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Passamos dos 240 km/h em um alucinante caminhão da Copa Truck

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Os caminhões da Copa Truck são tão velozes quanto enormes. E tão  brutos quanto precisos nas curvas
Guilherme Menezes/ iG Carros

Os caminhões da Copa Truck são tão velozes quanto enormes. E tão brutos quanto precisos nas curvas

Não é sempre que podemos andar em caminhões. Menos ainda em caminhões de corrida que, no caso, são os que disputam a Copa Truck. Na realidade, não fazia nem ideia de como seriam 1000 cv e mais de 500 kgfm de torque nas costas (literalmente, uma vez que o motor fica posicionado atrás da cabine).

Como é a sensação de um “ogro” desses “rasgando” a reta a mais de 240 km/h? Velocidade essa que pode ser atingida quando se acelera do início da reta ao fim, no Autódromo de Interlagos (SP), e que, inclusive, é superior em relação à que o Stock Car da temporada atual consegue atingir.

O automobilismo é um esporte composto de uma grande variedade de categorias. Todas elas são oriundas de, basicamente, duas famílias de carros de corrida. Uma delas é a dos protótipos (de onde se derivam os Fórmulas, LMPs da WEC, entre outros), e a outra é a dos carros de turismo, cujo ponto de partida é o mesmo do carro de passeio que você pode comprar e sair rodando pelas ruas.

Os caminhões da Copa Truck até seguem os padrões dos caminhões de rua. Entretanto, o simples fato de serem caminhões super velozes e que dividem curvas na pista, o colocam em uma seara completamente distinta das demais categorias.

Em relação ao caminhão comum, a cabine é rebaixada, são colocados santantônios, bancos e cintos de corrida, o trem de força é realocado para a traseira e o eixo cardã é aliviado, bem como a potência e o torque são dobrados de 500 cv e 250 kgfm para mais de 1000 cv e 500 kgfm, com um turbocompressor imenso que gera mais de 3 bar de pressão, até os 3000 rpm.

E como é colocar tudo isso para o chão? E para reduzir toda essa velocidade acumulada em 5 toneladas? Conversando com os engenheiros da equipe da Mercedes , na Copa Truck, as temperaturas nas pastilhas chegam a superar os 850 graus e trabalham durante a prova entre 400 e 700 graus. Isso também é o dobro do que atingem os caminhões de rua em descidas de serra.

Se não fossem pelos sofisticados sistemas de refrigeração dos caminhões de corrida , a cada duas ou três frenagens, veríamos sempre uma grande possibilidade de desastre.

Todos os caminhões da Copa contam com sopradores e sistema de irrigação para os discos e para as pastilhas . Se não fosse por isso, os fluidos se superaqueceriam rapidamente, o piloto perderia a pressão no pedal de freio e, assim, um abraço. E os pneus? São os mesmos que você pode comprar para o seu caminhão.

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Monstro supersônico

Assim é o visual de um dia qualquer de corridas da Copa Truck
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Assim é o visual de um dia qualquer de corridas da Copa Truck

Tivemos a oportunidade de sentir como tudo isso se comporta na pista, sentados no banco do passageiro. Ao contrário da maioria dos carros de corrida, o campo de visão é bem amplo e, claro, a posição dos bancos é bem elevada. Além disso, não há capô que possamos ver adiante. Em movimento, parece até que estamos pairando sobre o asfalto.

A sensação de aceleração é brutal, especialmente quando o turbocompressor sai da zona de lag para entregar todo o fluxo ao motor. As costas grudam no banco de um jeito único.

Outro ponto curioso é que o câmbio tem escalonamento bastante longo , o que também se opõe aos demais carros de corrida. Entretanto, é justamente isso (em conjunto com a força bruta) que faz o veículo ganhar tanta velocidade, apesar de todo o peso e do arrasto de ar que pode ser comparado ao de uma parede de tijolos a quase 250 km/h.

A calibração da suspensão é outro ponto bastante importante. Sentimos bastante oscilação do curso de molas e amortecedores a bordo, que inclusive fez com que a dianteira precisasse buscar um pedacinho da área de escape depois do S do Senna. Ao “trocar figurinhas” com o piloto Roberval Andrade, depois da experiência, descobrimos que o ideal, para este caso, seria um acerto mais macio para a dianteira. Veja a tocada dele no vídeo abaixo.

Como se não bastasse, mais um aspecto foi inusitado para essa primeira experiência. Ainda é comum vermos caminhões dos anos 70, 80 e 90 pelas ruas e estradas, cruzando centenas e até milhares de quilômetros diariamente, desde que saíram da fábrica. Logo, durabilidade para algumas voltas não seria um desafio, pensava eu.

Entretanto, por razões ainda não averiguadas, o caminhão que nos levava pelo Autódromo de Interlagos , quebrou. Até que enfim encontramos alguma similaridade com todos os outros carros de corrida , não é mesmo?

Mas isso é completamente previsto dentro do automobilismo e a Mercedes estava tranquila, uma vez que o dia serviu apenas de testes para a corrida do dia 01/03, e o motor — de R$ 150 mil, quando original de fábrica — poderá ser trocado a tempo. Afinal de contas, cavalo anda, cavalo bebe, e se cansa também.

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Fiat 500 fica entre os mais vendidos na Europa no semestre

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Fiat 500 chega aos 65 anos. Hoje, o modelo elétrico é quem mais se destaca no velho continente
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Fiat 500 chega aos 65 anos. Hoje, o modelo elétrico é quem mais se destaca no velho continente

O Fiat 500 sempre foi um carro carismático. Nos anos 60 e 70, era tão popular que passou a ser referido como o “Fusca italiano”. Décadas depois, em meio às suas “idas e vindas”, eis que o carrinho se adequa à nova era da eletrificação. A maior prova de que continua bem sucedido é que ficou entre os mais vendidos no primeiro semestre do ano, desbancando até mesmo a VW na Alemanha.

O compacto italiano ficou entre os três carros elétricos mais vendidos no continente, e também na França e Espanha. Se consagra na liderança nos mercados da Itália e da Alemanha.

“O novo 500 elétrico ficou entre os três veículos elétricos mais vendidos na Europa nesse semestre, e liderou na Alemanha, superando até mesmo os carros locais. Essa é uma prova do sucesso da estratégia de eletrificação da Fiat, e reafirma nosso compromisso com a transição elétrica como missão social histórica.” Declarou Oliver Francois, CEO da Fiat. A atual geração é a terceira do modelo, que chegou ao mercado em 1957 e já vendeu mais de 6 milhões de unidades ao redor do mundo.

O primeiro 500 ficou em produção por 18 anos, até 1975, e recebeu um sucessor em 2007, que chegou até a ser comercializado no Brasil entre 2009 e 2014. O que impediu de ser tão bem sucedido no Brasil, nessa época, é que seu preço não era tão em conta, principalmente para um carro de seu porte.

O novo 500 elétrico é uma atualização visual mais moderna do modelo de 2007, mas é oferecido apenas com motorização elétrica. Mesmo assim, e ignorando o seu custo mais elevado do que outros carros a combustão, acumula mais de 100 mil unidades vendidas. em dois anos.

Um dos fatores que fazem o 500 ser tão bem aceito na Europa é o fato destes consumidores se interessarem por veículos pequenos — e, mais recentemente, por elétricos. E o pequeno Fiat oferece isso com um visual clássico, mas ao mesmo tempo moderno. No Brasil, existem cerca de 330 unidades do 500e emplacadas, segundo o Denatran, e é oferecido em versão unica custando a partir de R$ 255.990. É equipado com motor de 118 cv e 22,4 kgfm de torque, e segundo a Fiat, possui autonomia de 320 km. 

Fonte: IG CARROS

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Volvo investirá US$1 bilhão em nova fábrica de veículos elétricos

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Volvo Concept Recharge servirá como base para nova geração de modelos da Volvo
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Volvo Concept Recharge servirá como base para nova geração de modelos da Volvo

A Volvo é uma das fabricantes que mais investem na eletrificação de seus veículos, e foi uma das primeiras a oferecer apenas veículos eletrificados no Brasil, e agora fará um investimento significativo no setor de elétricos.

Os suecos anunciaram o aporte de US$ 1.25 bilhão ( em torno de R$ 6.65 bilhões) para a construção de uma nova fábrica na Europa, que será exclusivamente de veículos elétricos , visando o objetivo da fabricante de ser 100% elétrica até 2030.

A fábrica ficará localizada próxima a Kosice, no leste da Eslováquia e a construção será iniciada no ano que vem, com os equipamentos instalados em 2024 e os primeiros veículos devem sair da fábrica em 2026.

A nova fábrica da Volvo terá capacidade para fabricar 250 mil veículos elétricos por ano, com capacidade de expansão caso haja necessidade, e irá produzir a próxima geração dos modelos elétricos da Volvo.

A Volvo planeja lançar cinco veículos elétricos e dois híbridos plug-in nos próximos anos, antes de deixar de produzir motores a combustão, a partir de 2030.

O objetivo da Volvo é alcançar a marca de 1 milhão e 200 mil veículos vendidos por ano em 2025, ou seja, antes mesmo da fábrica eslovaca entrar em funcionamento, e pra isso conta com plantas na Ásia e Estados Unidos.

Além da nova planta em Kosice, a Volvo já possui fábricas em Torslanda na Suécia e Gent na Bélgica,e estarão a cerca de 1.500 km de distância entre si, o que possibilitará uma rápida logística de transporte de componentes, e fácil acesso a fornecedores. Os suecos estimam que poderão fabricar 600 mil carros por ano apenas na Europa.

“A Europa é nossa região com maior número de vendas, então é crucial para nosso crescimento e transição para a eletrificação . Fico feliz de expandir a produção da Volvo para a Eslováquia e não vejo a hora de começar esta jornada.” Comentou Jim Rowan, Chefe Executivo da Volvo.

A Volvo será a quinta fabricante automotiva a instalar uma fábrica na Eslováquia, que conta com fábricas da Volkswagen, Stellantis, Kia e Jaguar Land Rover.

Um dos motivos que fizeram a Volvo estabelecer sua nova fábrica  em Kosice,  foi os incentivos do governo local , que ofereceram cerca de € 240 milhões (R$1.32 Bilhão) em benefícios aos suecos, o que corresponde a 20% do total investido na fábrica.

Um dos principais compromissos da Volvo é de neutralizar a emissão de carbono , e em Kosice, toda a energia utilizada será oriunda de maneiras que não agridem o meio ambiente, visando aumentar a  eficiência energética e redução máxima de poluentes.

Fonte: IG CARROS

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