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Mato Grosso

Pioneiros do agronegócio impulsionam desenvolvimento de Mato Grosso

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Entre 1900 e 1960, a população mato-grossense nem chegou a triplicar, saindo de 118 mil para 330,6 mil habitantes, tamanho o isolamento do Estado em relação ao restante do país, especialmente a parte litorânea.

A situação começa a se modificar a partir dos anos de 1970, coincidentemente a década da divisão e do início da expansão do agronegócio estadual, quando salta para 612,8 mil habitantes. Desde então, vem praticamente dobrando a cada década, até atingir 3,4 milhões de habitantes em 2018, conforme o IBGE.

Embora a densidade demográfica seja ainda pequena (3,36 habitantes por km2). O fato é que a ocupação do território mato-grossense se deu graças à ação dos vários pioneiros, que por aqui aportaram e contribuíram para o seu desenvolvimento.

Como foram inúmeros, impossível falar sobre todos eles neste pequeno espaço. Mas, é possível conhecer um pouco da história de alguns deles, como Ariosto da Riva, Norberto Schwantes, Ênio Pipino, Munefume Matsubara e o atual vice-governador Otaviano Pivetta.    

Norberto Schwantes, desbravador do Médio Araguaia  

Quem visita Canarana, no Médio Araguaia, distante 837 km de Cuiabá, ainda pode conhecer o DC-3 Dakota, que na década de 1970 fez a ponte aérea entre o sul do país e aquele município, então uma pequena vila, trazendo migrantes sulistas que lá se instalaram. O aparelho está exposto na praça Siegfried Roewer

Por trás desta epopeia, estava o pastor luterano Norberto Schwantes (cujo busto, inaugurado em 2011, também está exposto nesta praça), que, por meio de uma parceria público-privada com o governo federal, ficou responsável pela colonização do leste mato-grossense, conhecido como Médio Araguaia, mais especificamente onde hoje se localizam os municípios de Canarana, Água Boa e Nova Xavantina.

Os três municípios respondem atualmente por 1,487 milhão de toneladas de soja, 641,4 mil toneladas de milho e 829 mil cabeças de gado bovino. Morto aos 53 anos, vítima de câncer, em 1988, em Brasília, 47 dias após assumir como suplente, o mandato de deputado constituinte, Norberto Schwantes nasceu em Carazinho (RS).     

Foi como gerente geral da Cooperativa de Colonização 31 de Março (Coopercol), entre 1971 e 1977, que promoveu a colonização do Médio Araguaia. Neste meio tempo, foi diretor administrativo da Colonização e Consultoria Agrária (Conagro) e diretor-presidente da Cooperativa Agropecuária Mista de Canarana (Coopercana).

Por meio da Coopercana, fundou um novo município, o de Terra Nova do Norte (localizado no “Nortão”, a 644 km de Cuiabá), ao trazer, em 1978, novos colonos gaúchos para Mato Grosso. A cooperativa ficou responsável pelo trabalho de abertura prévia da região, preparação da infraestrutura e transporte dos migrantes. Foram destinados 435 mil hectares para os assentamentos, com a abertura de 1.062 lotes e nove agrovilas.

Enio Pipino, fundador de cidades  

Talvez poucos saibam, mas o fato é que o nome do município mato-grossense de Sinop (distante 500 km de Cuiabá, no sentido Norte) se refere à sigla da Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná (SINOP), criada por seu fundador, Ênio Pipino, em 1948 e considerada a mais antiga empresa de colonização do país.

Em 1970, surge a Colonizadora Sinop S/A, com a proposta de desenvolver projetos tanto na região Centro-Oeste quanto na Amazônia. 

Em 1971, em uma área de 645 mil hectares, denominada Gleba Celeste, inicia a colonização, na altura do km 500 da BR-163 (Cuiabá-Santarém), dividindo-a em sítios, fazendas e chácaras, propiciando o surgimento de cidades como Sinop, Vera, Santa Carmem e Cláudia.     

Quase cinco décadas depois, a região formada pelos quatro municípios soma quase 170 mil habitantes (2018), respondendo por uma produção de mais de dois milhões de toneladas de milho, 1,6 milhão de toneladas de soja e 143,7 mil cabeças de gado bovino, segundo dados do IBGE de 2017. O Produto Interno Bruto (PIB) é de R$ 6,35 bilhões.    

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Além de Mato Grosso, Ênio Pipino, nascido em 1917, na paulista Penápolis, e falecido 1995, na também paulista Bebedouro, fundou outras 11 cidades no estado do Paraná. Como todo este currículo, recebeu os títulos de cidadão benemérito tanto de Mato Grosso quanto do Paraná, além de ser nome de escola e rua em Sinop, considerada a capital do “Nortão” mato-grossense.  

Ariosto da Riva, o último dos bandeirantes  

Antes de chegar a Mato Grosso, onde fundou os atuais municípios de Alta Floresta (distante 793 km de Cuiabá no sentido norte), Apiacás e Paranaíta, o colonizador Ariosto da Riva, apelidado de “o último dos bandeirantes”, pelo jornalista (da antiga Revista Cruzeiro, de Assis Chateaubriand) David Nasser, andou por boa parte do Brasil.

Aos 16 anos, saiu de casa para tentar a vida nos garimpos de diamante. Sua primeira parada foi em Santa Teresa, no Espírito Santo. Em seguida, foi para a Chapada Diamantina, na Bahia; Diamantina, Minas Gerais (onde se casou e nasceram seus quatro filhos); Belo Horizonte, onde montou uma lapidadora de pedras preciosas; e Marília (SP), onde plantou café e conheceu Geremia Lunardeli, então conhecido como Rei do Café.

Em 1952, fundou a Colonizadora Vera Cruz e adquiriu parte dos 300 mil hectares da Colônia Agrícola Nacional em Dourados (MS), distribuídos no Governo de Getúlio Vargas. Fundou Naviraí (MS) e nos anos de 1960 esteve na região do Araguaia mato-grossense, mas permaneceu pouco tempo.

Em 1974, veio definitivamente para Mato Grosso e adquiriu 418 mil hectares no Nortão, onde fundou a Indeco (Integração, Desenvolvimento e Colonização) e implantou os três projetos embriões de Alta Floresta, Apiacás e Paranaíta.

Atualmente, os três municípios, cuja população total é de 72,787 habitantes (dos quais 51.615, em Alta Floresta), respondem por 1,466 milhão de cabeças de gado bovino, 4.107 estabelecimentos agropecuários distribuídos em 1,686 milhão de hectares e um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 2,12 bilhões.    

Munefume Matsubara, incentivo à pesquisa  

Um dos pioneiros no incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento do agronegócio em Mato Grosso foi Munefumi Matsubara, ou “Seo” Mune. Reconhecido internacionalmente, é considerado o pai da soja no eixo da rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163).

Foi um dos primeiros a investir forte em tecnologia e na mecanização da lavoura, ainda em 1972. Chegou a destinar uma área, entre 250 e 300 hectares, para experimentos da Embrapa, Empaer e outras instituições do setor. 

Em sociedade com parentes, Matsubara comprou 10 mil hectares do Governo de Mato Grosso, às margens da rodovia, que, embora próxima a Lucas do Rio Verde, pertenceria a Sorriso (distante 398 km de Cuiabá no sentido norte).  Foi onde abriu a Fazenda Progresso, uma espécie de berço da soja no Médio-Norte mato-grossense.

Matsubara veio de Maringá (PR), onde atuava na agricultura e na compra de cereais. Decidiu por Mato Grosso ao ouvir falar do “Eldorado”, que poderia se transformar a região onde se instalaria.

O primeiro passo foi a abertura da área e a formação de pastagem. Mesmo com o capim plantado (brachiaria decumbens) não se adaptando ao clima, e gerando prejuízo, seguiu em frente.

Da pastagem passou para a agricultura, plantando arroz para, como todos os sojicultores da época em Mato Grosso, criar as condições para a cultura da soja. Como ainda não havia pesquisas sobre a orizicultura naquela região, conviveu com mais um fracasso.

Na safra de 1977/78 plantou 3,.600 hectares de soja da variedade UFV-1, mas não foi além de 15 sacas por hectare. Em seguida, passou a cultivar a variedade “doko”, da Embrapa Cerrados, quando pela primeira vez conseguiu 35 sacas por hectare.

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Atualmente, apenas o município de Sorriso produz, segundo o IBGE, mais de dois milhões de toneladas de soja, com produtividade de 58 sacas (de 60 kg) por hectare.

Otaviano Pivetta, de produtor a vice-governador

Vice-governador, prefeito por três mandatos em Lucas do Rio Verde (1997/2000, 2001/2004, 2013/2016), Otaviano Pivetta chegou em Mato Grosso em 1982, seguindo direto para a região onde seria líder político.

Se dedicou à agricultura e ao movimento comunitário, investindo na produção de arroz, soja, algodão, milho, suínos e bovinos. Foi assim que criou a Vanguarda do Brasil S/A (hoje Vanguarda Agro S/A), considerada a maior empresa do ramo no país.

Além de empresário e empreendedor nas áreas de agricultura, suinocultura, indústria de alimento e nos ramos imobiliário, da construção civil, também optou pela política.

Com esta visão empresarial, implantou o sistema de gestão em Lucas do Rio Verde (distante 333 km de Cuiabá, no sentido norte), que se tornou uma das melhores cidades do país em qualidade de vida, com destaque para a economia, educação, saúde, habitação, saneamento básico e infraestrutura.

Também incentivou no município o empreendedorismo, o cooperativismo e a formação de cadeias produtivas, fortalecendo o agronegócio. Seu modelo de gestão tornou-se referência em todo o país.

“Em 1983, eu vim de mudança para cá, comecei a minha vida de mato-grossense. Já se foram 37 anos. Nós começamos sem saber exatamente onde chegar. O que nos movia na época era o sentimento de fé, esperança e o entusiasmo de olhar as planícies, a boa estrutura física dos solos, os ciclos de chuva bem definidos, insolação boa. Os fatores naturais para se produzir, exceto a fertilidade do solo, que o solo era muito pobre, inóspito. Fora isso, todas as outras condições estavam e estão reunidas nas terras de Mato Grosso”, contou Pivetta.

Atualmente, Lucas do Rio Verde, com 63.411 habitantes, tem um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3,69 bilhões e PIB per capita de R$ 62.202,25, bem superior à média mato-grossense, calculada em R$ 37.462,74. É também um dos maiores produtores brasileiros de milho safrinha, com 1,26 milhão de toneladas colhidas em 2017. Neste mesmo ano, produziu 744,14 mil toneladas de soja e 99,31 mil toneladas de algodão em caroço.

Além de prefeito, Otaviano Pivetta assumiu, em 2005, no governo de Blairo Maggi, a Secretaria estadual de Desenvolvimento, quando se destacou pela criação dos consórcios intermunicipais.

Em 2006, elegeu-se deputado estadual e, em 2012, em seu último mandato como prefeito de Lucas do Rio Verde, foi premiado nacionalmente pela gestão de recursos públicos, por possuir um dos mais modernos serviços de controle e pela aplicação destes recursos em prol dos cidadãos.    

Filho de um caminhoneiro e uma professora e catequista, Pivetta nasceu em Caiçaras (RS), em 10 de maio de 1959, portanto, um dia após o aniversário de Mato Grosso, que se comemora hoje.  

“Eu cheguei em Lucas pela primeira vez em 1982, para conhecer, para trazer mudança de um tio meu. Foi pioneiro na cidade de Lucas, que era distrito de Diamantino ainda. Nós plantávamos apenas lavouras pequenas de arroz, que seguidamente frustravam por causa dos pequenos veranicos e as doenças fúngicas. Mas, nós, com esperança e também com vergonha de voltar para o Sul como derrotados, persistimos e nos mantivemos nessa região do Mato Grosso”, relatou o vice-governador.

Fonte: GOV MT
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Escola incentiva o reaproveitamento e a redução no consumo de materiais descartáveis

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Discutir a necessidade do reaproveitamento do lixo produzido pela comunidade escolar foi o objetivo principal do projeto “O Luxo do Lixo”, desenvolvido ao longo do 3º bimestre na Escola Estadual de Educação do Campo Nova União, localizada no município de Nova Canaã do Norte (a 699 quilômetros de Cuiabá). O resultado dos trabalhos foi apresentado durante uma noite cultural, que contou com desfile de roupas produzidas a partir de materiais recicláveis.

Os trabalhos foram coordenados pelos professores de Arte Allaf Luan Isidoro de Almeida, Girgiana Regina Orives Mafra e Jaíne Aparecida Júnior Alves.

O objetivo do trabalho foi conscientizar sobre a preservação do meio ambiente, por meio da reciclagem e da redução de consumo e reutilização de materiais, principalmente o plástico.

Conforme explica a coordenadora pedagógica da escola, professora Edimara Ana Rossetto Koseko, o projeto envolveu os alunos de todas as turmas do ensino fundamental, ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Um dos destaques do desfile foi da turma do 2º ano noturno do ensino médio, que na produção da sua roupa utilizou lacres de latas de cerveja. Como parte do projeto, a turma também iniciou uma campanha para juntar os lacres, com o objetivo de doar para o Hospital de Câncer de Cuiabá no próximo ano.

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Além dos lacres das latas de cerveja, os alunos também usaram para fazer as vestimentas jornais, revistas, sacolas, copos descartáveis, papeis, latas de cerveja e refrigerante, entre outros.

“Foi muito gratificante ver a comunidade escolar, os pais e comércio local presentes para prestigiar o evento, tanto com patrocínio para a premiação dos casais que desfilaram, quanto na noite do evento. Para nós, gestores e professores isso conta muito, pois é nesses momentos que visualizamos o nosso projeto político pedagógico acontecendo na prática, e para os alunos, vão levar para a vida todo o conhecimento adquirido, ou seja, aprendizagem significativa”, destaca a coordenadora.

Fonte: GOV MT
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Mato Grosso

Estudo da Unemat aponta escassez de água na maior planície alagada do planeta

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Pesquisadores da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em parceria com trabalhadores assentados no município de Cáceres, concluíram que as águas do Pantanal estão se tornando escassas para uso humano, de animais e plantas, principalmente na época de estiagem, entre maio e outubro.

O Pantanal de Mato Grosso é considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta.

A situação de pouca chuva e água foi o ponto de partida para que cientistas da Unemat e comunidade local se unissem na elaboração de um projeto de restauração ecológica, financiado pelo Ministério do Meio Ambiente, sob coordenação da professora Solange Ikeda Castrillon, denominado “Recuperação das nascentes e fragmentos de mata ciliar do córrego do Assentamento Laranjeira I e mobilização para conservação dos recursos hídricos no Pantanal mato-grossense”.

O projeto desenvolvido foi um processo de articulação e mobilização social de diversos atores sociais atuantes no Assentamento Laranjeira I para a restauração ecológica, principalmente a vegetação dos entornos das nascentes e da mata ciliar e dos córregos.

Por meio da experiência dos moradores locais, foi possível evidenciar que a água do Pantanal está diminuindo e começa a faltar. Isto estaria relacionado às atividades de intervenção humana na natureza, como desmatamento de encostas e matas ciliares de córregos, lagos e rios, retirando a vegetação na proximidade das nascentes e olhos d’água, que passam a ficar expostos ao pisoteio de animais e ao assoreamento pela erosão.

A constatação dos moradores sobre as causas da escassez de águas é também observada por estudiosos.

“A supressão da vegetação e a mudança de usos da terra desencadeiam uma série de alterações no meio físico, no ciclo hidrológico e no clima. Sem fazer estudos e pesquisas acadêmicas, alguns moradores, por experiência empírica, obtiveram os mesmos conhecimentos a que chegaram os cientistas e ecólogos. Sabiamente afirmou a moradora: a mata chama a chuva”, avalia a professora da Unemat Solange Ikeda, bióloga e doutora em Ecologia e Recursos Naturais.

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O desaparecimento da mata do Cerrado e do Pantanal modifica as condições climáticas, influenciando diretamente o regime das chuvas que regulamentam a unidade do ar e a temperatura.

“O desmatamento para a agricultura ou a implantação de pastagens para a pecuária retira um tipo de vegetação natural, expondo os solos aos impactos diretos das águas das chuvas e aos raios solares, incidindo na estrutura física (compactação) e química (nutrientes) do solo, assim como na microfauna (que são os decompositores) para introduzir cultivos diversos ou monoculturas”, explicou a pesquisadora.

O desmatamento também expulsa a fauna nativa para substituí-la por animais de criação, como bovinos, porcos, ovelhas, cabritos, galinhas, patos, que impactam na superfície do solo pelo pisoteio, na hidrografia pelo uso excessivo da água ou sua poluição e contaminação com coliformes fecais pelos dejetos.

Metodologia

O projeto “Recuperação das nascentes e fragmentos de mata ciliar do córrego do Assentamento Laranjeira I e mobilização para conservação dos recursos hídricos no Pantanal mato-grossense” foi realizado no período de 2012 a 2016.

O Assentamento tem uma área territorial de quase 11 mil hectares, no município de Cáceres, inserido na Bacia do Alto Paraguai, onde afloram diversas nascentes e desaguam cursos d’água. No local, estão assentadas 126 famílias, oriundas de populações tradicionais no Cerrado e Pantanal cacerense e mato-grossense e de outros estados.

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O projeto, executado pela equipe multidisciplinar da Unemat em Cáceres, buscou estimular a participação da comunidade assentada, numa metodologia conhecida como pesquisa-ação, na qual pesquisadores e representantes da situação envolvem-se de modo cooperativo ou participativo para a solução de um problema coletivo.

Foram executadas quatro metas prioritárias: 1) Diagnóstico ambiental multidisciplinar, para compreender geologia, clima, hidrologia, fauna e flora da área; 2) Restauração de quatro fragmentos de nascentes e matas do córrego com maior corpo d’água do Assentamento; 3) Processo de mobilização social para conservação da microbacias e sustentabilidade do projeto; 4) Identificação de experiências de recuperação em matas ciliares em nascentes com plantio de espécies nativas na Bacia do Alto Paraguai.

A experiência resultou na publicação do livro “Escassez hídrica e restauração ecológica do Pantanal: Recuperação das nascentes e fragmentos de mata ciliar do córrego no Assentamento Laranjeira I e mobilização para conservação dos recursos hídricos no Pantanal mato-grossense”, organizado por Solange Ikeda Castrillon, Alessandra Aparecida Elizania Morini Lopes (mestre em Ecologia) e João Ivo Puhl (doutor em História da América), da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), e pelo professor Fernando Ferreira de Morais (doutor em Biologia Vegetal), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

Além do MMA, a publicação contou com o financiamento do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal/Museu Goeld (INPP). A obra pode ser acessada diretamente no Laboratório de Educação e Restauração Ecológica/ Celbe da Unemat.

Fonte: GOV MT
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