conecte-se conosco


Polícia Federal

PF investiga esquema de contrabando de cigarros de origem estrangeira que funcionava em 3 estados

Publicado

Campo Grande/MS – A Polícia Federal deflagrou a Operação Teçá, para desarticular organizações criminosas especializadas em contrabando de cigarros de origem estrangeira, no Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Norte. O Exército Brasileiro e a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal colaboram nas ações vinculadas à deflagração da Operação.

Cerca de 130 policiais federais deram cumprimento a cumpridas 73 ordens judiciais expedidas pela 1ª Vara Federal de Naviraí/MS. Foram 40 mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Eldorado/MS, Mundo Novo/MS, Japorã/MS, Amambai/MS, Iguatemi/MS, São Gabriel do Oeste/MS, Rio Brilhante/MS, Maringá/PR, Umuarama/PR e Mossoró/RN.

 De acordo com as investigações, as organizações criminosas possuem base territorial no Mato Grosso do Sul e articularam uma aprimorada rede para internação e transporte de cigarros estrangeiros no território nacional, os quais ingressam no Brasil pela região da fronteira com o Paraguai.

Foi apurado também que as organizações criminosas conseguiram cooptar um policial para auxiliar em suas atividades delituosas e possuíam significativa capacidade logística, a qual era utilizada principalmente para a introdução e o transporte de cigarros de origem estrangeira no Mato Grosso do Sul e Estados vizinhos com destino a outras localidades do País.

Leia Também:  Polícia Federal deflagra desdobramento da Operação Vostok, no Mato Grosso do Sul

No curso da investigação, realizada entre os anos de 2018 e 2019, foram apreendidos pela Polícia Federal e outras forças, sempre em integração de esforços, 155 veículos utilizados para o transporte de cigarros de origem estrangeira, tendo sido presas 75 pessoas envolvidos em práticas ilícitas, capitaneadas pelas Organizações Criminosas hoje desarticuladas.

Dentre as ocorrências, destaca-se a apreensão efetuada na cidade de Ivinhema/MS, no dia 15/6/2018, quando, em uma única oportunidade, de 11 carretas carregadas de cigarros de origem estrangeira foram apreendidas e presos nove motoristas em flagrante delito. Contabilizou-se, na ocasião, 1 milhão de maços de cigarros, avaliados, conjuntamente com os veículos apreendidos, em 10 milhões de reais.

A Operação Teçá, juntamente com outras operações de inteligência recentemente realizadas, as quais desarticularam estrutural e financeiramente Organizações Criminosas envolvidas em atividades delituosas de contrabando, aliadas a ações ostensivas nos rios e nas estradas situadas nas regiões fronteiriças vêm dificultando em muito a entrada de produtos ilícitos no território nacional, sendo fortes investidas contra o crime organizado na região.

Leia Também:  PF combate furto de veículos e carga em Minas Gerais

 

Contato: 67 3368-1105

 

*** O nome da Operação “TEÇÁ” faz referência a ‘estado de atenção, vigilância’, no idioma guarani, em razão da grande rede de olheiros, mateiros e batedores utilizados pelas Organizações Criminosas, os quais monitoravam diuturnamente as atividades dos órgãos de fiscalização

Fonte: Polícia Federal
publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Polícia Federal

PF desarticula grupo responsável o comércio ilegal de ouro em Roraima

Publicado

Boa Vista/RR – A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6/12) a Operação Hespérides, que tem o objetivo de desarticular organização criminosa que seria responsável pelo comércio ilegal de ao menos 1,2 tonelada de ouro.

Mais de 150 policiais cumprem 17 mandados de prisão preventiva, 5 de prisão temporária, 48 buscas e apreensões e 15 sequestros/bloqueios de bens, nos estados do Amazonas, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e São Paulo. Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Federal de Roraima e determinam o bloqueio de até R$ 102 milhões dos envolvidos.

As investigações tiveram início em setembro de 2017, após apreensão de aproximadamente 130 gramas de ouro no Aeroporto de Boa Vista/RR, destinados a uma empresa em São Paulo. Uma nota fiscal de compra de sucata de ouro acompanhava o metal, sendo verificado pela PF que se trataria de um documento falso.

