e dos agentes de ordem pública.

Coronavírus

De acordo com a Fundação Municipal de Saúde (FMS), Niterói tem seis casos confirmados de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Todos os pacientes realizaram viagem ao exterior, estão em isolamento domiciliar e sendo acompanhados pela FMS.

O prefeito avaliou que é fundamental o engajamento do setor privado. O município reconhece o impacto econômico das medidas de contenção e, por isso, anunciou, no início da semana, o adiamento do pagamento do Imposto Sobre Serviço (ISS) para todos os setores pelo prazo de três meses.

“O momento é fundamental para salvarmos vidas e protegermos os cidadãos, para cuidarmos da nossa cidade. Por isso, é importante a compreensão também de todo o setor privado. Assim como tivemos outras crises em Niterói, como a crise fiscal do início do mandato, e a da Segurança Pública, vamos sair mais fortes dessa situação, como saímos das demais”, disse Neves.

Aumento de leitos

O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Oliveira, anunciou a montagem imediata de mais 14 leitos de UTI no Hospital Municipal Carlos Tortelly, no Centro, além dos que já estão garantidos de acordo com o plano de contingência da Secretaria Estadual de Saúde.

“Na semana que vem, teremos mais 30 leitos e, se for necessário, passaremos de 100 novos leitos de UTI”, afirmou o secretário. 

Rodrigo Oliveira informou, ainda, que estão suspensas as consultas ambulatoriais e cirurgias eletivas, mantendo apenas aquelas que a não realização coloque em risco a vida do paciente, como por exemplo, as cirurgias cardíacas e oncológicas.

“É importante que a população tenha a clareza de que, nesse momento, a prioridade é o enfrentamento do coronavírus. Importante que a população só procure as unidades de saúde para casos graves para evitar risco de exposição ao vírus. As emergências continuarão abertas. Mas fica o apelo para que a população só procure as unidades de saúde para casos graves”, reforçou Oliveira.

Edição: Liliane Farias

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Saúde

Taxa de ocupação de leitos de UTI para covid-19 no Rio é de 91%

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A taxa de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para covid-19, na rede do Serviço Único de Saúde (SUS), no município do Rio, é de 91%. Nos leitos de enfermaria para pacientes com suspeita da doença é de 75%. A Secretaria Municipal de Saúde informou que em toda a rede do SUS na capital fluminense, que inclui leitos de unidades municipais, estaduais e federais, há 1.861 pacientes internados com suspeita de covid-19, sendo 687 em UTI.

O Hospital de Campanha do Riocentro, na zona oeste, neste domingo (31), tem 114 pacientes internados, sendo 52 em leitos de UTI. No Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, são 233 pacientes internados, sendo 84 em leitos de UTI. As duas unidades são referência para tratamento da covid-19 no município.

A Secretaria informou que é a taxa de ocupação reflete o cenário dos leitos no momento da consulta ao sistema, podendo ter um “número diferente minutos depois”.

Leitos

Segundo a secretaria, desde o início da pandemia, foram abertos 944 leitos exclusivos para o tratamento da covid-19. Deste total, 221 são leitos de UTI. Do dia 1º de maio até agora, foram abertos 471 novos leitos dedicados à doença.

O órgão informou que há rotatividade de vagas nos leitos ocupados para a covid-19, deviso a altas e óbitos, além de transferências para leitos de UTI, que dão retaguarda às enfermarias destinadas ao tratamento da doença e são usados quando o estado do paciente se agrava.

Fila

A secretaria informou que há 97 pessoas na fila da regulação, aguardando transferência para leitos dedicados à covid-19. Desse total, 73 pacientes aguardam vaga para leitos de UTI.

“Esta fila é em toda a rede pública federal, estadual e municipal da Região Metropolitana 1, que engloba a capital e municípios da Baixada Fluminense”, disse a secretaria.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Dia Mundial sem Tabaco analisa relação do tabagismo com a covid-19

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A relação entre tabagismo e covid-19 é o tema sugerido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e adotado pelo Brasil para comemorar, neste domingo (31), o Dia Mundial Sem Tabaco. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco mata mais de 8 milhões de pessoas, anualmente, em todo o mundo. Mais de 7 milhões dessas mortes são decorrentes do uso direto do tabaco e cerca de 1,2 milhão se devem ao fato de os não fumantes serem expostos ao fumo passivo.

A médica Tania Cavalcante, do Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Costa (Inca), é mestre em saúde pública e coordena a política nacional de controle do trabalho, por meio da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco e de seus Protocolos (Conicq), da qual é a secretária executiva. Cento e oitenta e um países integram a Convenção Quadro, além do Brasil.

