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Economia

Petrobras alerta falta de diesel e autoriza reajuste dos combustíveis

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Membros da Petrobras se reuniram na tarde desta quinta-feira para definir reajuste dos combustíveis
Ivonete Dainese

Membros da Petrobras se reuniram na tarde desta quinta-feira para definir reajuste dos combustíveis

A Petrobras autorizou nesta quinta-feira (16) o reajuste no preço dos combustíveis a partir da próxima semana. A porcentagem deve ser anunciada nesta sexta-feira (17).

Em reunião na última quarta-feira (15), a estatal alertou o governo do presidente Jair Bolsonaro sobre o risco de desabastecimento de óleo diesel no Brasil se não houver aumento no preço do combustível, de acordo com fontes que conhecem de perto o assunto. Integrantes do governo, porém, não acreditam nessa hipótese e criticam internamente a Petrobras por usar esse argumento para aumentar os valores.

Participaram do encontro o presidente demitido da Petrobras, José Mauro Coelho, o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. Foi a segunda reunião entre o alto escalão do governo e a diretoria da Petrobras nesta semana. No primeiro encontro, na segunda-feira, integrantes do Executivo pediram para a estatal segurar os reajustes — o que, para o governo, ocorreriam ainda nesta semana.

Após a reunião, o Conselho de Administração da Petrobras se reuniu para definir as porcentagens e discutir o pedido do governo em segurar os preços nos próximos meses.

Para o Executivo, porém, o reajuste já era inevitável. Axiliares de Bolsonaro pediram para a Petrobras esperar ao menos a votação do projeto de lei que limita o ICMS cobrado sobre os combustíveis. E isso foi concluído nesta quarta-feira. Na mesma reunião, de quarta-feira, o governo também pediu para a Petrobras ver qual será o impacto desse projeto nas bombas antes de tomar qualquer decisão.

Na reunião com o governo, a diretoria da Petrobras explicou que a defasagem do preço do diesel chegou a 26% e isso poderia ocasionar a falta do combustível no médio prazo se não houver reajuste.

A gasolina está há quase 100 dias sem aumento, enquanto o diesel está congelado há cerca de 35 dias.

A Petrobras avisa nas conversas com o governo que a defasagem do preço do diesel pode levar a uma situação de falta de diesel pontual no país, com o cenário se agravando a partir do segundo semestre.

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Isso ocorreria porque 30% do consumo nacional de diesel é importado. Se o preço lá fora estiver mais caro do que aqui dentro, os importadores não irão trazer o produto porque vão ter prejuízo na operação.

A importação da gasolina é significativamente menor e a defasagem do preço desse produto também.

Para o governo, porém, não seria possível falar em um cenário de desabastecimento porque haveria estoques do produto no Brasil, além de a própria Petrobras poder importar o combustível e vender no mercado interno. A Petrobras não importa o produto com frequência justamente para não ter o prejuízo de vendê-lo a um preço mais baixo no mercado interno. 

Como mostrou o GLOBO, o Conselho de Administração da Petrobras foi convocado às pressas nesta quinta-feira para falar de aumento de preços. O encontro não estava previsto para ocorrer em meio ao feriadão.

Para o governo, a Petrobras só irá segurar os preços após a diretoria e o Conselho de Administração serem substituídos, num processo que já teve início, embora ainda não tenha sido concluído.

José Mauro Coelho será substituído do cargo por Caio Paes de Andrade, mas essa troca ainda não foi efetivada porque depende da convocação de uma assembleia de acionistas da empresa. Para isso, o governo pressiona Coelho a renunciar e acelerar o processo, mas ele já disse internamente que isso não vai acontecer.

Andrade deve trocar praticamente toda a diretoria da Petrobras e já indicou novos nomes para o Conselho de Administração.

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Economia

Crise nas aéreas gera atrasos e cancelamentos de voos nos EUA e Europa

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Feriado de 4 de julho nos Estados Unidos pode ser afetado por atrasos e cancelamentos de voos
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Feriado de 4 de julho nos Estados Unidos pode ser afetado por atrasos e cancelamentos de voos

O feriado prolongado de 4 de julho nos Estados Unidos, que celebra a Independência norte-americana e é uma das datas mais importantes do ano para os locais, é afetado neste ano pelos altos preços das passagens aéreas e a crise global do setor. Nos EUA e na Europa, trabalhadores de companhias aéreas fazem mobilizações e promovem greves, gerando atrasos e cancelamentos de voos.

A expectativa é que, ao longo do feriado prolongado, 12,3 milhões de pessoas passem pelos postos de segurança dos aeroportos norte-americanos, segundo levantamento da universidade DePaul.

Em maio, no fim de semana do Memorial Day, outro importante feriado nos EUA, quase 21 mil voos entrando ou saindo do país foram cancelados ou tiveram problemas com atraso. No 4 de julho, o movimento esperado é ainda maior, então há um temor em relação às greves das aéreas, que podem colocar em xeque as férias de europeus que vêm aos EUA e aos norte-americanos que se deslocam tradicionalmente no feriado da Independência.

Além do risco de cancelamento ou atraso dos voos, a passagens estão mais caras no feriado em 2022 em comparação com os anos anteriores.

“Infelizmente, o verão de 2022 será muito desagradável para muitos passageiros de companhias aéreas”, disse à agência Bloomberg Henry Harteveldt, fundador e analista do setor de viagens do Atmosphere Research Group.

De 27 de maio a 30 de junho, as sete maiores companhias aéreas dos Estados Unidos cancelaram mais voos – 2,7% – do que em 2019, último verão sem impacto da pandemia. No mesmo período daquele ano, 1,7% dos voos foram cancelados. Os atrasos também aumentaram, de 19,4% para 25,3%.

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Segundo a RadarBox.com, empresa de rastreamento de voos, na Europa o cenário é ainda mais grave, com mais que o dobro dos cancelamentos de companhias aéreas dos EUA entre abril e junho.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Receita alerta para golpe do falso IOF antecipado via Pix

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Cobrado sobre operações de crédito e de câmbio, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) está sendo usado por criminosos para enganar tomadores de empréstimos. A Receita Federal emitiu um alerta sobre estelionatários que se passam por supostas empresas para condicionar a liberação do crédito ao pagamento antecipado de IOF via Pix.

Segundo o Fisco, os fraudadores fornecem documentos falsos de notificação e de arrecadação que induzem o cidadão a recolher taxas inexistentes para a liberação do dinheiro. A vítima repassa o suposto IOF por meio de transferências Pix para pessoas físicas.

Boleto usado no golpe condiciona transferência de empréstimo a pagamento adiantado de IOF por Pix Boleto usado no golpe condiciona transferência de empréstimo a pagamento adiantado de IOF por Pix

Boleto usado no golpe condiciona transferência de empréstimo a pagamento adiantado de IOF por Pix – Divulgação/Receita Federal

Em comunicado, a Receita Federal informa que jamais fornece dados para recolhimento de tributos ou de taxas via transferência. Segundo o órgão, os servidores do Fisco não prestam serviços de empréstimo à população nem entram em contato para cobrar pagamentos.

Embora alguns tributos possam ser pagos via Pix, a Receita esclarece que o IOF só pode ser quitado por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), pago pela instituição que concede o empréstimo, não pelo tomador. Caso desconfie ser vítima de um golpe, a Receita Federal orienta que o cidadão procure imediatamente a polícia, munido de todas as provas possíveis, e registre um boletim de ocorrência.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Economia

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