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Economia

Petrobras: coronavírus afeta preço de produtos e não vendas da estatal

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O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou hoje (7) que o surto de infecções causadas pelo coronavírus, que tem seu epicentro na cidade de Wuhan, na China, não afetou as vendas e as exportações de petróleo da companhia. Segundo Castello Branco, por enquanto, apenas os preços dos produtos da Petrobras foram impactados.

“É apenas um choque, tem duração temporária, nós estamos atentos. Por enquanto, apenas afetou os preços, não afetou nossas exportações, nossas vendas, tudo indo bem”, disse o presidente da Petrobras, durante evento na B3, antiga Bolsa de Valores de São Paulo.

Castello Branco ressaltou que existem fábricas fechadas em 20 províncias da China, onde o surto do coronavírus teve início. Com menos indústrias consumindo petróleo e derivados, o preço tende a cair – devido à diminuição da demanda e dos consequentes excedentes de oferta.

“O coronavírus representa primeiro um choque de demanda, que acaba se transformando também em um choque de oferta. Existem fábricas fechadas em 20 províncias da China. O país é muito importante na indústria, representa 25% do PIB [Produto Interno Bruto] industrial do mundo e, certamente, terá efeitos sobre o comportamento da economia global”, disse o presidente da Petrobras.

Castello Branco ressaltou, no entanto, que a empresa tem se preparado para atuar em um mercado com preços baixos de petróleo. “Uma empresa de commodities, para ser rentável, para gerar valor, tem que ter custos baixos para atravessar ambientes de preços baixos sobrevivendo bem, confortavelmente.”

Greve

O presidente da Petrobras disse que o efeito da greve dos petroleiros, iniciada no dia 1º, não está afetando a produção da empresa. Ele classificou de política a paralisação dos trabalhadores. “O efeito da greve sobre a produção da Petrobras é zero, até agora. Nenhum barril deixou de ser produzido, nenhum barril deixou de ser processado”, destacou. “A greve é de motivação política, primeiro, porque alega-se que a Petrobras está fechando uma companhia que foi adquirida em 2013 e funcionava como um relógio suíço: todo ano dava prejuízo. E, nesse período, acumulou R$ 1,5 bilhão de prejuízo.”

Castello Branco disse que a companhia tentou vender a fábrica, mas não houve interessados. “Não havia outro caminho senão fechar a fábrica e desligar os funcionários, que não são funcionários da Petrobras. Inclusive, o TST [Tribunal Superior do Trabalho] considerou inconstitucional a absorção desses funcionários pela Petrobras.”

A greve, por tempo indeterminado, foi aprovada pelos 13 sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP). De acordo com Gerson Castelano, diretor da FUP, o movimento contesta as mil demissões feitas pela Petrobras na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), sem respeitar o acordo coletivo de trabalho.

O fechamento da Fafen-PR foi anunciado pela Petrobras no último dia 14. As demissões devem começar no próximo dia 14.

Oferta Pública

Roberto Castello Branco participou nesta sexta-feira, na B3, de evento que marcou a oferta pública de distribuição secundária de 734.202.699 ações ordinárias de emissão da Petrobras, que estão sendo vendidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A oferta foi coordenada pelos bancos Credit Suisse, Bank of America, Bradesco BBI, BB Investimentos, Citi, Goldman Sachs, Morgan Stanley e XP.

“Essa transação é emblemática, primeiro porque foi processada em um ambiente de alta volatilidade de preços de ações e de petróleo, causado pelo choque sobre a economia global produzida pelo coronavírus. Então, ter completado essa transação foi realmente uma grande vitória para todos nós”, disse o presidente da Petrobras.

Além de Castello Branco, participaram do evento o secretário especial de Desestatização e Desinvestimentos do Ministério da Economia, Salim Mattar, e o presidente da B3, Gilson Finkelsztain.

Edição: Nádia Franco

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Economia

Sabesp prorroga isenção de pagamento e suspensão de corte por mais um mês

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homem faz conta com calculadora
Divulgação

Benefício é válido para tarifas de residência social e residencial favelas


Em coletiva realizada hoje (14) pelo Governo do Estado de São Paulo, no Palácio dos Bandeirantes, foi anunciado que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) prorroga a isenção de pagamento da conta de água . Agora, a isenção fica válida até o dia 15 de setembro.


A medida está em vigor desde o mês de abril e é a terceira vez que teve aval para prorrogação pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp).

Esse benefício é voltado nas contas de residências sociais e residencial favela, que tiveram situação econômica agravada devido à crise econômica da pandemia do novo coronavírus .

Estima-se que 2,5 milhões de famílias serão auxiliadas com a medida. Além da isenção do pagamento, também fica prorrogada a proibição de cortes de água para famílias em caso de inadimplência .

“A Sabesp prorroga, por mais um mês, a suspensão da cobrança e do corte no fornecimento de água para 2,5 milhões de pessoas das camadas mais pobres da população de São Paulo. Essa é uma das medidas adotadas pelo Governo de SP para conter os impactos econômicos na crise do coronavírus”, destacou o Vice-Governador, Rodrigo Garcia.

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Economia

Auxílio emergencial deu popularidade a Bolsonaro, diz Mourão

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Palácio do Planalto/Flickr

Bolsonaro e Mourão: o vice-presidente afirmou que o auxílio emergencial aumentou a popularidade do governo

Nesta sexta-feira (14), o vice-presidente, Hamilton Mourão, disse que o auxílio emergencial e medidas de crédito a pequenas e médias empresas ajudaram a  subir a popularidade do presidente Jair Bolsonaro.

Ao comentar a alta de popularidade de Bolsonaro divulgada em pesquisa do  Datafolha, o vice afirmou que o  auxílio emergencial e o  crédito foram um fator.

“Muito bom, né? Acho que são as medidas que o governo tomou para combater a pandemia, elas surtiram efeito. As pessoas que estavam em situação, digamos assim, bem difícil porque eram trabalhadores informais e perderam a capacidade de ganhar o dinheirinho deles de cada dia, receberam esse recurso do ‘coronavoucher’ (auxílio emergencial) “, disse Mourão na manhã desta sexta-feira (14) a jornalistas em Brasília.

“As pequenas e micro empresas tiveram acesso a crédito de quase R$ 30 bilhões, outras linhas de crédito foram abertas. Acho que isso deu um gás na popularidade do presidente”, afirmou o vice-presidente.

Segundo a pesquisa Datafolha, Bolsonaro está com a melhor avaliação desde o começo do mandato. O levantamento mostra que 37% dos brasileiros consideram seu governo ótimo ou bom, ante 32% que o achavam na pesquisa anterior, feita em 23 e 24 de junho.

Houve grande queda na curva de rejeição: caíram de 44% para 34% os que o consideravam ruim e péssimo no período. Desta vez, classificaram o governo Bolsonaro  como regular 27% dos pesquisados, ante 23% em junho.

O Instituto Datafolha entrevistou por telefone 2.065 pessoas entre os dias 11 e 12 de agosto – e a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

Mourão também foi perguntado por jornalistas nesta sexta (14) em Brasília se a melhora na popularidade de Bolsonaro também poderia ser explicada pelo  tom mais conciliador adotado nas últimas semanas, evitando confrontos com o Legislativo e o Judiciário. Mourão respondeu que o presidente “sabe fazer política”.

“O presidente, rapaz, sabe fazer política. Vamos lembrar, o cara está há 30 anos na política. Ele sabe como as coisas andam e ele tem uma visão correta dos objetivos que a gente tem que ter para buscar melhorar a situação do país e preparar o país para voos mais altos”, disse o vice.

Campanha de reeleição

Nos últimos dias, Bolsonaro tem participado de eventos como a  inauguração de uma praça em Belém, capital do Pará, além da abertura de uma escola cívico-militar no Rio. Analistas políticos têm visto esse comportamento como uma espécie de campanha de reeleição, já que o presidente tem priorizado eventos como esses em meio à pandemia de Covid-19, além de desrespeitar regras sanitárias – não usando máscara e gerando aglomerações.

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