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PF apreende animais silvestres que eram usados em festas

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Operação ARARAT visa coibir crimes contra a fauna
Divulgação/PF

Operação ARARAT visa coibir crimes contra a fauna

Agentes da Polícia Federal e o do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam e interditaram, na manhã desta quinta-feira (23), criadouros de animais silvestres no Rio e em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, durante uma operação contra maus-tratos e crimes contra a fauna. O objetivo da ação é impedir que os animais sejam usados em espetáculos e festas, o que vai contra as normas ambientais.

Ao menos 30 policiais federais e sete agentes do Ibama atuam na operação, batizada de Ararat. Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 41ª Vara Criminal do Rio.

Nos criadouros, os agentes encontraram diversos animais exóticos, como: emas, porcos do mato e lhamas. Os investigadores também acharam animais que estavam mortos e congelados. A investigação aponta a possibilidade de manutenção dos animais em condição irregular, em alojamentos inadequados, com a restrição de espaço e alimentação desses bichos.

Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Delemaph) verificam a documentação e a posse legítima dos animais.

Os investigados responderão pelos crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais — nos artigos 29 (matar, perseguir, caçar, apanhar e usar animais sem a devida autorização) e 32 (abusos, maus-tratos, ferimentos e mutilações de animais). As penas variam de três meses a um ano de detenção, mais multa para cada um dos crimes.

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Perícia conclui que enteada morreu por intoxicação

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Cíntia Mariano Dias Cabral está presa; à direita, a enteada dela, Fernanda Carvalho Cabral, que morreu em março
Reprodução – 06.07.2022

Cíntia Mariano Dias Cabral está presa; à direita, a enteada dela, Fernanda Carvalho Cabral, que morreu em março

O laudo complementar de necropsia realizado no cadáver exumado da estudante Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos, atesta que a causa de sua morte foi intoxicação exógena, provocada por ação química por envenenamento. O documento do Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto (IMLAP), da Polícia Civil do Rio, ao qual o GLOBO teve acesso com exclusividade, demonstra que, embora o exame toxicológico não tenha sido capaz de identificar substâncias tóxicas, a análise de prontuário médico do Hospital Municipal Albert Schweitzer, onde a jovem ficou internada por 12 dias, indica que a eliminação do organismo de carbamato, inseticida comumente chamado de chumbinho, é rápida. 


Madrasta de Fernanda, Cíntia Mariano Dias Cabral está presa temporariamente por tentar matar também envenenado seu irmão, Bruno Carvalho Cabral, de 16 anos, em 15 de maio. Ela ainda é investigada, em inquéritos na 33ª DP (Realengo), pela morte da estudante, em 15 de março; de um ex-namorado, o dentista Pedro José Bello Gomes, em 2018; e de um vizinho, o representante farmacêutico Francisco das Chagas Fontenele, em 2020.

De acordo com o laudo do IML, assinado pela perita legista Gabriela Graça, durante o atendimento médico de Fernanda, na unidade de saúde, já havia a suspeita do diagnóstico de intoxicação exógena, conforme consta na evolução apresentada pelos profissionais e fundamentalmente desde a admissão, quando os sintomas estavam característicos.

“Observado ao exame inicial: redução da expansibilidade pulmonar, déficit muscular ventilatório, entre outros. Cabe explicar que gasping é o nome dado a respiração agônica com amplitude curta de movimentos podendo ser causada por insuficiência de contratura muscular levando a alterações de PH como cetoacidose. Além do padrão respiratório, foi observada diarreia pastosa, sendo ambos os sintomas presentes nas síndromes colinérgicas”, escreve a profissional.


“Após período prolongado de internação, o quadro evoluiu para as complicações esperadas de um paciente admitido em estado grave, sendo suspeitado por outro profissional de diagnósticos de exclusão, como trombose, que não foi confirmada. Sobre a síndrome colinérgica, cabe explicar que substâncias como carbamatos e organofosforados bloqueiam a enzima acetilcolinesterase, levando ao aumento se acetilcolina e hiperestímulos parassimpáticos em uma síndrome colinérgica. O início do quadro clínico cursa com agitação seguida de hipoexcitabilidade, associada a apatia sem reação a estímulos externos, podendo cursar com perda de interação com o meio externo por comprometimento neurológico, visto que o efeito é dose dependente. Os tremores são típicos e associados a sialorreia, bradicardia, diarreia, vômitos”, pontua.


Em relação à eliminação de eventuais venenos, como chumbinho, a profissional explica: “Sobre a eliminação da substância — carbamato/aldicarbe, cabe explicar que sua eliminação do organismo é rápida, sendo possível a intoxicação exógena sem a presença da substância detectada no organismo em pacientes vivos ou cadáveres com pouco tempo de óbito. No caso em tela, a equipe pericial teve acesso ao cadáver ja sepultado, sendo exumado, o que pode ter dificultado o encontro de qualquer substância”.

Nesta terça-feira, o EXTRA mostrou que o laudo de exame complementar de pesquisa indeterminada de substância tóxica em amostra biológica apresentou evidências da presença dos compostos carbofurano e terbufós no material gástrico de Bruno. O documento, produzido com base em análise realizada no Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec) da Universidade Federal do Rio (UFRJ) atesta que os pesticidas estavam em quatro grânulos esféricos diminutos, de colocação azul escura, no organismo do estudante.

