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Economia

PEC Eleitoral: veja como o governo vai usar os R$ 41 bilhões

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‘PEC Eleitoral’ deve ser votada hoje na Câmara. Veja como governo quer gastar os R$ 41 bi
Clauber Cleber Caetano/PR

‘PEC Eleitoral’ deve ser votada hoje na Câmara. Veja como governo quer gastar os R$ 41 bi

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria e amplia uma série de benefícios sociais a três meses das eleições , deve ser votada nesta quinta-feira (7) na Câmara dos Deputados em um esforço concentrado do governo e do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), aliado do presidente Jair Bolsonaro.

A PEC Eleitoral já foi aprovado pelo Senado, e a estratégia governista foi convencer o deputado Danilo Forte (União-CE), relator da matéria, a preservar o texto aprovado pelos senadores. Se for aprovada sem mudanças, a PEC pode ser promulgada sem voltar ao Senado. 

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Além de instituir um estado de emergência, a PEC abre caminho para o governo Bolsonaro ampliar gastos públicos com um “pacote de bondades” que vai durar até dezembro sem ter problemas com as legislações fiscal e eleitoral. As medidas terão custo total de R$ 41,2 bilhões.

A PEC incluiu um benefício mensal de R$ 200 para taxistas e ampliação do programa Alimenta Brasil. Os auxílios foram desenhados pelo governo e são vistas pelo Palácio do Planalto como importantes para alavancar a campanha do presidente Jair Bolsonaro à reeleição.

A legislação proíbe a concessão e criação de benefícios em ano eleitoral, o que só é permitido em casos de calamidade ou emergência. O texto da PEC institui um estado de emergência relacionado o preço dos combustíveis, o que blindaria o governo em casos de questionamentos jurídicos, mas a iniciativa é classificada por juristas como inconstitucional. 

O governo diz que as medidas serão pagas com receitas extraordinárias, como a decorrente da privatização da Eletrobras, de R$ 26 bilhões, e dividendos de estatais (especialmente Petrobras e os bancos públicos), de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões.

Inicialmente, os programas incluídos na PEC seriam a ampliação do Auxílio Brasil para R$ 600 e a criação do “Pix Caminhoneiro” mensal de R$ 1.000. Mas o governo decidiu distribuir recursos diretamente à população mais pobre, levando em consideração o caráter político.

Foram incluídos no pacote um subsídio à gratuidade do transporte urbano de pessoas com mais de 65 anos (para evitar que as tarifas subam) e subsídio ao etanol.

O custo do pacote de bondades:

Auxílio Brasil – R$ 26 bi até dezembro

  • O benefício mínimo, hoje de R$ 400, passará para R$ 600.
  • A proposta permite ainda zerar a fila do Auxílio Brasil, hoje com cerca de 1,6 milhão de famílias que têm direito, mas não foram incluídas no programa por restrições orçamentárias, à espera.

Pix-Caminhoneiro – R$ 5,4 bi até dezembro

  • A PEC cria um auxílio para caminhoneiros autônomos de R$ 1.000 mensais
  • Para atingir esse público, o governo usará um cadastro da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), atualizado até o fim de maio. O objetivo é que não haja uma corrida por novos cadastros.
  • Os dados da ANTT apontam que, até maio, havia 872.320 transportadores autônomos de cargas no país.

Transporte gratuito para idosos – R$ 2,5 bi

  • A PEC prevê uma compensação pela gratuidade a idosos no transporte público, com o intuito de evitar que as tarifas subam.
  • Esse valor será destinado aos municípios e às empresas de transporte urbano.

Imposto sobre Etanol – R$ 3,8 bi até dezembro 

  • O texto da PEC inclui uma compensação aos estados para reduzirem os impostos sobre o etanol.
  • O Objetivo é deixar esse combustível com a mesma competitividade da gasolina.

Ampliação do Vale-gás – Cerca de R$ 1 bi até dezembro

  • O benefício, pago a cada dois meses, garante às famílias um valor de 50% do preço médio de revenda do botijão de GLP (hoje em R$ 53).
  • Com a nova proposta, a União iria subsidiar 100% do preço (pouco mais de R$ 100) a cada dois meses.

Benefício a taxistas – R$ 2 bilhões até dezembro

  • Foi estabelecido um benefício mensal de R$ 200 mensais para taxistas limitado a R$ 2 bilhões.
  • Os motoristas de aplicativo não serão beneficiados.
  • São considerados taxistas os profissionais que residem e trabalham no Brasil, o que deve ser comprovado mediante apresentação do documento de permissão para prestação do serviço emitido pelas municipalidades.

