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Saúde

Piercing: saiba os principais riscos do acessório e como evitá-los

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Má esterilização do material utilizado e falta de cuidados após a perfuração podem levar a quadros de inflamação, lesões dermatológicas e transmissão de doenças
Reprodução

Má esterilização do material utilizado e falta de cuidados após a perfuração podem levar a quadros de inflamação, lesões dermatológicas e transmissão de doenças

No último sábado, uma jovem de 20 anos morreu na cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, devido a uma infecção provocada por um piercing . A mãe contou ao GLOBO que Andressa Souza chegou a ficar durante 24 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e passar por uma cirurgia depois que a infecção chegou ao cérebro. O caso chama atenção para os riscos dos acessórios e a importância de adotar cuidados necessários para evitá-los.

Por se tratar de uma perfuração na pele, o processo de colocação do piercing deixa a região mais suscetível a infecções bacterianas, lesões dermatológicas e até mesmo consequências mais graves, como a transmissão de vírus do HIV ou da hepatite B em caso de materiais contaminados que não sejam devidamente esterilizados.

No caso das infecções, quando avançadas podem levar bactérias a se espalharem pela corrente sanguínea e provocar danos em outros órgãos do corpo, como foi no caso de Andressa com o cérebro. Um desses desenvolvimentos mais graves associados ao piercing é a endocardite, quando esses microrganismos infectam o tecido que reveste o coração – embora raro. Outras complicações incluem alergias, sangramentos excessivos e formação de queloides (cicatrizações que formam protuberâncias na pele).

“A reação alérgica pode acontecer ao próprio metal da joia, e qualquer corpo estranho no nosso organismo pode levar ao desenvolvimento de um granuloma, que é uma inflamação em forma de nódulo. Existe também o granuloma piogênico, que é acompanhado de um sangramento intenso e demanda um tratamento cirúrgico”, explica a dermatologista Ana Carolina Sumam, membro especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A gravidade dos riscos varia ainda de acordo com o local colocado, sendo os genitais e os orais os mais propensos a casos de infecção. Há ainda consequências diferentes baseadas na região do corpo. Segundo um artigo de pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, publicado na revista científica American Journal of Clinical Dermatology, os modelos orais podem levar a dificuldades para comer e falar, salivação excessiva e problemas dentários.

Além disso, assim como os nasais, podem ser aspirados, ainda que seja raro, o que demanda uma remoção cirúrgica. Já os colocados nas orelhas, nos mamilos ou no umbigo são mais suscetíveis a rasgarem a pele do local. Em casos mais graves, os genitais podem levar à infertilidade como consequência de uma infecção grave na região e à obstrução da uretra devido a uma má formação da cicatriz.

Como evitar os riscos

Por conta de todos os riscos, os médicos alertam para que o procedimento seja realizado apenas em locais especializados, que utilizem equipamento descartáveis, como agulhas não reutilizáveis e luvas cirúrgicas, e que tenham a devida higienização.

“Quando se trata de complicações de piercings, a prevenção é a chave. Os body piercers (nome dado aos profissionais da área) devem ter um histórico médico e social completo para identificar condições que possam predispor um indivíduo a complicações, e os candidatos devem escolher um profissional qualificado para realizar seu piercing”, orientam os pesquisadores americanos.

Além disso, reforçam cuidados para evitar as infecções posteriores ao momento do furo, como não encostar na área com as mãos sujas, não consumir alimentos gordurosos que aumentam as chances de inflamação e manter a região limpa.

“Os problemas podem acontecer tanto no momento em que a pessoa coloca o piercing como a médio e longo prazo. Nós sabemos que nossa pele é colonizada por diversos microrganismos. Eventualmente, estamos com imunidade mais baixa e esses agentes podem se proliferar mais intensamente e provocar uma infecção no local”, explica Ana.

Também é importante que se evite dormir sobre a área que foi perfurada e que, em caso de sinais de uma possível infecção — como dores e inchaço por um período prolongado e presença de pus — o atendimento médico seja procurado imediatamente.

Especialistas recomendam ainda que, antes de realizar o furo, a pessoa tenha a vacinação de tétano e hepatite B atualizada, pois são doenças que, assim como o HIV, podem ser transmitidas em caso de materiais contaminados. Orienta-se também que não se coloque o item em momentos de baixa imunidade pois essa resposta imune mais baixa dificultará o combate do corpo a possíveis microrganismos que entrem no local.

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Ministério da Saúde tem novo secretário-executivo

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O ex-secretário do Trabalho Bruno Silva Dalcolmo foi nomeado hoje (16) para o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde. Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e servidor público de carreira, Dalcolmo substituirá Daniel Meirelles Pereira, que passa a ocupar uma diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Há apenas 9 dias, Dalcolmo tinha sido designado para a função comissionada de assessor no gabinete da secretaria-executiva do Ministério da Economia, mas foi convidado pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a assumir o segundo posto hierárquico na pasta, responsável por elaborar e organizar as políticas públicas de assistência à saúde da população.

“Já conhecia o Bruno e seu trabalho, e também recebi ótimas referências dos ministros Paulo Guedes [Economia] e Bruno Bianco [Advocacia-Geral da União]. Certamente ele ajudará muito a saúde do nosso país”, escreveu Queiroga no Twitter, ao anunciar, no domingo (14), que tinha convidado Dalcolmo para o cargo com base em critérios técnicos.

Formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB), Dalcolmo também já foi superintendente de Relações Internacionais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); subchefe adjunto de Análise Governamental da Presidência da República e assessor especial da Casa Civil. No novo cargo, coordenará as atividades relacionadas aos sistemas federais de planejamento e orçamento; de organização e modernização administrativa; de contabilidade; de administração financeira e de recursos humanos; de informação e informática; e de serviços gerais.

Daniel Meirelles Pereira, ao assumir a Quinta Diretoria da Anvisa, terá sob sua responsabilidade as gerências de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária (GGMON); de Farmacovigilância (GFARM) e de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegados (GGPAF).

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Pacientes com Covid grave têm mais riscos de mal súbito

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Sequelas da Covid têm preocupado a medicina
Mariana Alvim – @marianaalvim – Da BBC News Brasil em São Paulo

Sequelas da Covid têm preocupado a medicina

Nos últimos meses, aumentou o número de pessoas que morreram de mal súbito, sendo que muitas dessas mortes são de quem foi contaminado pela Covid-19. A doutora Inês Bissoli, cardiologista e coordenadora do CTI do Hospital Badim, explica quais os motivos para a doença estar relacionada a esses casos.

“Dentro das manifestações da Covid estão as de natureza cardiológica, com quadro de miocardite, que é a inflamação da musculatura cardíaca, o infarto agudo do miocárdio e as arritmias. Além disso, como a Covid é uma doença que aumenta o risco de formação de trombos, ou seja, o estado de hipercoagulabilidade, há risco aumentado de eventos tromboembólicos como a trombose venosa profunda, a embolia pulmonar, os acidentes vasculares cerebrais”, detalha.

A medicina também identificou que cresceu o número de doenças de coração entre pessoas contaminadas. Isto tem ocorrido por conta das “manifestações cardíacas são comuns nos pacientes com Covid grave”.

“Mas como a Covid é uma doença de estado de hipercoagulabilidade e inflamatória, ela pode afetar o coração de qualquer pessoa que teve a doença, com disfunção microvascular, resposta inflamatória sistêmica, miocardite e hipoxia, que é a baixa concentração de oxigênio no sangue”, acrescenta.

As sequelas também têm provocado preocupações. As mais comuns são fadiga, dispneia (falta de ar), tosse, alteração no olfato e paladar, fibrose pulmonar e renal, podendo ter necessidade de diálise. “Quanto os sintomas emocionais podem perdurar a ansiedade, depressão, estresse pós-traumático, alterações cognitivas, como perda da concentração e alterações da memória, insônia. A pessoa pode ter ainda queda de cabelo, sudorese, diarreia, taquicardia, vertigem, dor articular e mialgia”, explica a médica.

Quem ficou com sequelas no coração pode ser curado ainda, no entanto, tudo depende do caso. “Pacientes que tiveram miocardite pela Covid podem se recuperar após o tratamento adequado, mas em alguns casos de Covid grave o paciente pode cursar com insuficiência cardíaca, situação sem cura, mas com controle por meio de medicações indicadas para cada caso e atividade física sob supervisão. Por isso é importante uma avaliação médica após a cura”, relata a doutora Bissoli.

“Pacientes com Covid-19 têm risco cardiovascular maior se comparados àqueles pacientes que não tiveram a doença. Quanto mais grave a manifestação da Covid, maior o risco cardiovascular”, completa.

Todos que tiveram Covid deveriam procurar cardiologista?

A médica garante que todos que foram contaminados pela doença devem procurar um cardiologista para saber qual seu estado de saúde. “É uma doença trombogênica e inflamatória, podem ocorrer alterações cardiológicas em qualquer caso de Covid-19, que não se manifestaram durante a fase aguda da doença”, pontua.

Inclusive, para praticar esporte, é importante que se tenha um laudo médico. “É importante para qualquer pessoa que pretende iniciar uma atividade física procurar um especialista e realizar uma avaliação de doença cardíaca, como a miocardiopatia hipertrófica. No caso dos pacientes que tiveram Covid, esse procedimento é mais necessário ainda, porque a doença pode evoluir com miocardite, que é uma inflamação dos músculos do coração”, comenta.

Por fim, ela dá dicas de como as pessoas devem se cuidar após serem contaminadas, mesmo estando vacinadas. “A pessoa que testou positivo para Covid-19 assintomática ou sem sintomas respiratórios ou ainda com ausência de febre, mesmo assim deve fazer isolamento por cinco dias a partir do início dos sintomas ou do resultado do teste RT-PCR, para não infectar outras pessoas”, relata.

“Deve repetir o exame após o quinto dia para poder sair do isolamento, caso o resultado do exame seja negativo. Se o exame ainda for positivo, deve-se estender o isolamento para sete dias. Sair do isolamento somente com a ausência de sintomas nas últimas 24 horas. Na presença de sintomas nesse período é necessário estender o isolamento até 10 dias. Em todos esses casos é indicado e fundamental manter o uso de máscara e higienização das mãos. Pessoas com Covid grave ou imunossuprimidas por doença ou uso de medicações imunossupressoras devem fazer quarentena de 20 dias. O retorno só poderá ser feito se não tiver febre ou uso de antitérmico nas últimas 24 horas”, conclui.

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Fonte: IG SAÚDE

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