De acordo com o documento, a partir do laudo produzido pelo Laboratório de Toxicologia do IML, foi utilizado no Ladetec um método com maior sensibilidade e resolução. “O material analisado apresenta evidências da presença dos compostos carbofurano e terbufós, assim como seus compostos de degradação. Ambos compostos relatados acima são pesticidas, sendo o carbofurano do grupo dos carbamatos e o terbufós da classe dos organofosforados”, escreveu a perita Aline Machado Pereira.


O laudo complementar de exame de corpo de delito de lesão corporal feito a partir da análise do material gástrico de Bruno já mostrava que o estudante havia sido vítima de uma “ação química, envenenamento por carbamatos” — compostos orgânicos utilizados como inseticida. Nesse documento, o perito Gustavo Figueira Rodrigues havia explicado que o exame laboratorial revelou a presença dos grânulos no organismo de Bruno — “forma de apresentação de raticida ampla e clandestinamente comercializado e conhecido como chumbinho”. A análise química do material em questão, entretanto, não revelou a presença de substâncias tóxicas: “Os carbamatos possuem meia vida curta, e considera-se que, em 24 horas, 90% da dose ingerida é eliminada pela urina”, escreveu.

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Fonte: IG Nacional

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Saiba quais são os processos e investigações contra Gabriel Monteiro

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Gabriel Monteiro
Reprodução / CNN Brasil – 07.04.2022

Gabriel Monteiro

Enquanto o vereador Gabriel Monteiro (PL) é alvo do Conselho de Ética da Câmara dos Vereadores, que deverá ter o relatório final entregue no dia 2 de agosto, após o recesso parlamentar, o congressista acaba de sofrer mais um revés em uma das várias acusações contra ele. Desta vez, o Tribunal de Justiça do Rio aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio (MP-RJ) — apresentada no mês passado, após o indiciamento pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) — e o tornou réu por assédio sexual e importunação sexual.

Veja quais são as apurações em aberto contra Monteiro

Atualmente, Monteiro é investigado na 42ª DP (Recreio) na segunda parte do inquérito sobre o vazamento de um vídeo em que ele aparece mantendo relações sexuais com uma menor de idade. Na primeira fase dessa investigação, ele foi denunciado e figura como réu no processo que apura o vazamento das imagens. Agora, a segunda etapa das investigações é sobre o armazenamento do material pelo político e a coação de testemunhas no curso do inquérito.

“A primeira fase do inquérito já foi relatada ao MP e, posteriormente, ele foi denunciado à Justiça. Estamos finalizando a segunda parte, e o resultado da nossa apuração sairá em breve”, diz o delegado Luis Mauricio Armond Campos, titular da 42ª DP.

Gabriel Monteiro também é investigado na 29ª DP (Madureira) por fraude processual. Dois ex-assessores do parlamentar procuraram a distrital e afirmaram que o político mentiu e instruiu que eles também mentissem ao dizer que foram atacados a tiros em Quintino, na Zona Norte do Rio, em agosto do ano passado. O cinegrafista Robson Coutinho da Silva, de 44 anos, e o editor Heitor Monteiro, de 22, afirmam que o vereador forjou os tiros que atingiram um dos carros de sua comitiva. O automóvel pertence a Coutinho.

Antes, a delegacia apurava o crime de tentativa de homicídio contra Monteiro e sua equipe. De acordo com o delegado Neilson dos Santos Nogueira, titular da delegacia, o inquérito segue em andamento e testemunhas estão sendo ouvidas.

“As investigações estão em andamento”, resumiu o delegado.

Até agora, quase 30 pessoas já foram ouvidas neste inquérito. A investigação foi para o MPRJ, mas voltou porque os investigadores pediram mais prazo. O caso está sob a responsabilidade da promotora Renata Pereira de Souza da Graça Mello, da 1ª Promotoria de Justiça e Investigação Penal Territorial da Área de Madureira e Jacarepaguá.

Em abril, o MP-RJ anunciou que também abriu procedimentos contra o parlamentar. O promotor Alberto Flores Camargo, da 3ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital, instaurou inquérito para apurar possível ato de improbidade administrativa por parte do vereador. A promotoria quer saber se ele usava servidores lotados na Câmara dos Vereadores do Rio, que recebiam dos cofres públicos, para trabalhar na produção de vídeos exibidos em suas redes sociais.

O congressista também é investigado na 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Infância e Juventude da Capital, que instaurou um inquérito civil para apurar possível violação de direitos de uma criança que teve participação em um vídeo do vereador. Nas imagens, o parlamentar teria simulado uma cena envolvendo a menina em situação de vulnerabilidade.

Na ocasião, o vereador teria ensaiado com a menor, sugerindo que ela falasse diante da câmera: “Eu achei que hoje ia ficar sem comida, mas hoje eu tô comendo a coisa que eu mais gosto”. O vídeo foi gravado no interior de um shopping. A promotoria oficiou o vereador para que retirasse os vídeos da Internet. A mesma promotoria obteve decisão determinando que uma rede social retire do ar vídeo em que vereador do Rio mantém relações sexuais com uma adolescente de 15 anos.

A promotora Ana Cristina Huth Macedo, titular da 4ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude da Capital, também investiga o parlamentar. Nesse caso, ela acompanha a situação de abrigos de crianças e adolescentes. O procedimento apura possível invasão de abrigos por parte do vereador para supostamente fiscalizar.

Monteiro sempre negou todas as acusações.

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Fonte: IG Nacional

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