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Saúde

Pílulas contra Covid-19 ainda aguardam para entrar no SUS

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Pílulas contra Covid-19 ainda aguardam para entrar no SUS
Jim Reed – BBC

Pílulas contra Covid-19 ainda aguardam para entrar no SUS

O otimismo para a chegada das primeiras pílulas anti-Covid-19 no Brasil se transformou em longa espera. Até agora, nenhum paciente em solo nacional recebeu tais medicamentos fora de estudos clínicos. Apesar de aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as drogas das farmacêuticas Pfizer e MSD seguem em tramitação para inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda sem previsão, oficial, para chegar aos hospitais.

A primeira delas, a da Pfizer, chamada Paxlovid, recebeu sinal verde para entrar no SUS em maio, pouco mais de um mês após sua aprovação junto à Anvisa. O prazo para que chegue aos postos e hospitais, de acordo com informações da época, se encerra no mês de novembro. Neste momento, Pfizer e Ministério da Saúde trabalham para chegar, dizem ambos, em um contrato de fornecimento. A farmacêutica afirma que encaminhou ao governo federal sua proposta de acordo e que aguarda a resposta. O Ministério da Saúde se limitou a dizer que “segue em tratativas com o laboratório”.

Recentemente, a pasta da saúde convocou médicos para justamente desenvolver uma orientação de uso do fármaco no país. No encontro, foi dito que havia a previsão de entrega de 100 mil tratamentos. A movimentação foi bem recebida por especialistas que fizeram uma ressalva: é importante que a prescrição do medicamento seja cuidadosa. Isso porque a chance de interação medicamentosa em pacientes que fazem tratamento de outros males crônicos é grande. O problema pode chegar a 50% do público elegível a uso das pílulas, que são os idosos, transplantados e outros pacientes imunossuprimidos.

Nos Estados Unidos, por sua vez, a prescrição da droga está em alta. Saltou de 40 mil tratamentos por semana, em meados de abril, para 160 mil no final de junho, de acordo com dados oficiais compilados pela revista Science. Mesmo o presidente Joe Biden, de 79 anos, diagnosticado na semana passada, fez uso do fármaco, informou a Casa Branca.

Outro país que utiliza fartamente o Paxlovid é a Alemanha. Clemens Wendtner, chefe do departamento de infectologia da Clínica Schwabing, centro de excelência em doenças infecciosas em Munique, afirmou ao GLOBO que, no país, o uso do medicamento é bastante facilitado. Basta que um médico prescreva e o infectado terá acesso ao medicamento gratuitamente.

“O Paxlovid tem eficácia reconhecida para pessoas com risco grande de piora, mas há algumas dúvidas em relação ao uso em pacientes jovens, sem indicativo de risco de agravamento da Covid-19”, explicou. “Outro ponto importante é a necessidade de que haja um teste positivo de Covid-19 para a prescrição que deve ocorrer até cinco dias após o primeiro sintoma, o tempo é limitado”, disse.

Ele ainda diz que, em sua experiência, há alguns efeitos colaterais relacionados como um gosto “metálico” na boca, além de dores de cabeça e um pouco de náusea.

Produção no Brasil

A pílula da MSD de nome Molnupiravir — por outro lado — recebeu sinal vermelho para a entrada no sistema de saúde em uma avaliação inicial da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias de Saúde (Conitec). O uso do medicamento, após a negativa, foi discutido em uma consulta pública, encerrada na semana passada. Na ocasião, a empresa prestou novos esclarecimentos sobre seu uso e entidades médicas ratificaram seu perfil de segurança e eficiência. Agora, a discussão de uso volta à Conitec.

A droga tem um acordo de produção já assinado com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o que permite um respiro importante em termos de oferecimento. No país, o Molnupiravir também é estudado, em fases iniciais, para outras infecções importantes, caso de dengue e chikungunya.

“Temos necessidade de opções terapêuticas. As drogas são primas, mas distantes em seus mecanismos de ação. O Molnupiravir tem um perfil de simplicidade de uso que é o que faz dele a primeira escolha de países como Japão e Austrália, por não haver interação medicamentosa”, explica Mario Ferrari, diretor da MSD.

Opção terapêutica, ou linha de tratamento, são palavras repetidas por especialistas em saúde. Isso porque a Covid-19, apesar do avançado estágio da vacinação, ainda faz uma média de 200 mortes por dia no país, de acordo com o consórcio dos veículos de imprensa. Esses pacientes, em geral, poderiam se beneficiar de opções de tratamentos, ao apresentarem, por exemplo, altos índices de imunossupressão ou pela idade avançada — que compromete a resposta adequada às vacinas.

“Há espaço para todos os tratamentos. Mesmo que seja adotando uma das drogas como primeira opção (a da Pfizer) e a segunda para os que não são elegíveis a seu uso (a da MSD)”, diz Alexandre Naime Barbosa, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e professor da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp).

Salmo Raskin, geneticista à frente do laboratório GenetiKa, em Curitiba, lembra outro problema da demora em adotar as estratégias de cuidado. A possibilidade de que exista uma variante que “escape” ao tratamento.

“Há estudos constantes que mostram que as novas variantes não comprometem a eficiência dessas drogas, mas contar que se manterá assim é esperar mais da sorte do que ter juízo”.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid: Coreia do Norte declara que venceu doença 3 meses após 1° caso

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Kim Jong-un declara que Coreia do Norte venceu a Covid
Reprodução

Kim Jong-un declara que Coreia do Norte venceu a Covid

O governo da Coreia do Norte declarou “vitória” sobre a Covid-19 , cerca de três meses depois do primeiro caso da doença ter sido confirmado no país, ainda virtualmente isolado do exterior por conta da estratégia sanitária local para enfrentar a doença. 

E em uma declaração ainda pouco clara, a irmã do líder do país, Kim Jong-un, afirmou que ele ficou “gravemente doente” durante o pico de casos, mas sem confirmar se ele foi contaminado.

“Nosso Partido e o governo avaliaram a atual situação de quarentena e chegaram à conclusão de que a crise epidêmica maligna que se criou no país foi completamente resolvida com base nos dados de análise detalhada apresentados pelo departamento de pesquisa científica”, disse Kim Jong-un, durante uma conferência para analisar a situação da pandemia, de acordo com a KCNA. “A dolorosa guerra de quarentena chegou ao fim e hoje finalmente declaramos vitória.”

A Coreia do Norte estabeleceu, ainda em fevereiro de 2020, uma das mais duras estratégias do mundo para tentar conter a doença: fronteiras foram fechadas, diplomatas estrangeiros e suas famílias deixaram o país e foram aplicadas restrições sobre movimentações internas, aliadas a práticas como o uso de máscaras.

Como resultado, o país não registrou, ao menos oficialmente, casos de Covid-19 até maio, quando surgiram os primeiros relatos de uma “febre”, como as autoridades se referem à doença. Ao todo, foram registrados 4,8 milhões de casos e 74 mortes, um número relativamente baixo, ainda mais em um país onde o sistema de saúde é considerado precário e onde poucas pessoas foram vacinadas.

“É mais uma vitória brilhante proteger de forma confiável o bem-estar nacional e popular do maior perigo de saúde pública global que mergulhou o mundo em uma situação catastrófica, e eliminar o desafio mais importante e ameaçador que enfrentamos em tão curto tempo”, disse Kim Jong-un, destacando que não há registro de casos desde o dia 29 de julho.

No discurso, ele destacou que as medidas de controle de fronteiras seguirão em vigor, apontando para o risco de novas variantes do coronavírus, da varíola dos macacos e de “várias doenças infecciosas causadas pelas mudanças climáticas”.

”Febre” de Kim Jong-un

Em outro discurso, a irmã de Kim Jong-il, Kim Yo-jong, apontada como segunda na linha de comando, acusou a Coreia do Sul de ter introduzido o vírus no país, mencionando “objetos estranhos”, uma referência aos itens mandados por grupos de oposição a Pyongyang através da fronteira, como pendrives, panfletos e dinheiro. Esse tipo de envio, normalmente feito com balões, está proibido desde 2020.

“Já consideramos vários planos de reação, mas nossas ações devem ser de uma forma retaliatória mortal”, declarou, segundo a KCNA. “Se o inimigo persistir em tais ações perigosas, como fomentar o caminho do vírus para nossa república, vamos responder não apenas exterminando o vírus, mas também eliminando as autoridades sul-coreanas.”

No meio da fala, ela afirmou que Kim Jong-un chegou a ficar “gravemente doente” durante o pico de casos, no que seria uma rara menção à saúde do líder norte-coreano, normalmente mantida em sigilo.

“O Marechal [Kim Jong-un], que estava gravemente doente com alta febre diária nesta guerra da quarentena, mas não podia deitar-se nem por um momento por causa do pensamento nas pessoas que deveriam ser responsabilizadas”, declarou Kim Yo-jong.

Não ficou exatamente claro se ele foi contaminado pela Covid-19, ou se foi apenas um dos recorrentes exageros em falas oficiais em uma tentativa de aproximá-lo do povo, no momento em que o país enfrenta um difícil período na economia, agravado por secas, inundações e pelo isolamento comercial.

A menção à febre estava presente apenas no artigo em coreano sobre o discurso, e não apareceu na versão em inglês divulgada pela KCNA.

* Com informações da agências internacionais

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 255 mortes e 30,9 mil casos em 24 horas

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As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 30.935 novos casos de covid-19 e confirmaram mais 255 mortes por complicações associadas à doença em um período de 24 horas em todo o país. 

Os dados estão na atualização divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Ministério da Saúde. O boletim de hoje não traz o total de óbitos ocorridos em Mato Grosso do Sul, que não informou os dados ao ministério. 

Com as novas informações, o total de pessoas infectadas durante a pandemia de covid-19 no Brasil soma 34.096.935.

O número de casos da doença em acompanhamento está em 514.876. O termo é usado para designar casos notificados nos últimos 14 dias em que o paciente não teve alta, nem foi a óbito.

Com os números de hoje, o total de óbitos desde o início da pandemia chegou a 680.786. Ainda há 3.237 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente faleceu, mas a investigação sobre a causa ainda demanda exames e procedimentos complementares.

Até agora, 32.901.273 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a pouco mais de 96% dos infectados desde o início da pandemia.

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, com 173.484 mortes, São Paulo é o estado com maior número de óbitos desde o começo da pandemia. Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro, com 75.119 óbitos; Minas Gerais, com 63.193; o Paraná, com 44.726; e o Rio Grande do Sul, com 40.598.

Já os estados com menos óbitos resultantes da covid-19 são Acre, com 2.022; Amapá, com 2.153; Roraima, com 2.161; Tocantins, com 4.189; e Sergipe, com 6.421.

boletim epidemiológico 10.08.2022 boletim epidemiológico 10.08.2022

boletim epidemiológico 10.08.2022, por Ministério da Saúde

Vacinação

Até esta quarta-feira, o vacinômetro do Ministério da Saúde apontava um total de 470.462.239 doses de vacinas contra covid-19 aplicadas no país desde o início da campanha de imunização. Destas, 178,6 milhões como primeira dose, 159,7 milhões como segunda e 4,9 milhões como dose única.

A dose de reforço já foi aplicada em mais de 103,9 milhões de pessoas e a segunda dose extra ou quarta dose, em pouco mais de 18,3 milhões. O painel registra ainda 4,7 milhões de doses como adicionais, que são s aplicadas em quem tinha recebido o imunizante da Janssen, de dose única.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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