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Internacional

Pelo menos 30 civis morrem em ataque com drones no Afeganistão

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Pelo menos 30 pessoas morreram na madrugada dessa quarta-feira (18), após um ataque com drones apoiado pela Força Aérea dos Estados Unidos. O míssil atingiu acidentalmente alguns agricultores na província de Nangarhar, no Afeganistão, informaram as autoridades locais.

Um ataque aéreo, feito pelas forças de segurança afegãs, apoiadas pelos Estados Unidos, deixou 30 mortos e 40 feridos.

De acordo com a TV Al Jazeera, o atentado, no leste do Afeganistão, tinha como objetivo destruir um esconderijo usado pelo Estado Islâmico do Iraque e pelos combatentes do grupo Levante.

No entanto, os drones atingiram acidentalmente um conjunto de agricultores perto de um campo na área de Wazir Tangi, na província de Nangarhar, informaram três funcionários do governo à agência de notícias Reuters.

“Os trabalhadores acenderam uma fogueira e estavam sentados todos juntos quando um drone os atingiu”, contou Malik Rahat Gul, um ancião tribal de Wazir Tangi.

O Ministério da Defesa em Cabul confirmou o ataque, mas recusou-se a fornecer mais detalhes.

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O porta-voz do governo de Nangarhar, no entanto, já garantiu que as autoridades estão investigando o ataque.

“O governo investiga o caso. Até agora, nove corpos foram retirados do local do ataque, perto de um campo de nozes”, afirmou Attaullah Khogyani.

Os Estados Unidos ainda não se manifestaram sobre o acidente.

Ainda nessa quarta-feira, pelo menos 15 pessoas morreram e 70 ficaram feridas após a explosão de um carro-bomba na capital da província de Zabul, no sul do Afeganistão.

Os talibãs já reivindicaram a autoria do ataque. “O prédio da NDS na cidade de Qalat, na província de Zabul, foi atacado por um carro-bomba, resultando na destruição da maior parte do prédio. Dezenas de agentes secretos foram mortos ou feridos”, escreveu na rede social Twitter o porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid.

Nas últimas semanas, centenas de civis foram mortos após o colapso das negociações de paz entre os Estados Unidos e os talibãs.

“Emissora pública de televisão do Japão

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Fonte: EBC Internacional
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Macri faz balanço do governo a quatro dias de deixar Presidência

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Na próxima terça-feira (10), Mauricio Macri passará o comando da Argentina a Alberto Fernández, novo presidente do país. Na noite desta quinta-feira (5), em um pronunciamento em rede nacional de televisão, o presidente fez um balanço de sua administração e lamentou que os resultados das reformas econômicas não tenham chegado a tempo.

Mauricio Macri, que tentou a reeleição, perdeu a disputa para o peronista Alberto Fernández, que tem como vice a ex-presidente e senadora Cristina Kirchner. Fernández venceu as eleições em primeiro turno, com 48% dos votos, enquanto Macri obteve 40%.

“Queridos argentinos, pela primeira vez nestes quatro anos, usarei a rede nacional para falar com todos. Durante esses anos, muitas pessoas me pediram para fazer um pronunciamento informando sobre a situação do país. Eu acho que é mais construtivo fazê-lo hoje. É hora de balanços e construção. Acho bom tirarmos alguns minutos para ver claramente onde estamos hoje”, disse o presidente, ressaltando que o país vive agora um momento muito diferente do que vivia em 2015.

Em sua mensagem, que durou quase 40 minutos, Macri dividiu o balanço em 5 eixos: infraestrutura e economia; cultura de poder e qualidade democrática; desenvolvimento humano; economia; relação com o mundo; e segurança e narcotráfico.

“Houve muitos aspectos que não conseguimos resolver, mas valorizamos nossas instituições. Nossa imprensa é mais livre e nossa justiça é mais independente. Estamos mais seguros perante o narcotráfico. A política é mais decente. É a primeira vez que um governo não peronista termina seu mandato. Essa não é uma conquista do presidente, mas de todos os argentinos. É um avanço de nossa democracia. Especialmente em um contexto tão delicado para a Argentina”, afirmou.

Cultura de poder

Em relação ao que chamou de “cultura de poder”, Macri afirmou que, quando assumiu, há quatro anos, uma das primeiras coisas que a população lhe pediu foi a mudança no relacionamento do governo com o povo. 

“Me alegra e me orgulha que hoje possamos ser mais tolerantes e mais respeitosos com os que pensam diferente, que possamos ser melhores se nos escutamos e chegamos a acordos, se trabalhamos juntos. Temos que ter orgulho de ter transformado uma cultura de poder. Não há lugar para lideranças messiânicas”, disse.

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Macri afirmou ainda que, em seu governo, não houve guerra contra o jornalismo ou contra quem pensasse diferente. “O uso da publicidade oficial como ferramenta para prejudicar a mídia acabou.”

O mandatário disse que a partir da semana que vem mostrará que se pode fazer oposição de uma maneira diferente, “sempre pensando no que é melhor para os argentinos”. 

Em relação à Justiça, Macri afirmou que agora funciona melhor e com mais rapidez do que há quatro anos e defendeu que os juízes ganharam independência durante o seu mandato.

“Nós, argentinos, sofremos por muitos anos as consequências da corrupção no Estado. Agora é mais difícil roubar o dinheiro dos argentinos. Em todos os governos haverá bandidos e ladrões. Mas o Estado trabalha melhor hoje do que em 2015”, afirmou. 

Economia

O presidente argentino se disse insatisfeito com os resultados de seu mandato no que se refere à inflação e à pobreza. O país tem para este ano a previsão de uma inflação que deve alcançar os 55% e cerca de 40% da população vivem na pobreza.

“No meio deste ano, parecia que estávamos fazendo a curva. A economia estava começando a acordar. Mas vieram os resultados das Paso [eleições primárias, que servem como uma grande pesquisa nacional, para definir os candidatos habilitados a participarem das eleições gerais]. O medo do futuro e a falta de um sólido esquema macroeconômico nos empurraram para trás.”

Nas Paso, Alberto Fernández recebeu 47% dos votos, contra 32% de Macri. Após o resultado dessa votação, realizada em agosto, o dólar disparou e o risco país aumentou. Naquele momento, Macri teve que lançar uma série de medidas para tentar aliviar o bolso dos argentinos, como o congelamento do preço dos combustíveis e o pagamento de bônus salariais para os trabalhadores. 

“Há um sentimento de que o Estado não tinha dívidas em 2015. Isso não é verdade. Devia U$ 240 bilhões. Agora, devemos mais, é verdade, cerca de U$ 310 bilhões, mas tem uma razão: nesses anos tivemos que pedir dinheiro emprestado [ao Fundo Monetário Internacional] e dois em cada três pesos foram usados para pagar os vencimentos da dívida, e o peso restante serviu para pagar o déficit deixado por governos anteriores. Recebemos um déficit fiscal muito alto. Quebramos a tendência e equilibramos os gastos estatais. Facilitamos a vida dos exportadores. Abrimos mais de duzentos mercados em todo o mundo. Exportamos mais 10 bilhões de dólares. É por isso que digo que estamos melhor preparados para crescer”, afirmou. 

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Narcotráfico e segurança

Em relação à segurança, Macri afirmou que essa foi uma das prioridades de seu governo e uma das áreas em que mais obteve êxito. “Quisemos que as famílias argentinas voltassem a se sentir seguras em seus bairros, que o Estado recuperasse a autoridade sobre as fronteiras, sobre as zonas tomadas pelo narcotráfico, e isso nós conseguimos”.

O presidente argentino disse ainda que, quando assumiu, havia no país uma sensação de derrota contra o narcotráfico, como se fosse uma luta perdida. “As Forças de Segurança estavam desmotivadas e sem coordenação, e se havia perdido a cooperação com outros países. Depois de quatro anos, deixamos as Forças Federais ordenadas e profissionais, respeitadas pela sociedade, e que respeitam a lei, com o papel claro de servir à sociedade”, afirmou, ressaltando que nos últimos quatro anos os homicídios tiveram uma redução de 30%.

Em sua conclusão, Macri disse que o próximo presidente herdará um governo com informações detalhadas de cada política pública que impulsionou.

“Nos próximos dias, outro presidente assume e outra etapa começa. Faço isso [o pronunciamento e a divulgação de dados estatísticos] porque sei como a falta de informação dificulta e eu nunca faria nada para dificultar para o novo governo. Argentinos, vou acompanhá-los do lado da oposição. Continuaremos juntos com uma presença sólida no Congresso.”

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Internacional
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Internacional

Sindicatos franceses decidem manter greve por tempo indeterminado

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Na França, os sindicatos decidiram prolongar a greve em protesto contra a reforma da lei de pensões. Os setores mais afetados são os da educação e dos transportes.

Apenas uma em cada dez linhas de trem está circulando. O metrô está limitado às duas linhas automáticas, sendo que as 14 restantes estão paradas. Nas empresas de ônibus, a adesão à paralisação é de 70%.

Muitas escolas voltaram a suspender as atividades. Ontem em Paris, mais da metade das escolas não abriu as portas. À noite, os números da adesão variavam, com os sindicatos indicando 75%, e o Ministério da Educação, 42%.

Hoje, o trânsito na capital francesa está caótico, com filas de mais de 300 quilômetros em congestionamentos, para entrar em Paris.

A última vez que a França viveu uma greve geral como essa foi em 1995. Na época, o país ficou paralisado durante três semanas, em protesto contra o projeto de Alain Juppé de alterar o plano de reformas.

A Direção-Geral da Aviação Civil solicitou às companhias aéreas que reduzam seus voos em 20%.

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A Air France anunciou o cancelamento de 30% dos voos domésticos e 10% dos de médio percurso. A companhia pretende realizar todas as ligações de longo curso.

O governo admite alterar alguns pontos da proposta, mas não vai desistir do projeto que será apresentado na próxima segunda-feira (9).

A alteração da lei das reformas foi uma promessa da campanha presidencial de Emanuel Macron. Estava inicialmente prevista para junho de 2019, mas foi repetidamente rejeitada pelo governo de Édouard Philippe.

O objetivo é criar um sistema universal que una os 42 regimes especiais que existem atualmente.

França paralisada

Ontem, mais de 800 mil pessoas marcharam pelo país, segundo dados do Ministério do Interior. Os maiores protestos ocorreram em Paris, Marselha, Toulouse, Bordeaux e Grenoble.

Os protestos foram marcados por incidentes, quando jovens encapuzados provocaram confrontos com a polícia em Paris.

Os confrontos começaram no meio da tarde, nas avenidas do leste da cidade. Várias lojas foram atacadas.

A polícia deteve, na Praça da República, membros do Black Block, que atearam fogo a caixotes de lixo, motos e patinetes.

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Grupos infiltrados

“Vejo que há sempre pessoas que vêm poluir as manifestações, recorrendo à violência, muitas vezes com palavras de ordem extremamente radicais, que não querem construir nada e que querem apenas mostrar uma oposição radical, contestar o sistema e que não estão numa dinâmica de diálogo”, afirmou o ministro dos Transportes, Jean Baptiste Djebbari.

Ele cumprimentou os sindicatos que, “em sua maioria, agiram de forma responsável e souberam organizar as manifestações que, em geral, foram calmas, apesar de imagens de fumo e destruição”.

*Emissora pública de televisão de Portugal

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Fonte: EBC Internacional
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