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PF deflagra operação em MT e outros 5 estados contra fiscais acusados de recebimento de propina da JBS

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Investigações apontam que a JBS pagava propina aos fiscais para que eles emitissem certificados sanitários sem terem, de fato, fiscalizado ou inspecionado o abate de animais na empresa

A Polícia Federal, com apoio do Ministério Público Federal (MPF), deflagrou nesta terça-feira (10) a segunda fase da Operação Porteira Aberta. A ação visa combater um esquema de pagamento de propinas a servidores públicos de fiscalização sanitária federal pela empresa JBS Friboi, para emitirem certificados sanitários sem terem de fato fiscalizado/inspecionado o abate de animais na empresa.

Participam da ação mais de 60 policiais federais, que cumprem 15 mandados de busca e apreensão em seis estados: Mato Grosso, Goiás, Pernambuco, Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Estão sendo cumpridos ainda 15 Termos de Compromisso aplicando medidas cautelares diversas da prisão, dentre elas, o afastamento de Fiscais Federais Agropecuários.

A segunda fase é resultado da análise dos dados bancários dos investigados, dos documentos contábeis apreendidos durante a deflagração da primeira fase (15/06/2018), os quais apontaram o pagamento de R$ 1.860.700,00 em propina apenas na unidade de Barra do Garças, além da celebração de 11 acordos de colaboração premiadas entre o Ministério Público Federal e Polícia Federal com os prepostos da empresa responsáveis pela operacionalização dos pagamentos.

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Os colaboradores afirmaram que houve o pagamento de, no mínimo, R$ 6.092.200 em propinas aos agentes públicos envolvidos. As propinas variavam de R$ 5.000,00 a R$ 25.000,00 mensais, que perduraram até o início de 2017, cessando com a deflagração da Operação Carne Fraca.

As investigações mostram que entre os anos de 2010 a 2014 os lançamentos contábeis destinados a encobrir as propinas se valeram de documentos falsos, já que o CPF destinatário das despesas, que teria supostamente prestado os serviços de marketing, pertencia a pessoa falecida em 2009, momento anterior aos lançamentos.

São alvos da operação os Fiscais Federais Agropecuários e os médicos veterinários conveniados ao SIF que atuavam na fiscalização das plantas industriais da empresa localizadas nos referidos municípios.

Os investigados irão responder por corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa, podendo pegar até 20 anos de prisão.

A operação foi denominada Porteira Aberta tendo em vista a ausência de controle dos animais, a falta de inspeção dos fiscais sanitários permitia que o gado fosse abatido indiscriminadamente, sem qualquer empecilho.

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Ex-governador procura Emanuel Pinheiro em busca de apoio para disputar eleição suplementar para o Senado

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Emanuel disse que assunto voltará a ser discutido com Pedro Taques logo após retorno da viagem com a família

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) confirmou durante o lançamento do programa Cuiabá Recicla, nesta sexta-feira (17), no shopping popular, que foi procurado pelo ex-governador Pedro Taques (PSDB), para tratar sobre a eleição suplementar ao Senado da República, que ocorrerá este ano devido a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pinheiro adiantou que ainda não discutiu o assunto com o ex-governador, mas que ficaram de fazer uma reunião para conversar sobre este assunto nos próximos dias. “Ele me procurou e vamos conversar. Se der tempo ainda hoje ou quando eu voltar de viagem, no próximo final de semana”, disse, argumentando que vai tirar uma semana de descanso para viagem com a família.

A expectativa do prefeito, que já discutiu o assunto em uma reunião com o senador Jaime Campos (DEM), com a prefeita Lucimar Sacre de Campos (DEM), com os deputados federais Neri Geller (PP) e Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (PTB), o deputado estadual Max Russi (PSB) e o ex-governador Júlio Campos (DEM), é fechar consenso em torno de um nome que represente a Baixada Cuiabana.

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“Defendi que deveria se colocar o nome do ex-governador Pedro Taques, apesar de que o Nilson Leitão é o nome do PSDB. Mas acho que temos que avaliar, a partir do momento em que todos estão sentando à mesa, todos devem ser ouvidos. Mas, aí, acabou ficando o Nilson mesmo”, disse o prefeito.

Conforme Emanuel Pinheiro, “só em Várzea Grande temos dois ex-governadores de uma mesma família, então sentimos convocados para unir Mato Grosso, para manter a paz social e política. Entendemos que se unir Cuiabá, Várzea Grande e a Baixada Cuiabana com reflexo para unir Mato Grosso, porque Cuiabá é a mãe de todos os municípios, teremos um movimento suprapartidário para definir um nome ao Senado”, ponderou.

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Depoimento de ex-governador sobre duplo homicídio ocorrido em SP acontece em abril

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O ex-governador Júlio Campos, que responde processo na Justiça de São Paulo

A audiência envolvendo o ex-governador de Mato Grosso e ex-senador, Júlio Campos (DEM), por conta de um processo que investiga dois homicídios ocorridos em 2004 em que ele teria envolvimento está marcada para o próximo dia 28 de abril. A decisão do juiz Claudio Juliano Filho, da Primeira Vara do Júri do Foro Central Criminal de São Paulo, é do ultimo dia 18 de dezembro e determina que o depoimento do político mato-grossense seja enviado ao Judiciário de São Paulo via carta precatória.

Júlio Campos foi denunciado em 2013 pela prática dos delitos de homicídio qualificado por duas vezes e formação de quadrilha. Até o dia 28 de abril de 2020, data da próxima audiência, a Justiça deve se manifestar sobre a prescrição completa do caso.

Ele é acusado de ser o mandante das mortes do empresário Antônio Ribeiro Filho e do geólogo Nicolau Ladislau Ervin Haraly, que foram mortos em São Paulo.

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O geólogo Nicolau Ladislau teria descoberto a existência de pedras preciosas nas terras da Agropastoril Cedrobom, em Mato Grosso, empresa pertencente a Antônio Ribeiro Filho. Este as teria vendido a Júlio Campos, que por sua vez, as teria registrado em nomes de laranjas. O geólogo trabalhava para a empresa.

Nicolau foi morto na cidade de São Paulo em julho de 2004 e Antônio Ribeiro Filho foi assassinado no mês seguinte no Guarujá, no litoral paulista.

Ainda conforme a denúncia, as duas vítimas foram assassinadas a mando Júlio Campos porque ele queria garantir a posse das terras e esconder a transferência da área para laranjas.

A Justiça paulista já decretou a prescrição do crime de formação de quadrilha. A defesa de Campos ainda pediu pela prescrição do crime de homicídio, pelo fato do ex-governador ter mais de 70 anos. A audiência acontece no dia 28 de abril.

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