conecte-se conosco


Mato Grosso

Peritos realizam simulação de local de crime para estudantes do Ensino Médio

Publicado

Peritos criminais da Politec participaram do encerramento da atividade eletiva de Biologia Forense, da Escola Estadual Honório Rodrigues Amorim, em Várzea Grande, na manhã desta quarta-feira (12.06). Os profissionais apresentaram para 80 estudantes do 1º e 3º ano do Ensino Médio a estrutura organizacional e as atribuições das carreiras que compõem a instituição.

Em seguida, os alunos acompanharam uma simulação de local de crime, onde os peritos explicaram como são feitos os levantamentos dos vestígios e amarrações para a compreensão da dinâmica e análise dos elementos que levarão à autoria de um crime. Na simulação, um boneco, representando um cadáver, foi colocado na cena que se situava dentro de uma residência. Ao longo da atividade, e conforme os vestígios eram levantados e revelados, concluiu-se que se tratava de um suicídio.

Foram realizadas demonstrações sobre revelação de manchas de sangue, trajetória de disparo de armas de fogo, balística forense, revelação de impressões digitais, identificação de entorpecentes, exame grafotécnico e exame perinecroscópico.

Leia Também:  TJ-MT confirma entendimento do STF sobre obrigação de cortar ponto

Conforme os profissionais, a visita tem por objetivo divulgar a instituição além de conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação dos vestígios de cenas de crime.

De acordo com a professora de Biologia, Fernanda Martins Lopes, a simulação foi essencial para a fixação dos conhecimentos apresentados em teorias na sala de aula. “Os peritos vieram apresentar as teorias que já foram lecionadas em sala de aula, atendendo a proposta de interdisciplinaridade trabalhada pela Escola Plena. Ao longo da disciplina optativa os alunos aprenderam como se coleta e como é feito o levantamento dos vestígios”, citou.

A atividade foi realizada pelos peritos oficiais criminais Jaime Trevizan Teixeira, Luis Carlos Shibassaki Figueiredo, e Thiago Francisco Zys e faz parte do projeto ComCiência, desenvolvido pela Politec. O projeto busca oferecer experiências práticas de ciência do cotidiano, para despertar nos alunos do ensino básico o gosto pelo conhecimento científico, ao mesmo tempo em que demonstra os fundamentos do trabalho desenvolvido pela Politec no serviço de Perícia Criminal e Identificação Técnica, criando um espaço para discutir a cidadania por meio de temas transversais.

Leia Também:  Alvará do Corpo de Bombeiros atesta funcionamento seguro da Arena Pantanal

Fonte: GOV MT
publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 15 mandados contra suspeitos de facilitar a entrada de celulares na PCE

Publicado

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpre na manhã desta terça-feira (18.06) sete mandados de prisão e 8 ordens de busca e apreensão, como parte da operação “Assepsia”, deflagrada após investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) sobre a entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais do Estado.

Ao todo, cinco servidores públicos e dois internos da Penitenciária Central do Estado (PCE) tiveram mandados de prisão decretados. As 15 ordens judiciais são pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, e foram expedidas depois de representação dos delegados e manifestação favorável do Ministério Público Estado, via o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO).

Os detalhes da operação serão apresentados às 10h30, desta manhã, em entrevista coletiva no auditório da sede da Diretoria Geral da Polícia Civil, na Avenida Tenente Coronel Duarte, bairro Bandeirantes, em Cuiabá, com a presença dos delegados da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e outras autoridades policiais.

No dia 6 de junho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram localizados 86 aparelhos celulares, dezenas de carregadores, chips e fones de ouvido.  Todo o  material estava acondicionado dentro da porta de um freezer, que foi deixado naquela unidade para ser entregue a um dos detentos.

Leia Também:  PM prende um e descobre esconderijo de carga de defensivos roubados da fazenda

Equipes da GCCO estiveram na PCE e verificaram que não havia nenhum registro de entrada ou mesmo informações acerca da entrega do referido eletrodoméstico.  Diante dos fatos e da inconsistência das informações, todos os agentes penitenciários presentes foram conduzidos até a Gerência e questionados sobre os fatos. No mesmo dia, a autoridade policial determinou a apreensão das imagens do circuito interno de monitoramente da unidade, que foram extraídas por meio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Por meio dos depoimentos, da análise das imagens e conteúdo de aparelhos celulares apreendidos e ainda, da realização de diversas diligências, foi possível identificar e comprovar de maneira robusta, que três policiais militares, dentre eles um oficial de carreira, foram os responsáveis pela negociação e entrega do freezer recheado com os celulares. 

Com a ciência do diretor e do subdiretor da unidade, os militares enviaram o aparelho congelador que era destinado a um dos líderes de uma facção criminosa atuante no Estado.

Ao longo das investigações, a Polícia Civil conseguiu comprovar que no mesmo dia, duas horas antes do freezer ser interceptado, os três militares e os diretores da unidade, participaram de uma reunião a portas fechadas com o preso líder da organização criminosa, por mais de uma hora, dentro da sala da direção. “Toda a dinâmica dos fatos foi registrada pelas imagens da unidade prisional”, aponta o relatório da investigação.

Leia Também:  Governadores formam pauta única para ser defendida no Congresso Nacional

No decorrer das investigações, ficou constado ainda que o veículo utilizado para a entrega do freezer, na unidade, pertence a outro reeducando, que também é considerado uma das lideranças da mesma facção. Esse reeducando divide cela com o destinatário do equipamento.

Além das prisões preventivas dos servidores públicos e dos líderes da facção criminosa, serão cumpridas medidas de busca e apreensão nas dependências da Penitenciária Central do Estado.

O inquérito será concluído nos próximos 10 dias. Os investigados poderão responder pelos crimes de integrar organização criminosa, corrupção passiva e ainda por facilitação de entrada de celulares em estabelecimento prisional. 

Fonte: GOV MT
Continue lendo

Mato Grosso

Em uma semana, 50 escolas de Mato Grosso desistem de manter greve

Publicado

Nos últimos sete dias, boa parte das escolas estaduais de Mato Grosso que haviam aderido ao movimento grevista do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) desistiram totalmente ou em parte e retornaram às atividades.

Parte da categoria está em greve desde o dia 27 de maio.

Na segunda-feira passada (10), levantamento feito pela Secretaria de estado de Educação (Seduc) apontou que, das 767 escolas estaduais, 406 (52,94%) estavam em greve.

Outras 326 (42,5%) não haviam aderido à greve, enquanto que as 35 restantes (4,56%) estavam funcionando parcialmente.  

Já nesta segunda-feira (17), novo levantamento apontou que o número de escolas paradas diminuiu consideravelmente, passando das 406 para 356 (46,41%). Por outro lado, as escolas que continuaram a funcionar normalmente passaram de 326 para 346 (45,11%).

Também aumentou o número de unidades escolares funcionando parcialmente, de 35 para 65 (8,47%).

O Governo acredita que a desmobilização é resultado da sensibilidade dos professores, que conseguiram compreender a impossibilidade de o Estado conceder reajuste de 7,69% em razão da crise e dos impedimentos judiciais.

Outro fator determinante, na avaliação do Estado, foram três decisões judiciais seguidas que confirmaram a legalidade da conduta do Governo.

Uma delas confirmou o dever do Estado de proceder ao corte de ponto dos grevistas; a segunda determinou que o Sintep arque com as despesas adicionais do transporte escolar; e a terceira proibiu o sindicato de impedir que alunos e professores entrem nas escolas.

Leia Também:  PM prende um e descobre esconderijo de carga de defensivos roubados da fazenda

A greve na educação

A greve anunciada pelos professores da rede estadual pede melhorias na carreira e estrutura da Educação; o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores; o cumprimento da Lei que prevê o dobro do poder de compra para a categoria da Educação até 2023; e ainda o fim do escalonamento salarial.

Boa parte das reivindicações feitas pelos profissionais foi atendida, a exemplo do pagamento de 1/3 de férias aos professores contratados, que até então nunca havia sido pago pelo Estado, e do atendimento do requerimento no que tange a liberação de licença-prêmio e licença-qualificação que demande substituição

O Estado ainda concordou em analisar o número de alunos para, depois disso, verificar a possibilidade de nomeação do cadastro de reserva. Outra demanda atendida foi o compromisso de reorganizar as contas da Educação, para que se possa retomar os investimentos em infraestrutura, focando nas escolas que se encontram em piores condições.

Porém, um dos maiores impeditivos para que o Governo de Mato Grosso conceda reajuste salarial aos professores estaduais, além da grave crise financeira, é o que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A LRF é uma lei federal que estabelece parâmetros para os gastos dos Estados e municípios brasileiros.

Entre esses gastos estão as despesas de pessoal, que podem consumir o máximo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL), ou seja, o Estado não pode gastar com folha de pagamento de seus servidores mais de 49% daquilo que arrecada.

Leia Também:  Alvará do Corpo de Bombeiros atesta funcionamento seguro da Arena Pantanal

Atualmente o Estado já está com o limite da LRF extrapolado, pois gasta 58,55% de suas receitas com o pagamento dos servidores.

Se concedesse o aumento de mais 7,69% aos salários de milhares de professores estaduais, o limite seria estourado de forma irreversível, uma vez que resultaria em gasto adicional na ordem de R$ 200 milhões neste ano – valor que o Estado já não dispõe.

Por tabela, com o estouro da LRF, o Estado também descumpriria a Emenda Constitucional do Teto dos Gastos Públicos, trazendo graves consequências para toda a sociedade.

Entre as sanções, Mato Grosso ficaria proibido de criar ou expandir programas e linhas de financiamento, renegociação e refinanciamento de dívidas e estaria obrigado a devolver R$ 400 milhões ao Governo Federal.

Nessa hipótese, o montante deixaria de ser aplicado nos setores mais sensíveis e urgentes para a população mato-grossense, como Saúde, Segurança, Infraestrutura e Educação, para ser injetado nos cofres da União.

Além disso, os gestores (governador e secretários) poderiam ser responsabilizados civil e criminalmente pelo descumprimento da lei.

Vale lembrar que apesar de a Lei Complementar 510/2013 prever os reajuste anuais para os servidores da Educação Básica em Mato Grosso, a LRF é uma lei federal que possui hierarquia sobre as estaduais. Em resumo: no caso de conflito entre as legislações, é a LRF que prevalece.

Fonte: GOV MT
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana