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Economia

Paraíba será contemplada com fundo de incentivo à agricultura familiar

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O Território da Borborema, na Paraíba, foi escolhido como um dos novos pontos de implementação do Fundo Competitivo do Projeto Innova AF, de incentivo à produção de agricultores familiares no âmbito da América Latina. As entidades à frente da iniciativa são o Instituto Interamericano da Cooperação para a Agricultura (IICA) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).

O propósito é viabilizar propostas que incorporem métodos inovadores, que potencializem tanto a atividade econômica como a sustentabilidade do modelo de produção diante das mudanças climáticas. Além do Brasil, territórios de outros sete países (Bolívia, Colômbia, Equador, Guatemala, Honduras, México e República Dominicana) poderão participar do programa, lançado hoje (10), em Brasília.

Estima-se que, ao todo, 2,5 mil pessoas sejam beneficiadas pela nova fase do Innova AF. Desse total, um quarto deverá ser de povos originários.  

O coordenador do projeto, Miguel Altamirano, ressalta que um dos objetivos é frear o êxodo rural da parcela mais jovem desses locais que, na falta de oportunidades, não vê, muitas vezes, outra saída senão partir para as grandes cidades. Outra meta da iniciativa, diz ele, é estimular uma gestão participativa do conhecimento. Na sua avaliação, esses fatores são capazes de consolidar uma “identificação territorial”.

Paraíba

Com pouco mais de 5 mil habitantes e renda média mensal de 1,4 salários mínimos, Alagoa Nova é um dos 21 municípios brasileiros que deverão sentir o impacto da ação. O Território da Borborema tem uma área de 3.341 quilômetros quadrados e inclui Campina Grande, importante polo industrial e universitário do país.

Também integram o território os municípios de Algodão de Jandaira, Arara, Areia, Areial, Borborema, Casserengue, Esperança, Lagoa Seca, Massaranduba, Matinhas, Montadas, Pilões, Puxinanã, Queimadas, Remígio, São Sebastião de Lagoa de Roça, Serra Redonda, Serraria e Solânea. Na região, firmou-se o cultivo de hortaliças, no âmbito da agricultura familiar. Nessas localidades, a estiagem pode durar de cinco a seis meses do ano.

Critérios e diretrizes adicionais

A regra é que cada país seja contemplado com a aprovação de uma proposta, que irá dispor de um orçamento de até R$ 440 mil. O aporte do fundo garantirá até 60% do custo total e a organização responsável pela proposta deverá aplicar os 40% restantes. O formato permite que, como contrapartida, a organização selecionada cubra a parte de insumos e pessoal técnico, por exemplo.

Outra especificação estabelecida diz respeito à duração. As organizações escolhidas terão três meses para sistematizar o funcionamento das ações e 15 meses para executá-las. O prazo para inscrever propostas começa na segunda-feira (16) e termina no dia 16 de outubro.  

Além disso, poderão participar do processo instituições provenientes de países diferentes dos oito onde serão implantados os projetos. A única exigência é que, se houver alguma nessa condição, apresente uma proposta para implementar nos territórios definidos pelo IICA e pelo Fida.

O Innova AF teve início em julho do ano passado e deve ser concluído em setembro de 2021. O projeto tem contrapartidas financeiras do Centro Agronômico Tropical de Pesquisa e Ensino (Catie) e do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad).

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC
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Petróleo: Brasil e mundo sentem o impacto dos drones sobre a Arábia Saudita

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IstoÉ

ACUSAÇÃO Sauditas culparam o Irã pela ação e apresentaram pedaços dos drones que foram recuperados


Líder na exportação mundial de petróleo, a Arábia Saudita foi surpreendida no último sábado (14) por ataques que comprometeram metade da sua produção. Uma série de drones atingiu a refinaria de Abquaiq, a maior do mundo, e os campos de Khurais.

A ação fez disparar os preços do petróleo e aumentou a incerteza sobre a economia mundial, que está em desaceleração. O papel da Arábia Saudita como regulador do mercado mundial de petróleo passou a ser visto com reserva.

Trump impõe sanções contra o Banco Central do Irã após ataque na Arábia Saudita

Isso pode atrair o interesse pela exploração em áreas mais seguras, o que pode favorecer indiretamente o Brasil, com o pré-sal adquirindo mais importância como fronteira estratégica da commodity.

Efeitos no Brasil

Essa valorização do pré-sal não é a única implicação no Brasil. Os ataques colocam à prova a política de preços da Petrobras , que alinha o valor de combustíveis no País com os praticados no exterior.

O receio é que volte a interferência política para brecar o aumento da gasolina e do diesel — a principal preocupação é pela ameaça de greve dos caminhoneiros .

