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Saúde

Portugal confirma 5 casos de ‘varíola dos macacos’ e preocupa Europa

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Vírus da 'varíola dos macacos'
Centro de Controle de Doenças/Divulgação

Vírus da ‘varíola dos macacos’

A Direção-Geral da Saúde (DGS) de Portugal informou nesta quarta-feira que identificou cinco casos de pessoas diagnosticadas com o vírus da varíola dos macacos (monkeypox, em inglês). As autoridades de saúde da Espanha também afirmaram que estão testando oito casos suspeitos da doença. Nesta segunda-feira, o Reino Unido fez um alerta à Organização Mundial de Saúde (OMS) depois que os números de diagnósticos chegaram a sete na região. Ao todo, são 12 contaminados na Europa.

Os portugueses diagnosticados com a varíola apresentaram lesões na pele, estão estáveis e são todos homens que vivem na região de Lisboa e do Vale do Tejo. De acordo com a DGS, mais de 20 casos estavam em análise, dos quais cinco foram confirmados.

“Foram identificados, neste mês de maio, mais de 20 casos suspeitos de infeção pelo vírus Monkeypox, todos na região de Lisboa e Vale do Tejo, cinco dos quais já confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, esta quarta-feira, dia 18. Os casos, na maioria jovens, e todos do sexo masculino, estão estáveis, apresentando lesões ulcerativas”, afirma o comunicado da autoridade de saúde de Portugal.

Segundo informações da Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA), a doença é rara, e os infectados costumam se curar em questão de semanas. No entanto, os países europeus passaram a monitorar possíveis surtos desde que o primeiro caso foi identificado pela agência britânica, no dia 7 de maio, do vírus que não é comum no continente.

Nesta segunda-feira, foi informado pela agência de saúde britânica que os quatro novos contaminados no Reino Unido se identificaram como gays, bissexuais ou outros homens que fazem sexo com homens. A nova informação levou a UKHSA a pedir que esses grupos estejam alertas para quaisquer erupções ou lesões incomuns na pele e, se for o caso, procurem imediatamente atendimento médico. O Ministério da Saúde espanhol e a DGS de Portugal não divulgaram qualquer informação sobre a orientação sexual dos infectados.

“Isso é raro e incomum. A UKHSA está investigando rapidamente a fonte dessas infecções porque as evidências sugerem que pode haver transmissão do vírus da varíola dos macacos na comunidade, espalhado por contato próximo”, afirmou a consultora média chefe da agência britânica, Susan Hopkins, em comunicado.

Após o alerta, a OMS anunciou, nesta terça-feira, que quer esclarecer os casos de varíola do macaco detectados na Europa. Com exceção do primeiro infectado, que havia viajado recentemente para a Nigéria, onde a doença é endêmica, os demais casos do Reino Unido foram contaminados na região, reforçando receios de transmissão comunitária. A organização ressaltou o alerta de que homens que têm relações sexuais com homens devem estar atentos aos sinais da doença.

“Estamos vendo transmissões entre homens que têm relações sexuais com homens, uma nova informação que devemos estudar adequadamente para compreender melhor a dinâmica (do contágio)”, disse o diretor-geral adjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS) para intervenções de emergência, Ibrahima Socé Fall.

A varíola do macaco é uma infecção viral rara semelhante à varíola humana, embora mais leve, registrada pela primeira vez na República Democrática do Congo na década de 1970. O número de casos na África Ocidental aumentou na última década.

Os sintomas incluem febre, dores de cabeça e erupções cutâneas que começam no rosto e se espalham para o resto do corpo. Não é particularmente grave entre pessoas, afirmam as autoridades de saúde espanholas, e a maioria dos contaminados se recupera em algumas semanas. Porém, alguns casos graves têm sido relatados.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 316 óbitos e 76,6 mil casos em 24 horas

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As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 76.638 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas em todo o país. Foram confirmadas no mesmo período  316 mortes por complicações associadas à doença. Os dados estão na atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta terça-feira (28).

Com as novas informações, o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus durante a pandemia já soma 32.206.954.

O número de casos de covid-19 em acompanhamento está em 771.183. O termo é usado para designar casos notificados nos últimos 14 dias em que o paciente não teve alta e não houve morte.

Com os números de hoje, o total de óbitos alcançou 670.848, desde o início da pandemia. Ainda há 3.266 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente faleceu, mas a investigação da causa da morte ainda demanda exames e procedimentos complementares.

Até agora, 30.764.923 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 95,5% dos infectados desde o início da pandemia.

Boletim Epidemiológico Boletim Epidemiológico

Boletim Epidemiológico – 28/06/2022/Divulgação/ Ministério da Saúde

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (170.736), Rio de Janeiro (74.092), Minas Gerais (62.064), Paraná (43.707) e Rio Grande do Sul (39.974).

Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (2.002), Amapá (2.140), Roraima (2.153), Tocantins (4.162) e Sergipe (6.357).

Vacinação

Até o momento, já foram aplicadas 450.433.361 doses de vacinas contra a covid-19, sendo 178 milhões como primeira dose; 160,7 milhões, como segunda; e 4,9 milhões como dose única.

Já receberam a dose de reforço vacinal 93,3 milhões de pessoas. A segunda dose extra, ou quarta dose da vacina, foi aplicada em 9,1 milhões de pessoas.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid-19 mata duas crianças menores de 5 anos por dia no Brasil

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A covid-19 matou duas crianças menores de 5 anos de idade, por dia, no Brasil, desde o início da pandemia. No total, 599 crianças nessa faixa etária morreram pela covid-19 em 2020. Esse número elevou-se para 840, em 2021, quando a letalidade da doença aumentou em toda a população. Nos dois primeiros ano do surto sanitário, 1.439 crianças de até 5 anos morreram por causa da covid-19 no país. A Região Nordeste concentra quase metade desses óbitos.

Dados preliminares divulgados pelo Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde confirmam que a média de duas mortes diárias se mantém este ano. Entre janeiro e 13 de junho de 2022, o Brasil registrou 291 mortes por covid-19 entre crianças menores de 5 anos.

Os dados de 2020 e 2021, coletados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e revistos pelo Ministério da Saúde e secretarias estaduais e municipais de Saúde, foram analisados pelos coordenadores do Observatório de Saúde na Infância – Observa Infância, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Cristiano Boccolini e Patricia Boccolini.

O observatório quer ampliar o acesso à informação qualificada e facilitar a compreensão sobre dados obtidos junto a sistemas de informação nacionais.

Vulnerabilidade

A análise dos dois primeiros anos da pandemia no Brasil aponta que crianças de 29 dias a 1 ano de vida são as mais vulneráveis. “Bebês nessa faixa etária respondem por quase metade dos óbitos registrados entre crianças menores de 5 anos”, disse Patricia.

A pesquisadora destacou que é preciso acelerar os processos que levem à vacinação desse público. “É preciso celeridade para levar a proteção das vacinas a bebês e crianças, especialmente de 6 meses a 3 anos. A cada dia que passamos sem vacina contra covid-19 para menores de 5 anos, o Brasil perde duas crianças”, afirmou.

Segundo Cristiano Boccolini, os dados se referem a óbitos infantis em que a covid-19 foi registrada como causa básica e àqueles em que a doença é uma das causas da morte, ou seja, a infecção agravou alguma condição de risco preexistente ou esteve associada à causa principal de óbito.

“Na análise do Observa Infância, consideramos também as mortes em que a covid-19 agravou um quadro preexistente. Quer dizer que, embora nem todas essas crianças tenham morrido de covid-19, todas morreram com covid-19”, explicou o pesquisador.

Mundo

Os pesquisadores observaram que nem todos os países registram os óbitos por covid-19 com informações por faixa etária. Até junho de 2022, dados coletados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em 91 países revelam que a covid-19 foi a causa básica de óbito de 5.376 crianças menores de 5 anos no mundo.

O Brasil responde por cerca de 1 em cada 5 dessas mortes, segundo o Observa Infância.

As evidências científicas trabalhadas são resultado de investigações desenvolvidas pelos pesquisadores no âmbito do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict) da Fiocruz e da Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP), do Centro Arthur de Sá Earp Neto (Unifase).

As pesquisas são efetuadas com recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Bill e Melinda Gates.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC Saúde

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