Falando à Agência Brasil, a sanitarista explicou que o país decidiu abordar o tema por essa linha da relação com o novo coronavírus porque entende que é preciso avançar mais no controle do tabagismo. “Porque os fumantes têm um risco maior de evoluírem com complicações, demandarem mais UTIs, respiradores mecânicos. Você vai ter uma pressão maior por conta do tabagismo nos sistemas de saúde”.

A secretária executiva da Conicq afirmou que o fumante integra o grupo vulnerável às complicações da covid-19. Estudos mostram que o fumante que contraiu a doença tem um risco duas vezes maior de ser internado em unidades de terapia intensiva (UTIs), de precisar de ventilação mecânica e de ir a óbito do que uma pessoa não fumante infectada.

Uma justificativa para isso é que doenças causadas pelo tabagismo, como câncer, doenças cardiovasculares (infarto, hipertensão), doenças pulmonares (enfizema, bronquite) e diabetes também relacionada ao hábito de fumar, todas aparecem como grupo de risco e de complicações pela covid-19, citou a especialista do Inca.

Coquetel tóxico

Tania Cavalcante ressaltou que a fumaça do tabaco é um”coquetel altamente tóxico”. São quase 7 mil substâncias tóxicas, cancerígenas, que o fumante exala todos os dias, praticamente o dia inteiro, destacou. Isso vai minando o sistema imunológico do fumante. Por isso é que o fumante já tem uma deficiência no sistema imunológico e maior risco de contrair infecções bacterianas, inclusive a tuberculose, e vírus. Esse é outro aspecto que torna o fumante vulnerável, de acordo com a especialista.

A secretária executiva da Conicq lembrou que a covid-19 evolui com uma série de alterações graves, entre as quais hipóxia (ausência de oxigênio no sangue), lesões nas partes internas dos vasos sanguíneos. “Isso gera uma resposta imunológica com uma reação inflamatória gigantesca, chamada tempestade de citocinas, e formação de trombos no organismo generalizada de forma aguda, rápida, que leva o paciente à falência múltipla de órgãos e a óbito”.

Analisando-se o que as substâncias tóxicas causam no corpo do fumante, verifica-se que é a mesma coisa que o vírus provoca, só que a evolução na pessoa que fuma é mais crônica, mais lenta. Então, quando o fumante contrai a infecção, ele já tem todos aqueles problemas que a covid gera. “Ele já entra em desvantagem nesse processo evolutivo grave da covid-19, porque já tem um terreno favorável para isso”, afirmou a sanitarista do Inca.

Citou também que o vírus, para se acoplar na célula, precisa de um receptor conhecido como enzima conversora de angiotensina 2, que aparece normalmente no corpo humano. “O vírus entra através dessa enzima. E quanto mais a gente tiver a expressão na célula dessa enzima, mais vulnerável a gente fica à invasão do vírus”. O que acontece com o fumante é que as substâncias tóxicas do cigarro aumentam a expressão dessa enzima na camada externa da membrana celular dos fumantes. “Aí, o fumante vai ter muito mais porta de entrada para o vírus do que uma pessoa que não fuma, de acordo com descobertas recentes. Isso explica porque o fumante é mais vulnerável à infecção e porque, quando infectado, ele é mais vulnerável às complicações”.

Recuperação

Ao parar de fumar, os receptores tendem a diminuir e a aparecer de forma normal. A hipóxia, que no fumante é causada pelo monóxido de carbono que ele inala na fumaça, em oito horas sem fumar já desaparece. As lesões que o fumante tem na parte interna dos vasos, bem como o processo inflamatório, desaparecem em 24 horas e a tendência de formação de broncos desaparece em duas semanas. Lá na frente, ele vai ter uma diminuição do risco de ter infarto, acidente vascular cerebral (AVC), trombose venosa profunda e tudo que está relacionado com o aumento de trombos na circulação,indicou a médica sanitarista.

“Deixar de fumar é vantajoso no curto prazo, até para as pessoas se protegerem da covid-19. É muito importante que as pessoas saibam disso, saibam desse risco e que, deixando de fumar, diminui muito o risco dessas complicações pela infecção da covid-19”. Pela recuperação dessas alterações, pode-se afirmar que o ex-fumante não está no mesmo risco que o fumante, a não ser que ele já tenha outras doenças, como enfizema. “Aí ele vai estar no risco de se infectar pela covid pelo enfizema. Não por conta do tabagismo. O mesmo ocorre se ele já tem problema de hipertensão ou diabetes, por exemplo”. Tania Cavalcante sustentou que quando a pessoa deixa de fumar, ela tira todo esse processo inflamatório. “E o processo inflamatório que a covid pode ocasionar já não vai ser tão intenso como o de um fumante”.

Medidas

Além de incentivar o fumante a deixar de fumar e buscar tratamento para largar o vício, a Conicq está trabalhando neste momento pela adoção de medidas para reduzir a iniciação de crianças e adolescentes no tabagismo, classificado como doença pela OMS desde a década de 1990. É considerada ainda uma doença pediátrica porque a maior parte das pessoas começa a fumar antes dos 18 anos de idade, ou seja, na adolescência, porque as estratégias de mercado são dirigidas a esse público-alvo, denunciou a mestre em saúde pública.

A inclusão de sabores nos cigarros facilita a fase da experimentação, além de aditivos que aumentam a liberação de nicotina e o poder que causa dependência. De acordo com a secretária executiva da Conicq, quase 20% das crianças e adolescentes brasileiros experimentam cigarros, apesar de ser proibido. Por isso, a Comissão está fazendo um apelo ao Congresso Nacional, no Dia Mundial sem Tabaco, para que os projetos de lei que se encontram em tramitação e que visam acabar com essas práticas, reduzindo a experimentação de crianças e adolescentes, sejam colocados como parte da agenda de enfrentamento da covid-19. “Porque você vai diminuir o número de fumantes no Brasil, ajudar as pessoas a deixarem de fumar e adotar medidas que impeçam a iniciação do tabagismo entre os jovens”.

Número de fumantes

Tania revelou que atualmente, no Brasil, apesar de ter ocorrido uma queda significativa da proporção de fumantes no país acima de 18 anos de idade, passando de 35% em 1989 para 9,8%, em 2019, o número de fumantes no país atinge cerca de 20 milhões de pessoas. “É um número absurdo de fumantes. É quase sete vezes a população do Uruguai”. Esses fumantes brasileiros estão sob risco de contrair câncer e doenças cardiovasculares, que mais matam no Brasil, e agora também sob risco de serem contaminados e terem complicações da covid-29, congestionando a rede de saúde, as UTIs, reforçou.

Tania Cavalcante insistiu que a ideia é aproveitar o Dia Mundial sem Tabaco para chamar a atenção para o tabagismo, considerado uma pandemia desde 1986, pela Assembleia Mundial de Saúde. “E é uma pandemia que agrava a pandemia da covid-19 porque as pessoas têm a saúde frágil e maior propensão às complicações da doença e por isso, se contraírem o vírus, isso vai aumentar a demanda por atendimento, inclusive UTI e respirador mecânico”, insistiu.

Disse, ainda,que o tabagismo é uma doença altamente evitável. “O que precisa é impedir essas práticas de mercado quer fazem com que crianças e adolescentes experimentem, se tornem dependentes e não consigam mais parar de fumar, como se vê hoje”. O tratamento das doenças causadas pelo tabagismo provoca gastos da ordem de R$ 57 bilhões, contra arrecadação de impostos da ordem de R$ 13 bilhões, informou.

Impacto positivo

Entre os impactos positivos que o ato de deixar de fumar traz ao organismo, Tania Cavalcante destacou o ganho em termos de fôlego que a criatura vai passar a ter. “A pessoa já ganha fôlego, já vai ter, no curto prazo, melhoria do paladar e do olfato”. Também o cheiro da fumaça que penetra no corpo do fumante vai sumir aos poucos. “A família toda vai ganhar por conta do tabagismo passivo e quem não fuma se expõe a essa fumaça que é altamente tóxica e corre o risco de desenvolver câncer de pulmão”. O risco de ter doenças cardiovasculares, infarto, trombose, vai se igualar ao de não fumantes no prazo de um a dois anos após parar de fumar.

O risco de câncer de pulmão também cai à metade em cinco anos. Mesmo quem tem enfizema pulmonar, parando de fumar vai paralisar a evolução da deterioração do pulmão. Não vai evoluir para um quadro extremamente grave, onde a pessoa precisa ficar em oxigêncio e até em UTI. “Todo mundo mundo tem a ganhar, mesmo que já tenha algum dano causado pelo tabaco”.

Sensibilização

O diretor executivo da Fundação do Câncer, oncologista Luiz Augusto Maltoni, salientou a importância da sensibilização dos jovens, “para que eles não se iniciem no tabagismo e estejam atentos à propaganda enganosa do cigarro, em especial a questão do cigarro eletrônico que no Brasil é proibido, embora a gente saiba que existe o comércio ilegal”.

A entidade, em conjunto com outras instituições, como a Associação Médica Brasileira (AMB), vem trabalhando no sentido de alertar a população sobre os malefícios do cigarro e sua relação com a pandemia do novo coronavírus. Nas mídias sociais das entidades, os jovens, principalmente, podem ter acesso a perguntas e respostas e a vídeos que alertam para as consequências negativas do tabagismo no organismo humano, informou Maltoni. 

Edição: Liliane Farias

Fonte: EBC Saúde

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