Os indícios constantes inquérito policial apontam que o grupo criminoso seria composto por venezuelanos e brasileiros que, residindo em Roraima, comprariam ilegalmente ouro extraído de garimpos da Venezuela e de garimpos clandestinos do estado. Com o auxílio de alguns servidores públicos que integrariam a organização criminosa e receberiam propinas, tentariam dar um aspecto de legalidade ao metal por meio da emissão de documentos falsos por empresas de fachada. O ouro, então, seria comercializado para uma empresa especializada na recuperação de minérios, localizada no interior de São Paulo. Mesmo com os latentes indícios de irregularidades acerca da origem do minério, a empresa o receberia e venderia para o exterior.

Leia Também:  PF combate o compartilhamento de pornografia infantil na internet

A partir de cruzamentos realizados pela Receita Federal, que contribuiu com as investigações, suspeita-se que o grupo tenha movimentado ao menos 1,2 tonelada de ouro entre os anos de 2017 e 2019. Em cotação atual, o montante representa mais de R$ 230 milhões. Se o procedimento regular de importação houvesse ocorrido, a Receita estima que seriam devidos aproximadamente R$ 26 milhões apenas em tributos federais, desconsiderando juros e multa. Apenas no ano de 2018, a empresa que recebia o ouro em São Paulo teria exportado mais de R$ 1 bilhão em ouro e mais que triplicado seu faturamento nos últimos 3 anos.

A empresa suspeita também compraria o metal precioso de um outro grupo, baseado no Amapá, alvo da operação Ouro Perdido da PF, contra a comercialização de ouro extraído ilegalmente e que foi deflagrada em junho deste ano.

Um dos alvos da operação Hespérides possui ordem de prisão em aberto expedida pela justiça da República Dominicana por tráfico de drogas e lavagem de capitais e consta em lista de difusão vermelha da Interpol.

Leia Também:  Operação Kepler investiga fraudes em contratações para gestão de unidades de saúde na Bahia

As investigações identificaram que os servidores públicos envolvidos ajudariam o grupo com consultorias para o resgate de ouro apreendido, elaboração de pareceres favoráveis aos interesses dos suspeitos e com a facilitação de desembaraços legais diversos, como o atesto de remessas de ouro à empresa em São Paulo. 

Os principais crimes investigados são participação em organização criminosa, contrabando, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, receptação e os crimes de falsidade ideológica e de documento público. Se condenados, os líderes do esquema podem ter penas que ultrapassam 50 anos de prisão.

O nome da operação faz referência as Hespérides que, segundo a mitologia grega, seriam as responsáveis por cuidar do pomar onde a deusa Hera cultivava macieiras que davam frutos de ouro. Entretanto, elas passaram a consumir os frutos que deveriam guardar, sendo necessário que Hera adicionasse à guarda um dragão eterno que nunca dormia.

 

Comunicação Social da Polícia Federal  em Roraima
[email protected]
Contato: (95)3261-1500

Fonte: Polícia Federal
Continue lendo

Polícia Federal

Operação Inganno combate fraudes previdenciárias no interior de São Paulo

Publicado

Campinas – A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6/12) a Operação Inganno, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa que praticava fraudes contra o INSS, inserindo vínculos empregatícios falsos no sistema para obter benefícios previdenciários indevidos.

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal de Campinas, nas cidades de Campinas e Sumaré.

As investigações, realizadas no âmbito da força-tarefa composta pela Polícia Federal e pela Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista – CGINT, iniciaram-se no ano de 2017, após apurações do próprio INSS apontarem irregularidades nas concessões de alguns benefícios.

Durante as investigações foram identificadas duas empresas de serviços de escritório que criavam vínculos laborais falsos para dezenas de pessoas serem beneficiadas.

Os benefícios concedidos às pessoas com estes falsos vínculos eram o de seguro desemprego e previdenciários, sendo que o primeiro teve maior incidência em razão dos outros ter critérios como carência e idade que dificultavam a imediata concessão.

Até o presente momento, foram identificados mais de 180 vínculos suspeitos com dados empregatícios falsos e 9 empresas usadas pelos fraudadores.

Leia Também:  Polícia Federal deflagra desdobramento da Operação Vostok, no Mato Grosso do Sul

A força-tarefa estima que o pagamento dos benefícios fraudados tenha gerado um prejuízo aproximado de R$ 1 milhão ao Erário.

O nome da operação, Inganno, vem do latim (e permanece no uso italiano) e significa engano, fraude, dissimulação.

Os investigados, na medida de sua culpabilidade, responderão pelos crimes de estelionato majorado, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas de informação, e associação criminosa, cujas penas somadas podem chegar a 15 anos de reclusão.

 

Comunicação Social da Polícia Federal em Campinas

                        Telefone (19) 3345-2260

Fonte: Polícia Federal
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana