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Economia

Petrobras: indicado de Bolsonaro assume nesta sexta-feira; veja os desafios

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General Joaquim Silva e Luna era diretor da Itaipu Binacional
Alexandre Manfrim / Ministério da Defesa

General Joaquim Silva e Luna era diretor da Itaipu Binacional

O Conselho de Administração da Petrobras , renovado em assembleia de acionistas no início da semana, reúne-se nesta sexta-feira (16) para o último passo do que o mercado considerou uma intervenção do presidente Jair Bolsonaro na maior estatal do país: a nomeação do general da reserva Joaquim Silva e Luna para a presidência da empresa.

Luna, que foi eleito um dos sete representantes do governo no conselho, que tem 11 cadeiras, deve ser eleito presidente da estatal em substituição a Roberto Castello Branco, que foi demitido em meio à insatisfação de Bolsonaro com a política de preços de combustíveis da estatal . O executivo foi destituído formalmente na segunda-feira.

O que Luna pretende fazer com o sistema de reajuste dos preços dos combustíveis para agradar o presidente e evitar prejuízos para a companhia que desagradem aos acionistas minoritários é uma das principais dúvidas do mercado.

Mas há outros desafios à frente para o general. Confira os 5 principais:

1 – Nova diretoria

Com a demissão de Castello Branco, quatro dos oito diretores colocaram seus cargos à disposição. O general já indicou que pretende recrutar nomes internamente para promover uma transição suave na empresa.

Ele vai precisar de executivos para as áreas de Exploração e Produção, Desenvolvimento da Produção, Comercialização e Logística e Finanças e Relacionamento com Investidores, entre outras.

Silva e Luna também já indicou que quer o fim do home office para a diretoria. Ele próprio já despacha na sede da estatal, no Centro do Rio.

2 – Política de preços

Especialistas e analistas de mercado esperam que a política de preços de combustíveis passe por alterações.

Atualmente a estatal vem acompanhando, com reajustes frequentes, as variações das cotações do petróleo no mercado internacional e do câmbio. Assim, desde janeiro, a gasolina acumula alta de cerca de 40%; e o diesel subiu 30%, sem contar o aumento anunciado na quinta-feira.

O desafio do general será alterar essa política sem expor a empresa a grandes perdas financeiras, o que vai desagradar acionistas minoritários e penalizar o valor de mercado da companhia na Bolsa.

3 – Mercado de gás

Quando a Petrobras anunciou a recente alta de 39% no preço do gás canalizado para as distribuidoras, o presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer uma dura crítica à política de preços da Petrobras. E indicou que pode haver mudanças.

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Embora a Nova Lei do Gás tenha passado pelo Congresso, e a estatal tenha assinado acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para abrir espaço para a concorrência no setor, especialistas lembram que as empresas privadas não conseguem acessar os espaços ociosos dos gasodutos, o que poderia reduzir os preços.

Hoje, mesmo com a venda de alguns gasodutos da Petrobras, a estatal tem contrato de uso dessas redes com as empresas que compraram esses ativos, e as negociações com a Agência Nacional do Petróleo (ANP) não avançam.

4 – Venda de ativos

Silva e Luna terá o desafio de manter o programa de venda de negócios para reduzir o alto endividamento da empresa, mas o plano enfrenta forte oposição dos sindicatos de petroleiros.

No fim de março, o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, para o Mubadala, fundo de investimento dos Emirados Árabes. O fundo vai pagar US$ 1,65 bilhão pela unidade.

Agora, a dúvida é se a nova gestão vai manter o cronograma de venda de ativos como forma de reduzir o endividamento. A meta da estatal hoje é se desfazer entre US$ 25 bilhões e US$ 35 bilhões até 2025.

5 – Investimento além do pré-sal

Há uma expectativa de que a nova gestão da empresa volte a fazer investimentos além do pré-sal, desenvolvendo projetos em diferentes partes do Brasil.

Atualmente, a empresa está focada no desenvolvimento dos campos de alta produtividade do pré-sal na Bacia de Santos.

Para os próximos anos, a Petrobras pretende fazer investimentos anuais entre US$ 10 bilhões e US$ 12 bilhões.

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Economia

Tom agressivo de Bolsonaro afasta investimento da China

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Comentários agressivos sobre a China têm impactos negativos em negócios dos dois países
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Comentários agressivos sobre a China têm impactos negativos em negócios dos dois países

As falas agressivas de Bolsonaro contra a China têm provocado um afastameto dos investimentos do maior parceiro comercial do país: a China. Um dos impactos mais importantes para o cenário de combate à pandemia é o envio de insumos para a fabricação de vacinas contra a Covid-19. 

Além disso, novos investimentos em setores de energia, transporte e tecnologia também podem ser afetados pelas falas do presidente. Reuniões já foram canceladas em câmaras de comércio, que é a instância de parceria comercial entre os dois países, após acusações de que o país asiático estaria tirando proveito da pandemia para alavancar a própria economia. 

Ao Uol , o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC) , Charles Tang , disse que as transações dependem de órgãos reguladores e de financiamento. Acrescentou que, a cada cometário de Bolsonaro sobre os chineses, surge uma insegurança sobre os negócios. 

“Se tem negócio suspenso por causa das posições do governo sobre a China? Vou responder dando um exemplo. O mundo inteiro está correndo para ajudar a Índia. A China mandou milhões de vacinas para a Índia. A China não está correndo para ajudar o Brasil. Por que ajudou a Índia e não o Brasil?”, indagou, em entrevista ao Uol.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil, que, em 2020, fechou com saldo positivo de US$ 35,4 bilhões em exportações para o país da Ásia. Registrou redução nos gastos com importação, sendo 2,7% a menos (US$ 34,6 bilhões), e aumento nas exportações de 7,3% (US$ 70,08) bilhões, saldo maior que as vendas para os EUA.

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Economia

Caixa começa a pagar neste domingo segunda parcela do auxílio emergencial

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Trabalhadores informais nascidos em janeiro recebem hoje (16) a segunda parcela da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a quatro semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.

Na última quinta-feira (13), a Caixa anunciou a antecipação do pagamento da segunda parcela. O calendário de depósitos, que começaria hoje e terminaria em 16 de junho, será aberto hoje e acabará em 30 de maio.

Ao todo 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

CALENDÁRIO DA SEGUNDA PARCELA DO AUXÍLIO EMERGENCIAL 2021 CALENDÁRIO DA SEGUNDA PARCELA DO AUXÍLIO EMERGENCIAL 2021

CALENDÁRIO DA SEGUNDA PARCELA DO AUXÍLIO EMERGENCIAL 2021 – Divulgação Governo Federal

Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.

O pagamento da primeira parcela aos inscritos no Bolsa Família começou no último dia 16. O auxílio emergencial somente será pago quando o valor for superior ao benefício do programa social.

A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio.

Calendário de pagamento do Bolsa Família - ano 2021 Calendário de pagamento do Bolsa Família - ano 2021

CALENDÁRIO DE PAGAMENTOS DO BOLSA FAMÍLIA 2021 – MINISTÉRIO DA CIDADANIA/DIVULGAÇÃO

Edição: Nádia Franco

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