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Economia

Pela 1º vez desde 2011, BC Europeu deve elevar juros nesta quinta

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BC europeu deve subir juro hoje pela 1ª vez desde 2011
Luciano Rocha

BC europeu deve subir juro hoje pela 1ª vez desde 2011

O Banco Central Europeu (BCE) deve realizar seu  primeiro aumento de taxa de juros desde 2011 nesta quinta-feira (21), quando termina a reunião de política monetária da instituição.

Hoje, a taxa de depósito, de refinanciamento e de empréstimo estão nos patamares de -0,50%, 0,00%, e 0,25%, respectivamente.

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“O BCE finalmente está se posicionando para começar uma política monetária de controle. Há algum tempo está dado para o mercado uma alta de 0,25 ponto percentual, mas recentemente, aumentaram as chances de uma possível alta de 0,50 ponto percentual. Esse foi um dos motivos que o euro ganhou força contra o dólar nos últimos dias”, afirmou o sócio da Nexgen Capital, Felipe Izac

O movimento não é isolado. Banqueiros centrais de todo o mundo estão elevando as taxas, alguns deles em um ritmo que não era visto há décadas. O aperto monetário é uma resposta à inflação elevada e persistente que atinge vários desses países desde o início de 2021.

Durante o período da pandemia de Covid-19, as autoridades monetárias injetaram dinheiro na economia e reduziram as taxas de juros a fim de amenizar os efeitos da perda de atividade econômica.

No entanto, com o abrandamento das restrições sanitárias, a forte demanda por bens colidiu com a escassez e falta de investimentos que marcaram o período pandêmico. O desequilíbrio ajudou a elevar os preços.

Inicialmente, os BCs passaram meses esperando que as economias reabrissem e as rotas do transporte global fossem desobstruídas. Mas não foi isso que aconteceu, já que gargalos entre demanda e oferta permanecem até hoje. A inflação, que antes era vista como transitória, passou a persistir e renovar recordes.

E para piorar o cenário, veio a guerra entre Ucrânia e Rússia, que prejudicou o fornecimento de petróleo e alimentos, pressionando ainda mais os preços.

Na semana passada, o índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos atingiu 9,1% no acumulado anual, maior patamar desde 1981.

Na Europa, não é diferente. A taxa anual de inflação ao consumidor da zona do euro atingiu nova máxima histórica de 8,6% em junho, ao acelerar de 8,1% em maio, segundo dados finais divulgados nessa semana.

Até a Suíça já subiu juros

Pelo menos 70 bancos centrais já realizaram altas de juros neste ano, segundo o New York Times.

No caso americano, o Federal Reserve já elevou a taxa três vezes este ano. O aumento de 0,75 ponto percentual visto em junho foi o maior desde 1994.

Autoridades de países como Inglaterra, Argentina, Austrália, Canadá e México também já elevaram suas taxas. No Brasil, o BC vem promovendo aumentos da Selic desde março de 2021. Já são 11 altas dos juros consecutivas.

Até o banco central suíço, país conhecido pelas taxas negativas, elevou os juros no mês passado pela primeira vez desde 2007.

A última vez que tantas nações importantes aumentaram abruptamente as taxas em conjunto para combater uma inflação tão rápida foi na década de 1980, quando os contornos dos bancos centrais globais eram diferentes. O bloco da zona do euro sequer estava estabelecido e os mercados financeiros globais eram menos desenvolvidos e interconectados.

Como efeito dessas altas de juros, está o risco de recessão da economia global, que vem afetando os mercados acionários nas últimas semanas.

De quanto será o aumento?

Após a última reunião de política monetária, dirigentes do BCE, inclusive a presidente da instituição, Christine Lagarde, sinalizaram para uma elevação na casa dos 0,25 ponto percentual.

Porém, após os últimos dados de inflação no continente e o aperto mais forte realizado pelo Fed aumentaram as expectativas no mercado de uma elevação em 0,50 ponto percentual, que seria a maior desde junho de 2000.

Vale destacar também a perda de força do euro ante o dólar, com a moeda comum europeia chegando a perder a paridade na semana passada.

Na ata do último encontro, o BCE destacou que a política gradualista praticada pela instituição, não é sinônimo de altas de juros no compasso de 0,25 ponto percentual. Dessa forma, elevações maiores podem ocorrer.

Além do anúncio da taxa em si, os agentes de mercado estarão de olho se o BCE vai revelar maiores detalhes sobre como pretende coibir a fragmentação no bloco, isto é o risco de que uma grande lacuna se abra entre os custos de contrair empréstimos em países como a Alemanha e outros mais endividados como Itália, Espanha e Grécia.

Lagarde prometeu combater a fragmentação desse tipo em declarações recentes e afirmou que o BCE poderia até implantar uma nova ferramenta, se necessário.

*Com agências internacionais

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Auxílio Brasil: veja quem recebe o benefício social do Governo Federal nesta segunda-feira

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Programa Auxílio Brasil

A Caixa Econômica Federal paga hoje (15) a parcela de agosto do Auxílio Brasil aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 5. Essa é a primeira parcela com o valor mínimo de R$ 600, que vigorará até dezembro, conforme emenda constitucional promulgada em julho pelo Congresso Nacional.

A emenda constitucional também liberou a inclusão de 2,2 milhões de famílias no Auxílio Brasil. Com isso, o total de beneficiários atendidos pelo programa sobe para 20,2 milhões a partir deste mês.

O beneficiário poderá consultar informações sobre datas de pagamento, valor do benefício e composição das parcelas em dois aplicativos: Auxílio Brasil, desenvolvido para o programa social, e Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Em janeiro, o valor mínimo do Auxílio Brasil voltará a R$ 400, a menos que nova proposta de emenda à Constituição seja aprovada. Tradicionalmente, as datas do Auxílio Brasil seguem o modelo do Bolsa Família, que pagava nos dez últimos dias úteis do mês. No entanto, portaria editada no início de agosto antecipou o pagamento da parcela de agosto para o período de 9 a 22 deste mês.

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago hoje às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 5. Com valor de R$ 110 neste mês, o benefício segue o calendário do Auxílio Brasil.

Com duração prevista de cinco anos, o programa beneficiará 5,5 milhões de famílias até o fim de 2026. O benefício, que equivalia a 50% do preço médio do botijão de 13 quilos nos últimos seis meses, será retomado em agosto com o valor de 100% do preço médio, o que equivale a R$ 110 em agosto. Esse aumento vigorará até dezembro.

Pago a cada dois meses, o Auxílio Gás originalmente tinha orçamento de R$ 1,9 bilhão para este ano, mas a verba subiu para R$ 2,95 bilhões após a promulgação da emenda constitucional.

Só pode fazer parte do programa quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

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Economia

Despesa com funcionalismo cai para menor nível desde 2008

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De janeiro a junho, o Poder Executivo Federal desembolsou R$ 157,477 bilhões para pagar salários, aposentadorias e sentenças judiciais do funcionalismo
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De janeiro a junho, o Poder Executivo Federal desembolsou R$ 157,477 bilhões para pagar salários, aposentadorias e sentenças judiciais do funcionalismo

A ausência de reajustes salariais , a falta de concursos públicos e o adiamento de precatórios contribuíram para derrubar os gastos com o funcionalismo em 2022. As despesas reais com os servidores públicos federais ativos e inativos encerrou o primeiro semestre no menor nível em 14 anos.

Os dados foram compilados pela Agência Brasil com base nas estatísticas do Tesouro Nacional. De janeiro a junho, o Poder Executivo Federal desembolsou R$ 157,477 bilhões para pagar salários, aposentadorias e sentenças judiciais do funcionalismo, em valores atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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O montante é o mais baixo para o primeiro semestre desde 2008, quando estava em R$ 139,733 bilhões, também em valores corrigidos pela inflação.

Ao atualizar os gastos pelo IPCA, o recorde nos gastos com o funcionalismo no primeiro semestre foi registrado em 2019, quando as despesas atingiram R$ 186,213 bilhões. De lá para cá, os gastos recuaram 15,43% em termos reais (descontada a inflação).

Congelamento

Diversos fatores contribuíram para a queda no gasto com o funcionalismo. O principal foi o congelamento do salário do funcionalismo que vigorou entre junho de 2020 e dezembro de 2021. A medida foi aprovada pelo Congresso Nacional em troca do pacote de ajuda a estados e municípios afetados pela pandemia de covid-19.

Apesar de promessas e de greves de diversas categorias do funcionalismo, o governo não concedeu reajustes em 2022. Originalmente, o Orçamento de 2022 tinha destinado R$ 1,7 bilhão para reajuste a forças federais de segurança e agentes de saúde. No fim de abril, a equipe econômica informou que estudava um aumento linear de 5% para todo o funcionalismo.

No entanto, no início de junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, descartou a concessão de reajustes em 2022. Por causa das restrições da lei eleitoral, o governo poderia conceder reajustes acima da inflação até 2 de abril, seis meses antes das eleições.

A Lei de Responsabilidade Fiscal autoriza a reposição da inflação até o fim de junho. No entanto, o projeto de lei deveria ter sido enviado até meados de maio para ser votado a tempo pelo Congresso.

Governo eletrônico

A não realização de concursos públicos para repor os servidores que se aposentaram ou morreram também contribuiu para a queda do gasto com o funcionalismo federal. O número de servidores na ativa caiu de 630,7 mil em dezembro de 2018 para 570,3 mil em julho deste ano, segundo o Painel Estatístico de Pessoal do Ministério da Economia.

A Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia informa que a ampliação da oferta eletrônica de serviços no Portal Gov.br compensou a queda do quadro funcional. Segundo o órgão, a ferramenta, que oferece quase 4,9 mil serviços públicos pela internet, permitiu o deslocamento de servidores de funções operacionais e burocráticas para atividades relacionadas à gestão ou à fiscalização, o que dispensa a reposição de cargos de nível médio ou que se tornaram obsoletos.

Precatórios

Além do congelamento salarial num cenário de inflação alta e da ausência de concursos públicos, outro fator passou a ajudar a reduzir o gasto com o funcionalismo. A emenda constitucional que permitiu o parcelamento de precatórios de grande valor transferiu para outros anos gastos que seriam executados em 2022.

Dívidas do governo reconhecidas em caráter definitivo pela Justiça, os precatórios acima de 60 salários mínimos, passaram a ser parcelados até 2026. O mesmo ocorreu com as dívidas do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que passaram a ser pagas em três parcelas, uma a cada ano.

Segundo o Tesouro Nacional, a emenda constitucional reduziu em R$ 9,82 bilhões as despesas da União com precatórios no primeiro semestre. Em valores corrigidos pela inflação, a queda chega a R$ 11,22 bilhões. Desse total, R$ 7,4 bilhões corresponderam a precatórios relativos ao funcionalismo público federal.

Críticas

A queda no número de servidores é criticada pelas entidades que representam o funcionalismo público. Em audiência pública na Câmara dos Deputados em maio, o diretor da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) Pedro Armengol diz que o congelamento de salários e a não reposição de servidores piora a qualidade do serviço público.

“As decisões tem sido unilaterais. A pauta [de reivindicações] dos servidores públicos não é meramente corporativa. Ela reflete a preocupação dos trabalhadores e trabalhadoras do setor com as condições mínimas necessárias para atender as demandas da população e, portanto, assegurar direitos essenciais dos brasileiros”, declarou.

Entre os problemas citados pelo representante da Condsef, estão a extinção de órgãos, a precarização de salários, a não recomposição da força de trabalho, a precarização das condições e relações do trabalho e a falta de diálogo com o governo.


Fonte: IG ECONOMIA

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