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Internacional

Polícia prende pelo menos 20 "coletes amarelos" em Paris

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Pequenos grupos do movimento “coletes amarelos” envolveram-se neste domingo (17) em alguns conflitos em Paris, enquanto a polícia manteve atitude firme, com duas dezenas de detenções até o início da tarde.

A principal ação surpresa dos “coletes amarelos” foi a ocupação por dezenas de pessoas, dos armazéns das Galerias Lafayette, que a convocação nas redes sociais classificava de “templo do consumo”.

A polícia interveio rapidamente para retirar os militantes, mas a loja decidiu encerrar as portas o resto do dia.

Também foram feitas outras convocações, com pouca resposta, para o bairro Les Halles e a Praça da Bastilha.

A polícia informou, na rede social Twitter, que até as 13h locais tinham sido detidas 20 pessoas.

A ação dos agentes teve o objetivo de fazer cumprir a proibição de manifestações durante o fim de semana em grande número dos bairros centrais da capital francesa.

Para evitar mobilizações no dia que marca o primeiro aniversário do início dos protestos dos “coletes amarelos”, em 17 de novembro de 2018, foram fechadas 29 estações de metrô e cinco de ônibus.

O ministro do Interior, Christophe Castaner, disse que nesse sábado (16) foram detidas nos protestos 254 pessoas em todo o país, sendo 173 em Paris.

As autoridades informaram que as manifestações de sábado reuniram na França 28 mil pessoas (4.700 em Paris), o que representa dez vezes menos que os primeiros protestos há um ano.

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Internacional

Estados dos EUA estão reabrindo cedo demais, diz infectologista

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Médico Anthony Fauci falando ao microfone em púlpito
NIH/DIVULGAÇÃO

Anthony Fauci, especialista em doenças infecciosas dos EUA

Considerado um dos principais especialistas em doenças infecciosas dos Estados Unidos, o médico Anthony Fauci avalia que é “cedo demais” para que alguns estados do país comecem a reabertura em meio à pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

O comentário foi feito Fauci nesta sexta-feira (26), no qual ele disse que hoje talvez fosse a hora de “recuar alguns metros” para retomar as atividades e flexibilizar o isolamento social determinado para evitar a proliferação da Covid-19.

“Acho que não há tempo suficiente, o dia todo, para tentar analisar e descobrir os elementos multifacetados que entraram nisso”, disse Fauci, segundo informações da CNN.

“Tudo, desde talvez abrir um pouco cedo demais até abrir no momento certo, mas não seguindo as etapas de maneira ordenada, ou realmente tentando seguir as etapas de maneira ordenada”, completou.

Para Fauci, quando são apresentadas diretrizes para reabrir o país com segurança, autoridades e especialistas da área sanitária devem ter certeza de que  um recúo pode ser arriscado. “Isso faz parte de um processo em que podemos fazer parte da solução ou do problema”, alertou.

Ainda de acordo com o médico, os EUA precisam começar a considerar “inundar o sistema com testes” frente aos novos dados do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), principal entidade de saúde dos Estados Unidos.

Fonte: IG Mundo

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Internacional

Lockdown rigoroso não impediu explosão de casos no Peru; veja motivo

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BBC News Brasil

Enterro em Lima

Getty Images
Mesmo com medidas rigorosas de restrição, Peru teve explosão de casos de covid-19

O Peru impôs um dos primeiros e mais rigorosos lockdowns da  América Latina para impedir a propagação do novo coronavírus — mas agora tem o sexto maior número de casos confirmados no mundo.


O presidente do Peru, Martín Vizcarra, diz que as coisas estão melhorando, mas afirmou anteriormente que os resultados do bloqueio “não foram exatamente o que esperávamos”.

Então, por que o Peru foi tão afetado?

Fechamento de fronteiras e toque de recolher

O governo peruano impôs um lockdown no dia 16 de março, antes do Reino Unido e de outros países europeus.

As fronteiras do país foram fechadas, toques de recolher foram impostos e as pessoas podiam deixar suas casas apenas para fazer tarefas essenciais, mas as infecções e mortes continuaram aumentando.

O bloqueio no Peru foi prorrogado até o final de junho — tornando-o um dos mais longos do mundo.

Os casos relatados diariamente estão caindo agora — mas o número de mortes permanece alto.

Mercado em Lima

Getty Images
Clientes usando máscaras em mercado em Lima

Oficialmente, cerca de 8.500 pessoas morreram com coronavírus no país.

Mas o país tem uma das maiores taxas de mortalidade em excesso do mundo — o número de mortes acima da média nos anos anteriores — o que sugere que o impacto excede em muito os números oficiais.

Entre 16 de março e 31 de maio, os últimos dados disponíveis, o número total de mortes no Peru foi 87% superior do que seria esperado em um ano normal, segundo a análise da BBC News.

Por que as medidas foram ineficazes?

O Peru registrou mais casos que todos os países europeus, exceto o Reino Unido, apesar de testar apenas cerca de seis pessoas em cada 1.000 — mais do que alguns países da América Latina , mas muito menos que a Itália, por exemplo, que testou cerca de 80 em cada 1.000.

Especialistas dizem que o sistema de saúde do Peru estava despreparado, levando a mais mortes. Mas vários outros fatores sociais e econômicos podem ajudar a explicar por que o Peru está lutando para conter o surto.

Listamos quatro deles.

1. Mercados

Mais de 40% das famílias no Peru não têm geladeira, de acordo com uma pesquisa feita neste ano pelo governo.

Muitas famílias “não têm uma logística que lhes permita estocar alimentos por muitos dias”, diz o economista peruano Hugo Ñopo.

“Eles precisam sair para fazer compras com frequência, principalmente nos mercados”, acrescenta.

O presidente Vizcarra disse que os mercados do país foram “as principais fontes de contágio”.

E no mercado de frutas de La Victoria, em Lima, capital do Peru, por exemplo, 86% dos fornecedores tinham Covid-19 em maio, segundo estatísticas oficiais.

O presidente Vizcarra disse: “Tínhamos mercados com 40, 50, 80% dos vendedores infectados”.

“Você compraria, seria infectado, voltaria para casa com o vírus e o espalharia para toda a família.”

E isso foi agravado pela restrição do horário de abertura, tornando os mercados mais movimentados, segundo o pesquisador social peruano Rolando Arellano.

O governo agora reorganizou os mercados para controlar a disseminação.

Mas especialistas dizem que as autoridades foram muito lentas para lidar com os riscos.

2. Economia informal

Cerca de 70% da população empregada no Peru trabalha no setor informal, uma das taxas mais altas da América Latina.

Esses empregos são imprevisíveis por natureza e geralmente estão em ambientes que dificultam o distanciamento social.

“Os peruanos que saíam para trabalhar tinham que usar o transporte público e vender mercadorias em mercados muito movimentados”, diz Ñopo.

3. Bancos

O presidente Vizcarra também reconheceu os bancos como “pontos críticos” de infecção no início da pandemia .

“Outro grande problema que temos é alcançar as pessoas para fornecer ajuda”, disse ele.

Pessoas fazendo fila para sacar benefício no Peru

Getty Images
Pessoas fazem fila do lado de fora de um banco para receber auxílio do governo na cidade de Iquitos

“Seria mais fácil se todos tivessem uma conta bancária.”

O Peru alocou até 12% do seu PIB para ajudar as pessoas que perderam o emprego e as empresas que perderam a renda por causa das medidas de bloqueio.

O pacote econômico do governo foi amplamente elogiado.

Mas apenas 38% dos adultos peruanos têm uma conta bancária, tornando os pagamentos digitais praticamente impossíveis.

E muitos dos desempregados tiveram que ir pessoalmente aos bancos para receber seus benefícios, causando grandes filas.

O governo agora estendeu o horário bancário, para impedir aglomerações.

4. Distanciamento social

A última Pesquisa Nacional de Famílias sugere que 11,8% das famílias pobres no Peru vivem em casas superlotadas.

Algumas autoridades também observaram a falta de distanciamento social em locais públicos.

O ministro da Defesa do Peru, Walter Martos, disse: “A polícia e as forças armadas não se cansarão de trabalhar nas ruas, mercados, bancos e pontos de ônibus para ajudar a criar essa nova cultura de respeito às regras para aprender a viver com o vírus.”

E quando a economia começar a reabrir, diz Arellano, será necessário “educar sobre o distanciamento entre os cidadãos e melhorar o marketing, o transporte e outros sistemas para facilitar o distanciamento”.

Fonte: IG Mundo

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