conecte-se conosco


Nacional

Polícia Militar proíbe uso de ‘mata-leão’ em abordagens no estado de São Paulo

Publicado


source
mata-leão
Reprodução/Youtube

Decisão ocorre após polêmica durante abordagem no interior do estado no último dia 24

Nesta sexta-feira (31), a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo divulgou novas regras sobre a utilização de força durante abordagens no estado. De acordo com a revisão no manual de defesa pessoal da Polícia Militar, a imobilização conhecida como ‘mata-leão’ fica proibida.

Em nota, divulgada pelo portal G1, a Polícia Militar confirmou a nova diretriz sobre o uso do ‘mata-leão’ , ressaltando que sempre busca o aperfeiçoamento da prestação de serviços à sociedade: “Atualmente, a instituição realiza estudos para avaliar as técnicas de contenção durante as detenções de suspeitos, sendo que a chave cervical não mais será empregada”.

Tal decisão ocorre após episódios envolvendo a prática e que viralizaram nas redes sociais. No último, ocorrido no dia 24 de julho, um jovem negro da cidade de João Ramalho, no interior do estado , foi imobilizado e sufocado durante abordagem.

Na ocasião, a PM informou que a força utilizada na abordagem foi “moderada” e alegou comportamento suspeito do rapaz, que pilotava uma motocicleta sem placa nem documentação .

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Nacional

Eleições infectadas: até que ponto a Covid-19 vai influenciar o voto em 2020

Publicado


source
urna eleitoral
Agência Brasil

Eleições estão marcadas para os dias 15 e 29 de novembro.

A pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) afetou as eleições municipais de 2020 . Um dos principais impactos foi o adiamento do pleito, que estava marcado para outubro e foi adiado para os dias 15 e 29 de novembro deste ano. Entretanto, a Covid-19 poderá impactar diretamente o resultado da votação.

Segundo Luiz Roberto de Farias, cientista político e professor da ECA-USP e da Universidade Metodista, a pandemia e as ações dos prefeitos no combate a Covid-19 irão influenciar a opinião da população e, consequentemente, a eleição ou reeleição dos candidatos.

“Certamente o combate à pandemia é hoje uma bandeira importante por se tratar do ponto-chave nos noticiários e nas conversas.”, diz Luiz, que completa explicando como os políticos poderão usar a pandemia para se reelegerem:

“Cada um vai construir uma narrativa em torno de sua epopéia no combate à doença, e deverá trazer números que possam mostrar esses bons resultados, tanto em termos de cura quanto de recuperação de empregos, atendimento social”, afirma.

Luiz diz ainda que o êxito dos candidatos que buscam a reeleição pode estar atrelado ao discurso e às narrativas que os políticos adotarem nas campanhas.

“As reeleições também vão passar pela predisposição das pessoas a acreditar no discurso – sério e científico ou especulador e irresponsável – de cada candidato. A capacidade de o prefeito conseguir associar o seu nome a medidas populares como o Auxílio Emergencial , por exemplo, pode ser muito positiva nas urnas, por mais que nada tenha a ver com o poder municipal”, explica.

Fake news e influência

O docente diz também que o uso de robôs na disseminação de notícias falsas sobre o novo coronavírus vai aumentar o número de eleitores que acreditem em informações negacionistas sobre a pandemia, facilitando possíveis manipulações.

Jair Bolsonaro
O Antagonista

Bolsonaro mostrou posicionamento negacionista durante a pandemia de Covid-19.

“Por conta do uso de robôs na disseminação de informações falsas, cresce o grupo de pessoas que acreditam em informações negacionistas. Mas é claro que o discurso pode ser bem formatado e mostrar aparências que não correspondam à verdade.”, diz Luiz, que completa:

“O eleitor deverá checar – como sempre deveria fazer – o discurso com os atos ao longo do processo, informando-se por meio da imprensa e não por redes sociais digitais. Ainda assim, muitos procurarão um viés de confirmação para defender o seu candidato, o que é um erro enorme”.

Influência de Bolsonaro

Luiz diz ainda que a postura de Bolsonaro frente à pandemia visa criar uma cortina de fumaça e manipular pessoas conduzidas “por blocos, sem reflexão ou crítica”. Ele também afirma que partidos apoiadores do presidente e de sua postura deverão conseguir votos nas eleições.

“A maior parte da população, acredito, não será levada por esse tipo de enviesamento. Todavia, o governo deve conquistar um número significativo de prefeituras em todo o país, mesmo que hoje não haja clareza sobre vínculos a partidos, pois ao longo desse período do governo federal já houve vários acordos e rupturas com partidos políticos.”, concluiu.

Continue lendo

Nacional

Mortes por coronavírus aumentam e Bolsonaro segue ‘tocando a vida’

Publicado


source
Jair Bolsonaro
Adriano Machado / Crusoé

Desde o início da pandemia, Bolsonaro minimiza impactos da pandemia

Próximo de chegar a 100 mil mortes por covid-19 no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro sugeriu que as pessoas “toquem a vida”. “A gente lamenta todas as mortes, vamos chegar a 100 mil, mas vamos tocar a vida e se safar desse problema”, disse Bolsonaro em sua live semanal, na última quinta-feira, ao lado do ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello. Segundo o Ministério da Saúde, até ontem, o país registrou 99.572 mortes, sendo 1.079 óbitos nas últimas 24 horas. Ainda segundo a pasta, o Brasil contabilizou 2.962.442 casos confirmados e 50.230 ocorrências novas no último dia.

Para Marcos Valim, de 35 anos, que perdeu o pai, Sergio Gomes, de 68, em maio por causa do coronavírus, “se fosse qualquer outra pessoa dizendo isso, realmente, temos que tocar a vida, não podemos parar no que ocorreu. Mas nós não temos ação direta de responsabilidade”. “Um chefe de Estado, que durante essa pandemia não deu a devida importância e credibilidade para a doença, acaba sendo uma irresponsabilidade dizer isso. Se tivesse acontecido, ao menos, uma demonstração de empatia em todo esse período de pandemia, seria compreensível essa fala”, ponderou.

Hidroxicloroquina

Ainda durante a live, o Bolsonaro voltou a defender o uso da hidroxicloroquina para o tratamento da covid-19, mesmo sem nenhuma comprovação científica da sua eficácia contra a infecção. “Quem não quer tomar cloroquina, não tente proibir, impedir quem queira tomar, afinal de contas, ainda não temos uma vacina e não temos um remédio comprovado cientificamente”, afirmou. “A negação de um medicamento a quem está doente não pode ser de um prefeito ou governador. Quem decide é o médico”, acrescentou o chefe do Executivo federal.

Também na transmissão ao vivo, o ministro interino Pazuello comparou a pandemia do coronavírus com a Aids na década de 1980. “Essa história do HIV é interessante fazer comparativo. Nós vivemos essa pandemia e os hábitos mudaram. As pessoas usam preservativo, diminuem convivência social em alguns casos, trocam gilete no barbeiro. Isso tudo não existia. O HIV continua existindo, a maioria dos contaminados se tratam e vida que segue. E assim que vai ser com o coronavírus”, afirmou.

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana