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PGJ pede apuração de gastos públicos com shows em cidades do MT

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PGJ encaminha para apuração notícias de gastos públicos com shows
Imagem ilustrativa – Nainoa Shizuru / Unsplash

PGJ encaminha para apuração notícias de gastos públicos com shows

O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges Pereira, determinou a investigação das circunstâncias em que diversas prefeituras do estado contrataram artistas para se apresentarem em eventos, como comemorações de aniversários das cidades, com o uso de recursos públicos. Entre os contratados, estão cantores de música sertaneja e de outros gêneros musicais.

Em despacho nessa quarta-feira (1º), o procurador-geral adicionou o link de diversas matérias divulgadas em jornais mostrando a realização de shows e os valores pagos pelas prefeituras .

“Circulam em veículos de imprensa nacional e local notícias sobre atrações artísticas musicais contratadas para eventos em municípios mato-grossenses, segundo indicam, custeados com recursos públicos”, escreveu Pereira.

“Diante do exposto, a considerar o dever institucional do Ministério Público de tutelar pelo patrimônio público e pela moralidade administrativa, determino: i) o registro do presente despacho avulso, acompanhado das citadas notícias, como Notícia de Fato no Sistema Integrado do Ministério Público – SIMP”, acrescentou.

No mesmo documento, ele determinou “a remessa de cópia integral do procedimento gerado a todos os Promotores de Justiça que detenham atribuição na defesa do patrimônio público e da probidade administrativa nas comarcas citadas (…), para conhecimento e providências que entenderem pertinentes no âmbito de suas respectivas áreas de atuação”.

Segundo informações da imprensa local, segue abaixo a lista de municípios que teriam custeado a realização de shows e eventos com verba pública e passarão por investigação:

  • Gaúcha do Norte
  • Porto Alegre do Norte
  • Figueirópolis D’Oeste
  • Sorriso
  • Nortelândia
  • Salto do Céu
  • Alto Taquari
  • Novo São Joaquim
  • Nova Mutum
  • Sapezal
  • Canarana
  • Acorizal
  • Brasnorte
  • Água Boa
  • São José do Xingu
  • Vera
  • Barra do Garças
  • Juína
  • Querência
  • Bom Jesus do Araguaia
  • Santa Carmem
  • Matupá
  • Nova Canaã do Norte
  • Novo Horizonte do Norte

No caso de Sorisso, o encaminhamento foi feito à 1ª Promotoria de Justiça Cível da comarca.

Polêmica com show de Gusttavo Lima em Minas Gerais

Recentemente, foi divulgado que a cidade de Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, receberia um show do cantor Gusttavo Lima em 20 de junho , com um cachê de R$ 1,2 milhão pela apresentação.  Após polêmicas, no entanto, a prefeitura cancelou o evento.

Em nota, a Prefeitura disse que o cancelamento do show se deu “devido à lamentável tentativa de envolver a 30ª Cavalgada do Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos em uma guerra política e partidária que não tem nenhuma ligação com o município e nem tampouco com a tradicional festa”.

A gestão ainda disse que não vai permitir que a Prefeitura da cidade se envolva em questões “que não representam o município e nem as festividades da cavalgada”. Segundo a Prefeitura, o evento celebra o “amor entre as pessoas e não o ódio que estão tentando disseminar”.

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Alunas da Unesp Bauru acusam professor de assédio; ele nega o caso

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Alunas da Unesp Bauru denunciam professor por assédio
Reprodução/Twitter

Alunas da Unesp Bauru denunciam professor por assédio

Alunas da Unesp (Universidade Estadual Paulista), de Bauru, no interior de São Paulo, fizeram uma denúncia de assédio contra o professor adjunto Marcelo Magalhães Bulhões, do departamento de Comunicação Social. Um banner que exibe prints de supostas conversas de conotação sexual entre Bulhões e as estudantes foi colocado à mostra na universidade nesta sexta-feira (1º). Ao iG , o professor negou as acusações.

Na suposta conversa, o professor teria comentado o desejo de manter relações sexuais com alunas. “A verdade é que nosso desejo não passa”, mostra o print de uma conversa. 

Em entrevista ao iG , o professor diz que não há indícios de assédio e que se sente vítima de calúnia e difamação.

“Não há nenhum indício de que houve assédio”, afirma Bulhões. “O que é assédio? Assédio é usar a sua situação profissional para obter algum favor sexual. Eu me senti vítima de difamação e de calúnia. Hoje vim dar aula, vi esse cartaz e fiquei estarrecido.”

Uma estudante de jornalismo da Unesp, que teve aula com Bulhões e prefere não ser identificada, afirma que o professor já teve atitudes inadequadas com ela em sala de aula. Em uma das vezes, conta, ele quase encostou nos seios da jovem enquanto explicava um trabalho para o grupo dela.

“Mesmo me afastando, ele continuava esticando o braço”, contou. “Minha sorte foi ter uma mesa entre a gente e alguns amigos em volta.”

No Twitter, diversos usuários se manifestaram contra o professor. Um usuário identificado como Leando Biazzi disse que Bulhões “é conhecido há anos por assediar múltiplas alunas”. “Até quando a universidade vai manter o emprego dele e varrer a sujeira pra debaixo do tapete?”, questionou. O professor já havia sido denunciado por assédio anteriormente, em 2019, mas foi absolvido.


Estudantes estão organizando uma manifestação em frente à sala de Bulhões, que deve ocorrer às 19h desta sexta. “Acusado de assédio há anos, por dezenas de mulheres, a UNESP nada faz”, escreveu uma usuária. “Ele continua a dar aulas sem nenhuma consequência. Chega!”

Também circula nas redes sociais uma petição para exonerar do cargo o professor. Até às 16h40 desta sexta, o pedido já somava quase 1.700 assinaturas. “Finalmente, parece que esse caso vai ter repercussão na imprensa”, escreveu uma usuária. “Bora assinar a petição”. O iG procurou a Unesp para comentar o caso, mas a assessoria ainda não se pronunciou. O posicionamento será enviado por e-mail e incluído nesta reportagem assim que for recebido. 

(*Com a colaboração de Gabrielle Gonçalves). 

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Fonte: IG Nacional

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Geoglifos milenares são encontrados na fronteira entre Acre e Bolívia

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Geoglifos são estruturas ou construções feitas por povos ancestrais que viveram na região
Diego Gurgel/Secom Governo do Acre

Geoglifos são estruturas ou construções feitas por povos ancestrais que viveram na região

O Centro Integrado de Operações Aéreas do Acre (Ciopaer) identificou novos grupos de desenhos milenares, conhecidos como geoglifos, na região perto da fronteira com a Bolívia. Na missão, realizada pela Polícia Militar do estado, à qual a entidade é ligada, foram registrados três conjuntos das figuras próximas umas das outras, com formas circulares e quadradas.

Segundo o fotógrafo Diego Gurgel, que acompanhou a expedição, “só foi possível enxergá-los graças à angulação acentuada dos raios solares da manhã, caso contrário, seria praticamente impossível, pois seus barrancos não produziriam uma sombra”.

“Os geoglifos são muito difíceis de serem visualizados em outra hora do dia, pois a falta de sombras apaga as formas, sendo eles ignorados por muitos que sobrevoam a Amazônia”, disse, à agência de notícias do governo do estado.

Geoglifos são estruturas ou construções feitas por povos ancestrais que viveram na região que atualmente é o estado do Acre. Vistos do alto, são desenhos no solo com formatos em círculos, quadrados, retângulos, pentágonos, octógonos, entre outras formas, feitas em conjunto ou isoladas entre si.

O Centro Integrado de Operações Aéreas do Acre (Ciopaer) identificou novos grupos de desenhos milenares
Diego Gurgel/Secom Governo do Acre

O Centro Integrado de Operações Aéreas do Acre (Ciopaer) identificou novos grupos de desenhos milenares

No final do século passado e no início dos anos 2000, as primeiras fotos das construções foram registradas e, hoje, fazem parte do acervo fotográfico da Secretaria de Comunicação do Governo do Estado do Acre. A partir de 2005, foi organizado e consolidado o Grupo de Pesquisas dos Geoglifos da Amazônia Ocidental, que organizou escavações, fotos aéreas, medições em campo e o uso do Lidar (Light Detection and Ranging), sensor de medição e topografia a laser por radares.

Segundo o governo do estado, as novas imagens são “importantes registros históricos, pois afirmam a presença de geoglifos na região entre a margem direita do Igarapé Miterrã, e a margem esquerda do Rio Rapirrã, próximos à Bolívia, mais precisamente entre os municípios de Capixaba e Plácido de castro”.

As datações de outros geoglifos no estado do Acre indicam uma idade entre 1500 a 2000 anos. Eles deixaram de ser construídos ou abandonados por volta do ano de 1200, ou seja, 300 anos antes da chegada de Cabral ao Brasil.

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Fonte: IG Nacional

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