Chanceler do Irã promete ‘guerra total’ se EUA ou Arábia Saudita atacarem

Além disso, também fica em risco o plano de quebrar o virtual monopólio da estatal no refino. Isso ocorre porque as refinarias que estão sendo vendidas pela companhia tornam-se menos atraentes para investidores se houver insegurança comercial.

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Questionado, o ministro Paulo Guedes se esquivou e declarou que “esse petróleo aí é da Petrobras”. De início, a empresa disse que não faria um reajuste imediato. Na quarta-feira, subiu a gasolina em 3,5% e o diesel, em 4,2%.

O Ministério das Minas e Energia anunciou a criação de um gabinete de crise para acompanhar a situação. Esse é um teste não só para a Petrobras, mas para os rumos da política econômica de Guedes. 

Efeitos na economia global

O acontecimento do fim de semana levou o mundo a temer um novo choque do petróleo . Na segunda-feira, os preços subiram quase 20%, o maior salto em quase 30 anos.

Preço da gasolina sobe 3,5% e do diesel tem alta de 4,2%, anuncia Petrobras

Essa alta foi parcialmente revertida nos dias seguintes, quando a estatal saudita Aramco afirmou que poderia restaurar cerca de 70% do fluxo de 5,7 milhões de barris diários.

Além disso, o país estaria apto a retomar sua produção até o final do mês. Há dúvidas sobre a extensão dos danos e a capacidade de restabelecimento saudita, mas as declarações foram suficientes para acalmar os mercados e reduzir o preço do barril. 

O Brent, referência internacional, estava 6% superior ao preço pré-ataque na última quarta-feira, mas 13,5% inferior ao pico registrado esse ano, em maio.

O ataque foi reivindicado pelos rebeldes houthis, do Iêmen, que lutam contra uma coalizão liderada pela Arábia Saudita na guerra civil do país. Mas a Arábia Saudita responsabilizou o Irã — os dois países são inimigos históricos e estão em lados opostos no conflito.

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Autoridades sauditas apresentaram drones que teriam sido usados na ação. Afirmaram que são equipamentos iranianos vindos do norte, o que exclui a origem no Iêmen (que fica ao sul).

Além disso, disseram que as milícias houthis não possuem equipamentos capazes de percorrer uma distância de 700 quilômetros. O secretário de Estado americano Mike Pompeo também responsabilizou o Irã e chamou o ataque de um “ ato de guerra ”.

O presidente Donald Trump , por outro lado, foi mais cauteloso. Não acusou os iranianos diretamente, evitando a pressão doméstica para que agisse militarmente contra o país. Ao invés disso, determinou o aumento de sanções contra os iranianos.

A escalada é um desafio para Trump. Depois de abandonar o acordo nuclear internacional com o Irã, os EUA têm ampliado suas sanções econômicas que visam estrangular as exportações de petróleo iranianas.

O Golfo Pérsico , que concentra um terço das exportações mundiais de petróleo, registra tensões crescentes desde o ano passado e tornou-se palco de ataques.

O incidente expôs a vulnerabilidade da Arábia Saudita em proteger suas instalações, apesar de o país ser um dos maiores compradores mundiais de armamentos — a maior parte fornecida pelos EUA.

Fonte: IG Economia
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Economia

Investidores internacionais querem evitar dupla tributação com Brasil

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Multinacionais dos Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido querem acordo para evitar dupla tributação (ADT) com o Brasil, com o objetivo de ampliar comércio e investimentos no país. É o que mostra um levantamento inédito feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) com as 55 maiores multinacionais americanas, britânicas e alemãs que têm investimentos produtivos no Brasil.

O Brasil tem atualmente uma rede de acordos para evitar dupla tributação com 33 países e mais quatro em processo de ratificação. No entanto, nenhum desses acordos inclui Alemanha, EUA e Reino Unido, que são importantes destinos ou origem de investimentos envolvendo o Brasil. Juntas, as três economias têm mais de US$ 250 bilhões em estoques de investimentos no Brasil. Segundo a CNI, os ADTs diminuem custos para os investimentos estrangeiros no país ao reduzir o Imposto de Renda para rendimentos importantes como envio de dividendos, comércio de serviços, financiamento e royalties

Segundo a consulta da CNI-Amcham, 86% dos investidores avaliam que poderiam aumentar comércio de serviços com o Brasil. A resposta das multinacionais estrangeiras demonstrou ainda que, para 63% delas, um ADT contribuiria para aumentar os investimentos dessas empresas no país. Além disso, 54% afirmaram que a existência de um acordo contra bitributação com esses três países aumentaria a aquisição de tecnologia pelo Brasil. 

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“O resultado do levantamento é bem claro. As empresas afirmam que a celebração desse acordo aumentaria seus investimentos no Brasil. Assinar ADTs com EUA, Alemanha e Reino Unido seria uma grande contribuição para melhorar o ambiente de negócios no país e atrair mais investimentos num momento em que o Brasil mais necessita”, disse o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi.  

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC
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