conecte-se conosco


Economia

Pedido de  recuperação judicial da Livraria Cultura é aceito

Publicado


livraria cultura
Reprodução/Facebook

Livraria Cultura poderá parcelar sua dívida em até 12 anos, além da carência de outros dois anos


O pedido de recuperação judicial
da Livraria Cultura, feito em 24 de outubro do ano passado, foi aceito pelos credores da empresa na última sexta-fera (15). De acordo com a proposta aprovada, a dívida da empresa receberá desconto e poderá ser parcelada.

Segundo o acordo, os mais de R$ 285 milhões em dívidas, a maior parte feita com fornecedores e bancos, poderão ser quitados pela Livraria Cultura
dentro de 12 anos, com carência de até dois anos. Além disso, as despesas poderão receber desconto de até 70%.

Esses descontos serão aplicados de acordo com o tamanho da dívida com cada credor. Dessa forma, os credores chamados financeiros estratégicos 1 farão descontos de 30%, com carência de um ano e pagamento em até cinco anos após ese período de carência. 

Já os credores que, além de não fazerem ações de cobranla, continuaram atuando com a livraria mesmo durante o período de recuperação judicial
,
receberão o valor total de seus pagamentos devidos, sem desconto. Eles poderão ser efetuados dentro seis anos, após uma carência de 3 anos.

Na época em que entrou com o pedido de auxílio financeiro, a livraria disse que a empresa encolheu 40% desde 2014, ressaltando os problemas econômica nacional e a crise no setor editorial.

Leia também: Em recuperação judicial, Saraiva tem prejuízo de R$ 106,9 milhões em dezembro

“Infelizmente, após quatro anos de recessão, o cenário geral no país não apresenta sinais claros de melhoria”, escreveu a  Livraria Cultura
, em outubro. “Com essa medida [pedido de recuperação judicial ] visamos normalizar, em curto espaço de tempo, compromissos firmados com nossos fornecedores, preservando a saúde da empresa criada por Eva Herz em 1947, a manutenção de empregos e gerando mais estímulo para crescer”.

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Mercado espera alta da Selic para 9,25% hoje; veja as previsões

Publicado


source
Mercado financeiro estima alta da Selic
Reprodução

Mercado financeiro estima alta da Selic

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) deve elevar a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, pela sétima vez seguida nesta quarta-feira (8), para 9,25%, repetindo a alta de 1,5 ponto percentual da reunião anterior . O debate está centrado na sinalização do comunicado da decisão, já que o país enfrenta piora das expectativas de inflação e, ao mesmo tempo, uma recessão técnica .

A maior parte dos analistas avalia que o Banco Central manterá o tom mais duro e indicará novo aumento da Selic no mesmo ritmo para fevereiro, em razão da contínua piora das expectativas de inflação –  a estimativa para o IPCA na pesquisa Focus já está acima do teto da meta de 2022.

Em contrapartida, alguns economistas já veem espaço para o BC aliviar o discurso e indicar uma desaceleração do ritmo de alta para fevereiro, em razão dos dados fracos da economia. Veja o que dizem os analistas:

Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú, em relatório

  • Espera alta de 1,5 pp na Selic e sinalização de outro aumento da mesma magnitude em fevereiro; vê Selic a 11,75% no final do 1º trimestre de 2022
  • Ajuste de 1,5 pp e elevação da Selic para patamar significativamente contracionista ajudarão no processo de desinflação, mesmo sendo insuficientes para garantir a convergência para a meta em 2022
  • Copom deve reforçar alerta sobre a necessidade de reduzir a incerteza fiscal; também deve repetir a mensagem que a Selic irá até o nível necessário para trazer a inflação para a meta no horizonte relevante para a política monetária

Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco

  • BC deve manter discurso duro e não abandonar totalmente a meta de inflação de 2022, mesmo após resultado fraco do PIB
  • Prevê alta de 1,5 pp agora e que a Selic subirá até 11,75% no fim do ciclo, em março
  • “O BC não deve mudar a comunicação. A bem da verdade, o horizonte de 2022 ainda está ao alcance das mãos”
  • Ainda é cedo para fazer a transição para começar a sinalizar uma redução do ritmo de alta da Selic de 1,5pp, que deve ser mantido nesta semana e no Copom seguinte

Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs

  • Espera que BC eleve juro em 1,5pp nesta reunião e sinalize outro aumento igual em fevereiro devido à piora do cenário atual e futuro para inflação
  • “Mas o Copom pode também decidir por manter uma opcionalidade, ao simplesmente sinalizar a intenção de levar o juro adicionalmente em território restritivo, porém sem explicitamente indicar a magnitude da decisão no início de 2022 dada a dinâmica incerta sobre o crescimento, inflação e Covid”

Carlos Kawall, diretor da Asa Investments

  • BC deve elevar Selic em 1,5 pp, sinalizar mais uma de 1,5 pp em fevereiro e promover outra alta de 1,25 pp em março, chegando ao final do ciclo a 12%
  • “Não deve desacelerar para 1pp em fevereiro porque a inflação continua muito ruim”
  • “Desacelerar não faz nenhum sentido, no momento em que as expectativas de inflação estão subindo”

Gustavo Brotto, CIO da Greenbay Investimentos

  • Espera alta de 1,5 pp e que BC sinalize como mais provável um novo aumento de mesma magnitude para a primeira reunião de 2022; vê Selic a 11% ao final do ciclo
  • “Essa postura mais hawk é necessária para ancorar as expectativas de inflação mais longas, apesar dos dados recentes mais fracos de atividade”
  • Ainda que espere sinalização de 1,5 pp para fevereiro, Greenbay acredita que BC vai desacelerar o ritmo para 1pp naquele mês, porque “entre as reuniões do Copom irá se confirmar esse cenário de atividade econômica mais fraca”

Marcela Rocha, economista-chefe da Claritas

  • Copom deve manter ritmo de alta em 1,5pp agora; vê Selic a 11% no fim do ciclo em 2022
  • Comunicado deve reforçar que plano de voo inicial é ajuste da mesma magnitude na próxima reunião
  • No entanto, caso atividade siga frustrando e o cenário fiscal não tenha novos ruídos, deve ocorrer discussão sobre redução do ritmo de alta para fevereiro, quando o determinante será a inflação

Silvio Campos Neto, economista da Tendências

  • BC vai manter os 1,5pp em dezembro, “mas começo a ter dúvidas quanto à sinalização para fevereiro”
  • “A princípio, temos nova alta de 1,5pp, mas pela distância até a reunião, talvez ele não faça uma indicação tão explícita a respeito e, caso a inflação dê sinais de arrefecimento até lá, poderá inclusive reduzir o ritmo, até para fazer frente ao quadro da atividade”.

Continue lendo

Economia

Resolução indica INSS fixar teto de juros para empréstimo consignado

Publicado

 

O Diário Oficial da União publica, nesta quarta-feira (8), a Resolução nº 1.345, de 6 de dezembro de 2021, do Plenário do Conselho Nacional de Previdência Social, que recomenda Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fixar o teto de juros ao mês, para as operações de empréstimo consignado em benefício previdenciário, em 2,14%, e para as operações realizadas por meio de cartão de crédito, em 3,06%.

O documento indica também usar como referência, para reajuste do teto das operações de empréstimo consignado em benefício previdenciário, os juros reais anualizados em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 16,10%.

A resolução institui ainda, no âmbito do Conselho Nacional de Previdência Social, Grupo de Trabalho para criação de Programa Permanente de Cidadania Financeira e Previdenciária, a ser financiado com recursos das instituições financeiras que operam com empréstimos consignados, bem como para discussão de iniciativas visando ampliar a transparência, concorrência e redução de custos dos empréstimos consignados.

Edição: Aécio Amado

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana