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Polícia investiga morte de jovem após explosão de lança-perfume em baile

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Ana Carolina Gonçalves de Oliveira, de 20 anos, morreu após ser atingida por uma explosão em um baile funk na Rocinha
Reprodução/Redes Sociais

Ana Carolina Gonçalves de Oliveira, de 20 anos, morreu após ser atingida por uma explosão em um baile funk na Rocinha

A delegada Flavia Monteiro, titular da 11a DP (Rocinha), instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias das queimaduras de primeiro e segundo graus provocadas em 82% do corpo de Ana Carolina Gonçalves de Oliveira , de 20 anos, na madrugada do último dia 31. De acordo com o G1, na ocasião, ela estava em um baile funk na comunidade quando uma caixa com frascos de lança-perfume pegou fogo e explodiu , a atingindo. Socorrida na UPA, a moça foi transferida para o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, e morreu cinco dias depois, do chamado choque distributivo , decorrente do processo inflamatório causado pelos ferimentos graves.

Fotos e vídeos publicados em redes sociais mostram o baile clandestino lotado em uma rua da favela e uma labareda sobre a mesa onde os frascos de lança-perfumes estavam. As imagens estão sendo analisadas pela Polícia Civil. O caso inicialmente foi registrado na 36a DP (Santa Cruz), mas foi enviado ontem à 11a DP. A delegada determinou que sejam colhidos depoimentos de pessoas que estavam na festa, testemunhas do fato, e ainda de familiares, amigos e vizinhos de Ana Carolina.

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Flavia Monteiro determinou ainda que enfermeiras e o médico que atestou a morte da jovem sejam intimados a comparecer na delegacia . Foi o profissional de saúde, que a atendeu no Pedro II, quem comunicou o óbito às 2h20 do último sábado, dia 5. A delegada ainda fará, ao longo da semana, outras diligências a fim de esclarecer o caso.

Segundo o laudo de exame de necropsia realizado no corpo de Ana Carolina, ela apresentava lesões bolhosas no rosto , na região torácica, nos membros superiores e nos membros inferiores. O documento, assinado pelo perito legista Taurion Ortiz Lelis, a provável causa da morte foi “queimadura grave por chama direta”.

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Nacional

Renan Calheiros pede quebra de sigilo bancário da Jovem Pan

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Renan Calheiros (MDB-AL)
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Renan Calheiros (MDB-AL)

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou requerimento da quebra do sigilo bancário da rádio Jovem Pan. Para o senador, a emissora é “grande disseminadora das chamadas fake news” na pandemia. O pedido de quebras de sigilo é retroativo ao início do ano de 2018.

O objetivo da quebra, segundo o parlamentar, é descobrir se a rádio recebeu aportes financeiros após a pandemia: “Deve ser apresentada análise comparativa entre os períodos, anterior e posterior à situação de pandemia, até a presente data”, diz trecho do requerimento.

“Ademais, a quebra, a transferência e todas as análises, em especial a comparativa, deverão ser elaboradas com dados e informações, outrossim ligações com outras pessoas naturais e jurídicas, disponíveis nas diversas bases de dados da Receita Federal do Brasil”.

A CPI pretende investigar mais a fundo a disseminação de notícias falsas sobre a Covid.

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Bolsonaro não admite corrupção na Saúde, mas fala em “responsabilizar culpados”

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Em meio à investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de “problemas” no Ministério da Saúde, mas voltou a falar que não há nenhuma denúncia de corrupção no governo.

Neste sábado, 31, Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que é formalmente investigado pela CPI, visitaram o Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente (SP), para oficializar o credenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) na unidade.

“Pode ser que apareça algum problema no ministério dele (Queiroga), afinal de contas o orçamento diário dele são R$ 550 milhões. Não é fácil você coordenar, fiscalizar e executar esse recurso. Mas, repito, se aparecer algum problema, eu e Queiroga seremos os primeiros a colaborar com as investigações e chegar na responsabilização dos possíveis culpados”, afirmou o presidente.

A CPI da Covid investiga um suposto esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin, cujo contrato foi cancelado pelo Ministério da Saúde após o avanço das investigações no Senado. Os senadores suspeitam de favorecimento à empresa Precisa Medicamentos, que intermediou a negociação, e acusam Bolsonaro de ter cometido o crime de prevaricação por não ter determinado a investigação das denúncias. O governo nega as acusações e tenta conter o desgaste na CPI.

No mês passado, o ministério demitiu o diretor do Departamento de Logística da pasta, Roberto Ferreira Dias, após ele ser acusado de pedir propina para negociar vacinas. Agora, o grupo majoritário da CPI decidiu que vai solicitar o afastamento da médica Mayra Pinheiro, acusada de interferir nas apurações, da Secretaria de Gestão em Trabalho.

No evento, Queiroga declarou que Bolsonaro “interfere” no Ministério da Saúde, mas, para cobrar a execução das políticas públicas. A falta de autonomia dos ministros da pasta na pandemia de covid-19 é uma das linhas de investigação da CPI, que retoma os trabalhos na terça-feira, 3, após o recesso parlamentar.

“As pessoas me perguntam: o presidente Bolsonaro interfere no Ministério da Saúde? A resposta é sim. O presidente interfere no Ministério da Saúde e em todos os ministérios porque ele cobra que os ministros trabalhem para que todos recursos públicos sejam revertidos em políticas públicas para a sociedade brasileira”, disse Queiroga.

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