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Pivetta é lançado pré-candidato ao Senado e promete “não decepcionar” o PDT

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Pivetta ao lado do presidente do PDT em Mato Grosso, Allan Kardec

A direção do PDT de Mato Grosso e dirigentes municipais do partido no Estado lançaram o vice-governador Otaviano Pivetta pré-candidato ao Senado, em encontro interno organizado no sábado (15/2), no Hotel Fazenda Mato Grosso. Ele se colocou como um “cidadão com a missão em qualquer cargo público de servir ao povo”. E arrematou: “Serei o parlamentar guiado pelo sentimento popular. Temos que tirar o Brasil do lombo do cidadão”, comparou a respeito da receita do setor público e o custo dos políticos.

Pivetta afirmou que os brasileiros estão “cansados das injustiças e desigualdades sociais”. Para ele, é preciso corrigir a distribuição de recursos públicos arrecadados do contribuinte e o impacto no custo de vida para a população que mais necessita. “Proponho um movimento incansável e ininterrupto para corrigir essas injustiças que existem no orçamento. Quero ajudar na reforma tributária. É um absurdo que se arrecada na Previdência o mesmo percentual do assalariado da alíquota que é cobrada dos ricos”, citou.

O vice-governador e pré-candidato ao Senado, comentou que “não é justo, não é possível que se continue aumentando essas distorções que têm no Brasil”. Otaviano, sorridente, se mostrou animado ao fazer um compromisso. “Se for a vontade de todos vocês do PDT e da maioria da população de Mato Grosso, eu me  comprometo: não vou decepcionar nenhum dos senhores”.

O presidente do PDT-MT, deputado e secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Allan Kardec, afirmou que o partido está unido em prol da pré-candidatura ao Senado de Pivetta. “O Diretório do PDT de Mato Grosso, presidentes do partido nos municípios, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e vereadoras legitimamos hoje Otaviano Pivetta como nosso pré-candidato ao Senado. Foi aclamado seu nome para ele construir sua candidatura, assim que a legislação permitir”, disse.

Pré-candidato a prefeito em Cuiabá pelo PDT, presidente da sigla na Capital, maestro Fabrício Carvalho, explicou que o partido começou a se programar para a disputa ao Senado. “Fizemos um encontro animado, sólido, com lideranças de todo o Estado, com a presença do Otaviano Pivetta aqui que trouxe muita energia e ele saiu aclamado e com apoio fechado de todo o PDT de Mato Grosso. Saímos daqui com uma proposta clara sobre o que temos que falar e explicar como fazer para as pessoas para caminharmos juntos rumo ao Senado”, destacou o maestro Fabrício Carvalho.

A campanha ao Senado de Otaviano Pivetta serve, também, ao PDT como preparativo para as Eleições Municipais deste ano, quando serão eleitos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores nos 141 municípios de Mato Grosso e do Brasil, em 4 de outubro.

O PDT tem seis prefeitos nas administrações no Estado (Nova Mutum, Adriano Pivetta; Diamantino, Eduardo Capistrano; Rubens Roberto Rosa, Nova Canaã do Norte; Nelson Paim, Poxoréu; Daniel do Lago, Porto Alegre do Norte e Euclésio Ferretto, Santa Terezinha). O partido tem 81 vereadores. A previsão é dobrar o número de prefeitos para 12, e eleger 120 vereadores em outubro.

 

 

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Mendes prevê que 20% dos contaminados serão internados e defende que restrições sociais devem ser gradativas

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Para Mauro Mendes, isolamento social contra pandemia deve ser gradativo para que não haja impactos na economia

O governador Mauro Mendes (DEM), em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real (Record), nesta quinta-feira (2), analisou o atual momento da pandemia do coronavírus em Mato Grosso e afirmou, com base em previsão estatística, que o Estado poderá atingir, em 55 dias  depois da contaminação do primeiro caso da doença, quatro mil contaminados.

“Se compararmos Mato Grosso com a Itália, onde nos 55 dias depois da contaminação do primeiro caso, ela tinha em torno de 75 mil contaminados, e se em Mato Grosso seguir a mesma linha da Itália, 55 dias depois da contaminação, o Estado poderá ter em torno de quatro mil contaminados. Isso é uma probabilidade estatística”, disse o chefe do Executivo mato-grossense.

“Se isso acontecer, que é hoje chamado o pior caso do mundo, Mato Grosso teria quatro mil contaminados, dos quais, 20% em regime de internação, o que daria 800 pacientes, dos quais, 5% precisariam de UTI´s, o que daria 200 leitos de UTI´s. Isso de internação nas redes pública e privada”, comentou.

O governador, questionado, discordou de algumas medidas do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), neste momento da pandemia. “Hoje nós temos 28 casos, todos na rede privada. Na rede SUS não tem nenhuma pessoa internada com suspeita de coronavírus”, disse o governador.

Sobre a quem a população deve obedecer, governador ou prefeito, durante a epidemia, o governador democrata foi sintomático. “A legislação federal diz que a autoridade é o presidente, nós gestores, somos autoridades sanitárias, neste caso. Se o presidente dá um nível de decisão, eu não posso flexibilizar, eu posso ir além. Se eu determinei um nível de restrição, o prefeito vem e determina um nível maior, pode. Porém, o governo de Mato Grosso tem a visão de que as restrições devem ser gradativas para não causar um impacto econômico gigante”, explicou Mendes.

Em Cuiabá, conforme o governador, quando surgiu o primeiro caso o governo fez um nível de restrição, mas o prefeito cuiabano entendeu que deveria haver mais restrições. “Quando teve o primeiro caso, nós determinamos um nível de restrição, o prefeito Emanuel Pinheiro entendeu que deveriam ser restrições muito maiores. E aí, ele tomou as decisões dele. Decisões complementares”, disse.

O governador fez questão de deixar claro que o seu governo não mandou parar nada. “Nós não mandamos parar nada. O prefeito entendeu que sim. Não vejo isso politicamente. Não podemos entender tudo para o lado da política. Não tem que ficar politizando, não é momento de fazer isso”, afirmou, completando que “é momento de olharmos para o problema da saúde, que é gigante. E é o momento de olharmos para o problema econômico que vai ser maior ainda”.

 

 

 

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Mauro Mendes pede prorrogação do ICMS para cerca de 150 mil pequenas empresas por seis meses

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Ofício foi enviado ao comitê gestor do Simples Nacional e deve ser analisado nesta semana [F- Christiano Antonucci]

O Governo do Estado pediu a prorrogação do pagamento do ICMS, por 180 dias, para as empresas inseridas no Simples Nacional em Mato Grosso. O ofício foi enviado nesta quinta-feira (2) ao Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), grupo vinculado à Receita Federal.

Atualmente, quase 150 mil empresas instaladas em Mato Grosso estão inseridas no sistema do Simples Nacional (micro e pequenas empresas e micro empreendedores individuais).

Elas deverão ser beneficiadas com a medida, que ainda precisa de aprovação do CGSN. A previsão é que o comitê analise a solicitação ainda nesta semana.

De acordo com o governador Mauro Mendes, este pedido visa auxiliar os pequenos empreendedores a manter suas atividades e os empregos dos funcionários durante este período difícil ocasionado pelo coronavírus.

Mendes explicou que o pagamento de ICMS dessas empresas previsto para 20 de abril, 20 de maio e 20 de junho será prorrogado, inicialmente, por 90 dias. Porém, com a aprovação da proposta no comitê gestor, esse prazo se estenderia para seis meses.

“Essa medida é importante para amenizar esse momento de grande dificuldade pelo qual estão passando centenas, milhares de pequenos empreendedores”, afirmou o governador, durante o anúncio feito nesta tarde.

Outra medida anunciada pelo governador foi a proibição de excluir do Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), nos meses de abril e maio, as empresas que possuírem um eventual inadimplemento perante o Estado.

“Esta exclusão traria ainda mais prejuízo e complicação nesse momento de dificuldade”, pontuou o gestor.

O governador ainda estendeu a prorrogação do pagamento do Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que era de 60 dias, e agora passa a ser de 90 dias.

Com isso, o imposto que deveria ser pago em março (placas com final 4 e 5) foi transferido para o mês de junho e o valor referente aos finais 6 e 7, que venceria em abril, foi prorrogado para o mês de julho.

De acordo com o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, as providências que o Estado tem tomado vão atenuar o impacto da crise e possibilitar que as empresas continuem a operar em Mato Grosso.

“Precisamos aplicar ferramentas para não inviabilizarmos a entrega de obrigações acessórias e não impedirmos a retomada da atividade econômica quando isso for possível”, afirmou.

Também participaram do anúncio das novas medidas o secretário Mauro Carvalho (Casa Civil), o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, e os deputados Max Russi, Carlos Avalone e Sebastião Rezende; o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso, Gustavo Oliveira, e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso, José Wenceslau; além de outros representantes de entidades ligadas à indústria e comércio.

 

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