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Postos tradicionais no Brasil se preparam para os carros elétricos

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Eletroposto da Shell em Londres tem espaço de conveniência e deverá servir de base para o que teremos no Brasil
Divulgação/Shell

Eletroposto da Shell em Londres tem espaço de conveniência e deverá servir de base para o que teremos no Brasil

As companhias petrolíferas sabem que a matéria prima do seu produto é um recurso finito. Na Europa e Estados Unidos já é comum ver grandes empresas do ramo do petróleo demonstrando interesse e apoiando a mobilidade elétrica.

No Brasil, o cenário de carregadores elétricos ainda é impulsionado por fabricantes de automóveis que oferecem veículos elétricos e algumas parcerias de estabelecimentos, como shoppings, em regiões nobres que oferecem carregadores para seus clientes.

Partindo do princípio de alinhar sua operação com o futuro, a Raízen e a Plataforma Capital lideram um investimento de R$ 10 milhões na Tupinambá Energia, startup focada na operação de postos de recarga , com fornecimento de carregadores, softwares, aplicativos e serviços relacionados à recarga de veículos elétricos.

A Tupinambá oferece uma plataforma digital que integra uma rede de pontos de recarga e facilita a vida dos usuários de veículos elétricos , devido aos mais de mil carregadores registrados e seu sistema. Além disso, ainda oferece o diferencial de disponibilizar painéis publicitários em suas estações.

Esse investimento da Raízen na Tupinambá pode render à Shell, que é representada no Brasil pela Raízen, seus primeiros eletropostos no país e alinhar o mercado brasileiro com outras praças da Shell ao redor do mundo.

Embora o carro chefe da Raízen seja o etanol , a empresa imagina que o combustível poderá continuar sendo utilizado no Brasil juntamente com outras fontes de energia renováveis. 

Os carregadores de Tupinambá energia vêm com espaço para anúncios publicitários entre os diferenciais
Divulgação

Os carregadores de Tupinambá energia vêm com espaço para anúncios publicitários entre os diferenciais

Conforme Rafael Rebello, diretor de Soluções de Energia e Renováveis da Raízen, “o etanol é e continuará a ser protagonista na transição energética , pois é um combustível de fácil implementação em veículos leves e com infraestrutura já estabelecida”.

Ainda segundo Rebello, “há diversas empresas interessadas em compor uma frota com  veículos a etanol e elétricos , e a Raízen está pronta para atendê-los. Nosso objetivo é ser líder na oferta de infraestrutura de recarga com energia renovável”, completou o executivo. 

A meta da Shell é instalar cerca de 2,5 milhões de carregadores em todo o mundo até 2030. Na Argentina, onde também é representada pela Raízen, a Shell deverá ter seu primeiro carregador nos próximos meses, apesar de ter um mercado de híbridos e elétricos menor que o brasileiro.

Para efeito de comparação, em 2020 e 2021, a soma de elétricos e híbridos vendidos na Argentina foi de 8.254 veículos, o mercado brasileiro vende anualmente uma quantidade maior desde 2019, e superou esse número no primeiro trimestre de 2022.

Em outros países, principalmente na Europa, a Shell já oferece uma estrutura mais robusta, como acontece na Inglaterra, onde recentemente foi inaugurado o “Shell EV Hub”, um centro de recarga para veículos elétricos com 12 carregadores.

Construído onde funcionava um posto de gasolina e diesel da própria companhia, o eletroposto conta com nove carregadores ultra-rápidos do tipo CCS, e três do tipo ChaDeMo, e ainda tem com um espaço de conveniência, onde clientes podem esperar enquanto seus veículos carregam.

Para instalação de uma rede de recarga rápida é preciso um grande investimento e uma estrutura adequada
Divulgação

Para instalação de uma rede de recarga rápida é preciso um grande investimento e uma estrutura adequada

No Reino Unido esse movimento faz sentido, já que entre janeiro e abril deste ano, já haviam sido vendidos 77 mil veículos 100% elétricos por lá (ante 12.976 no Brasil).

Para Clemente Gauer, advisor da Tupinambá Energia , um movimento parecido com o realizado pela Shell em Londres não é algo muito distante da realidade brasileira. “Observamos o sucesso das estações rápidas em metrópoles como São Paulo sempre com baixíssima ociosidade”, comentou Gauer.

“As estações de recarga rápida nas cidades serão pontos estratégicos para um bom café e uma breve pausa de 10 minutos, tempo este, hoje já mais que suficiente para se percorrer uma centena de quilômetros”, completou ele.

Para Rebello, da Raízen, a situação é mais complexa, e a instalação de pontos de recarga demandará muito estudo sobre a necessidade dos clientes de cada localidade. “As necessidades dos consumidores de veículos elétricos são diferentes dos de combustível líquido. É preciso fazer uma análise cuidadosa sobre os diferentes momentos de abastecimento e demandas de cada região”, disse o executivo. 

Hoje a Shell conta com uma estrutura de mais de seis mil postos de combustíveis em todo o Brasil e instalar pelo menos um carregador elétrico em cada posto poderia acelerar a adesão à mobilidade elétrica no país, mas Gauer acredita que os estabelecimentos irão responder à demanda, e não se antecipar a ela.

