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Polícia Civil prende obreiro de igreja acusado de estupro de vulnerável

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Acusado já tinha um pedido de prisão em aberto sob acusação de estupro

Um homem que atuava como obreiro em uma igreja evangélica em Cuiabá foi preso pela Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), na manhã desta segunda-feira (17), na Capital. O suspeito é acusado de crime de estupro de vulnerável.

J.T.M. de 64 anos, foi detido após descobrimento de um mandado de prisão preventiva em aberto (condenação com pena de seis anos de reclusão) pelo crime de estupro, decretado pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá. Além desse cumprimento, o mesmo foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável, cometido contra uma menina de 7 anos.

Conforme apurado, na noite de domingo (16.06) os irmãos da congregação chamaram o pastor e comunicaram que um frequentador da igreja, localizada no bairro Cidade Alta, abusou sexualmente de uma criança de sete anos que participava de atividades evangélicas.

Após ciência os fatos e visando tomar providências, o pastor acompanhou o suspeito na manhã desta segunda-feira (14) até a Deddica para esclarecimentos dos fatos. Na ocasião, J.T.M. foi ouvido e negou as acusações.

No entanto, durante buscas no sistema foi localizado uma ordem de prisão preventiva expedida em desfavor do suspeito pelo crime de estupro. Questionado, ele confirmou o estupro referente a esse mandado, porém alegou que não sabia da condenação.

Ato contínuo os investigadores da Deddica foram até a residência da vítima de 7 anos, onde em conversa com a mãe da menina foram confirmados os fatos. Conforme relato da menor, o abuso aconteceu quando a menina foi até o bebedouro de água, onde o suspeito a segurou pelo braço e acariciou as suas partes íntimas.

Diante das informações, a menina foi conduzida à Deddica e atendida pela equipe psicossocial da Especializada, ficando comprovado os abusos. Com base nos indícios de crime e provas de autoria, o suspeito foi autuado em flagrante pelo estupro de vulnerável.

Após a confecção dos autos, o acusado será apresentado para audiência de custódia no Fórum de Cuiabá, ficando à disposição da Justiça. As investigações continuam com intuito de identificar outras possíveis vítimas do suspeito.

 

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Agência de turismo servia de fachada para tráfico de drogas; PF encontra R$ 7 mil dentro de colchão em casa de luxo em Cuiabá

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O dinheiro foi encontrado em uma casa no bairro Jardim Itália, área nobre da Capital

A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (8) a Operação Fausto, em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. A operação tinha o objetivo de combater organização criminosa voltada ao tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro. Cerca de R$ 7 mil foram encontrados dentro de um colchão na casa de um dos alvos. A casa de luxo está localizada no bairro Jardim Itália, em Cuiabá.

O trabalho policial aponta que os investigados teriam movimentado entre 2017 e 2020 mais de R$ 20 milhões. A maior parte da movimentação suspeita era realizada em nome de familiares e empresas de fachada. Os investigados vinham ostentando elevado padrão de vida, com imóveis sofisticados, carros de luxo e viagens a lazer.

A PF identificou que o tráfico de drogas era financiado por meio de uma suposta empresa de turismo. A instituição comercial alugava veículos, imóveis e reservava hotéis na região de fronteira. Além disso, equipamentos eram comprados e os valores eram transferidos para os investigados e seus familiares.

 

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Crimes de feminicídios aumentam 75% nos primeiros cinco meses de 2020

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Hérica Teixeira/Sesp-MT

Nos primeiros cinco meses deste ano, em Mato Grosso, 28 mulheres morreram em decorrência de feminicídio, que é o homicídio cometido em função de violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação contra a condição de mulher. O número de 2020 é 75% maior do que foi registrado no mesmo período de 2019 quando foram contabilizadas 16 mortes em todo o estado.

Os dados são da Superintendência do Observatório de Violência, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e os números são medidos com base nos dados lançados no Sistema de Registro de Ocorrências Policiais (SROP) e informações fornecidas pelas Diretorias Metropolitana e de Interior da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT).

Apesar do aumento nos casos de feminicídio, os homicídios com vítimas femininas – que englobam outras motivações para morte como rixas, tráfico de drogas, por exemplo – reduziram 68%. Saiu de 22 casos em 2019 para sete em 2020. Tais dados contemplam os 141 municípios do Estado, no período de janeiro a maio.

A Superintendência do Observatório da Violência alerta que os dados de feminicídio apresentados são passíveis de alteração, tendo em vista que a investigação do crime é complexa, e a consolidação da motivação pode necessitar de extensão de prazo e envio posterior.

“A Sesp juntamente com representantes da Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil e demais órgãos do Estado e entidades de defesa da mulher tem debatido o tema para buscar ações efetivas de prevenção e repressão aos crimes contra as mulheres, mas entendo que é preciso ampliar o envolvimento da comunidade como um todo para obter a mudança neste cenário”, avalia o secretário de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Victor Fortes.

Outros dados

De janeiro a maio deste ano, o Estado registrou quedas nos registro de ameaça (-16%), lesão corporal (-10%), tentativa de homicídio (-25%), dentre outros. As reduções são em comparação com o mesmo período de 2019.

Em 2020 foram registrados 7.259 Boletins de Ocorrência por ameaça. Em 2019 o total foi 8.632. Já os crimes de lesão corporal foram 3.831 neste ano contra 4.259 no ano passado. Ainda no período, foram 91 tentativas de homicídios em 2020 contra 121 em 2019.

 

Diante dos dados de aumento de feminicídio frente às reduções de outras ocorrências, a delegada e coordenadora da Câmara Temática de Defesa da Mulher da Sesp-MT, Jozirlethe Criveletto, acredita que as mulheres estão dentro de casa com os agressores e sem poder sair para denunciar.

“Esse comparativo janeiro a maio de 2019 e 2020, que pega justamente o período do ápice da pandemia, percebe-se que todas as outras violências, a maioria delas, diminuíram seus registros, mas quando nós lembramos que os canais de denúncias como o 180 têm aumentando o número de recebimento de denúncia, nós então entendemos que os registros por si só não espelham a realidade da violência doméstica em Mato Grosso. O número das denúncias nos canais, a exemplo do número 180 mostra um aumento de 35% nos atendimentos entre os primeiros meses do ano passado e 2020”, destaca.

A Polícia Militar mantém os atendimentos por meio da Patrulha Maria da Penha. Neste período de prevenção a Covid-19, as visitas às mulheres que têm medida protetiva continuam.

“Estamos fazendo atendimentos de vítimas de violência doméstica que já possuem medidas protetivas de urgência deferidas pelo Judiciário. Continuamos o trabalho normalmente porque entendemos que é um período crucial e necessário para a segurança das vítimas. Entendemos também que neste momento parte da redução nos índices de violência se deve ao fato das vítimas estarem convivendo com seu agressor, o que tem impedido de fazer a denúncia. A nossa orientação é para que elas conversem com algum vizinho ou parente e não deixem de falar das agressões que estão sofrendo”, ressalta a tenente PM Denise Valadão.

Canais de ajuda

As mulheres que precisam de auxílio podem recorrer ao Disque 180, e às Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher ou qualquer delegacia do município que reside. Em Cuiabá, a DEDM está localizada na Rua Joaquim Murtinho, nº 789, Centro Sul. Há ainda o Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública de Mato Grosso, que atende pelo telefone (65) 3613-8204, e no Edifício Top Tower Center, na Capital, e o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso: (65) 3613-9934.

Fonte: PJC MT

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