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Parlamentares formam grupo de trabalho em defesa do Pantanal

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Um grupo de parlamentares do Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALM) visitou neste sábado (19) áreas do pantanal mato-grossense atingidas por incêndios florestais. A comitiva, coordenada pela deputada federal Professora Rosa Neide (PT), se reuniu com entidades, bombeiros e gestores da região em busca de soluções para esta grave emergência ambiental.

“Mato Grosso passa por um grave estado de alerta, calamidade e destruição em decorrência dos sucessivos incêndios e queimadas. O governo federal é omisso e não mobiliza forças para auxiliar no combate ao fogo. Por isso, o meu mandato está à frente de algumas ações de combate”, explicou a deputada.

A comitiva de parlamentares observou a situação do bioma e ouviu as comunidades locais, Organizações não governamentais (ONG’s) e ambientalistas para colher subsídios que embasarão o relatório técnico da Comissão.

“Nosso objetivo é cobrar do governo Bolsonaro e do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) ações imediatas no combate ao fogo, mas também o aprimoramento da legislação ambiental referente ao Pantanal”, completou.

A situação na região é extremamente grave. O fogo já consumiu cerca de 2,3 milhões de hectares do Pantanal e as chamas continuam fora de controle. Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Mato Grosso já registrou, este ano, em seus três biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal mais de 32 mil focos de calor – é o maior número em 10 anos – e 36% a mais que em 2019.

Compõem a comitiva, o presidente da Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara dos Deputados, Rodrigo Agostinho (PSB); os deputados Nilto Tatto (PT-SP), Paulo Teixeira (PT-SP), Professor Israel Batista (PV-DF) e Dr. Leonardo (Solidariedade-MT). Além e senadores e dos deputados estaduais Eduardo Botelho (DEM), presidente da ALMT, e Valdir Barranco (PT), presidente da Comissão de Educação da ALMT.

“Sabemos que Mato Grosso demorou, e muito, a tomar medidas para a contenção do fogo. Agora, somadas todas as forças deste  grupo formado vamos buscar medidas de mitigação dos problemas e medidas preventivas para evitar novas queimadas como estas nos próximos anos”, disse Botelho.

“O governo estadual foi omisso e agora que estamos próximos à chegada das chuvas quer tomar medidas. Ora, o meio ambiente deve ser prioridade e não pode ser tratado com descaso. O Pantanal é uma grande riqueza do mundo, um bioma com fauna, flora, recursos hídricos e minerais de valor imensurável. Esperamos que com a pressão internacional e dos entes federados os governos estadual e federal, que adam de mãos dadas em outras frentes antissociais, acordem e não permitam que crimes como estes volte ocorrer. Queremos uma natureza viva e não animais mortos e vegetação queimada”, concluiu Valdir Barranco.

 

 

Fonte: ALMT

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Gisela diz que fez bem em rejeitar Emanuel, que teria que escolher um lado e que pode disputar Câmara Federal pelo Pros

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A presidente do Pros de Mato Grosso, advogada Gisela Simona, em entrevista ao Portal ODocumento, afirmou que a sua pré-candidatura à Câmara Federal, nas eleições de 2022, significa o fechamento de um ciclo que começou ainda em 2018, quando a advogada concorreu à mesma vaga e conquistou mais de 50 mil votos.

Segundo Simona, que disputou a eleição para a prefeitura de Cuiabá, em 2020, ficando em terceira colocada na disputa, sua postura no segundo turno da eleição que reelegeu o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), de apoiar o candidato Abílio Júnior (Podemos), não prejudica o seu projeto de disputar a Câmara Federal.

“Não vejo que houve em nenhum momento um erro ou que haja prejuízo. Pelo contrário, até pelos desfechos que estão acontecendo hoje dentro da gestão municipal fica notório que não tinha como apoiar o atual prefeito”, afirmou.

Conforme a líder partidária, “aqueles que acompanham nossa trajetória sabem que nós temos que ser coerentes com aquilo que achamos que é correto. E ser contra a corrupção é algo que sempre foi muito claro, não só nas nossas vidas como também nas nossas propostas”, declarou.

A líder partidária fez questão de destacar que a intenção do Pros é lançar chapas completas para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal nas eleições de 2022, com 16 pré-candidatos a deputado federal e 48 estadual. “Esse é o nosso propósito, estamos aguardando para ver se haverá mudança na legislação ou não. Nós estamos querendo sair com chapa cheia, com 16 candidatos a federal e 48 a estadual. Fizemos uma divisão do Estado por número de eleitores e vamos querer fazer um grupo bem heterogêneo com pessoas de todo Mato Grosso”, argumentou.

Questionada sobre nomes que estariam compondo as chapas de pré-candidatos, Gisela Simona desconversou. “Estamos mantendo tudo sobre sigilo, até mesmo para evitar o assédio de outros partidos. Mas estamos com um bom andamento. Terá muitos representantes da sociedade, diversos segmentos, ex-candidatos a prefeito no interior do Estado e algumas figuras conhecidas aqui em Cuiabá também”, completou

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Fávaro vê exagero na quantidade de partidos, critica proposta da volta das coligações e diz que votará contra

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O senador Carlos Fávaro (PSD), presidente do partido no Estado, vê a volta das coligações partidárias nas eleições proporcionais como um retrocesso. “Voltar as coligações é o enfraquecimento dos partidos políticos. Com todo respeito à Câmara Federal, mas nós não podemos retroceder”. Segundo Fávaro, a volta das coligações e a ausência de cláusulas de barreira impede a governabilidade de qualquer chefe de Executivo. A matéria, que está em tramitação, para Carlos Fávaro, terá resistência no Senado Federal.

“A volta das coligações, proposta pela maioria dos deputados federais, marcaria um retrocesso nos avanços conquistados ao longo dos últimos anos. Nosso sistema eleitoral, com as regras atuais, é muito recente. Ainda que precise de ajustes, não podemos permitir retrocessos”, argumentou o senador.

Carlos Fávaro, que é titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania do Senado, que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Eleitoral (28/2021), fez questão de destacar o relatório da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que barrou a medida, aprovada na Câmara dos Deputados.

“Embora alguns possam pensar o contrário, não é democrático termos 35 partidos políticos, o que cria situações esdrúxulas, como as siglas de aluguel. Por isso, parabenizo a senadora Simone por barrar a volta destas coligações”, disse o senador.
Só para citar exemplos, o senador disse que em Cuiabá os 25 vereadores estão divididos em 19 partidos políticos. Em Blumenau [SC], são 15 vereadores para 12 partidos. “Por mais plural que somos enquanto sociedade, não há justificativa para um número tão grande de siglas”, destacou o senador.

Para o senador, “isso é horrível, imagina o prefeito ter que tratar, e é parte normal da democracia o Executivo e Legislativo conversarem e convergirem, ter que conversar com 19 líderes, e o que é pior, chega a ser grotesco, líder de si mesmo, porque só tem um vereador. Esse não é o modelo bom para a democracia, para a gestão pública”, arrematou.

O senador defende o aperfeiçoamento da legislação eleitoral e lembrou que o Senado já aprovou projetos importantes nesse sentido, como o que define critérios para a distribuição das sobras eleitorais e o que estimula a participação de mulheres na política.

 

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