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Política Nacional

Plenário discute mudança na aposentadoria de professores; Novo votará contra

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O deputado Tiago Mitraud (Novo-MG) disse que o partido vai votar contra a redução de idade para aposentadoria de professores da educação básica, objeto de destaque na votação da reforma da Previdência (PEC 6/19).

Mitraud afirmou que a mudança, ainda que pontual, vai “desidratar” a reforma, diminuir a economia, e privilegiar os professores em prejuízo de outras categorias, como caminhoneiros.

“Valorizamos os professores, mas não é em benefícios na aposentadoria que a classe vai ser valorizada. É necessário criar ambiente adequado em sala de aula, uma carreira que remunere melhor para que ele fique mais tempo em sala de aula”, disse.

O PDT, partido que apresentou o destaque, disse que há acordo para aprovação. “Os professores terão essa vitória e consequentemente poderemos, através deles, garantir o direito a uma educação de qualidade”, disse. Ele voltou a criticar a reforma como um todo. “Ao tirar dinheiro, vai gerar recessão”, disse.

Mas o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) rebateu as críticas e disse que a reforma será boa para o País. “Precisamos, ao final deste embate, mostrar para sociedade que queremos o bem para o nosso País”, disse.
Já a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) cobrou mais avanços na educação, como a aprovação do novo Fundeb – que perderá a vigência em 2020 e financia ações na educação básica.

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“A votação desse destaque é um reconhecimento aos professores, mas é muito pouco. Os salários da educação são vergonhosos”, disse.

> Entenda a tramitação da reforma da Previdência

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Fonte: Agência Câmara Notícias
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Política Nacional

Após polêmica sobre ministério, Moro se reúne com Mourão

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Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Ministro da Justiça, Sérgio Moro

Após a polêmica sobre a possível recriação do Ministério da Segurança Pública, o ministro da Justiça, Sergio Moro, reuniu-se com o presidente em exercício Hamilton Mourão na manhã desta sexta-feira. Moro ficou cerca de 30 minutos na Vice-Presidência. A reunião não estava prevista na agenda de nenhum dos dois. O ministro deixou o Palácio do Planalto por uma entrada diferente da qual havia chegado e não falou com a imprensa.

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Mais tarde, ao deixar a Vice-Presidência, Mourão disse que os dois trataram sobre a Força Nacional Ambiental , que teve a criação anunciada nesta semana pelo presidente Jair Bolsonaro , e que não comentaram a possível recriação de um Ministério da Segurança Pública, hipótese cogitada por Bolsonaro durante a semana. Questionado sobre o tema, o presidente em exercício disse ser contrário á recriação:

“Se o presidente perguntar minha opinião, e aliás nós já conversamos, ele sabe que eu considero que a situação atual que estamos vivendo é um time que está vencendo. Usando aquele velho chavão, time que está ganhando a gente não mexe”.

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De acordo com Mourão , Bolsonaro possivelmente “mudou de opinião” durante sua viagem à Índia:

“(A ideia de recriação) Foi talvez fruto daquela reunião com os secretários de segurança pública, que trouxeram essa proposta para ele. Ele acabou comentando isso quando chegou no Alvorada, depois na quinta-feira de manhã. E aí durante a viagem ele deve ter pensado e mudou de opinião”.

Na quarta-feira, em reunião com secretários estaduais de Segurança Pública, Bolsonaro disse que iria estudar a recriação de um ministério para a área, uma das reivindicações trazidas pelos gestores. Na quinta-feira, a jornalistas, Bolsonaro confirmou o estudo, mesmo admitindo que Moro “deve ser” contrário à ideia. Nesta sexta-feria, ao desembarcar na Índia, Bolsonaro recuou e disse que a chance de recriar a pasta é “zero”.

Mais cedo, antes do encontro com Moro, Mourão já havia reforçado que a recriação está descartada, em entrevista à “Rádio Guaíba”:

“Não existe uma intenção, por enquanto, do presidente da República de recriar o Ministério da Segurança Pública e o governo segue da mesma forma como está organizado até o dia de hoje”. 

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O presidente em exercício ainda elogiou Moro, dizendo que ele é um “carro-chefe” do governo e representa o combate à corrupção e o compromisso com a ética:

“O presidente tem o maior apreço pelo ministro Moro, tem a noção perfeita do que o ministro Moro representa para grande parcela da população brasileira que vê o nosso governo como um governo comprometido com o combate à corrupção, um governo comprometido com a ética, portando o ministro Moro é uma daquelas figuras que são carro-chefe, e o presidente sabe disso muito bem. Então as pessoas podem ficar tranquilas. O ministro não é aquele técnico de futebol prestigiado, muito pelo contrário, ele é um homem que tem um significado extraordinário para o governo do presidente Bolsonaro”, disse Mourão .

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Política Nacional

‘Bolsonaro se sente ameaçado por Moro’, diz Joice Hasselmann

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O presidente Jair Bolsonaro arrow-options
Jorge William / Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) disse nesta sexta (24) que o presidente Jair Bolsonaro se sente “ameaçado” pelo ministro Sérgio Moro e sua popularidade. Segundo Joice, isso é o que revela a ação de Bolsonaro de considerar a separação do Ministério da Justiça e Segurança Pública em duas pastas. 

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“Para um presidente inseguro, a popularidade do nosso super ministro representa uma ameaça. É triste, mas só não vê quem não quer”, declarou ao UOL . Moro apareceu como quarto colocado em uma pesquisa de intenção de votos para as eleições 2022, com 2,4%. No levantamento, feito pelo Instituto MDA e divulgado nesta semana, Bolsonaro aparecia em primeiro, com 29,1%, seguido de Lula (17%) e Ciro (3,5%).

Joice, que era aliada de Bolsonaro até a crise interna do PSL, acredita que Moro está fazendo um bom trabalho. “Nunca tivemos um super ministério tão eficiente como o da Justiça e Segurança. Qual é o problema? O excesso de competência de Moro, ou a insegurança crônica do presidente?”, afirma.

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Fonte: IG Política
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