Alimenta Brasil – R$ 500 milhões 

  • A PEC prevê a ampliação do programa Alimenta Brasil

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Veja as áreas com mais oportunidades de emprego no país

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Setores com os maiores números de vagas disponíveis são aqueles que registraram mais perdas de postos de trabalho ao longo da pandemia
MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

Setores com os maiores números de vagas disponíveis são aqueles que registraram mais perdas de postos de trabalho ao longo da pandemia

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a criação de  postos de trabalho no país está em recuperação. A taxa de desemprego de 9,3%, registrada no trimestre de abril a junho de 2022, é a mais baixa para o segundo trimestre desde 2015. Os maiores crescimentos dizem respeito a ocupações nas áreas de serviços prestados às famílias, inclusive domésticos (empregadas ou diaristas), recreação, lazer, serviços de garçom, construção e estética (veja abaixo a lista completa dos setores que mais empregam hoje no país).

Para Fernando Holanda Barbosa Filho, economista e pesquisador do Centro de Crescimento Econômico do Instituto Brasileiro de Economia (CCE/ IBRE-FGV), os setores com os maiores números de vagas disponíveis são aqueles que registraram mais perdas de postos de trabalho ao longo da pandemia, empregam um grande contingente de trabalhadores e foram os últimos a se recuperar.

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“É a recuperação do último estágio da pandemia. São os setores que estavam mais fracos e agora estão voltando com bastante força. Esses segmentos demandam menor qualificação e estão agregando de volta trabalhadores que perderam empregos formais no isolamento social”, avalia.

Mesmo assim, a melhora no mercado de trabalho não foi acompanhada de recuperação da renda. Com o desemprego alto, as pessoas se mostram dispostas a trabalhar por salários menores. Segundo o IBGE, a queda no rendimento médio real (hoje de R$ 2.652) foi de 5,1%, entre abril e junho, em relação a igual período do ano anterior.

“A renda média caiu e convive com uma inflação muito alta. Se você tem o mesmo salário que tinha há dois anos, está em pior situação, porque a inflação vai correndo o poder de compra”, aponta Vivian Almeida, professora de Economia do Ibmec RJ.

Outro desafio do mercado de trabalho é reduzir a proporção de trabalhadores que esperam há muito tempo por uma recolocação no mercado. Segundo o IBGE, aproximadamente três em cada dez desempregados estão em busca de trabalho há mais de dois anos. No segundo trimestre de 2022, o número de desempregados há mais de dois anos era de 2,985 milhões. O número de informais também subiu. São 13 milhões de pessoas mercado de trabalho.

Além de construção e serviços domésticos, o setor varejista registrou o maior volume de contratações na plataforma de Recrutamento e Seleção, com 20,37%, segundo uma pesquisa da Gupy, empresa de tecnologia de RH.

Confira as áreas com mais vagas:

-Alojamento e alimentação (23,1%, ou mais 1 milhão de pessoas)

-Serviços domésticos (18,7%, ou mais 931 mil pessoas)

-Outros serviços* (18,7%, ou mais 805 mil pessoas)

-Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (14,2%, ou mais 2,4 milhões de pessoas)

-Construção (11,2%, ou mais 753 mil pessoas)

-Indústria geral (10,2%, ou mais 1,2 milhão de pessoas)

-Transporte, armazenagem e correio (10%, ou mais 463 mil pessoas)

-Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5,5%, ou mais 893 mil pessoas)

-Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (5,1%, ou mais 568 mil pessoas)

*Serviços artísticos, culturais, esportivos e recreativos.

Expectativa de novas oportunidades 

As carreiras mais afetadas pelo isolamento social e a pandemia de Covid figuram agora entre as que mais contratam. É o caso do emprego doméstico, que chegou a atingir 1,8 milhão de postos de trabalho, formais e informais. Agora, o setor experimenta uma recuperação, ainda que a maior parte das vagas ainda seja para trabalho na informalidade.

“Enquanto a formalidade cresceu 17,6%, a informalidade aumentou 19,93%. O que observamos é que, ao contratar novos funcionários, os empregadores estão contratando com menor valor. O número de trabalhadores procurando emprego ainda é bem maior do que a oferta do mercado”, explica Mário Avelino, presidente do Instituto Doméstica Legal.

Outros profissionais bastante afetados e que agora vivem um ciclo de retomada são os garçons e os profissionais que trabalham em bares e restaurantes. Um levantamento feito pelo Trampolim, aplicativo colaborativo de empregos, contabilizou mais de 550 oportunidades de emprego no país no setor de bares e restaurantes neste ano. Além de garçom, há oportunidades para copeiros, cozinheiros e outras carreiras.