Carregador instalado em posto de combustível tradicional pode ser opção ideal para os consumidores
Reprodução/Facebook/Shell

Carregador instalado em posto de combustível tradicional pode ser opção ideal para os consumidores

“O custo de uma estação de carga rápida ainda é elevado e a infraestrutura elétrica em algumas localidades pode encarecer o projeto. Porém, a medida que a frota se converter à energia elétrica, os postos farão o mesmo. Enxergamos este movimento na Europa, especialmente na Noruega e sabemos que o mesmo deverá acontecer no Brasil, concluiu o executivo da Tupinambá. Para Rebello, a dificuldade é conciliar o formato que os postos tradicionais possuem, com o formato que os elétricos necessitam. “Após definir o local que irá oferecer a melhor experiência para os clientes de veículos elétricos , a principal barreira é conciliar o formato do posto convencional com as vagas para recarga elétrica e a capacidade de carga elétrica local”, explicou ele. Porém, Rebello afirma que a Raízen e Shell irão usar da expertise adquirida em outros mercado para implementar da melhor forma sua estrutura no Brasil. “Estamos reunindo aprendizados de mercados globais em que a Shell atua que serão facilmente replicados, otimizando a implementação de pontos de recarga”, revelou.

A eletrificação dos veículos é tendência no mundo inteiro, seja por desejo de clientes ou pressão de governos por medidas ambientais mais restritivas. O aumento de número de eletrificados mostra que a tendência também chegou ao Brasil , mas ainda é muito distante do grande público. Você, leitor, acredita que o Brasil terá algum dia um grande número de eletrificados pelas ruas?

Fonte: IG CARROS

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Kia revela preços do novo Sportage híbrido MHEV, que chega no dia 7

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Kia Sportage tem o estilo arrojado entre os principais trunfos na comparação com os principais rivais
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Kia Sportage tem o estilo arrojado entre os principais trunfos na comparação com os principais rivais

A Kia anuncia os preços do Sportage Híbrido MHEV , cujo início de venda no mercado brasileiro começa nesta quinta-feira, 7 de julho. Começa por R$ 219.990 (EX) e chega aos R$ 254.990 (EX Prestige). Em ambas, a pintura metálica ou perolizada terá acréscimo de R$ 2.800.

O modelo, segundo a marca sul-coreana, é o segundo a contar com motor híbrido leve. Trata-se do Gamma II, de 1.6 litro , turbo, com injeção direta, a gasolina e bateria de 48 volts. Gera 180 cv e 27 kgfm de torque e funciona em conjunto com o câmbio automático de 7 marchas e dupla embreagem, com sistema stop/start.

Na versão mais completa da linha, a EX Prestige , o Sportage se diferencia do modelo de entrada pelo jogo de rodas de liga de aro 19” com acabamento diamantado, detalhes externos pintado de preto brilhante e cromo fosco.

Já na lista de itens, o modelo já vem com: ar-condicionado bi-zone digital automático e sensível ao toque; bancos com revestimento de couro e camurça e ventilação; comando do câmbio com seletor rotativo elétrico; carregador de celular por indução; ‘Shift Paddles’ para trocas de marchas atrás do volante; display integrado curvo com duas telas de 12.3”, entre outros.

O novo  Kia Sportage Híbrido MHEV terá concorrentes diretos como Toyota Corolla Cross, Jeep Compass, Volkswagen Taos e Caoa Chery Tiggo 7 PRO.

Fonte: IG CARROS

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Fiat 500 fica entre os mais vendidos na Europa no semestre

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Fiat 500 chega aos 65 anos. Hoje, o modelo elétrico é quem mais se destaca no velho continente
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Fiat 500 chega aos 65 anos. Hoje, o modelo elétrico é quem mais se destaca no velho continente

O Fiat 500 sempre foi um carro carismático. Nos anos 60 e 70, era tão popular que passou a ser referido como o “Fusca italiano”. Décadas depois, em meio às suas “idas e vindas”, eis que o carrinho se adequa à nova era da eletrificação. A maior prova de que continua bem sucedido é que ficou entre os mais vendidos no primeiro semestre do ano, desbancando até mesmo a VW na Alemanha.

O compacto italiano ficou entre os três carros elétricos mais vendidos no continente, e também na França e Espanha. Se consagra na liderança nos mercados da Itália e da Alemanha.

“O novo 500 elétrico ficou entre os três veículos elétricos mais vendidos na Europa nesse semestre, e liderou na Alemanha, superando até mesmo os carros locais. Essa é uma prova do sucesso da estratégia de eletrificação da Fiat, e reafirma nosso compromisso com a transição elétrica como missão social histórica.” Declarou Oliver Francois, CEO da Fiat. A atual geração é a terceira do modelo, que chegou ao mercado em 1957 e já vendeu mais de 6 milhões de unidades ao redor do mundo.

O primeiro 500 ficou em produção por 18 anos, até 1975, e recebeu um sucessor em 2007, que chegou até a ser comercializado no Brasil entre 2009 e 2014. O que impediu de ser tão bem sucedido no Brasil, nessa época, é que seu preço não era tão em conta, principalmente para um carro de seu porte.

O novo 500 elétrico é uma atualização visual mais moderna do modelo de 2007, mas é oferecido apenas com motorização elétrica. Mesmo assim, e ignorando o seu custo mais elevado do que outros carros a combustão, acumula mais de 100 mil unidades vendidas. em dois anos.

Um dos fatores que fazem o 500 ser tão bem aceito na Europa é o fato destes consumidores se interessarem por veículos pequenos — e, mais recentemente, por elétricos. E o pequeno Fiat oferece isso com um visual clássico, mas ao mesmo tempo moderno. No Brasil, existem cerca de 330 unidades do 500e emplacadas, segundo o Denatran, e é oferecido em versão unica custando a partir de R$ 255.990. É equipado com motor de 118 cv e 22,4 kgfm de torque, e segundo a Fiat, possui autonomia de 320 km. 

Fonte: IG CARROS

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