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Saúde

‘Precisamos monitorar a varíola em animais’, diz membro de Ministério

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'Precisamos monitorar a varíola em animais', diz membro de Ministério
Reprodução / CNN Brasil – 17.06.2022

‘Precisamos monitorar a varíola em animais’, diz membro de Ministério

Secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcelo Morales indica que a pasta tem cerca de R$ 3 milhões para desenvolver pesquisas sobre a varíola dos macacos, que na semana passada registrou, no Brasil, sua primeira morte fora da África, onde é endêmica. O gestor, que também é médico e professor da UFRJ, afirma que as principais lacunas vão desde o desenvolvimento de testes rápidos a até entender como o vírus pode afetar animais silvestres e domésticos no país, o que poderia tornar a situação, hipoteticamente, fora de controle. Morales afirma ainda que não vê a necessidade de desenvolver uma nova vacina contra a doença. “ já existe um imunizante seguro e eficaz para prevenir a monkeypox”, afirmou. Leia os principais pontos da entrevista.

Pesquisadores pediram estudos sobre a varíola dos macacos ao MCTI. O que deve ser desenvolvido?

Pesquisadores montaram uma câmara da Rede Vírus, chamada Câmara POX, para tratar da varíola dos macacos. Eles solicitaram os primers (insumos) para fazer o teste RT-PCR e a padronização, os controles positivos para fazer esses testes, ou seja, aquilo que está no âmbito da pesquisa. Ao mesmo tempo, chamaram os pesquisadores para o isolamento do vírus assim que apareceu o primeiro paciente.

Quais são as principais lacunas que a ciência deve preencher sobre a doença?

A gente tem que trabalhar para o desenvolvimento de estoques vacinais e avaliação do estado imunológico da população brasileira, como ela está respondendo a esse vírus, e o desenvolvimento de testes rápidos. A gente está trabalhando na pesquisa para desenvolvimento desses testes, como fizemos com o Sars-CoV-2.

O que mais precisa ser acompanhado?

A gente tem que monitorar a inserção do monkeypox, porque esse vírus pode contaminar animais silvestres e domésticos. Se isso ocorrer, aí a gente perde o controle. Por isso, a pesquisa científica é tão importante. Com o uso da micrografia eletrônica, procuramos precisa saber qual é a estrutura do vírus, como se comporta dentro da célula, porque está circulando no país. Pode acontecer alguma coisa diferente no país? A gente tem que estar em alerta.

Há perspectivas de o Brasil desenvolver sua própria vacina contra o vírus?

A vacina já existe no mundo, é eficiente e eficaz, não faz sentido a gente produzir como o que aconteceu com a Covid. O que precisamos fazer é, se houver necessidade — e neste momento não há —estarmos preparados para conter a transmissão através da vacinação (em massa). Como foi feito para incorporação de outras tecnologias, a gente precisa trazer, caso seja necessário, a vacina existente para o país.

Qual a verba o MCTI para essas pesquisas?

Neste momento, para o preenchimento inicial dessa lacuna do conhecimento, é de R$ 3 milhões de reais, e podemos otimizar para que possam fazer outras coisas.

Quando as pesquisas devem ficar prontas?

A pesquisa científica tem seu próprio passo. Falar em quando vai ficar pronto eu não tenho como responder. Os prazos dos estudos são de 24 meses, mas é claro que a resposta é imediata: tendo resultados, a gente incorpora dentro do sistema. Para as emergências nacionais, tanto a Covid-19 quando a monkeypox, os resultados são utilizados em tempo real.

Existe uma previsão de quando devemos ter testes rápidos no Brasil?

Há testes diagnósticos rápidos, moleculares… Para a produção deles, a gente precisa fazer estudos, fabricação de todos os insumos e ver a eficácia desses testes. Então, isso leva tempo. O mais eficaz é o RT-PCR, mas a gente também está se debruçando para que tenhamos disponibilidade de outros tipos de testes mais rápidos. Se produzirmos no país esses testes rápidos, ajudamos o SUS e mostramos a cooperação dos pesquisadores com o Ministério da Saúde.

O que MCTI aprendeu com a Covid-19 que pode ser usado com a monkeypox?

