Conteúdo/ODOC - A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que a substituição da empresa responsável pela coleta de lixo no município foi motivada pela necessidade de melhorar a qualidade de um serviço considerado essencial. Segundo ela, a antiga prestadora não vinha atendendo de forma satisfatória a população, o que levou a gestão a adotar uma mudança considerada necessária.
A declaração foi feita após o Superior Tribunal de Justiça suspender uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que buscava manter o contrato da Locar Saneamento Ambiental. Com isso, foi restabelecido o contrato emergencial com o Consórcio Pantanal, que assumiu o serviço de coleta.
Em publicações nas redes sociais, a prefeita afirmou que decisões desse tipo exigem firmeza da administração pública. Ela destacou que a troca teve como objetivo garantir mais eficiência e excelência na execução da coleta de lixo, mesmo diante de resistências e questionamentos.
Na manhã desta segunda-feira (19), Flávia Moretti acompanhou o início das atividades do Consórcio Pantanal, visitando a sede da empresa e conversando com os trabalhadores no primeiro dia de operação. De acordo com a prefeita, a nova prestadora já iniciou os trabalhos com caminhões novos e uma estrutura considerada mais adequada.
Moretti reforçou que a decisão de romper com a Locar foi baseada na avaliação de que o serviço não estava atendendo com qualidade o cidadão várzea-grandense. Ela afirmou ainda que a mudança marca o início de uma nova fase na gestão municipal e que outras áreas também passarão por transformações.
A prefeita ressaltou que a administração não hesitará em substituir empresas que não cumprirem o padrão esperado de prestação de serviço público, afirmando que o foco da gestão é garantir dignidade e eficiência no atendimento à população.
A mudança recebeu respaldo jurídico no último dia 16, quando o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, acolheu recurso apresentado pela Prefeitura de Várzea Grande. Na decisão, o ministro avaliou como inadequada a manutenção do contrato com a Locar, que teve vigência encerrada em novembro de 2025, diante de indícios de irregularidades e de riscos à saúde pública.
Relatórios técnicos anexados ao processo indicaram acúmulo de resíduos na cidade e uma redução média de 83 toneladas de lixo coletadas por dia durante a atuação da antiga empresa. O ministro também mencionou notificações do Ministério Público Estadual que apontam possível direcionamento irregular na licitação que originou o contrato anterior.