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Opinião

PERCIVAL PUGGINA – Orgulho e preconceito: As tias do Zap

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Em comentário a um artigo que escrevi sobre mazelas nacionais, uma leitora se exclamou dizendo não ver saída nem solução. “O que posso fazer eu, que sou uma pobre tia do Zap?”, perguntou.
A indagação carregava clara desconsideração do próprio valor. Expliquei a ela que a expressão “tia do Zap” foi criada em laboratório com o intuito de suscitar precisamente esse sentimento, levando as mulheres a abdicarem de sua atividade como cidadãs em uma sociedade politicamente conflituosa.

Quem dera muitos milhões de mulheres se acrescentassem aos milhões de tias do Zap já motivadas! De fato, o Brasil já muito lhes deve. Elas estão nas ruas e estão nas redes sociais e estavam na linha de frente da mobilização que promoveu a derrota esquerdista em 2018.

É fácil compreender as razões da importância das mulheres para o apoio à preservação de princípios e valores, a saber: a preservação da inocência das crianças, a valorização do papel da instituição familiar, a defesa do direito ao trinômio vida-propriedade-trabalho, as mais veementes demandas por segurança pública, o combate à criminalidade e ao avanço das dependências químicas, a proteção da juventude contra influências nocivas no ambiente escolar.
Estas pautas são tão inerentes à condição feminina que, se explicitadas, constariam da agenda da imensa maioria das mães, avós e tias do Zap. Sabem por quê? Porque esses apreciáveis bens materiais e espirituais estão sob intenso ataque em todo o Ocidente e onde se façam sentir as filosofias embusteiras, tóxicas e destrutivas que nele prosperam periodicamente.
Tal enfrentamento político e cultural coloca o Brasil e seu atual governo no olho de um furacão publicitário e midiático. A política que rola aqui, em particular a futura eleição brasileira, interessa ao mundo e às suas tias do Zap bem mais do que os acontecimentos nos Estados Unidos, onde os mesmos problemas são enfrentados e onde as tias do Zap foram derrotadas em 2020.
Aos tropeços e por linhas tortas, com falta de meios e experiência, essa é uma empreitada em defesa da civilização ocidental, de sua cultura e de seus valores, frente a um novo totalitarismo emergente. O estrago que já fez mostra aonde quer chegar e certamente as mães, as avós, as tias e as educadoras de verdade percebem-no com cotidiana clareza.
Se há uma guerra contra a cultura ocidental e se essa é uma guerra sem armas letais, seus alvos e vítimas estão na essência do conservadorismo – religiosidade, instituição familiar, história e tradição.
Eis porque vejo com tanta esperança a ação das tias do Zap. Eis porque convivem elas com esse misto de justificado orgulho e malévolo preconceito.

PERCIVAL PUGGINA é arquiteto, empresário e escritor.

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Opinião

FRANCISCO FAIAD – Algumas regras eleitorais e o calendário 2022

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Estamos em pleno ano eleitoral, onde o país e o estado irão definir seus próximos mandatários, além da substituição de 1/3 dos membros do senado, no total de um por estado; além dos 513 deputados federais e, no caso de Mato Grosso, dos 24 deputados estaduais.

Não há mais coligação entre partidos distintos na campanha de deputados federais e estaduais, apenas para as eleições majoritárias – Presidente, Governador e Senador.

Assim, cada partido terá que concorrer com seus filiados, em chapa própria. No caso de Mato Grosso, com nove deputados federais e vinte e quatro deputados estaduais, sempre respeitando a composição de gênero de 30% da chapa.

É possível que partidos distintos se unam em federação, para juntos, disputarem o pleito, porém, ao contrário da coligação, essas federações obrigatoriamente deverão permanecer unidas por quatro anos. Isso significa que disputarão, além das eleições deste ano, as eleições municipais de 2024 e a nova eleição nacional/estadual de 2026.

Pelo calendário eleitoral, já não é mais possível a realização e divulgação de pesquisas sem o registro na Justiça Eleitoral. Com isso, após a publicação de uma pesquisa, o seu conteúdo, os seus números, seu financiador e outras informações, podem ser obtidas por qualquer do povo, bastando requerer uma cópia da mesma junto ao TRE ou TSE, se a pesquisa for estadual ou nacional.

O primeiro turno ocorrerá dia 02 de outubro e o segundo turno no dia 30 de outubro.

A partir de agora, segundo decisão do TSE, o horário da votação será idêntico no País todo, seguindo o horário de Brasília. Em Mato Grosso, a votação iniciar-se-á as 7h00 e encerrará as 16h00.

Será necessária uma ampla divulgação, especialmente quanto a essa antecipação do horário de votação, para que eleitores não deixem pra votar depois das 16h00, o que era comum até o pleito de 2020.

Os deputados, federais e estaduais, poderão trocar de partido durante a “janela” estabelecida entre 03 de março e 01 de abril, sem que isso acarrete infidelidade partidária e perda do mandato.

Os pretensos candidatos devem estar filiados no partido ao qual pretende concorrer, até 02 de abril, data em que os ocupantes de cargos majoritários devem se desincompatibilizar para a disputa, exceto Presidente e Governadores que forem candidatos a reeleição.

A inscrição como eleitor e transferência de títulos só é possível até 04 de maio. Em Mato Grosso há um número considerável de eleitores que estão em situação irregular por não se recadastrarem. É possível esse recadastramento junto aos Cartórios Eleitorais até a data acima mencionada.

Em 11 de junho a Justiça Eleitoral informará o numero de eleitores aptos a votar, bem como lançará os valores limites de gastos com as campanhas.

As Convenções Partidárias deverão ocorrer entre 20 de julho e 05 de agosto, sendo que a data limite para o registro das candidaturas será 15 de agosto. No dia seguinte já é possível o inicio da campanha, com a distribuição de material de campanha;

O horário eleitoral gratuito de rádio e TV será transmitido entre 26 de agosto e 29 de setembro.

Importante frisar que ministros do TSE já disseram que irão punir veementemente as notícias falsas e ofensivas entre candidatos nas redes sociais e imprensa, instaurando ações penais eleitorais contra os autores desses fake news.

O calendário esta pronto… Que se preparem eleitores e candidatos para mais uma festa da democracia em nosso País.

FRANCISCO ANIS FAIAD é advogado e professor. Ex-presidente da OAB/MT

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Opinião

ONOFRE RIBEIRO – Esperança

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Nesse ambiente de terror do pós-pandemia e agora do ômicron, imaginei que poderia falar nesse artigo sobre esperança. Poucos sentimentos são tão fortes e abrangentes como a esperança. Nas passagens difíceis ela é quem garante a coragem de seguir em frente.

A pandemia e os seus desdobramentos acabará em breve. E daí? Viveremos nesse baixo astral eternamente? Gostaria de resgatar algumas percepções a respeito de Mato Grosso, que venho acumulando ao longo do tempo e tive a oportunidade de me aprofundar nelas. Assinalo a baixo algumas delas.

PROFECIA DE DOM BOSCO – sacerdote católico italiano, previu no  fim do século 19 o surgimento de uma nova civilização no Centro-Oeste brasileiro, a que classificou de “a terra onde jorrará o leite e o mel. Terra de uma riqueza inconcebível”. A construção de Brasília se inspirou muito nessa percepção. Assisti isso lá.

DALAI LAMA – O atual Dalai Lama deixou o Tibete em 1959, a pátria do nascimento do budismo. Fugia da pressão chinesa que ocupara militarmente o país. Junto com centenas de monges transferiu-se para a Índia. Na partida disse: “com a  saída do Dalai Lama do Tibete, o coração espiritual do mundo transfere-se para o coração da América do Sul”.  Casualmente é no Centro-Oeste brasileiro.

CHICO XAVIER – No livro “Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho”,  psicografado em 1939 pelo pregador espírita Chico Xavier, ele prega a mesma percepção.

PRESIDENTE ERNESTO GEISEL – Ao comunicar ao governador José Garcia Neto em 26 de abril de 1977, que Mato Grosso seria dividido ainda naquele ano, o presidente da República, General Ernesto Geisel disse essa frase. Transcrevo a frase exatamente como me disse o governador Garcia Neto. “Doutor José Garcia: eu decidi dividir o Mato Grosso porque o Estado tem tantas potencialidades que um dia, no futuro, poderá ameaçar a soberania nacional como fez São Paulo  na Revolução de 1932”.

PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHECK  – “Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino”. Já é um fato.

MISTURAS RACIAIS – Do ponto de vista das miscigenações culturais e genéticas a região é um caldeirão de misturas humanas. Cito Mato Grosso. Os migrantes ocuparam o Estado em sucessivas ocasiões desde os bandeirantes. A partir da década de 1970 migrantes de todas as regiões do país, em especial do Sul e do Sudeste. A mistura cultural e humana que se deu, multiplicou a população  de 580 mil em 1970 para os atuais 3 milhões e meio de habitantes, nos últimos 52 anos. A maior parte é resultado do crescimento vegetativo entre mato-grossenses nascidos e os migrantes. Já se completou o ciclo humano e espiritual.  O ciclo econômico previsto pelo presidente JK e por Dom Bosco está em pleno desenvolvimento.

CONCLUSÃO – O nosso olhar pro futuro não pode ser outro do que não o de absoluta ESPERANÇA. Só lidarmos com o tempo. O futuro nunca deixará de vir.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – [email protected]    www.onofreribeiro.com.br

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