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Emanuel quer participação de prefeitos da Baixada Cuiabana na discussão sobre a implantação do VLT ou BRT

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Proposta foi apresentada na tarde desta segunda-feira durante reunião do Consórcio Vale do Rio Cuiabá [Foto – Luiz Alves]

O prefeito Emanuel Pinheiro conduziu nesta segunda-feira (8) a primeira reunião extraordinária de 2021 do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Rio Cuiabá. Na pauta, ele apresentou aos 11 prefeitos presentes a proposta de ampliação de programas da assistência social como o Siminina, a pasta de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico apresentou um programa de fomento chamado “Programa Agro da Gente”, alicerçado pela piscicultura e pecuária leiteira. E ainda, sobre a instalação do terminal ferroviário na Capital para valorizar o mercado e a indústria garantindo maior competitividade. O encontro aconteceu na Câmara Municipal de Santo Antônio de Leverger.

“Somos em 1,1 milhão de habitantes nas duas maiores cidades sendo Cuiabá e Várzea Grande e palco das decisões políticas e administrativas. Precisamos redesenhar o modelo de desenvolvimento regional. Muitos municípios têm muito e outros muito pouco. Principalmente ao entorno de Cuiabá e Várzea Grande. Vamos discutir experiências das duas maiores cidades para definir modelo de fomento, geração de emprego e renda entre nós. Tudo isso em parceria com o Governo do Estado, Governo Federal e Bancada Federal. Precisamos integrar e socializar o desenvolvimento social”, disse o prefeito, garantindo que irá marcar uma agenda no MT Participações – MT Par – para garantir o acesso dos   13 municípios do Consórcio Vale do Rio Cuiabá ao programa Mais MT, do Governo de Mato Grosso.

“Queremos que o Vale do Rio Cuiabá tenha oportunidade de investimento. O Mais MT vai ser pauta para que os municípios que pagam muito caro por esse desequilíbrio do desenvolvimento deve ser priorizado para olharmos com outros olhos para região mais populosa do estado. Vamos nos unir com pautas de desenvolvimento de interesses comuns, principalmente para gerar emprego e renda nessa região que é a mais populosa. Santo Antônio do Leverger, por exemplo, está a 28 km de Cuiabá e tem pouco potencial explorado. Até quando vamos viver de Carnaval, futebol amador Cururu e Siriri? Sei que é importante para nós tudo isso porque faz parte da nossa cultura, mas precisamos adotar uma política de desenvolvimento regional para o povo da baixada cuiabana, pioneiros, talentosos e com muita aptidão para o trabalho. Creio que esse Consórcio vai garantir desenvolvimento para a maior e mais importante região do Estado”, descreveu Emanuel”, comentou o prefeito.

Emanuel disse que irá colocar em pauta o assunto ”Plebiscito Já” para que os prefeitos da região metropolitana também participem das discussões quanto ao modal que deve ser implantado na Capital. “Vou colocar o assunto para eles e fazer uma reunião para saber se eles abraçam a causa. Cada um irá decidir se optam pelo VLT ou BR”, garante o gestor de Cuiabá.

O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, destaca que uma das metas é fortalecer os municípios. “É importante para todos que compõem o Consórcio porque vai fortalecer o municipalismo e vamos fazer políticas públicas voltadas às cidades da baixada cuiabana.  Também queremos discutir e acelerar as regularizações fundiárias. Temos outras demandas e em parceria com o Consórcio, podemos avançar e obter os frutos”, avalia.

O secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo, destaca que a responsabilidade do prefeito Emanuel em assumir o posto de líder do Consórcio é grande.  ” A responsabilidade que o prefeito Emanuel assume é muito grande, não podemos pensar apenas na Capital quando se pensa em desenvolvimento. Tem que se pensar em toda região. Alguns pontos devem ser discutidos e analisados que afetam a todos de forma comum, a exemplo de logística, sustentabilidade ambiental, investimentos nas áreas educacionais que comunga no fortalecimento do capital humano de toda nossa região, a agricultura familiar em função das características do solo que são similares. Estaremos aqui fortalecendo as ações de integração dos municípios”, pontua Vuolo, parabenizando a decisão do prefeito em aderir ao movimento “Plebiscito Já”.

“O poder público não pode virar as costas para a opinião da sociedade, é um erro a ser cometido”, lamentou Vuolo.

A prefeita de Santo Antônio de Leverger, Francieli Magalhães, alerta que a cidade e outros municípios da baixada necessitam urgentemente de apoio na busca de recursos. ” Com esse Consórcio só temos a ganhar.  Santo Antônio, por exemplo, precisa de um suporte é um município carente tem mais de 2.3000 km de estrada de chão, mais 300 pontes de madeira, é um município carente e esse consórcio vem de encontro para atender a esses municípios, eu sei que sozinho ninguém chega a lugar nenhum e temos que deixar siglas partidárias e pensar na nossa população. Para que nossos resultados e benefícios cheguem no povo para que todos tenhamos qualidade na saúde, educação e todas as areas”, comentou.

O prefeito de Chapada dos Guimarães, Osmar Froner, comentou que a região ao entorno da Capital vem sofrendo há anos com a falta de investimentos. “A região é importante para ser olhada em infraestrutura, agricultura familiar porque muitas coisas ainda vem de outros estados, política de urbanização de transporte público e geração de emprego e renda. Sofremos muito com isso a desagregação social, precisamos voltar nossos olhos para isso e saúde, que é uma área que precisa ser olhada com mais atenção. A gente tem que resolver junto aquilo que nos atinge”, conclui o prefeito.

A Primeira dama de Cuiabá, Marcia Pinheiro, participou do evento e através dela, foi proposto a ampliação do projeto Siminina para as demais cidades.  A próxima reunião do Consórcio será realizada na cidade de Planalto da Serra, no dia 5 de março, às 14h30.

 

 

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Jaime vê polarização em 2022, nega 3ª via e diz que DEM pode caminhar com Bolsonaro

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O senador Jaime Campos (DEM), vice-presidente nacional do partido,  sobre as eleições de 2022 no cenário nacional, disse que não vê dificuldade de o partido marchar com o presidente Jair Bolsonaro, sem partido. “Eu não vejo nenhuma dificuldade do DEM caminhar com o Bolsonaro. Acho que é o melhor caminho, o ideal”, disse o senador.

Conforme Jaime Campos, a água com óleo não se misturam. “O democratas foi sempre contra o PT e como é que vai? Até porque no Brasil falam em terceira ou quarta via, mas na verdade está polarizado. Queira ou não queira, é Bolsonaro e Lula. Mas só no ano que vem vamos ter uma certeza e eu recomendaria que o DEM vá com Bolsonaro”, argumentou quando questionado.

Sobre a sucessão estadual, Jaime Campos disse que “não vejo porque Bolsonaro não apoiar Mauro e Mauro não apoiar Bolsonaro. Eu sei que o presidente tem muita simpatia pelo Medeiros. Todavia, o que se pode fazer é o Mauro, que é candidato a governador, fazer uma articulação. Se lhe interessar. Mas acima de tudo, o Bolsonaro tem que se preocupar com eleição dele para presidente. Muitas vezes, não pode abrir mão de um apoio, em hipótese alguma, de um governador em detrimento de uma candidatura que ainda vai ser lançada, de um candidato a governador”.

O senador mato-grossense entende que no Brasil “não tem mais ambiente para golpe e nem nada. Talvez o presidente precise fazer uma melhor colocação. Vivemos em um estado democrático de direito em que a liberdade de expressão está garantida e foi uma luta de muitos anos, mas conquistamos. Eu não acredito em retrocesso dentro do processo democrático”, completou.

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Jaime defende voto auditável e fim do fundo eleitoral: “tem que fazer campanha com seu dinheiro e sola do sapato”

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Senador sugeriu ao presidente Bolsonaro para vete fundo eleitoral

O senador Jaime Campos (DEM), em entrevista na rádio Vila Real nesta quinta-feira (29), disse que é favorável ao voto auditável nas próximas eleições e posicionou-se contrário ao fundo eleitoral da forma como foi aprovado. Jaime disse que sugeriu ao presidente para vetar a matéria.

“Voto auditável é um assunto que surgiu e merece uma ampla discussão, através da Câmara e do Senado. Feito isso aí, tudo que for transparente, ético e republicano, eu sou favorável. Não tenho dificuldade nenhuma de afiançar que sou favorável, isso é ter um recibo, é transparência. Mas há um debate, o próprio Tribunal Superior Eleitoral está defendendo a tese de que isso é desconsiderar todas as eleições que foram feitas e causa uma desconfiança infinita em relação ao cidadão que votou”, esclareceu, acrescentando que “da minha parte, não sou eu quem decide, mas sou favorável ao voto auditável. Eu não posso falar sobre a urna eletrônica, defendo a tese de que tudo que for para deixar mais transparente tem o apoio do senador Jaime Campos”, destacou.

“Defendi em audiência com o presidente para ele vetar o fundo eleitoral. Hoje é R$ 2.7 bilhões, com a LDO foi para R$ 5.7 bilhões. Temos que acabar com o fundo eleitoral, temos que acabar com essa abundância de partidos políticos, temos 37 partidos, e muitos são partidos familiares para fazer balcão de negócio”, disse.

Segundo o senador democrata, “é inadmissível que o cidadão brasileiro trabalha 138 dias por ano só para pagar imposto e depois para financiar caixa de campanhas políticas. Não! O cidadão tem que fazer campanha com seu dinheiro ou com a sua proposta, com a saliva, com a sola do sapato. Eu sou contra. Pode pegar minha declaração eleitoral da campanha de senador que eu fiz, não recebi um centavo de real de fundo partidário. Sou contra porque esse dinheiro é fruto do suor do brasileiro. Disse ao presidente que ele tem que vetar urgentemente porque nós temos que acabar com esse escândalo no Brasil. Tudo leva a crer que o fundo deverá ficar na casa de R$ 3 a 4 bilhões”.

 

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