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Economia

Petrobras e Cade firmam termo de suspensão de inquérito administrativo

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A Petrobras firmou, nesta terça-feira (11), com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), um termo de compromisso de suspensão do inquérito administrativo instaurado pelo tribunal do órgão para investigar suposto abuso de posição dominante da estatal no segmento de refino no Brasil. O documento tem também o objetivo de assegurar condições de maior concorrência, na medida em que incentiva a entrada de novos agentes econômicos neste mercado.

Com isso, a Petrobras pode continuar o processo de desinvestimento na área de refino, conforme tinha se comprometido, em comunicado divulgado do dia 26 de abril deste ano, no qual definiu a venda integral dos ativos de refino, com base em um cronograma acordado entre as partes, obedecendo os termos da Sistemática de Desinvestimentos da companhia, que detém atualmente 98% do mercado de refino do país.

“Devem ser respeitadas, ainda, as avaliações econômico-financeiras relativas a cada um dos ativos, bem como os requisitos técnicos, jurídicos, financeiros e de compliance por parte dos potenciais compradores”, informou, em nota, a empresa.

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Para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, em uma sociedade livre e democrática, não se justifica o poder de monopólio. Na visão de Castello Branco, isso representaria restrição à liberdade de escolha das pessoas e gera várias distorções contrárias ao crescimento econômico.

“Espero que, concretizando essa iniciativa, nós tenhamos uma contribuição importante para o crescimento da produtividade, para a atração de novos investimentos e que possamos dar uma parcela de contribuição para o retorno da economia brasileira ao caminho da prosperidade”, afirmou Castello Branco, depois da homologação do acordo, na sede do Cade.

Ativos

Segundo a Petrobras, o acordo indica os ativos considerados potencialmente concorrentes e que não poderão ser adquiridos por um mesmo comprador ou empresas do mesmo grupo econômico. Uma das composições com potencial concorrência é formada pelas refinarias Landulpho Alves e Abreu e Lima e outra, pelas refinarias Presidente Getúlio Vargas e Alberto Pasqualini. Também não podem ser compradas por uma única pessoa ou grupo as refinarias Gabriel Passos e Landulpho Alves.

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A Petrobras informou que, a partir das especificações a serem estabelecidas em comum acordo, contratará um agente externo que vai acompanhar o cronograma e o cumprimento dos compromissos assumidos no termo assinado com o Cade.

Para  a empresrs, a assinatura do termo consolida os esforços de cooperação entre as duas partes, o que garante mais segurança jurídica ao desinvestimento já divulgado. A companhia informou que as próximas etapas dos projetos de desinvestimento das refinarias serão divulgadas oportunamente ao mercado.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC
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Economia

Produtividade do trabalho no país recua 1,1% no primeiro trimestre

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A produtividade por hora trabalhada no país, calculada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 1,1% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o primeiro trimestre de 2018. O dado é calculado com base nas Contras Trimestrais e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No trimestre anterior, a produtividade havia crescido 0,1%. Considerando-se os grandes setores da economia, apenas a agropecuária teve alta na produtividade do trabalho na comparação do primeiro trimestre do ano com o mesmo período de 2018 (0,4%). Na indústria e nos serviços, houve recuo de 1,2% no período.

No acumulado de quatro trimestres, a produtividade no trabalho recuou 0,3%. Entre os setores, apenas os serviços tiveram queda nesse tipo de comparação (-0,8%). Na indústria, houve crescimento de 0,6% e, na agropecuária, 1,5%.

 

Edição: Lílian Beraldo

Fonte: EBC
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Economia

Após demissão de Levy e embates entre Maia e Guedes, dólar opera instável

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O dólar comercial voltou a operar de forma instável nesta segunda-feira (17). A moeda americana abriu os negócios em alta, mas agora opera com queda de 0,25%, a R$ 3,89.

Joaquim Levy
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Demissão de Joaquim Levy da presidência do BNDES colabora para instabilidade no mercado financeiro

O comportamento da divisa é influenciado pelos recentes acontecimentos envolvendo o cenário doméstico, como as críticas entre o ministro da Economia e o presidente da Câmara, além da recente  demissão de Joaquim Levy da presidência do BNDES.

“O embate entre Maia e Guedes segue repercutindo no mercado. Somou-se a isso a saída do presidente do BNDES neste domingo. Os  nomes cogitados para assumir a presidência do banco são bem vistos pelo mercado, mas não pegou muito bem o comentário de que a permanência de Levy estava por um fio”, destacou Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco Modalmais.

Além das questões políticas, a semana será mais curta por conta do feriado de Corpus Christi e com uma agenda bem densa de indicadores econômicos. Haverá reuniões tanto do Banco Central do Brasil (BC) quanto do Federal Reserve (o BC dos Estados Unidos).

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“A semana será curta e pesada, com muitas reuniões e divulgações econômicas. É possível que haja surpresas sobre a taxa de juros tanto nos EUA quanto aqui no Brasil. Mas, inicialmente, a expectativa é de que as taxas de juros sejam mantidas”, disse Bandeira.

Os economistas destacam que, mesmo em meio a estes recentes acontecimentos, é possível que o quadro positivo em relação ao câmbio continue ao longo o pregão nesta segunda. Mas pontua, entretanto, que a qualquer novo atrito a situação pode ser invertida e o dólar voltar a subir.

Fonte: IG Economia
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