No primeiro semestre de 2022, o aplicativo registrou 1.850 novas vagas no setor de alimentação. A oferta já equivale ao total de oportunidades criadas nos 12 meses de 2021.

“A expectativa é que o volume de empregos cresça cada vez mais no setor de bares e restaurantes. Muitos estabelecimentos fecharam as portas durante a fase mais crítica da pandemia e, agora, começam a reabrir, dando vazão a uma demanda que ficou reprimida”, afirma Bruno Rizzato, diretor do Trampolim.

Apesar do aumento no número de vagas, é preciso se preparar para disputar oportunidades em um mercado competitivo (veja abaixo dicas de recolocação).

Dicas para conseguir um emprego

Demonstre interesse

Procure estar sempre disposto a aprender algo novo, a aprender com quem já tem mais tempo e experiência que você.

Tenha foco

Seja proativo, procure resolver as demandas que surgirem. Não se deixe levar por distrações durante o trabalho.

Evite celular

Mesmo que esteja sem muito movimento ou trabalho, não fique no telefone conversando ou vendo redes sociais.

Cumpra prazos

Procure concluir suas tarefas no prazo determinado, sem postergar a entrega.

Fumar fora de hora

Evite sair fora do horário do intervalo para fumar, pois isso pode prejudicar a sua avaliação junto ao empregador.

Seja pontual

Evite chegar atrasado no trabalho ou faltar muito e sem justificativa. Pontualidade e assiduidade fazem parte do perfil desejado pelos empregadores

Não critique o antigo emprego

Evite falar mal dos seus empregadores anteriores.

Cuide da aparência e postura

Não chegue ao trabalho com as roupas ou uniforme bagunçados, sujos ou amassados. Evite se sentar fora de hora e em locais impróprios.

Busque se qualificar

Quanto mais qualificado você é, mais chances de se manter no emprego, de ser efetivado. Aproveite cursos os on-line e gratuitos

Esteja preparado

Procure informações sobre a área que deseja atuar, o produto ou serviço que estará representando.


Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Uber vai acabar com o Rewards, seu programa de fidelidade

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O programa Rewards chegou ao Brasil em 2019
Giovanni Santa Rosa

O programa Rewards chegou ao Brasil em 2019

A Uber comunicou a usuários do aplicativo de transporte neste fim de semana que vai encerrar o seu programa de fidelidade, o Rewards, que chegou ao Brasil em 2019. A decisão, segundo a empresa, é global e não haverá um programa substituto, ao menos por enquanto.

O programa permitia a usuários da plataforma acumular pontos a cada corrida ou pedido (no caso do Uber Eats), os quais poderiam ser trocados por benefícios como descontos na própria plataforma ou em parceiros como serviços de streaming.

Neste sábado, usuários da plataforma no Brasil receberam um comunicado sobre o assunto. “Você tem até o dia 31 de agosto para acumular pontos. Depois dessa data, os benefícios atrelados aos níveis do programa também deixarão de existir.”

Segundo o comunicado, os pontos já acumulados poderão ser trocados por benefícios até 31 de outubro de 2022. Em 1º de novembro, o Uber Rewards será “totalmente encerrado”, segundo o anúncio. Os usuários podem visualizar seus pontos e resgatar seus benefícios na seção ‘Conta’ no app da Uber.

O fim do programa não ocorrerá apenas no Brasil, e sim em todas as operações da Uber no mundo. Segundo o site The Verge, usuários nos Estados Unidos também receberam comunicado semelhante. O encerramento do benefício ocorre após a plataforma realizar, no Brasil, pesquisas com usuários sobre a avaliação que faziam dos benefícios oferecidos. Por aqui, a plataforma enfrenta forte concorrência da 99, controlada pela chinesa Didi.

“No sábado, dia 13 de agosto, anunciamos aos nossos usuários que o Uber Rewards será encerrado em 1° de novembro. (…) Agradecemos aos nossos usuários pela fidelidade e por fazerem parte do Uber Rewards”, disse a Uber em nota.

No segundo semestre deste ano, a Uber teve, globalmente, um prejuízo de US$ 2,6 bilhões (R$ 13,2 bilhões no câmbio atual), ante lucro de US$ 1,14 bilhão registrado no mesmo período de 2021.

Apesar disso, e de buscar encerrar suas operações mais deficitárias (a exemplo da operação de delivery do Uber Eats no Brasil), a plataforma tem aumentado sua receita. O faturamento no segundo semestre deste ano foi de US$ 8,07 bilhões, o dobro do registrado de abril a junho de 2021.

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Fonte: IG ECONOMIA

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