O estabelecimento da Rede Vírus MCTI foi um marco para a ciência brasileira. Ter disponíveis pesquisadores de alto nível, que sabem o que é virose, virose emergente e reemergente e como enfrentar uma pandemia é algo muito importante.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Entenda os benefícios do banho frio

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Especialistas recomendam banho frio
Thinkstock/Getty Images

Especialistas recomendam banho frio

Escolher a temperatura da água não é apenas questão de gosto. A preferência por banhos mais quentes ou mais frios traz impactos diretos para a saúde, não apenas da pele, como de todo o corpo. A melhor saída, explicam especialistas, é a água fria. Isso porque as duas opções oferecem benefícios diferentes que devem ser levados em consideração, porém, se for necessário escolher entre as duas temperaturas, o banho gelado é o que traz mais efeitos positivos.

Um dos principais pontos dos banhos mais frios é o aparente efeito estimulante do sistema imunológico. Um estudo conduzido por pesquisadores holandeses, publicado na revista científica PLOS One, com mais de três mil participantes, constatou que, entre aqueles que passaram a adotar uma rotina de água gelada, houve um número de faltas no trabalho por motivos de saúde 29% menor que entre os que tomaram banhos quentes.

Outro impacto é na ativação do sistema nervoso simpático. A água fria, quando entra em contato com o corpo, estimula a liberação da noradrenalina, um hormônio que acelera o batimento cardíaco e aumenta a pressão arterial. O mecanismo promove a sensação de se sentir revigorado e é ligado a desfechos melhores de saúde.

Além disso, o banho frio diminui o fluxo sanguíneo na pele. Mas, quando ele acaba, e o corpo precisa se aquecer, o organismo passa a trabalhar para aumentar esse fluxo na superfície. O estímulo a esse sistema é associado a uma melhor circulação do sangue no corpo.

Há ainda evidências de que a água gelada constante ajuda a acelerar o metabolismo e a perda de peso, e que a liberação da noradrenalina mencionada anteriormente pode ajudar a combater sintomas de depressão. No entanto, pessoas com predisposição para problemas cardiovasculares devem estar atentas. A exposição imediata a águas muito frias pode provocar um choque térmico no corpo, e, em casos mais graves, precipitar um ataque cardíaco.

Apesar de o banho frio de fato oferecer mais benefícios, há também pontos positivos na água mais quente. O mais evidente é a sensação de relaxamento que ela proporciona. Há estudos mostrando que esse efeito pode levar a um sono melhor, ao alívio de fadigas musculares e da tensão corporal.

Temperaturas mais altas também podem ser boas para a circulação, mas de forma diferente da água gelada. Quando expostos ao calor, os vasos sanguíneos se alargam, o que promove um aumento do fluxo sanguíneo.

Esses efeitos, que abaixam a pressão arterial, podem, no entanto, ser negativos para determinadas pessoas. Naqueles mais suscetíveis a quedas de pressão, a água quente pode levar à tontura e até mesmo a mudanças abruptas que levam a quadros de desmaio. No banheiro, isso se torna ainda mais preocupante pois pode provocar um acidente.

Além disso, a água mais quente retira da pele óleos naturais, o que pode promover um ressecamento e, eventualmente, erupções cutâneas, especialmente em pessoas com problemas de pele. As mesmas substâncias também podem ser retiradas do cabelo, deixando-os mais secos e menos hidratados.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Síndrome Respiratória Aguda Grave recua em 21 estados e no DF

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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam tendência de queda em 22 unidades da federação, segundo o boletim InfoGripe divulgado hoje (11) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As exceções são Roraima, onde há tendência de alta, e Amazonas, Amapá, Maranhão e Piauí, cujas incidências se mantiveram estáveis.

A análise considera as últimas seis semanas epidemiológicas, período encerrado em 6 de agosto. Em todo o Sul e Sudeste e em boa parte do Nordeste e Centro-Oeste, a probabilidade de queda nos casos de SRAG é maior que 95%.

O monitoramento dos casos de SRAG ganhou destaque durante a pandemia de covid-19, porque as hospitalizações causadas pelo SARS-CoV-2 passaram a dominar os casos virais dessa síndrome. Segundo a Fiocruz, nas últimas quatro semanas, 79,1% dos casos de SRAG viral foram causados pelo novo coronavírus.

Apesar de apenas o estado Roraima apresentar tendência de alta na análise das últimas seis semanas, quando os pesquisadores se debruçam sobre as capitais, há avanço na incidência da SRAG em Belém, Boa Vista e no Recife.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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